Américas

Peru

 

 

Fiz essa trip para o Peru a partir de 30 de Abril de 2015. Fiquei 15 dias no país, tendo como companhia as primas Luciana e Angelita

A viagem começou a ser planejada ainda quando eu estava no México, em Janeiro. É, com o vírus de viagem instalado no corpo e na mente da pessoa, uma viagem emenda na outra, pelo menos em planos.

A Luciana e a Angelita acompanhavam minha trip no México, através das postagens no Face, e se animaram a me acompanhar num mochilão. A unanimidade foi a trip para o Peru, com o sonho acalantado de conhecer, é claro, Machu Picchu. Mas não somente a montanha sagrada dos incas. Queríamos conhecer outros lugares e aspectos da cultura inca e as maravilhas do país.

Para mim também foi muito diferente sair de viagem acompanhada, já que minhas últimas trips fui “alone”. Especialmente porque eu não tinha convivência física com as primas. Nossos contatos eram virtuais, e é claro, muitas memórias afetivas de nossa infância, quando aí sim, eramos muito próximas. Mas embora longes fisicamente, o carinho entre nós sempre esteve presente.

Bom, depois de muitos e-mails, mensagens, telefonemas trocados, nos encontramos na madrugada do dia 30 de abril no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, para tomarmos nosso avião rumo à Lima, capital do Peru.

No encontro no aero até brinde com espumante rolou. Afinal, estávamos muito felizes com o início de nossa aventura, planejada a meses.

Depois de quase perdermos o avião, sentadas na sala de embarque do aeroporto, fomos praticamente convocadas a entrar pelos funcionários da empresa aérea. Que mico! Só faltava nós perdermos o vôo da viagem tão sonhada…

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Vista do Lago Titicaca, no trajeto Porto Alegre/Lima. Expectativa!

Resumo de nosso roteiro, por dia:

30/04/15

Chegamos em Lima às 9:30 da manhã e fizemos a troca de algum dinheiro no aeroporto mesmo. Na sequência, já embarcamos num táxi que nos levou até o ponto onde saía o ônibus que nos levou até Ica, seguindo o roteiro previsto para nossa trip. De cara já experimentamos a aventura que é dirigir no Peru, um trânsito muito louco e motoristas insanos.

Como a passagem já estava comprada pela net com a empresa Peru Bus, chegamos quase na hora da partida de nosso ônibus. Compramos lanche e caímos na estrada, por 6 horas.

Chegamos à Ica no meio da tarde e pegamos um táxi para nos levar até o Oásis de Huacachina. Já na estrada que dá acesso ao lugar, a vista do oásis é muito bacana. A vegetação, as palmeiras, o lago, as casas ao redor, as dunas muito altas. Animador! O cansaço de tantas horas de viagem foi para o espaço.

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Pose no Oásis de Huacachina

Tratamos de nos instalar no hostel, o Banana´s Adventure, e saímos para dar uma volta pelo lugar, que é bem pequeno, com alguns hotéis, restaurantes e agências que vendem tours. Já aproveitei para marcar nosso passeio para o dia seguinte: Reserva Nacional de Paracas. Queria também fazer junto o passeio de barco até as Islas Ballestas, mas o mar agitado fez com que o passeio fosse temporariamente suspenso pela Marinha.  Fiquei chateada, mas, estando numa trip, faz parte… Então, marquei o passeio de bugy para ver o sunset nas dunas de Huacahina, no retorno.

01/05/15

Café tomado, saíamos para o passeio para a Reserva Nacional de Paracas, que  deu-se num carro da agência, com um motorista muito simpático, que colocava no som umas músicas peruanas muito animadas e nós íamos agitando, dançando e cantando no banco traseiro do carro. No carona, ao lado do motorista, seguia Alan, que entrou no clima e brincou com a gente também.

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Reserva Nacional de Paracas. De cara com o Pacífico.

A reserva é linda, tiramos muitas fotos e almoçamos num restaurante à beira mar, comida boa, acompanhada, é claro, de cerveja peruana. Retornamos bem à tempo de encarar o passeio no bugy, passeio este com muita emoção pelas dunas de Huacachina. Os bugys de lá são diferentes do que conhecemos no Brasil, maiores, com mais assentos, mais robustos. A Lita ainda encarou a descida nas dunas de esquibunda. Preferi curtir o visual, o pôr do sol nas dunas, depois a lua que já dava as caras no céu e ainda as luzes do vilarejo se acendendo, visto do alto das dunas. Show!

Depois voltamos correndo para o hostel para um banho, pra tirar a areia do corpo, pegamos nossas mochilas e seguimos para Ica à bordo de um tuc tuc, que já foi uma aventura.

Nos instalamos nos nossos assentos no ônibus para a viagem noturna que nos levou até Arequipa, onde chegamos na manhã seguinte.

Pense no nosso cansaço!! A maratona que foi  dia anterior e depois encarar a noite inteira no banco de um ônibus… Mas a felicidade de estar conhecendo o Peru superava tudo.

02/05/15

Chegando em Arequipa, primeiro nos instalamos no excelente hostel Pátio de Elisa e logo tratamos de conhecer a cidade, caminhando pela área central, vimos a praça, a catedral e fizemos um tour com um ônibus de turismo. Passeio, aliás, muito meia boca…

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Peruas agitando pelas ruas de Arequipa
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Arequipa é conhecida como Ciudad Blanca, pelo uso da rocha sillar, de cor branca, na maioria de  suas construções

Lindo mesmo foi o tour dentro do Monastério de Santa Catalina, que é uma pequena cidade murada dentro de Arequipa, construção datada de 1.579, para servir de clausura às freiras. Enorme, e com um estilo arquitetônico muito peculiar, com vários aspectos da vida de clausura ainda preservados. Rendeu boas fotos.

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Mosteiro de Santa Catalina

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À noite contratamos o tour para Chivay, para o dia seguinte, a fim de conhecermos o Canyon del Colca, um canyon muito profundo, onde vivem os condores.

03/05/15

De manhã seguimos pelas estradas rumo  à Chivay, lugarejo que serve de base para os passeios pelo Canyon del Colca. Várias paradas em miradores, observamos os animais, as alpacas, vicunhas e lhamas na Reserva Nacional Salinas y Aguada Blanca e por fim, chegando em Chivay, onde nos instalamos num hostel muito simples para pernoite. Antes de dormir jantamos num restaurante bacana, com música ao vivo e apresentação de danças típicas a cargo de um grupo de jovens, que convidavam os presentes para participar do espetáculo e dançar com eles. É claro que encarei a tarefa com alegria!

04/05/15

Bem cedinho, ao alvorecer, partimos em vans por estradas de terra, passando por paisagens rurais, retratando a vida do povo peruano nos lugarejos mais remotos do país, inclusive transpondo um túnel escavado na pedra. Também observei muitos terraços nas encostas, construídos a quase 2 mil anos, e ainda hoje utilizados pelas comunidades para fins de irrigação, controle da erosão e cultivo agrícola. Depois uma parada numa vila, para comprar artesanato e por fim no mirante La Cruz del Condor, para observação dos condores.

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Curtindo o visual do Cânyon del Colca

O Colca é um dos canyons mais fundos do mundo, com 3.400 m de profundidade e 100 km de extensão.

O dia estava perfeito. Céu azul, friozinho. E os condores apareceram… Eram muitos, aves enormes, imponentes, fazendo rasantes sobre as cabeças dos turistas embasbacados com a grandiosidade dos canyons, bela natureza e a reverência aos condores.

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O condor é a maior ave voadora do mundo, tendo até 1,2 m de altura e envergadura de asa de 3 m. Embora chegue a pesar 12 kg, pode voar durante horas sem usar as asas, só planando nas correntes térmicas.

Fiquei curtindo a paisagem nos mirantes, caminhando nas trilhas e depois conferi a feirinha instalada no ponto “cruz del condor”. Este passeio seguiu até o meio dia. Depois o ônibus trouxe o grupo até Chivay, onde eu e as primas comemos algo num café, fizemos mais umas comprinhas na feirinha local e na sequência encaramos muitas horas de viagem até Puno, num ônibus turístico, ou seja, com paradas ao longo do trecho. Lembro especialmente de umas lagunas no meio do altiplano, ao entardecer. Um pôr do sol lindo, as montanhas ao fundo, as lagunas, e um vento frio de doer os ossos. Caminhadinha rápida para fotos e bora pra dentro do ônibus, fugindo do frio.

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Lagunas no trajeto Chivay/Puno

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Chegamos em Puno, já noite fechada, lembro de passar por uns vilarejos bem roots, emoldurados por uma lua cheia no céu. Linda, linda!

O ônibus nos deixou na rodoviária de Puno, onde já acertamos numa agência o passeio para o dia seguinte. Passeio de barco para conhecer as ilhas de Uros e Taquile, no Lago Titicaca. Depois pegamos um táxi que nos levou até o Hostel Quechuas Inka Palace. Nosso quarto era no terceiro andar do prédio, com acesso somente por escadas. O “soroche” pegando, e o esforço hérculo para subir os degraus, carregando mochilas. Mas enfim, nos instalamos.

Eu e a prima Luciana ainda nos animamos à sair atrás de algo para comer, enquanto a Lita preferiu desmaiar na cama.

05/05/15

Bem cedo, a van passou no hostel para nos levar ao passeio. Seguiu pegando turistas nos hotéis e depois se dirigiu até o porto, de onde partem os barcos turísticos para conhecer as ilhas.

Instaladas no barco, o mesmo começou a navegar pelo Titicaca. Muito legal!

O guia deu algumas informações sobre o lago e sobre as ilhas, sobre as quais não recordo agora, até porque estava encantada de estar ali, navegando no Titicaca, o mais alto lago navegável do mundo, pois se encontra a 3.800m de altitude.!

Permaneci algum tempo no interior do barco e depois resolvi ir até a parte superior do barco, externa, para curtir o visual do lago. Até o momento que não aguentei mais o vento frio… Daí retornei para dentro.

A primeira parada foi numa ilha das Islas Uros, que se trata de um conjunto de mais de 40 ilhas flutuantes feitas com camadas de junco totora sobre torrões de raízes. Lá eles fazem artesanato e recebem os turistas em suas casas. Somente mulheres com suas crianças. Disseram que os homens permanecem longo tempo fora de casa, pescando.

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As mulheres, morenas, origem indígena, com roupas bem coloridas, chapéus de palha, cantam para os turistas e vendem seus artesanatos. Finalizamos a estada em Uros   fazendo breve travessia a bordo de uma “totora”, que são barcos feitos com a palha do junco usado também na construção das ilhas. Altamente turístico, mas legal…

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Dali o barco seguiu para a Isla Taquile, esta sim uma ilha natural. Linda… Cerca de 350 famílias de língua quéchua vivem ali, seguindo as tradições incas. Não existem veículos na ilha, os moradores carregam tudo nas costas. Depois de subir muuuiiitos degraus para acessar a vila (dizem que são 545 degraus, mas não contei…), bem no alto da ilha, com um visual incrível do lago, das construções, fomos almoçar na casa de um dos moradores, almoço previamente acertado, claro. Com direito a apresentação musical. Muito bacana!

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Visual da Isla Taquile

Depois seguimos caminhando por uma trilha demarcada na encosta, permeada por pedras, casas dos nativos, a visão do lago, até novamente encontrar o barco que nos levou de volta para Puno, onde chegamos ao entardecer.

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Pernoitamos mais uma noite em Puno. Mas esta noite foi diferente, muito divertida. Nos esbaldamos dançando no Positive Rock in Reggae Bar. Restou a lembrança de uma noite embalada à pisco, risadas, dancinhas e regaton.

06/05/15

Na manhã seguinte, às 7 horas, partimos no ônibus da empresa InkaExpress. Um ônibus turístico que nos levou até Cusco. Foi um dia inteiro de viagem, até o início da noite, com várias paradas para conhecer vilarejos, sítios arqueológicos, paisagens lindas dos altiplanos peruanos.

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Em Cusco nos instalamos no Hostel Pariwana por 4 dias, até o dia 09/05/15. Bati muita perna pela cidade. Tomamos chimarrão na Plaza de Armas de Cusco, à vista de suas monumentais igrejas. Cusco é show!

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Plaza de Armas de Cusco

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Agitos e risadas pelas ruas de Cusco com os novos amigos cariocas

Fiz muitíssimo bem ao adquirir o boleto turístico. Com ele garanti meu ingresso nos vários sítios arqueológicos existentes ao redor de Cusco e na própria cidade. A vista às Catacumbas do Convento de San Francisco, o Museu e a Igreja também foi um passeio muito interessante. Fomos ao mercado municipal, comemos comida local e também curtimos as baladas locais.

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Vista da cidade de Cusco

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10/05/15

Por fim, já no quarto dia, fizemos o passeio pelo Valle Sagrado dos Incas, à Pisac e por fim Ollantaytambo. Em Pisac, além do sítio arqueológico, fomos ao famoso mercado, onde levei de lembrança um cordão com pingente em prata, com referência à cultura inca. Chegando à Ollanta, conhecemos o sítio arqueológico, subimos muitos degraus para apreciar a vista bem do alto, com o vilarejo lá embaixo, cercado pelas montanhas.

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Vista do Vale Sagrado dos incas
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Pisac

Ollanta é espetacular, descrita como uma cidade inca viva. Os moradores se empenham em manter antigas tradições, ruelas de pedra, construções muito antigas divididas em canchas (pátios) individuais. Cada pátio tem uma entrada. Povo com fortes traços indígenas. Parece um cenário de filme. E é mesmo. Em outro dia eu vi um pessoal fazendo as filmagens sobre uma história inca, a julgar pelas vestimentas dos atores.

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Vista de Ollantaytambo

Bom… Depois de conhecer o sítio local, seguimos para a estação de trem de Ollanta para tomarmos o trem que nos levou até Águas Calientes, porta de entrada para Machu Picchu.

Coração batendo forte, chegando o ponto alto de nossa viagem. Se bem que foi tudo tão lindo, tão impressionante nesta estada no Peru, que realmente se pode afirmar que o país tem vários atrativos, que não se resume à cidadela inca.

GRANDE TAMBÉM
Feliz, pegando o trem para Águas Calientes, rumo à Machu Picchu

Tomamos o trem às 19:00 e seguimos por cerca de duas horas até Águas Calientes. Foi uma boa surpresa encontrar na estação um homem segurando uma plaquinha com meu nome. Era o dono do hostel que veio nos receber, carregar mochilas e nos encaminhar para o pernoite. Uma gentileza que veio a calhar. O nome do hostel? Hatun Wayna Machu Picchu Kantu Inn. Nome imponente, local simples, mas com bom custo/benefício, eis que nos serviu apenas para passar a noite.

Instaladas no hotel, nem pensar em hibernar, exceto a Lita, que preferiu descansar. Eu e a prima Lu, RUA! Risos! Muita disposição nos corpos. E fome. Fomos em busca de algum lugar para jantar e wifi, claro.

Nessa caminhada escutamos música alta, parecia uma festa. Seguimos atrás do barulho e nos deparamos com uma enorme festa, que se realizava numa quadra de esportes da cidade. Era a festa dedicada às mães, “Dia de Las Madres”, dia muito especial para os peruanos, que reverenciam a figura materna.

Eu e a Lu entramos na festa e ficamos curtindo o visual. Muitas famílias reunidas numa grande, alegre e pacífica festa. Pessoas de várias idades, crianças, idosos, confraternizavam e dançavam ao som de uma banda que tocava e cantava músicas peruanas num palco armado para a festa. Era lindo de ver eles dançarem. Até recebemos convite para dança de uns “muchachos” muito hilários, que gentilmente recusamos. Mas que me arrependo até hoje de não ter aceitado, pois teria sido muito divertido. Esse equívoco não cometo mais. Vergonha de que, Meu Deus?! Tem que interagir, não cai nenhum pedaço.

Interessante a cena: os engradados de cerveja cercando os grupos e o povo bebendo a cerveja na temperatura ambiente, sem gelar. E mesmo todos consumindo muita bebida alcoólica, a festa seguia pacífica e alegre. Adorei estar ali presenciando um momento bacana da cultura local.

Pelo adiantado da hora tivemos que abandonar a festança que seguia, pois no dia seguinte, bem cedinho, pegaríamos o ônibus que leva até o portão que dá acesso à Machu Picchu. Expectativa!

11/05/15

Pegamos um dos primeiros ônibus, por volta das 6 da manhã. Antes disso ainda tomamos café no hostel e guardamos nossa bagagem na recepção para pegar mais tarde. Levamos conosco apenas mochilas com lanches para passar o dia intenso que viria.

Chegamos no momento da abertura dos portões de Machu Picchu. E foi lindo… realmente, o local tem uma energia maravilhosa, misturada com minha emoção de estar ali, de ter chegado até aquele lugar sagrado para a civilização inca. Daí em diante, muitos degraus, muitas fotografias, muita perna pra circular no lugar, que é bem grande.

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Enfim, em Machu Picchu, a cidadela sagrada dos incas

Mas primeiro tratamos de nos dirigir até o portão que dá acesso à Waynapicchu. Sim! Compramos nosso ingresso com direito a subir na montanha que aparece ao fundo das fotos de Machu Picchu. Somente 400 pessoas em cada um dos dois grupos previstos por dia podem subir a montanha, e precisa adquirir o boleto com esse diferencial, inclusive de valor pago.

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Vista do alto de Waynapicchu

E dá-lhe degraus!! Milhares deles. Mas valeu muito a pena essa subida, para ter a vista panorâmica  de Machu Picchu. É show! Em alguns momentos a subida vira uma escalada por entre as pedras. E bem lá no ponto mais alto da montanha tem umas pedras enormes, onde se fica encarapitado, curtindo o visual da cidadela, das montanhas verdes, do rio Urubamba correndo lá embaixo… Tudo muito especial!

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Rio Urubamba, visto do alto da montanha Waynapicchu

Nós ficamos um tempão lá encima, só curtindo. E chegando gente, que disputava lugar nas pedras para sentar. Conhecemos um pessoal, uns argentinos, que atuam numa rádio de Buenos Aires, que gravaram um vídeo onde nós também aparecemos e que está no site deles. O “La Placita”. Muito diver! Estar num lugar incrível assim com pessoas de diversas nacionalidades interagindo entre si. Sem palavras para descrever. Muitas fotografias…

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Depois da árdua subida, bora descer tudo para retornar à cidadela de Machu Picchu. Então seguimos circulando pelo lugar, curtindo. Depois, exaustas, encarar o retorno: ônibus até Águas Calientes, pegar mochilas no hostel, trem para Ollanta. Chegamos em Ollanta à noite, super cansadas. Nos instalamos num hostel muito roots que eu havia reservado pela net. Pense num lugar muquifento. Mas sobrevivemos. Comemos uma pizza e tentamos dormir nuns colchões horríveis, cobertos por uma capa plástica que fazia um barulhão cada vez que a gente trocava de posição na cama. O banheiro vertia água pelas paredes. Tínhamos que rir para não chorar.

Á noite conversei com as primas. Eu queria fazer um tour pelo interior, em direção à Cusco. Luciana e Angelita preferiam ir direto para Cusco. Sem problemas. Nos separaríamos de manhã para nos reencontrarmos à tardinha em Cusco.

12/05/15

Depois de uma noite muito mal dormida naquela cama horrenda, acordei bem cedo, me despedi das primas, que ficaram mais um pouco na cama. Minha idéia era fazer uma trilha nas montanhas de Ollanta. Eu resolvi que iria até onde estão as ruínas de antigos celeiros incas, no alto das montanhas que circundam Ollanta.

Antes de sair tomei um café no hostel, que se resumia a um pão seco com geléia, racionado, com café preto. E chá de coca, claro.

Saí feliz para a rua, para minha aventura solitária. Bem solitária, porque aquela hora da manhã havia pouquíssima gente na rua.

Segui as placas que indicavam onde começava a trilha para escalar a montanha até os celeiros, instalados lá no alto.

O acesso era difícil, muitas pedras, sempre para cima, faltando o fôlego, logo de manhã, não tão bem alimentada, pensei em desistir. Mas não, queria chegar até o alto, ao que eu havia me proposto. Segui devagar, com meus pensamentos, fazendo várias paradas para buscar fôlego e continuar. E assim, cheguei até onde queria, aos celeiros.

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Os celeiros de Ollanta, no alto da montanha

Circulei pelo local, sentei para descansar à beira de uma terraço agrícola, apreciando a linda vista que se descortinava  à minha frente. A cidadezinha lá embaixo, o silêncio, o sentimento de plenitude, de pertencimento àquele lugar. Foi um passeio muito legal. Valeu a pena a escalada.

Já descansada, comecei a descer. Mas para baixo todo santo ajuda. Logo estava de volta às ruelas do vilarejo. Dei mais uma circulada pelas ruas, onde vi as filmagens de uma história inca. Passei por pontilhões, fui até a beira do Rio Urubamba e depois retornei até o hostel, até a praça central. Isso já era por volta de 11 horas da manhã. As primas a muito já tinham partido, rumo à Cusco.

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Circulando por Ollanta

Conversei com a dona do hostel sobre minha ideia de fazer um tour pelo interior, rumo à Cusco, passando por sítios arqueológicos e as salinas de Maras, local sobre o qual tinha lido e achado muito interessante.

Logo apareceu um senhor indicado pela dona do hostel como sendo gente boa (de fato era), motorizado, com o qual acertei o valor do tour daquele dia.

Feito o acerto, comprei água, alguns biscoitos, frutas, chocolate, e nos colocamos a caminho, seguindo inicialmente pelo asfalto, mas logo o trajeto mudou. Transposta uma ponte sobre o rio, seguimos por estradas de chão, sempre para o alto, passando por plantações, lugarejos, ruínas…

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Gente, foi um dia maravilhoso… Solicitei ao motora que colocasse música peruana, e assim, seguimos, eu curtindo a paisagem. Várias paradas, algumas solicitadas por mim, outras foram dicas do guia/motora.

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Campos de cultivo de quinoa, o cereal dos incas

Primeira parada foi no sítio arqueológico de Moray, muito interessante, em formato espiral. À primeira vista, Moray parece um anfiteatro grego, mas de perto, revela o que pesquisadores creem que possa ter sido: um laboratório agrícola, com seus terraços. Depois passamos pelo vilarejo de Maras, onde residem, principalmente, os trabalhadores das Salineras de Maras, que foi nossa próxima parada. As salinas remontam a tempos pré-colombianos. A água salgada natural é canalizada para 3 mil poços e posta para evaporar sob o sol. Centenas de mineradores ainda trabalham no local utilizando antigas técnicas. Feito o passeio nas salineiras, compras de sal, vários tipos, cores e para fins variados, gastronômicos e terapêuticos, seguimos até o sítio arqueológico de Chinchero. E por fim, Cusco, já ao anoitecer, cheguei com chuva, tendo o motorista me deixado em frente ao hostel.

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Vilarejo de Maras
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Salinas de Maras

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Sítio Arqueológico de Chinchero

Encontrei as primas no quarto, dormindo. E eu, querendo contar o dia incrível que tive nos confins do Peru. Ainda tive energia para sair à noite, dar mais uma pernada por Cusco, pois na manhã seguinte, bem cedinho, partimos para Lima no vôo das 7h.

Foi uma novela nós conseguirmos guardar todas as nossas lembrancinhas, comprinhas, que fizemos em Cusco. Tivemos que improvisar nuns sacolões “estilo paraguaio”, reforçados com fita durex. A nossa bagagem ficou “coisa mais linda”, totalmente fora dos padrões da aviação. E nós morrendo de medo que alguma de nossas preciosidades se danificasse…

13/05/15:Assim, chegamos à Lima, arrastando sacolas. Um táxi, carregado de bagagens, nos deixou na porta do Pariwana Hostel, de Lima, da mesma rede do hostel que nos abrigou em Cusco.

O hostel de Lima, assim, como o de Cusco, é muito animado, pessoas de vários países, um astral ótimo, coordenado pelo gerente, o querido …, que nos recebeu muitíssimo bem.

Eu e  a Luciana não ficamos muito tempo no hostel. Fomos para o Centro Histórico e lá, muita “pernada” em torno da Plaza de Armas, visita guiada na Basílica catedral de Lima, depois à Igreja e Catacumbas de São Francisco. Por fim, já exaustas, optamos pelo tour num city bus que parte da Plaza de Armas e circula por pontos interessantes da cidade como a Plaza San Martin, Plaza Grau, Parque de la Exposicion, Estádio Nacional,  até no parque de la Reserva. Sentadinhas, só curtindo e descansando as pernocas. Findo o passeio retornamos para o hostel de ônibus urbano, uma aventura, mas chegamos. Encontramos a Angelita descansada e mais disposta para passear. Nosso destino foi o Parque Del Amor, nos Rochedos de Miraflores e o Shopping Larcomar. Jantamos no ótimo restaurante…, dica da querida amiga Nayara. Como ainda não havia comido ceviche, estando no Peru, já me despedindo do país, quis experimentar, mas, digamos, que não figurou das minhas listas de preferências. Mas tá feito, experimentei.

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Curtindo a vista de Lima, no Parque del Amor
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Lindo e inspirador Parque del Amor

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Catedral de Lima, na Plaza de Armas
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Plaza de Armas de Lima, rodeada por lindos prédios coloniais

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Conferindo o Shopping Larcomar

No dia seguinte foi nosso último dia no Peru, eis que nosso vôo estava marcado para as 23h.

14/05/15: Fomos dar uma volta nas redondezas do hostel e fizemos uma parada no Parque Kennedy, na praça que fica em frente ao hostel, onde ficamos surpresas com a quantidade de gatos que habita o local. Surpreendidas também com o cuidado que as pessoas tem com os animais dali. Todos pareciam bem alimentados, limpos, recebendo afagos das pessoas que frequentam a praça. A própria praça chamou a atenção pela limpeza. Nos disseram que os moradores cooperam e auxiliam com a manutenção do local. Muito bacana!

O parque também é ponto de venda de artesanato andino e de artistas, pintores locais. Conferimos tudo, é claro.

Em seguida fomos até o Parque de la Reserva, local que havíamos visto somente de passada, no city tour e eu tinha boas referências do local.

Realmente, o parque é bem legal, com vários chafarizes, em que as águas “dançam”, no ritmo das músicas, jardins bem cuidados, muitas flores. Eu e a Luciana ainda quisemos fazer um passeio de trenzinho dentro do parque. Uma gracinha as grandonas encolhidas dentro de um espaço que notadamente foi pensado para as crianças. Mas naquele momento nós também eramos, nos divertimos muito. Coroamos o passeio fazendo um ballet ao som de música clássica num túnel que dá acesso a outra parte do parque. Quem não estava lá para assistir, perdeu o show.

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Peruas se despedindo de Lima, do Peru, no Parque de La Reserva

 

De volta ao hostel, tempo para organizar as mochilas, sacolas, atualização de informações, contatos virtuais, e bora para o aeroporto. Um tempo feliz vivido no Peru!!

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