Brasil

Expedição à Chapada das Mesas, no Estado do Maranhão

Depois do retorno à Palmas, da despedida dos amigos da Expedição ao Jalapão, “O Jalapão te liberta da prisão”, relatado no post Expedição ao Jalapão, no Estado do Tocantins, tive a noite para reorganizar a mochila, no Hotel Jardim do Porto. Fui para esse hotel para ficar junto com a Jamile, minha companheira nas duas expedições.

Não contei no post sobre o Jalapão, mas sou expert em lavar roupas durante as viagens. Aprendi durante as mochiladas por aí. Como tenho carregado cada vez menos bagagem nas viagens, acostumei com o fato de lavar roupas no box do banheiro ou na pia dos hotéis e hostels onde me hospedo. E olha que fica até apresentável. Quebra um galho danado. Nestas expedições foram duas barrinhas de Vanish, pequeninhas, não ocupam espaço, e soltam a sujeira rapidinho. Claro, não espero brancos alvos, mas a roupa estando livre da terra, pra mim já está muito bom.

Organizadas as tralhas, dormi o sono dos justos aventureiros, e de manhã eu a Jamile estávamos a postos aguardando o Flávio, da agência de turismo Norte Tur http://www.nortetur.com.br/ passar com o jipe no hotel, para conhecermos os novos parceiros de expedição, com renovada expectativa sobre a expedição à Chapada das Mesas.

Logo nos primeiros momentos no jipe já conheci a cariocada toda, uma gente linda, querida, saudável, de bem com a vida. Nosso grupo estava formado: o casal Dodô e Alberto Jorge, o casal Claudinha e Vasco, as também cariocas Jamile e Gigi, e a paulista Carla. E eu, né, representando o sul do país.

Segue o roteiro desta expedição,também realizada no mês de outubro/16:

1º dia:

Dia longo e exaustivo de viagem. Foram 475 quilômetros por estradas asfaltadas, até a divisa dos Estados do Tocantins e Maranhão. Já era noite quando chegamos no município de Filadélfia (esqueça qualquer referência à cidade americana) e fizemos a travessia sob o Rio Tocantins, ingressando então no Estado do Maranhão, na cidade de Carolina, que foi a nossa base durante esta Expedição. Nos instalamos  no Hotel Lírio, lugar bom o suficiente para abrigar corpos exaustos de dias intensos de sol, calor, caminhadas, banhos de rio e de cachoeiras.

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Balsa sob o Rio Tocantins, com a lua cheia já dando as caras…

Durante o trajeto da viagem soube de uma curiosidade muito bacana. Passamos pela cidade de Miracema do Tocantins, que no passado se chamava Miracema do Norte, a cidade mencionada na música da Banda Blitz, “A dois passos do paraíso”, que foi sucesso nos anos 80. Vocês lembram? Atentem a esse trecho da letra…

A Rádio Atividade leva até vocês
Mais um programa da séria série
“Dedique uma canção a quem você ama”.
Eu tenho aqui em minhas mãos uma carta,
Uma carta de uma ouvinte que nos escreve
E assina com o singelo pseudônimo de
“Mariposa apaixonada de Guadalupe”
Ela nos conta que no dia que seria
O dia do dia mais feliz de sua vida
Arlindo Orlando, seu noivo
Um caminhoneiro conhecido da pequena
E pacata cidade de Miracema do Norte,
Fugiu, desapareceu, escafedeu-se.
Oh! Arlindo Orlando
Volte onde quer que você se encontre
Volte para o seio de sua amada.
Ela espera ver aquele caminhão voltando
De faróis baixos, e pára-choque duro.
Agora uma canção
Canta pra mim,
Eu não quero ver você triste assim.
Bye bye baby bye bye
Estou a dois passos do paraíso
E meu amor vou te buscar
Estou a dois passos do paraíso
E nunca mais vou te deixar
Estou a dois passos do paraíso
Não sei por que eu fui dizer bye bye
A história contada pela “Rádio Atividade” é verídica e se passou nas cidade de Miracema do Tocantins e em Paraíso do Tocantins, que ficam próximas. Por isso a menção ” Estou a dois passos do paraíso”. Show, né.
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Hoje, pesquisando sobre o assunto, descobri que fizeram até um filme sobre a história, com o mesmo título da música da Blitz. Querem ver mais detalhes? tem esse link aqui http://tocantinsmelhor.blogspot.com.br/2013/10/filme-dois-passos-do-paraiso.html
2º dia:
Depois do café da manhã, fomos conhecer o atrativo Cachoeira.do Itapecuru, que fica a cerca de 30 quilômetros de Carolina. Aí já rolou um banho de rio bacana e massagem top no jato d’água que caía da cachoeira. Muito legal.
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Depois retornamos ao jipe e rodamos mais 130 quilômetros até  Complexo Poço Azul, já no município de Riachão/MA, onde ficam os atrativos Encanto Azul, Poço Azul, Cachoeira de Santa Bárbara e a Cascata dos Namorados.
Gente, esses lugares são sensacionais. Muito lindos mesmo!
Para acessar o Encanto Azul precisamos nos deslocar de jipe por uma estrada de areia fofa. Depois encaramos uma trilha “morro abaixo”, por cerca de 100 metros, com sol à pino na cabeça, em meio a uma vegetação agreste, até que chegamos numa plataforma de madeira, já na mata fechada. Enfim, uma escadaria com muuuiiitoos degraus (pra baixo todo santo ajuda, mas pra subir, aff…) e quando esta termina encaramos mais alguns metros de caminhada por dentro de um riacho de águas cristalinas e enfim… nossa! O visual é sensacional! O Encanto Azul!!
Me faltam palavras para descrever esse lugar. As imagens falam por si.
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Aí tivemos um banho de rio delicioso, nas águas cristalinas azuladas do lugar. Privilégio. Benção. Gratidão. Felicidade. Minha memória me remete a estas palavras, relacionadas ao que senti no Encanto Azul.
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Com os olhos cheios da beleza do lugar, fizemos o caminho de volta até o jipe, com uma parada para fotos no Poço Cristal, e depois retornamos ao Complexo, onde almoçamos.
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Descansamos um pouquinho e iniciamos uma caminhada dentro da área do complexo, por passarelas de madeira e escadarias, que nos levaram até outros recantos de belezas naturais singulares, maravilhosos. Foi assim que conhecemos a Cachoeira de Santa Bárbara, um dos maiores saltos da Chapada das Mesas, com 70 metros de altura, o Poço Azul, onde o reflexo da água explica seu nome. Sua piscina natural, formada por águas cristalinas, convida os visitantes para curtir mergulhos. Eu, é claro, me joguei e curti muito!
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Depois dos banhos de rio, dezenas de fotos, teve a hora de retornar né, escadaria acima. Pernas e joelhos exigidos, gastando um pouco das calorias do almoço. No caminho ainda conferimos a Cascata dos Namorados, um local afastado, com uns buracos na rocha, que para mim pareceram “ninhos de amor” (risos), o que justifica o nome que atribuíram ao lugar.
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Poço Azul
Já era noitinha quando retornamos para o hotel em Carolina. Mas antes disso, fizemos uma parada no Restaurante da Dona Deusa, para jantarmos.
O casal Dona Deusa e Seu Carlos, proprietários do lugar, pessoas simples e atenciosas, nos aguardavam, com comida caseira deliciosa. De entrada Dona Deusa nos ofereceu mangas descascadas e picadas, colhidas de seu pomar. Doces, macias… No final do jantar ainda nos presenteou com uma sacola dessas frutas. Foi comendo as mangas que ganhamos de Dona Deusa, que, no dia seguinte, quebrei parte da restauração do meu dente da frente. Rindo muito aqui só de lembrar… Mas que estavam deliciosas, isso estavam!
Chegando no hotel, só um banho e caí desmaiada na cama. Sem mais.
3º dia:
Café da manhã às 7 horas, e então saímos para a estrada com destino ao atrativo Cachoeira de São Romão. A distância entre a cidade de Carolina e a Cachoeira de São Romão é de 80 quilômetros, sendo 30 em estrada asfaltada e 50 em estrada de areia.
Bom, agora é a hora de relatar a aventura plus, extra mega plus, que encaramos nesta expedição, e que deu origem ao nome dela (leram no post sobre o Jalapão que temos que dar um nome para a nossa expedição?)…
Seguímos chacoalhando dentro do jipe, já na estrada de areia, sonhando com as águas refrescantes da cachoeira de São Romão. Era em torno das 11 h da manhã, sol tinindo de quente, quando de repente, o jipe engasgou, tossiu e arriou… parou! E não funcionou mais naquele dia.
Isso mesmo! Ficamos no meio do nada, sem uma alma viva por perto, sem sinal de celular, sem net…
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Apesar de todo o esforço e suor do Flávio, que por duas horas, fez todo o possível pra colocar o jipe funcionar, além de nossas rezas… não tinha o que fazer mais ali, naquele calor infernal. Sol à pino, pouquíssima sombra, pois os moradores tem o péssimo hábito de queimar a vegetação do cerrado, na expectativa da chuva, para que brote pastagem para o gado comer, o Flávio nos convocou para um rápida reunião. Fiz um vídeo sobre esse momento…
E aí, minha gente, foi na superação, tipo “Largados e Pelados”. Munidos de garrafas d’água, lanchinhos, muito protetor solar e disposição,caminhamos por cerca de duas horas, entre às 13 e 15 horas, pela estrada de areia, sob um sol escaldante, por longos 7 quilômetros, sem enxergar uma alma viva. Ninguém passou pela estrada, não vimos nenhum morador nas proximidades.
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O grupo se espalhou pela estrada, cada um caminhando no seu ritmo. Quando nos aproximamos de nosso objetivo, um oásis de sombra, onde há uma escolinha e uma residência do outro lado da estrada, ainda tivemos que passar por bovinos, que nos olhavam assustados (e nós com mais medo deles). Achei que teria que correr dos bichos.
Por fim, nos jogamos na sombra de uma frondosa árvore. O morador estava ausente. Decidimos aguardar seu retorno, pois o grupo estava exausto e não tínhamos perspectiva de quanto tempo andaríamos ainda até encontrar outro local com algum sinal de vida.
Nos abastecemos de água fresca num reservatório existente dentro da escolinha, que estava com a porta aberta. Registrei a simplicidade, a singeleza, da escolinha nos confins do Maranhão.
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Passado uns 15 minutos, apareceu, de enxada no ombro, o morador do local, saindo do meio do mato, veio em nossa direção. Ufa, alívio… teríamos ajuda.
O rapaz então ouviu nossa história, contada pelo Flávio, e pegou sua motocicleta, que estava guardada dentro de casa, e dirigiu-se até um morador vizinho para contratar o nosso transporte numa camionete, tipo “pau-de-arara”.
Quando o veículo chegou, uma camionete cabine dupla, nos organizamos nos assentos. Fui sacolejando na caçamba, pela estrada de areia, até a Cachoeira de São Romão, onde chegamos por volta das 17 h.
Então aproveitamos o pouco tempo de luz solar para conhecer a linda cachoeira e tomarmos um revigorante banho de rio.
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A Cachoeira de São Romão
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Depois de todas as atividades do dia, a adrenalina dispendida na aventura na estrada, mais o banho de rio, abriu-se um apetite de leão. No restaurante do atrativo nos aguardava deliciosa comida, muito peixe dos rios da região. Comi até me fartar.
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Nosso grupo, só faltou o fotógrafo da vez, o Vasco
Em torno das 21 horas iniciamos o trajeto de volta à Carolina, ainda no “pau-de-arara”, até encontrarmos um outro carro que vinha da cidade ao nosso encontro, que foi acionado pelo Flávio. Era noite de Super Lua, e o sertão estava prateado. Uma noite linda, inesquecível. Várias corujas-buraqueira levantavam voo da estrada, quando o carro as alertava com os faróis. A lua cheia brilhava no céu. Lembrança de uma noite eternizadas na memória.
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Do episódio da caminhada deste dia surgiu o nome da nossa expedição: “Allah-la-ô”, alusivo à conhecida marchinha de Carnaval. Remetia ao calor que passamos neste dia, durante a caminhada de 7 quilômetros sob o sol inclemente.
Chegamos no hotel já passado das 22 horas, exaustos. Só, banho e cama.
4º dia:
Este dia foi reservado para conhecermos o Santuário Ecológico de Pedra Caída, http://www.pedracaida.com/ que fica a 35 quilômetros de Carolina, por via asfaltada. Quem nos acompanhou neste dia foi o Zeca, um guia da região da Chapada das Mesas, pois o Flávio ficou envolvido no conserto do jipe, que no dia anterior nos deixou na mão na estrada, como relatei acima. Nosso grupo foi dividido em dois, pois não cabíamos todos em apenas um carro. De motoristas, num deles o Zeca, e no outro o Marquinho, aprendiz de guia, recepcionista no Hotel Lírio, um garoto muito querido e educado.
Passamos praticamente o dia dentro do complexo do Santuário Ecológico da Pedra Caída. Dentre suas instalações, existe um hotel, piscinas, restaurante, loja de souvenirs, central de vendas de passeios e atrativos. É uma grande área de propriedade privada, paga-se ingresso para entrar, no valor de R$ 50,00 (o nosso já estava incluso no pacote da Norte Tur), que dá direito a visitar algumas cachoeiras. Ainda se pode adquirir ingressos para atrativos, à parte. Foi assim que contratei a tirolesa.
Primeiro fizemos um pequeno trajeto de carro para conhecer a Cachoeira da Caverna, que se acessa depois de passar por uma caverna alagada,  e depois fomos à Cachoeira do Capelão, vista após breve caminhada na mata ciliar, de onde despenca água transparente da altura de 15 metros. Muito lindas.
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Cachoeira da Caverna
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Cachoeira do Capelão
Retornamos ao complexo para almoçar.
Depois de um breve descanso veio “a cereja do bolo”. Iniciamos o trajeto de 600 metros por uma trilha ecológica, em que se alternavam passarelas de madeiras, escadarias e caminhada por dentro de um córrego, para conhecer a Cachoeira do Santuário, referida por publicações especializadas como uma das mais lindas do Brasil.
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Pára tudo! Gente, difícil descrever com palavras a beleza, a magia, o encantamento desse lugar. Só estando lá. O lugar é de outro mundo. Mas vou tentar… Depois de acessar um cânion formado por paredões de 50 metros de altura, de onde escorre água cristalina, chuviscos em meio à vegetação, que forma um pequeno córrego, você se depara com um paredão de pedra muito alto. Ver essa formação já é muito lindo. Mas aí, a grande surpresa, que fez meu coração disparar e depois chorar de emoção…
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Quando teu raciocínio indica que o cânion termina ali…não terminou! Surpreendentemente, olhando para sua direita, há como um “portal”, de rocha natural, claro, onde você ingressa num santuário. O nome do lugar é apropriadíssimo. Me senti ingressando num templo sagrado da natureza. Um espaço grande, de formato piramidal, esculpido há cerca de 60 milhões de anos, numa rocha escura (arenito), que formou ali um poço, com uma profundidade média de 1, 50 metros, uma piscina natural. E lá de cima, do teto do santuário existe uma abertura, por onde ingressa a luz do sol, e uma cachoeira, com um forte jato d’água, despenca de 46 metros, lá embaixo, onde os privilegiados visitantes assistem ao espetáculo, emocionados…
Não tem como não se emocionar. No nosso grupo o choro foi geral, de euforia, de felicidade, por podermos ver essa maravilha com nossos olhos, por estarmos ali.
Pra mim, foi, sem dúvida, o ponto alto da Chapada das Mesas. O lugar é tão surreal, que as minhas fotos ficaram desfocadas. Tive que me socorrer de fotos disponíveis no site do Santuário, para ilustrar esse post.
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Pena que o tempo de permanência dentro do Santuário é cronometrado, pois outras pessoas aguardam, também querem ter essa experiência fantástica, inesquecível. E então tivemos que nos despedir daquele paraíso perdido no sul do Maranhão.
Escadaria acima, passamos ainda na Ponte Pênsil, onde rolou uma bagunça, gritaria, ocasião em que acabei cortando a palma da mão direita. Nada demais. Lembrança de um dia maravilhoso.
Mas o dia ainda não tinha acabado não. Eram em torno das 16 h quando iniciamos o trajeto de 400 metros de subida pelas plataformas de madeira em zigue-zague, intercalando com escadarias, até o alto, onde está edificada a Pirâmide Mística.
Esse trajeto foi muito cansativo, tanto por causa do sol quente e dos muitos degraus a vencer, mas principalmente porque carregávamos o equipamento para a tirolesa, ou seja, ganchos, capacete, a “cadeirinha”, que era um peso bem considerável. Foi um grande esforço mesmo. Achei que não ia conseguir. Cheguei lá encima “colocando os bofes pra fora”. Mas cheguei.
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Pra compensar o esforço, lá no alto o visual era muito lindo. Pode-se enxergar toda a região da Chapada das Mesas, o complexo turístico lá embaixo, pequeninho, a estrada…
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Um momento de contemplação e também de espiritualidade. Uma pessoa orienta a visita na pirâmide toda construída de vidro. Segundo ela, ali se concentra um poderoso centro energético, um pêndulo de cristal enorme está suspenso no alto da pirâmide. Pelo sim, pelo não, fiz a caminhada em espiral, mentalizei boas vibrações e tal… Mas creio que a grande energia, a paz sentida, procedia da natureza exuberante da região.
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Depois de descansar, curtir o visual, era a hora de novamente elevar a adrenalina. E assim foi. Nem pensei e me joguei na maior tirolesa da América do Sul (o pessoal do complexo que diz, não sou eu). Foram 1.400 metros de descida num cabo de aço com um desnível de 600 metros de altura e numa velocidade de quase 100 km por hora. Num piscar de olhos eu estava lá embaixo. Foi show! Quero de novo!
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E assim nos despedimos do Complexo Turístico da Pedra Caída, meio às pressas, já com a tarde caindo, para ainda conhecermos o Portal da Chapada.
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Fizemos um rápido trecho de carro e depois mais 500 metros de caminhada morro acima, por areia fofa e trilhas. Com a pressa que estávamos, pois a luz do sol estava quase indo embora, deixei ali as poucas forças que ainda me restavam, até o Portal da Chapada, e depois, mais alguns metros acima, para apreciar a vista dos Pilares da Chapada e do Morro do Chapéu.
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Já era bem noitinha quando retornamos até os carros  (pra baixo todo santo ajuda), e seguimos enfim até o hotel em Carolina.
Pausa para o banho e após nos reunimos no Restaurante Mocotozin onde jantamos e revelamos o “anjo”, uma brincadeira de integração, semelhante a um amigo secreto, idêntico ao que fizemos na expedição ao Jalapão.
5º dia:
Depois do café da manhã, momento de nos despedirmos do Hotel Lírio, colocar as mochilas no jipe e partir. Dia inteiro de estrada novamente para retornar à Palmas. Foi cansativo, mas de consolação (e que consolação!) tivemos um pôr do sol de cinema na estrada. O pessoal não se cansava de fotografar. Lindo.
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Chegamos à noite em Palmas. Momento da despedida, troca de contatos e tal. Eu e a Jamile seguimos para nosso hotel, onde jantamos e pedimos algo para comer no quarto mesmo, no frescor do climatizador. Com o cansaço instalado no corpo, mais o calorão que fazia lá fora, não tivemos disposição pra mais nada.
6º dia:
Como combinamos um city tour em Palmas com o Flávio, da Norte Tur, tomamos café e aguardamos sua chegada. Depois passamos no hotel pegar a Carla e fomos conhecer a cidade.
Neste city tour conhecemos o Parque Cesamar, a Praça dos Girassóis e o Palácio Araguaia, estivemos na Praia do Prata e na Praia da Graciosa, visitamos o píer de Porto Nacional, município vizinho à Palmas.
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Palácio Araguaia, sede do Governo do Estado
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Praia da Graciosa, às margens do Rio Tocantins
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Em Porto Nacional, com Palmas ao fundo, do outro lado do rio
No final do tour deixamos a Jamile no aeroporto, pois ela tinha horário de voo no meio da tarde. Eu fiquei no Shopping Capim Dourado, pois ainda tinha que comprar alguns presentinhos para as filhotas, pois não podia chegar em casa de mãos abanando, depois de tantos dias fora.
Me despedi do Flávio, agradeci o carinho, o profissionalismo, com que conduziu as duas expedições das quais participei.
E depois de tanto bater perna no shopping voltei cansada para o hotel. Aí coube um chimarrão no quarto refrigerado, momento de organizar a mochila.
Mas é claro que eu não iria sossegar no hotel, né. Combinei com a paulista Carla e fomos curtir um barzinho no píer de Porto Nacional, que já havíamos conhecido no tour deste dia, mas que imaginei que teria um super visual à noite, com as luzes da cidade e tal. E assim foi. Depois de jantar no local, curtir música ao vivo e jogar conversa fora, acompanhado de cervejinha gelada, achei que a despedida de Palmas estava à altura das belezas que vi nas expedições e me dei por satisfeita. Retornei ao hotel, e descansei até o horário de me deslocar ao aeroporto, pois meu voo foi no início da madrugada. A Norte Tur providenciou o traslado até o aeroporto. Uma tranquilidade…
7º dia:
Gastei todo o dia em deslocamentos.Primeiro viagem de avião, de Palmas até Porto Alegre, com uma conexão de duas horas em Brasília. Depois mais quatro horas de espera pelo ônibus na rodoviária de Porto Alegre e, enfim, em casa!!
Hora de matar a saudade das filhotinhas e organizar a vida para retomar a rotina.
Estas férias teve um diferencial: eu sempre retornava das viagens na noite anterior ao reinício do trabalho, ou no dia do reinício (quando não atrasadinha), na maior correria e agitação.
Desta vez tive intervalo de quatro dias até a retomada das atividades. Achei bem legal isso. Deu pra largar as coisas, abraçar o pessoal com mais calma, resolver algumas pendências, e tomar fôlego para retomar a rotina de casa, trabalho, crianças, escola, etc, etc..
Mas com a energia renovada pelas experiências maravilhosas vividas nas expedições, lembranças de viagens, de paisagens únicas que tive o privilégio de ver, de amizades conquistadas…
E como sempre, com novos planos, novos sonhos de viagens povoando minha mente…
 

 

 

 

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4 comentários em “Expedição à Chapada das Mesas, no Estado do Maranhão

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