Américas

Fridas em Posadas – Argentina

Nenhuma novidade no fato de que adoro viajar. Em qualquer formato: “alone”, com amigos, com a família, ou com um parceiro amoroso; seja num mochilão, numa aventura solo, numa viagem “empacotada”, em excursão; viagens de final de semana, feriados ou “long time”… o que importa é viajar. E creio que, praticamente, já experimentei, se não todas (sempre se pode inovar, né), boa parte dessas opções.

Mas vamos combinar que viajar com amigos é uma experiência deliciosa, né. É claro que, mesmo se conhecendo a tempo e tendo muitas afinidades no dia a dia, as viagens são super passíveis de perrengues, de estresses típicos, de conflitos de interesses, e no final, ou fortalece ou coloca fim a uma grande amizade.

Felizmente, minhas experiências de viagens com amigas sempre teve saldo muito positivo, e retornamos mais unidas, com várias histórias para contar e relembrar. E ainda com planos para futuras viagens.

Esta viagem foi a primeira pensada pelo grupo Frida. Somos um quinteto de amigas – Joce (euzinha!), Adri, Íris, Ângela e Rosane – que se intitula Fridas, por termos em comum a admiração pela história de vida e da arte da grande artista mexicana Frida Kahlo. Ainda temos outras afinidades, como a luta pela erradicação da violência de gênero, por um mundo com mais igualdade e respeito entre homens e mulheres…nossa bandeira, nossa causa, a que nos une, além da amizade, óbvio. Mas essa já é outra história.

Quero contar como foi nossa viagem para Posadas, na Argentina, no feriado de Tiradentes deste ano.

Eu já tinha visitado Posadas outras vezes, porque a Argentina, para nós, gaúchos, em função da proximidade, é quase uma extensão do nosso Estado. Mas para as meninas foi a primeira vez. E de certa forma, também foi para mim, pela novidade de viajar na companhia de amigas queridas.

Bom, desta vez as Fridas seguiram num quarteto, porque a Adri não nos acompanhou.

O dia amanheceu lindo, com um céu azul e sol maravilhosos. Seguimos faceiras em direção ao município de Porto Xavier, por cerca de 170 quilômetros, onde então fizemos a travessia de balsa sobre o Rio Uruguai, e assim acessamos a Argentina.

Da rodovia, neste primeiro trajeto, ainda no Brasil, avistamos a grande estátua do Apóstolo São Pedro, no município de São Pedro do Butiá. Pronto. Primeira parada.

20170429_093234-2

O monumento fica dentro de um simpático parque do município, o Centro Germânico Missioneiro de São Pedro do Butiá, onde estão algumas casas com arquitetura alemã. Exploramos o local, conferimos as casinhas, sendo que em uma delas funciona um museu, onde estão expostos móveis, objetos e utensílios relativos à época da colonização do município. Interessante.

Também adentramos no interior da estátua, de 30 metros de altura e 8 de diâmetro, e subimos, por escadas, até o alto (na cabeça), de onde se tem uma visão da cidade e dos arredores.

20170429_095434-3

Ficamos algum tempo por ali, fizemos fotos e depois seguimos até Porto Xavier. Quando chegamos na aduana, a última balsa da manhã estava prestes à partir. Correria para embarcar, porque senão teríamos que aguardar o recomeço da atividade à tarde. Ou seja, uma espera de mais de duas horas. Mas enfim, deu certo. Curtimos a rápida travessia, contemplando o rio.

Seguimos pelas rutas argentinas, sem dificuldades, até Posadas. Chegando na cidade, fomos direto para a Costanera almoçar. Todo mundo morrendo de fome, pois o relógio já marcava quase 14 horas. Comidinha Ok no restaurante Itakva, uma boa indicação da Adri, que não veio nesta, mas que já esteve em Posadas várias vezes.

Resolvida a questão da fome, fomos caminhar um pouco na Costanera, como é chamada a via que circunda a cidade, margeando o Rio Paraná, curtindo o visual e fazendo umas fotos.

20170429_150343-4

Depois fomos nos instalar no Hotel Posadas. Hotel simplesinho, mas ok, bem localizado no centro da cidade. Logo fomos no Posadas Plaza Shopping, que fica grudado com o hotel, para acertarmos nosso passeio de barco sob o Rio Paraná com o pessoal da empresa Misión Paraná, o qual fizemos na noite seguinte. Bom…chamar de shopping o Posadas Plaza Shopping é super valorizar o Centro Comercial da cidade, mas tudo bem.

Fomos para o hotel descansar um pouco para curtirmos a noite logo mais.

Ali pelas 21 horas partimos para o Cristóbal Cafeteria, localizado na Costanera. Ficamos por lá curtindo o lugar, comendo uma pizza e batendo papo. A Íris não se estendeu muito e foi de táxi para o hotel, descansar. Eu, a Ângela e a Rosane ainda ficamos, no desejo de conferir as dancinhas que rolam na parte superior do lugar.

Bom…o lugar não agradou. Os hermanos ainda estão naquela de permitir os cigarros em ambientes fechados. Insuportável. Não deu pra ficar. Retornamos para o restaurante.

Lá conhecemos uma turma de argentinos muito gente boa. Unimos as mesas e ficamos um tempo lá, bebendo vinho e conversando. Até uma dancinha improvisada rolou no meio das cadeiras. Muito divertido. Na madrugada demos por encerrada a noite, a fim de descansarmos, para podermos curtir o dia seguinte. 

Na manhã do sábado, após nosso desayuno, resolvemos ir para o Paraguai dar uma xeretada no comércio muambeiro. Foi uma aventura…

Primeiro, encaramos uma grande fila de carros na ruta que dá acesso à ponte que divide os dois países. Ficamos um bom tempo ali. Quando finalmente ingressamos em solo paraguaio, demos bobeira. Passamos batido pela aduana, seduzidas pela visão das lojinhas.

Compramos umas bobagenzinhas só. Mas na hora de sair do país, cadê o formulário de controle de entrada e saída de pessoas? Não tínhamos. Daaãã…

Ali o funcionário da migração nos levou o equivalente a uns 450 reais, entregues em moeda local (ainda tivemos que “cambiar” a grana na aduana mesmo). Isso que ainda teve um choro. Na “multinha” (sei…), sobre a qual não recebemos recibo nenhum, “nadica de nada”, foram mais reais do que gastamos com todas as nossas compras mixurucas.

Liberadas, enfim, retornamos para a Costanera argentina, onde almoçamos, já na metade da tarde. Para relaxar do episódio paraguaio, entornamos umas cervejas Imperial (menos a Íris, a abstêmica), e ficamos de papinho com os hermanos que conhecemos na noite anterior e apareceram por lá.

20170430_162756-5

Eu estava mortinha de cansada, doidinha por uma soneca no quarto do hotel. Então, nos despedimos dos meninos e partimos.

Descansamos um pouco e depois nos organizamos para seguir para o ancoradouro de onde partem os barcos que fazem o passeio no Rio Paraná. A Íris ainda intermediou uma carona com o ônibus de um grupo de brasileiros que faria o mesmo passeio.

20170430_210724-6

O passeio de barco estava bem legal. A comida do jantar era boa, acompanhada de vinho, refrigerante e água. Depois teve música, sob o comando de um DJ, e o pessoal dançou pra valer. A gente também fez nosso showzinho na pista. Subimos na área externa do barco para curtir o visual das luzes da cidade de Posadas e de Encarnación, no Paraguai. Enfim, um passeio bacana.

20170430_235349-8

Encerrado o tour, já na madrugada, retornamos ao hotel e desabamos na cama, mortinhas.

Na manhã de domingo, após o café da manhã, fizemos o caminho de retorno para o Brasil, sem incidentes, com exceção que a motora aqui errou o trajeto e acabamos em Alba Posse, na Argentina, divisa com a cidade brasileira de Porto Mauá, que acessamos por balsa sobre o Rio Uruguai.

Ainda falta mencionar que o quarteto, mega distraído, não habilitou os cartões de crédito internacionais, e levou pouco dinheiro em espécie. Com o gasto não previsto com a “multa” na migração paraguaia, ficamos num estado de penúria coletiva em terras argentinas. Tivemos que juntar moedas para abastecer o carro com o mínimo de gasolina que nos fizesse chegar ao Brasil.

Rimos muito ao lembrar que nem uma garrafa do excelente vinho argentino trouxemos para casa, porque estávamos todas sem “plata”.

Na aduana argentina, às margens do Rio Uruguai, tivemos que “na cara dura”, pedir dinheiro emprestado para uns brasileiros, para poder pagar a balsa e assim, regressar ao Brasil. Como pagamento da dívida, entregamos um quilo de erva mate. Ainda bem que o credor concordou e tudo virou em risadas. Inclusive, nos presenteou com um CD de músicas gauchescas da autoria do grupo musical que ele integrava. Histórias de viagem…

Ficaram as lembranças de uma convivência prazerosa entre amigas queridas, dos papos, risadas e histórias. Só pela próxima, né, Fridas…

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s