Brasil

Jericoacoara/CE

Esse passeio para Jeri, como é carinhosamente conhecida essa linda praia cearense, foi planejado e adiado algumas vezes. Como já fui várias vezes passar férias em Fortaleza, sempre tive vontade de conhecer a famosa praia, citada como uma das mais belas do mundo pelo jornal New York Times, em tempos passados. Mas como sempre eu estava enrolada com as crianças, e sabedora da distância até ela (6 horas de buzão), acabava adiando.

Em dezembro de 2015 mais uma vez fui passar uma semana em Fortaleza (prometi que vou dar um tempo na capital cearense…) com toda a família, as filhas, mãe, irmã, cunhado e sobrinho. Com essa comitiva toda, achei que minhas filhas ficariam bem cuidadas no resort do Beach Park, enquanto eu desse “um pulinho” até Jeri.

A idéia inicial era passar uns três dias inteiros no lugar, para conhecer e curtir com calma as famosas e aclamadas paisagens. Mas, eu achei que ficaria muito “pesado” para meu povo, (leia-se, meu trio iria agitar demais na minha ausência) e resolvi refazer os planos, com algo mais enxuto. Bem mais enxuto.

Resumo da aventura:

Descobri um tour de UM dia para Jeri. Um bate e volta. Encarei a maratona, pois pelo menos faria o checkin tão almejado e ficaria o gostinho de quero mais.

Foi assim: acordei às 3 da madruga do dia 17/12/15 (nem sei se dormi, na verdade) e peguei um táxi, que me levou até um outro hotel em Fortaleza, onde passaria o ônibus, o transfer para Jeri. Longe pacas do hotel, quase uma hora de estrada. Cheguei no hotel, encarei o ônibus, que passou por vários outros hotéis até pegar efetivamente a estrada, ali pelas 6 da manhã. Eu, sonolenta, cochilava quando conseguia.

Seguimos em direção à Jeri, com parada para café da manhã num restaurante meia boca de beira de estrada.

Lá pelas 11 da manhã o ônibus estacionou em outro restaurante, onde fizemos o transfer para um “pau de arara”. Leia-se, caminhonetes cabine dupla que levam os passageiros afortunados na frente e os demais na caçamba, sentados nuns bancos de madeira, com vento na cara.

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Pelas estradas de areia, em direção à Jeri, no “pau de arara”

Na ida, fui na caçamba, na emoção, curtindo. Já pra voltar pedi arrego, exausta, exigi a troca com um dos passageiros e retornei no banco do carona da caminhonete.

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O caminho até Jeri, desde a cidadezinha de  Jijoca de Jericoacoara, passa por parte de calçamento e a maior parte do trajeto é por estradas de areia, trajeto irregular, buracos. Realmente, o local só é acessível por bugys e carros 4×4.

Depois de cerca de uma hora e meia de solavancos e vento com areia na cara, se adentrou na vila de Jeri. A camionete circulou na cidadezinha, ruas de areia, tudo muito roots. Vi alguns hotéis, pousadas, que eu havia pesquisado aventando minha estada em Jeri. Vai ficar para uma próxima…

A caminhonete estacionou na praça do vilarejo, onde tirei uma foto na tradicional jangada que identifica Jeri. Depois uma caminhada até a praia, com vista para a duna do pôr do sol. Lamentei muito não poder ficar para ver o aclamado pôr do sol à partir do alto da duna. Deve ser belíssimo, a exemplo das fotos que já vi na net.

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A praia, no horário do meio-dia, não me impressionou muito, mas ok, tomei um banho de mar para repôr as energias.

O grupo ficou um tempo por ali, depois retornamos à praça e de lá, novamente subi no pau de arara, seguindo por uma estrada de areia até a Pedra Furada, cerca de 3 km da vila. A caminhonete estacionou num ponto de encontro de veículos que levam os turistas, num local mais elevado e de lá me aguardava uma boa caminhada pela areia e por entre as pedras, até a dita Pedra Furada. Realmente o lugar é bacana, com a imensa pedra junto ao mar, que dá nome ao local. Mas a quantidade de turistas naquele horário tirou um tanto do “especial” do local. Dificuldade para tirar uma foto sem que tivesse uma pessoa no enquadramento. Mas, depois de algumas tentativas,  feitas as fotos de cartão postal, bora retornar ao ponto onde a caminhonete nos esperava. Realmente, “pra baixo todo santo ajuda”. A volta foi mais penosa, uma boa subida,  na areia fofa, sol um sol escaldante, fez com que eu chegasse no carro com a língua de fora.

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Checkin na Pedra Furada
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Pose na árvore da preguiça

Dali seguimos de caminhonete pela estrada, vento no rosto, numa estrada à beira mar. Depois a estrada seguiu para o interior. Muitos solavancos depois, chegamos até uma barraca de praia superestruturada, às margens da Lagoa Paraíso.

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Gente, o lugar é muito legal! De água salobra, morna, lagoa rasa, as típicas redes que vi nas fotos na net, dentro da lagoa, te convidando para ser embalado pela brisa, de molho naquela água… Poderia ficar dias por ali, só curtindo a vida. Mas não deu. Ficamos umas duas horas e depois “bora” fazer o caminho inversa até Jijoca e depois transfer para o ônibus, que seguiu até Fortaleza.

Bom, cheguei no hotel por volta das 21:00, cansada da maratona, mas feliz por ter conhecido Jeri, mesmo que muito superficialmente. Ficou a vontade de retornar e passar muitos dias na vila, passeando de bugy pela região, curtindo as praias maravilhosas. Valeu!

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