Brasil

Paraty/RJ – Para mim, para você, para todos nós

A vontade de conhecer Paraty e a Vila de Trindade me acompanha há bastante tempo. Já havia me ensaiado para ir até lá em outubro de 2016, como continuidade à trip que fiz para o Jalapão e a Chapada das Mesas, viagem que narrei no post Expedição ao Jalapão, no Estado do Tocantins e Expedição à Chapada das Mesas, no Estado do Maranhão, mas naquela ocasião achei que o tempo fora de casa, longe das crianças, ficaria demais e então, abortei a ideia. Um pouco a contragosto, confesso. E temporariamente, claro…

Encerrado o ano de 2016, o vírus das viagens, por pouco tempo incubado, manifestou-se novamente. Pensei: como passar todo o verão sem um banho de mar? Entrar em 2017 sem água salgada para purificar o corpo, descarregar a inhaca (filosoficamente falando, gente, peloamordeus!) do ano que findou? Nem pensar…

Então, a vontade de conhecer Paraty me tomou de assalto novamente. As exuberantes paisagens, mesclando o verde da Mata Atlântica ainda preservada, contrastando com praias de areia fina e clara, sombra de amendoeiras, mar verde esmeralda que depois se estende em tons azulados, os casarões históricos em estilo colonial, as cachoeiras, tão próximas às praias, riachos desaguando no mar, os barquinhos ancorados na baía, a serra ali pertinho,  me fisgaram de imediato. Não tive dúvidas…

Negociei alguns dias de férias com meu chefe (ufa! concordou), comprei passagens aéreas, pesquisei hotéis para me hospedar, xeretei posts e blogs a respeito do que seria imperdível em Paraty e Trindade, reservei carro a ser locado e retirado no aeroporto e… parti!

Segue o relato dia a dia da minha curta (mas intensa) passagem por Paraty e Trindade. De quebra, também visitei Ilha Grande/RJ, destino que inicialmente não estava previsto.

Gente, sem palavras sobre Ilha Grande, a não ser QUERO VOLTAR!!!

1º dia:

Bom, como já contei aqui no blog, moro numa cidade no interior do Rio Grande do Sul. E qualquer deslocamento para fora do Estado requer primeiro uma viagem de cerca de cinco horas até nossa querida Capital, Porto Alegre, de carro ou de buzão, para acessar o aeroporto e daí sim, efetivamente, sair em viagem. E desta vez não foi diferente.

Aterrissei num voo da LATAM no aeroporto em Guarulhos/SP às 17 horas. Bagagem em mãos, fui retirar o carro alugado, anteriormente reservado com a Unidas. Tudo certinho, GPS ligado, peguei a estrada em direção à Paraty/RJ. Mesmo usando o GPS me perdi um tantinho, mas depois a viagem engrenou. Segui para Paraty via Ubatuba/SP. O trânsito fluiu bem, com certeza pelo fato de ser um domingo, e segui no contrafluxo. Curvas fechadas na chegada à Ubatuba e muitos veículos subindo a serra, rumando, com certeza, para São Paulo e Região Metropolitana. Lamentei ser noite, pois o cenário deve ser lindo do alto da serra. Cheguei em Paraty por volta das 21h30min e fiz o check-in na Pousada Corsário Paraty http://www.pousadacorsario.com.br/paraty/.

Sobre a pousada: bonitinha. O jardim bem cuidado, com muitas plantas, a proximidade com o rio, o deck, forma um visual que agrada os olhos. O quarto também é satisfatório, limpinho, cama boa, chuveiro bom. Café da manhã gostoso (nada excepcional, mas ok). Sobre a piscina, que é aquecida, achei um tanto sujinha, mas como não sou fresca, não foi motivo para desqualificar completamente o lugar. Como a ideia era usar a Pousada como ponto de apoio e para dormir mesmo, achei que foi uma boa escolha.

IMG_20170206_074120328_HDR

Como cheguei cansada, dei uma espiadinha  no Centro Histórico e fui procurar algo para comer. Os restaurantes fecham cedo em Paraty. Encontrei aberta a Esfiharia Emirados e fui feliz comendo quibe e esfihas abertas. O cansaço da viagem me venceu. Retornei ao hotel e dormi o sono dos justos viajantes.

2º dia:

Madruguei (já contei que durmo pouco por conta da ansiedade quando estou viajando, né?) e cedinho fiz uma caminhada no Centro Histórico para ver a cidade ainda silenciosa, com a linda luz da manhã banhando os prédios, o mar, a serra… Fui até o porto ver os barcos ancorados na baía. Dia lindo de sol e céu azul.

IMG_20170206_071328617

IMG_20170206_070659195_HDR

Adoro essa coisa de passear pelas cidades, pelos locais visitados, quando a cidade ainda dorme, havendo apenas alguns poucos madrugadores, e perceber a calmaria, sem o agito normal de turistas. Acho que esses momentos tem um astral meio mágico, autêntico, e me sinto muito privilegiada por ter as panorâmicas só pra mim…

IMG_20170206_073217962

Retornei ao hotel para o café da manhã. Organizei a mochila e saí de carro rumo à Laranjeiras, um distrito de Paraty, próximo à Trindade. Deixei o carro num estacionamento particular, pagando por ele R$ 20,00. Mochila nas costas com lanche e água, iniciei a caminhada de cerca de 45 minutos ou uma hora, até a Praia do Sono. Trilha fácil, em meio à floresta, com rasgos de visões para o mar.

IMG_20170206_110831681
Praia do Sono

A Praia do Sono é muito bonita, extensa, águas calmas, uma praia propícia para ver a vida passar bem devagar, descansando embaixo de suas frondosas árvores, entre um banho de mar e caminhadas nas trilhas. Percebi alguns campings no local e fiquei com vontade de acampar ali também. Como não me organizei para isso desta vez, me contentei com um mergulho no mar, para renovar minhas forças, pois percebi que uma subida íngreme me aguardava, sob o sol, no final da praia, para acessar a Praia de Antigos.

IMG_20170206_102552585
Sombra na Praia do Sono

A Praia de Antigos e na sequência, a de Antiguinhos, são pequenas, e as encontrei praticamente desertas. São lindinhas, e me senti privilegiada por curtir aqueles paraísos praticamente só pra mim. Na saída da Praia de Antiguinhos tomei um banho numa pequena piscina natural formada pelo represamento de um córrego que chega até a praia, no meio da mata, com muito verde no entorno. Uma delícia…

IMG_20170206_112139094
Praia de Antigos
IMG_20170206_112817851
Praia de Antiguinhos

Revigorada pela água gelada do riacho, segui novamente pela trilha até à Cachoeira em Galhetas. Essa cachoeira fica mais afastada, dentro da mata, e também a encontrei vazia. A queda d´água fez uma massagem maravilhosa. Show! Depois conferi a Praia de Galhetas, praticamente dominada por pedras, acessada por uma ponte pênsil de madeira. Mais uma trilha e cheguei na Comunidade e Praia de Ponta Negra. Ali também tem um riacho que deságua no mar. Mais uma praia lindinha. Aí já era umas duas horas da tarde e a fome apertou. Numa choupana pé na areia comi um gostoso pastel de mariscos acompanhado de uma cervejinha. Depois do banho de mar e de água doce na sequência, no riachinho, tratei de acertar com o barqueiro o retorno para Laranjeiras. O valor ficou em R$ 40,00. Retornei na companhia de um casal e mais o guia local, o Rafael. Durante nossa conversa ele meu deu uma super dica sobre Cunha e a Pedra da Macela, sobre os quais falarei depois.

IMG_20170206_130342842
Praia de Galhetas
IMG_20170206_125450790_HDR
Cachoeira de Galhetas
IMG_20170206_131926128_HDR
Praia de Ponta Negra

O retorno de barco demorou cerca de 15 minutos até a marina do Condomínio de Laranjeiras. No trajeto aproveitei para apreciar o super visual das praias por onde eu passei nesse dia, agora visto à partir do mar. O verde da serra ao fundo, contrastando com os tons azul esverdeados do mar, ficaram gravados na minha memória. Lindo, lindo…

Da marina do condomínio de luxo, uma kombi nos levou até um ponto na estrada. Depois de uma pequena caminhada,  cheguei até o estacionamento onde ficou guardado o carro.

Retornei para Paraty, onde dei uma relaxada na piscina do hotel. Depois do banho fui caminhar no Centro Histórico e defini o restaurante para jantar. Escolhi o Restaurante Banana da Terra http://restaurantebananadaterra.com.br/. Lugar bacana, pratos gourmet. Um vinho pra acompanhar. Retornei leve, leve, a caminho do hotel.

IMG_20170206_221137032

Não segui direto para o quarto. Fiz uma pausa para curtir o deck da piscina do hotel, com vista para o rio. Sozinha naquele lugar, deitei numa cadeira de balanço e fiquei observando o céu, curtindo a suave brisa da noite, escutando músicas no celular. Você pode até duvidar, depois da descrição desse momento, se eu estava acordada ou sonhando, embalada pelo vinho do jantar. Talvez não tivesse sido tão bonito e perfeito, mas é assim que eu gosto de lembrar… Se bem que muito já se falou e escreveu que “a realidade é definida pelo modo como interagimos com ela”. Então, cabe a pergunta: será que o que vemos e ouvimos pode ser chamado de realidade? Ou tudo não passa de uma ilusão da nossa mente? Não tenho a resposta, mas se posso optar,  quero seguir iludida, vendo poesia e encantamento em tudo…

Vencida pelo sono, decidi que era realmente a hora de sonhar. E segui para a cama, com as lembranças de um dia lindo e feliz. O sentimento que me dominava era de gratidão, por tudo enfim.

3º dia:

O dia amanheceu bonito, com sol e algumas nuvens. Depois do café da manhã peguei o carro, rumo à Trindade. Muitas curvas fechadas na estrada de acesso ao distrito de Trindade. Já chegando na vila, o carro passa por dentro de um riacho que cruza a estrada. Fui até o final da rua principal, que corta a vila (é pequena), até o estacionamento, próximo ao início da trilha que leva até a Praia do Meio.

IMG_20170207_151051543

Mochila nas costas, iniciei a trilha. É  plana, bem fácil e curta, um trajeto de areia. Chegando na Praia do Meio dei uma caminhada e depois subi em grandes pedras junto à praia, de onde se tem uma bela vista. Até vi uma tartaruga nadando no mar, bem próxima às pedras. Em seguida acessei uma trilha que leva até a Praia do Caixadaço. Caminhei por toda a extensão da praia e no final dela, acessei mais uma trilha, também bem tranquila.

IMG_20170207_102137164_HDR
Praia do Meio

IMG_20170207_101220113

IMG_20170207_103223717
Praia do Caixadaço

20170207_101525

A trilha termina na Piscina do Caixadaço. Essa “piscina” é formada por grandes pedras, que represam a água do mar. Se vê peixinhos coloridos por todo lado. Bem bacana. Mas… muita gente. O excesso de pessoas tira um tanto da beleza do lugar. Depois de algum tempo desisti da muvuca e retornei de barco até a Praia do Meio, pagando ao barqueiro o valor de R$ 15,00.

20170207_105648

Já na Praia do Meio me informei sobre a trilha que leva até a Pedra que Engole, sobre a qual eu havia lido em relatos e tinha curiosidade em conhecer. Com as dicas, ingressei na mata. Trilha fácil. Essa Pedra que Engole é muito bacana. Deu um medinho na hora, pois você escorrega por entre duas grandes pedras, um buraco onde somente cabe seu corpo, apertado, sob a pressão de um jato d´água, sem saber o que virá depois. Mas claro, não sou de arrepiar e encarei. Gente, é muito legal! Você escorrega para dentro de uma pequena caverna alagada, com espaço pra ficar em pé. Pra sair, precisa submergir e então chega ao exterior. Muito show! Adorei, tanto que fui mais de uma vez!

Depois dessa experiência, fiz outra parada na Cachoeira do Poço Fundo. Nela você ingressa num pequeno espaço atrás da cachoeira, que tem um jato forte. Restaurador.

Já no trajeto de retorno para a Praia do Meio fiz mais uma pausa na Cachoeira Escorrega. Privativa. Só para mim…

De volta à praia, fiz uma parada de poucos minutos para conhecer a Praia de Fora.  E claro, comprinhas de lembrancinhas no centrinho.

IMG_20170207_143014191
Praia do Meio

Já na saída de Trindade, fiz nova parada na Praia do Cepilho. Subi em grandes pedras, que lembram o Arpoador, no Rio. Fiz um lanche no Restaurante e Bar do Cepilho, enquanto o tempo resolveu chover.

Na estrada de retorno para Paraty, decidi acessar a estrada vicinal para conhecer a Praia de Paraty Mirim, cerca de 7 quilômetros, passando por uma comunidade indígena.

IMG_20170207_164407282
Praia de Paraty Mirim

A Praia de Paraty Mirim é como uma piscina, água paradinha, por conta da baía que praticamente a cerca. Fiz amizade com uma menininha, do alto de seus  5 ou 6 aninhos, muito esperta, com quem brinquei bastante na água.

IMG_20170207_164648828

Fiz o retorno para Paraty abaixo de um chuvisqueiro. Quando cheguei na cidade a chuva já havia cessado e aproveitei para conhecer as praias urbanas, num giro de carro, passei pela Praia do Jabaquara. Por fim, uma parada para conhecer o Forte de Paraty. Achei o lugar um tanto abandonado, bem caidinho.

IMG_20170206_175653060_HDR
Forte de Paraty

Já no hotel, um rápido banho de piscina e depois chuveiro. Na recepção recebi a dica de jantar no Restaurante Café do Canal http://restaurantecafedocanal.com.br/. Gostei do lugar, do prato escolhido, informado no cardápio como sendo Picanha Argentina (vai saber…mas era macia) e do atendimento. Decidida a experimentar as famosas cachaças locais, escolhi o drinque Jorge Amado, preparado com a cachaça Gabriela, além de limão, maracujá, açúcar mascavo, e canela em pó. Delícia… Então, óbvio, comprei duas garrafas da Gabriela pra levar pra casa. Para quem, como eu, não sabia o que havia de especial na famosa cachaça Gabriela, de Paraty, eu explico: trata-se de cachaça originária dos alambiques da região, preparada como um licor, com cravo e canela, açúcar e água. Deve ser apreciado gelado. Puro ou em drinques. Achei deliciosa.

20170207_205856

Com Jorge Amado na cabeça, só me restou a cama do hotel.

4º dia:

O dia iniciou com sol entre nuvens, intercalado com chuviscos. Depois do café da manhã fiz o checkout no hotel e peguei a estrada em direção à Angra dos Reis, mais especificamente, até Conceição de Jacareí, a 122 quilômetros de Paraty. A estrada Rio/Santos, pela costa litorânea, é linda, e o mar está sempre ao alcance da vista, as ilhas da baía de Angra, a paisagem torna a viagem muito agradável.

Inicialmente, não havia previsto ir até Ilha Grande, mas havia lido a respeito do lugar, da proximidade com Paraty. E com a previsão de chuvas em Paraty, decidi mudar de ares, ir atrás do sol. E assim, conheci mais um lugar encantador, paradisíaco.

Chegando em Conceição de Jacareí acertei o estacionamento do carro numa residência próximo ao ancoradouro de onde partem os barcos por R$ 30,00 a diária e mais o táxi boat por R$ 35,00 até Vila do Abraão. Cerca de 30 minutos depois o barco atracou em Vila do Abraão, na Ilha Grande.

Interessante que quando pisei na Ilha me dei conta que já a conhecia. Já estive no lugar, quando fiz um cruzeiro pela costa brasileira, anos atrás (uma outra história ainda a ser contada aqui no blog).

IMG_20170209_091351877
Vila do Abraão

Eu já tinha feito reserva através do Booking na Pousada D’Pillel http://www.booking.com/hotel/br/pousada-d-pillel.pt-br.html. Depois de pedir algumas informações, a localizei. Gostei da pousada, especialmente do lindo jardim interno.

IMG_20170208_121317787

Fiz o check-in, larguei minha mala no quarto e fui fazer um lanche, pois próximo às 14 horas a fome apertou.  Lanchei um hambúrguer na Padaria Pães e Cia. Aproveitei para comprar sanduíche e água, pois já tinha definido meu passeio para a tarde.

Munida de informações, encontrei na vila a placa que indicava o início da trilha até a Praia de Dois Rios. Foram 8,5 quilômetros até a comunidade e a praia, escutando músicas no celular, pensando na vida. Basicamente todo o trajeto foi por uma estrada de terra, ladeada pela mata, estrada mal conservada, esburacada, lavada pela água da chuva. Primeiro morro acima, e depois descendo.

IMG_20170208_154529059_HDR

Ainda em Abraão recebi uma dica de um atalho por trilha dentro da mata, na altura em que se percebe um banco de madeira instalado em frente a um bambuzal (taquaral). Diminui o trajeto em torno de 1 quilômetro, morro abaixo. Me senti um elfo, um duende, em meio aos tons de verde da mata. Esse atalho não é fácil, a trilha estava muito úmida e escorregadia. Não sei se compensa, se eu faria novamente.

IMG_20170208_185208094_HDR
Vista da Vila do Abraão

Bom, cheguei na comunidade de Dois Rios às 16 horas. Uma pena que neste horário estava fechando o museu do antigo Presídio de Ilha Grande, administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Confere mais detalhes clicando aqui http://museucarcereuerj.blogspot.com.br/p/breve-historia_14.html. Insisti com os funcionários e então autorizaram uma rápida olhada no acervo, coisa de 5 minutos. Lamentei não ter mais tempo.

IMG_20170208_160402446
Fachada do Museu Presídio de Ilha Grande

Mesmo com pouquíssimo tempo, lá descobri que o livro Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, foi escrito à partir da experiência do autor como preso naquele local. E que várias outras personalidades da história, especialmente na época da ditadura, foram presos ali.

O presídio, propriamente dito, foi implodido anos atrás, restando apenas a área onde ficava a administração, convertida hoje em museu.

IMG_20170208_170605811_HDR
Um dos rios que deságua na Praia de Dois Rios

Aproveitei a praia por cerca de uma hora, seguida de banho no rio, pra tirar o sal do corpo, já pensando no tempo necessário para fazer o caminho de volta até Vila do Abraão, ainda antes do sol se pôr.

IMG_20170208_170834168_HDR

Me pus a caminho, sendo que logo no início da estrada uma trilha me chamou a atenção. Fui por ela, pra ver onde daria. Pra minha grata surpresa encontrei uma linda cachoeira seguida por uma piscina natural. Claro que não resisti e me joguei na água. Uma delícia. Pena que logo depois chegaram umas três pessoas no local. A verdade é que eu já estava mal acostumada de ter os paraísos secretos somente para mim… Segui depois pela estrada principal, sem usar o atalho que fiz na ida, até a Vila do Abraão, onde cheguei por volta das 20 horas, já anoitecendo. Fui direto fazer umas comprinhas nas lojinhas da vila. Depois fui até a pousada tomar um banho, me arrumei e saí para escolher um restaurante para jantar. Escolhi o restaurante Pé na Areia http://www.penaareiailha.com/restaurante (nome super adequado), à luz de vela e de luzes projetadas em guarda-sóis. Música ao vivo. Bem bonitinho. Comi iscas de peixe, acompanhadas de cerveja e na sequencia, a cama do hotel me chamou, sedutoramente. Desmaiei, pois o dia foi longo, e teve a caminhada de cerca de 17 quilômetros…

DCIM100GOPROGOPR0233.

5º dia:

O dia amanheceu lindo, com céu azul, sol e calor. Perfeito para curtir um dia de praia. O café da manhã foi no jardim interno da pousada, que achei com um astral ótimo. Chamou minha atenção ver os passarinhos comendo migalhas nas mesas, junto com os hóspedes, de tão acostumados que estão com a movimentação, não demonstram medo algum das pessoas. Fiz checkout e guardei a mala no depósito. Separei na mochila apenas as coisas para usar no passeio programado para aquela manhã. Me dirigi até o ancoradouro dos barcos da vila para acertar a travessia com o barqueiro, a fim de acessar a trilha que me levaria até a Praia de Lopes Mendes. Depois de cerca de uma hora de espera, finalmente, às 10 horas, o barco levou os passageiros até a Praia do Pouso, por R$ 25,00 a pernada. Foi um trajeto rápido, de no máximo 15 minutos de barco. Chegando na praia acessei uma trilha, inicialmente ascendente, por cerca de 30 minutos, até a Praia de Lopes Mendes.

IMG_20170209_103354334

Bom… Sobre a Praia de Lopes Mendes: ela é realmente linda. Não foi por acaso que foi eleita a terceira praia na lista das tops na América do Sul numa avaliação dos usuários do site TripAdvisor deste ano. A areia clara e fina, os tons azulados do mar, a sombra das amendoeiras, as grandes pedras junto à praia, o verde da floresta, faz uma composição harmônica que farta os olhos e me senti privilegiada por conhecê-la “ao vivo e a cores”.

Pena que não me demorei muito, cerca de uma hora, porque tinha planejado fazer outros passeios ainda naquele dia. Ficou o desejo de retornar e passar o dia inteiro ali, largada naquela maravilhosa praia.

DCIM100GOPROGOPR0362.
Delícia de banho de mar na Praia de Lopes Mendes

Com dificuldades, confesso, reuni meus pertences e fui para a trilha, fazer o trajeto de retorno até a Praia do Pouso.

Gente, e não é que no meio da trilha encontrei um casal conhecido da minha cidade, Ijuí?! Que mundinho pequeno…

IMG_20170209_121948648
Curtindo a linda paisagem de Ilha Grande

Tomei o barquinho, pagando mais R$ 25,00, até Vila do Abraão. Quando o barquinho se aproximava da Vila pude ver ancorado no mar, um navio de cruzeiro, o mesmo com o qual estive no local anos atrás. Coincidência…

IMG_20170209_123200179
A Vila do Abraão, vista à partir do mar

Me dirigi até a pousada, tomei um banho, peguei minha mala e fui para o ancoradouro, onde tomei o barco de volta para Conceição de Jacareí.

IMG_20170209_091252199

Novamente em terra firme, peguei o carro e depois a estrada, em direção à Paraty. No trevo da cidade tomei o acesso para a serra, até a cidade de Cunha, por 49 quilômetros, sempre ascendentes. Sobre as condições da rodovia, há trechos muito ruins, esburacados, sem acostamento, e outros, muito bons. Fiz um pitstop no caminho para lanchar um pastel, acompanhado de caldo de cana.

IMG_20170209_170825198

Cheguei à tardinha em Cunha e estacionei o carro na praça central da pequena cidade. Aproveitei para tomar um café e comer um doce na padaria, enquanto coletei informações sobre a cidade e seus atrativos. Dei uma olhada na Igreja Matriz, que passava por uma reforma interna, aproveitei aquele momento para rezar e agradecer pela ótima viagem, até ali, e depois procurei um hotel para passar a noite. Antes disso fiz um reconhecimento da estrada para acessar a Pedra da Macela, sobre o qual o guia Rafael havia me falado ainda na Praia da Ponta Negra, dias antes. Estava animada com as fotografias que conferi na net, do nascer do sol visto à partir do alto da serra, com o mar lá embaixo, a cidade de Paraty, as montanhas, as brumas…

IMG_20170209_181010777_HDR

Como não havia reservado hotel antecipadamente, não tive muitas opções de hospedagens. Mas dei sorte, ao conversar com a querida Tininha, da Pousada Antigo Caminho do Ouro http://www.pousadaantigocaminhodoouro.com/pousada.html. Resumo da história: fui a única hóspede da pousada naquela noite. Fazia frio e o ventinho gelado ajudava a manter a sensação térmica baixa. Ansiosa por jantar, comer uma comida de verdade (até então só lanches naquele dia), a Tininha telefonou para o casal proprietário do Restarante Kallas da Serra https://www.facebook.com/Kallasdaserra/, situado bem próximo à pousada, do outro lado da via, para que me atendessem, eis que o restaurante estava fechado para o público naquela noite.

Gente, me senti muito especial nesse atendimento privado. A proprietária foi para a cozinha e preparou uma deliciosa truta grelhada com shitake, arroz e saladas. Enquanto preparava o jantar fiquei conversando com o proprietário, degustando cachaça artesanal produzida por eles. Nessa conversa fiquei sabendo que calla (e não kalla) é um tipo da flor que conheço como “copo de leite”. Aquela flor branca com um espádice (Google me salvou pra falar o nome correto do negócio) amarelo em seu centro, sabem? Os donos do restaurante cultivam essas flores em escala comercial. Quer saber mais sobre as callas leia aqui http://joartflores.blogspot.com.br/2011/10/calla-e-copo-de-leite-voce-sabe.html .

O proprietário também me contou da experiência dele e da esposa na Pedra da Macela, onde foram ver o nascer do sol. Me mostrou fotos lindas no seu celular, o que só aumentou minha animação para, na manhã seguinte, também assistir a esse espetáculo da natureza.

Comi como uma rainha o delicioso jantar, acompanhado de uma cerveja. Quando retornei para o hotel conferi o céu, que estava limpo. Só a lua, praticamente cheia, brilhava no céu, e as estrelas no firmamento. Coloquei o celular para despertar às 5 h da manhã, organizei minhas coisas na mochila, a roupa que usaria, e dormi.

6º dia:

Acordei com o barulho do despertador. Em questão de 15 minutos eu já estava pronta. Encarei o friozinho da rua e entrei no carro ainda na noite escura. O acesso até o início da trilha para a Pedra da Macela é feita por estrada de terra, em condições ruins, bem esburacada e pedregosa, por cerca de 6 quilômetros, até se chegar num ponto onde termina a estrada e se vê um portão de ferro, e uma placa indicativa. À partir dali, foi caminhada, morro acima. O mapa do local indica que são apenas 2 quilômetros de trilha, mas, gente, não se iludam. É puxado!

IMG_20170210_074744520

A trilha é pavimentada, com algumas partes esburacadas, com falhas, outras cheias de limo, muito lisas. Sempre ascendente. Bem ascendente. Foi sofrido chegar lá encima. Foram várias paradas para baixar o batimento cardíaco, recuperar o ar e descansar. Aos poucos o dia foi clareando e pude desligar a luz da lanterna.

Enfim, esbaforida, cheguei até a frente do portão da estação de antenas, que é toda cercada. Inicialmente não achei a sinalização para o mirante, caminhei para a direção oposta. Decidi retornar para a frente do portão, quando então visualizei uma placa indicativa do mirante e segui uma pequena trilha no meio da vegetação, e ao final encontrei duas barracas. Muita neblina lá no alto. Não se enxergava nada a poucos metros. Sem chance de ver coisa alguma no horizonte. Teimosa, ainda insisti, aguardando por mais uns 40 minutos, e então… me dei por vencida. Aquelas imagens lindas do nascer do sol vistas na net não iam rolar dessa vez. Iniciei o caminho de retorno morro abaixo. Que foi difícil também, porque o terreno é muito inclinado, e a todo momento havia a ameaça de um escorregão. Pra amenizar a apreensão, fui escutando música no celular. Até que enfim, enxerguei o carro estacionado na estrada. Ufa…

Acima fotos da net, aleatórias, que alimentaram minha expectativa sobre a vista à partir da Pedra da Macela…

IMG_20170210_073513753
A realidade…

Já de volta ao hotel, Tininha me aguardava com um gostoso café da manhã. Preparado especialmente para mim. Um mimo. Energia gasta na caminhada já reposta, dei uma volta na propriedade, conheci o ambiente da piscina, o deck onde há um mirante com uma vista linda para a serra, a capelinha centenária. Tudo bem cuidado, organizado com muito bom gosto. Ficou o desejo de retornar para passar alguns dias ali, desfrutando daquele clima sereno da serra.

IMG_20170210_100415027

IMG_20170210_100811367_HDR

Mas a estrada me chamava novamente… Feito o checkout, peguei a estrada rumo à Cunha. Poucos quilômetros adiante avistei o pórtico do  Lavandário.

Claro, estando ali não iria perder a chance de conhecer sobre o cultivo de lavandas. Paguei R$ 10,00 de entrada e fui apreciar os campos, com várias sub-espécies de lavandas, sobre as quais nem imaginava que existissem. Achei que lavanda era tudo igual. A vista é de babar. O contraste do verde da serra com o azul do céu, as nuvens brancas, o sol iluminando tudo, os campos de lavanda. Soprava uma brisa agradável na manhã.

IMG_20170210_104704664_HDR

Em dado momento sentei num banco, em um mirante, para apreciar a vista, e eis que vejo um casal jovem, de noivos, fazendo fotos de casamento, junto a uma equipe de profissionais. Não me aguentei, claro, e me aproximei para conferir. Um lindo casal. Aproveitei para desejar felicidades no casamento, elogiei as fotos, e de quebra, fiz amizade com o maquiador. Foi um momento muito bacana.

Conferido o Lavandário, retomei a estrada até Cunha,onde fiz uma rápida parada para comprar poucos souvenirs na Casa do Artesão da cidade. Depois, segui na estrada até a Basílica de Nossa Senhora Aparecida.

Católica que sou, e devota de Nossa Senhora, não perderia a oportunidade de visitar o Santuário, o qual conheci a muitos anos atrás. Foi um momento importante de religiosidade, de agradecimento por tudo que pude conhecer nessa viagem, e de pedir proteção para mim e minha família. Almocei na praça de alimentação ali mesmo e depois retomei a estrada até a capital paulista.

IMG_20170210_122951046

20170210_123738

O trânsito fluía bem até a entrada da cidade, quando daí começou a engarrafar. Numa sexta-feira, final do expediente, já era previsível.

Munida de paciência, segui até o Aeroporto de Congonhas, onde fiz a entrega do carro locado. Não tinha intenção nenhuma de circular por São Paulo com o carro, pra não me estressar com trânsito, com vaga para estacionamento, com risco de ser assaltada, etc. Bom, aí eu já estava bem cansada, considerando que meu dia começou ainda na madrugada, e foi intenso. Só tratei de chegar no hostel, o São Paulo Lodge Business, o qual já conhecia, quando estive em setembro do ano passado em São Paulo, acompanhada de minha filha Sofia, viagem narrada no post São Paulo/SP – Tour na Capital Paulista me instalei, comi uma pizza que comprei no supermercado em frente e assei no forno, na cozinha do hostel e desmaiei na cama.

7º dia:

Depois de uma boa noite de sono, acordei novinha em folha e com as baterias recarregadas, pronta para curtir a cidade. Com o café da manhã no estômago segui de metrô até o Bom Retiro. Meu lado consumista aflorou. Saí de lá com algumas sacolas. Ainda tive ânimo pra conferir a muvuca da 25 de Março num sábado de manhã. Mais comprinhas, presentinhos para as meninas, encomendas…

IMG_20170211_114141887
Estação da Luz, para acessar o Bom Retiro

Assim como na minha estada passada na capital paulista, almocei no Café e Restaurante Girondino. Como curto rituais, sentei na mesma mesa no segundo piso, com vista para o Largo de São Bento, a Igreja, com a música da mesma artista de rua na esquina, cantando músicas da MPB que adoro. Quando saí pra rua fui conversar com ela e aproveitei para pedir que cantasse uma música em francês, porque adoro a sonoridade da língua. Ela cantou uma música da Edith Piaf, que também foi gravada pela Cássia Eller, “Non, Je Ne Regrette Rien”, e foi lindo. Foi muito aplaudida pelos transeuntes.

Como eu queria ir ao cinema, ver o filme “La La Land”, encarei novamente o metrô até o Shopping Center Norte, próximo da Estação Tietê.

Sinceramente, não achei nada demais o filme. Não tocou na minha emoção. Tudo bem feito, bem estruturado, como Hollywood sabe fazer, mas, não sei, acho que estou em outro momento… Por outro lado, adorei a sala de cinema! A poltrona era muito confortável. Quase cochilei.

Quando terminou o filme fiz o retorno de metrô até Vila Marina, onde fica o hostel, lá chegando por volta das 20 h.

Então… estando num sábado à noite em São Paulo, sem compromisso com crianças, livre para fazer o que viesse na telha, jamais que eu ficaria mofando no hostel, né. Algum programa bacana eu iria fazer…

Como eu já tinha notícia do show do Tiago Iorc, no Espaço das Américas, quando dias antes, já xeretava os programas culturais naquele final de semana, decidi o óbio: Bora lá! E rápido!

Tomei um banho correndo, engoli um hambúrguer do Mac, peguei uma grana (nem documento de identidade a doida aqui levou!), conferi as linhas de metrô para chegar até o local do show, e saí correndo porta afora. Nem ingresso eu tinha!

O recepcionista do hostel (e dono também) me disse “mas se não tiver mais ingresso?” e eu “daí eu volto, né, pelo mesmo caminho que fui”.

O Show estava marcado para iniciar às 22h30min, mas a gente sabe que sempre dá uma atrasadinha. Cheguei na frente da bilheteria era umas 21 horas. Quando chegou minha vez, perguntei sobre os ingressos, e a atendente disse “ainda tem alguns”. Faceira da vida, eu disse “eu quero”. E ela “me passa um documento”. Gente, e a pessoa aqui não tinha NENHUM documento com ela…

Argumentei, ameacei chorar, e a moça disse “lamento, são as regras”. Ah, sim, que eu cheguei até ali e não iria entrar… Puxei conversa com duas mulheres que estavam na fila, atrás de mim e pedi, na cara de pau “você pode fazer o favor de comprar pra mim, com seu documento? o dinheiro está aqui…” e ela, sorridente, me responde “Claro!”…

Sem mais, né, pessoal! É aquela coisa: acredita, vai na fé, com sorriso na cara e com humildade, que as coisas se ajeitam.

Resumo da noite: Fiz amizade com essas pessoas, acabamos sentando na mesma mesa, batemos altos papos, e curtimos o show do Tiago, que foi muito legal. Ele cantou todos os seus sucessos, interagiu com a plateia. Em suma: adorei! O Espaço das Américas, que eu não conhecia, é uma grande casa de shows, super estruturada, muito legal.

IMG_20170212_241113666

Quando o show encerrou saí correndo pela rua para pegar metrô de volta para Vila Mariana, com a informação que o transporte funcionava somente até a 1h da madrugada. Mas deu tudo certo. Cheguei no hostel era 1h30min. Ufa… Mais um dia intenso. Mas curti muito tudo. Cama.

8º dia:

Depois do café da manhã segui de metrô até a Estação São Bento. Já fazia tempo que eu queria participar da missa com os monges, com os cantos gregorianos. E assim foi. Cheguei cedo para a missa das 10 horas e me instalei num banco bem localizado. Foi uma missa diferente, mais longa, com mais rituais, intercalada com os cantos gregorianos e fumaça de incensos. Bacana. Diferente. Aproveitei para renovar meus pedidos de proteção e fazer meus agradecimentos também.

Finda a missa segui para a Paulista, bater perna. Adoro a efervescência da Paulista aos domingos, quando a avenida está fechada para o trânsito: o agito dos artistas de rua, as pessoas caminhando, fazendo esportes, curtindo. Imperdível para mim. Fui até o MASP mas não encontrei nenhuma exposição interessante, e o acervo eu já conhecia. Fiquei circulando pela rua até bater a fome e então almocei por ali mesmo.

IMG_20170212_122358251_HDR

Por volta das 14 horas retornei de metrô até o hostel. Peguei minha mala que ficou guardada no depósito e depois um táxi até Congonhas. No aeroporto peguei ônibus que faz o transfer gratuito para a LATAM até Guarulhos. Como era domingo, trânsito tranquilo, em menos de uma hora estava no aeroporto. Despachei a mala. Aguardei cerca de 30 minutos e decolamos. Na conexão de 3 horas em Curitiba me ocupei na net.

À partir daí a coisa se complicou. No horário previsto para decolagem, com todos os passageiros dentro do avião, fomos informados através do sistema de som, pelo piloto, na maior cara dura, que estávamos aguardando para dar carona para funcionários da empresa até Porto Alegre. Resultado: com o atraso na decolagem em 1 hora perdi meu ônibus para casa, que saía a meia-noite. Por 5 minutos. A previsão inicial era do vôo aterrissar em Porto Alegre às 23 h, ou seja, seria tranquilo.

Em consequência, tive que pagar hotel para pernoitar em Porto Alegre, pois o próximo ônibus só partia às 7 da manhã. Já tive meus dias de dormir em banco de rodoviária. Agora, não rola mais.

Situação bem parecida com o que aconteceu em dezembro, na minha ida para o Rio com a Isa, relatado no post Mini (Micro…) Cruzeiro até o Rio de Janeiro.

Mas a novelinha “de volta pra casa” não terminou aqui. Na manhã seguinte não tinha mais passagem disponível para o ônibus direto das 7 da manhã. Então encarei um semi-direto “pinga pinga”, numa viagem que durou 8 horas, quando normalmente seria de 6 horas. Abstraí e fui. A net seguia instável no ônibus. Entre cochilos e lembranças de viagem segui estrada afora. Cheguei em casa no meio da tarde. Moral da história: quer viajar? Suporta os perrengues também. Senão, resta ver e saber das maravilhas do mundo por meio da televisão, revistas e blogs de viagens. Já eu, já fiz minha escolha!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s