Europa · Fora do Caminho

De mochila em Portugal e Espanha

Como já explanei no post De peregrina à mochileira “in love”: uma viagem 3×1 – Portugal e Espanha, esta viagem ao Velho Continente se deu sob formatos variados, ou seja, exercitei diferentes estilos de viajar numa só trip. Depois da emoção da chegada em Santiago, no dia 22 de junho, narrada no post “Pilgrim: Uma aprendiz no Caminho” – Coisas que aprendi no Caminho de Santiago de Compostela – Espanha eu e as minhas queridas amigas peregrinas Silvia, Sinai e Tanya locamos um carro e fomos conhecer Muxia e Finisterra, lugares também emblemáticos na peregrinação do Caminho de Santiago. Estas são cidades que ficam na costa da Espanha, a cerca de 72 Km de Santiago de Compostela.

Antes de sair de Santiago fomos no shopping As Cancelas, comprar roupas e calçados novos, para fazer o passeio. Nenhuma de nós suportava mais as roupas de peregrinas, depois de tantos dias repetindo os “looks”. Foi muito engraçada a troca de roupas no banheiro do shopping. Vestidas “à passeio” e motorizadas, seguimos faceiras pelas rutas espanholas.

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A cor do mar em Muxia

Foi uma tarde memorável… Primeiro conhecemos Muxia. Fizemos algumas paradas para fotos na cidade, que é uma gracinha. Com a aproximação do horário do sunset seguimos para Finisterra. Mas antes de chegar no farol, fizemos um pit stop para uma refeição, num restaurante lindo, charmoso, à beira mar (pena que não lembro o nome…). Escolhemos um bom vinho para brindar a ocasião tão especial. Levamos o que sobrou do vinho para mais um brinde no alto do penhasco, apreciando o pôr do sol no mar. “Precioso”, como dizem minhas amigas peregrinas costarriquenhas… Uma atmosfera indescritível. Fizemos muitas fotos, extasiadas com as cores no céu e no mar… Parecia uma pintura. A coroação de um período mágico no Caminho de Santiago.

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Final de tarde no “Fim da Terra”, Finisterra
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Sunset mágico, “precioso”, em Finisterra 

Já era noite alta quando chegamos de volta em Santiago. Em vez de tocar direto para o hotel que havíamos reservado (eu estava comovida com a ideia de dormir num ambiente privativo de um hotel) ainda tínhamos energia e fomos conferir a Festa de São João que rolava na Centro Histórico de Santiago. Lá encontramos amigos peregrinos, “bebemoramos” à chegada a Santiago, confraternizamos na festança de rua, que incluía pular fogueira. Muito divertido.

A madrugada já andava alta quando nos dirigimos ao hotel. Como nos perdermos pelas ruas da cidade, sem acesso ao GPS dos celulares, conseguimos chegar efetivamente na cama já era quase de manhã. Exaustas.

23/06 – Difícil sair da cama… Mortinha de sono e cansaço. Mas como já havia agendado o horário das 10 hs com o tatuador, para desenhar a tatoo que marcaria na pele minha experiência com O Caminho, busquei forças junto ao Santo Apóstolo, e reagi com um banho vigoroso. Fomos, Silvia e eu. Já tatuadas, seguimos com Tanya para o Centro Histórico, onde encontramos Sinai e almoçamos.

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A Concha de Vieira, símbolo do Caminho, tatuada no meu tornozelo esquerdo

Então foi o momento de me despedir das minhas queridas amigas, peregrinas do Caminho, Sílvia, Sinai e Tanya. Foi difícil…Um abraço coletivo com choro, declarações de afeto, de amizade, e promessas de reencontro selou o momento da despedida em plena Praça do Obradoiro, em frente à Catedral de Santiago, por volta das 13 horas.

Cada uma tinha um destino a seguir à partir daquele momento. Silvia e Sinai foram para o aeroporto, e de lá um vôo as levaria até Madrid, e depois, de volta à Costa Rica. Tanya partiria no dia seguinte em peregrinação até Finisterra, uma caminhada de mais 4 dias, por aproximadamente 126 quilômetros.

E eu, no meio daquela tarde, tomaria um ônibus na Estação de Autobuses de Santiago, que me levaria para Porto, em Portugal.

Sair da Praça do Obradoiro sozinha me causou uma sensação estranha, de inesperado desamparo, uma melancolia. Pois à partir dali eu seria não mais “A peregrina no Caminho de Santiago”, mas “A mochileira na Europa”. E O Caminho me ensinou tanto sobre a amizade peregrina, sobre se estar só na estrada, mas não estar sozinho, pois a solidariedade e o espírito de comunhão com os outros peregrinos sempre esteve presente.

Estes pensamentos povoaram minha mente, misturados com lembranças do Caminho, durante  as cerca de 5 horas de viagem, feitas por um bonito trajeto rodoviário num ônibus confortável, até Porto.

Cheguei em Porto quando caía a tarde e já se distinguia as luzes da cidade. Ao descer do ônibus tomei um metrô, que me deixou na Estação Trindade, já na região central da cidade. Pedi informações e logo visualizei a linda Avenida dos Aliados e a Praça da Liberdade, onde havia um grande palco montado para um show de música ainda alusivo ao Dia de São João, que se realizaria ao ar livre logo mais. O povo já começava a juntar no local, havia várias barraquinhas e food trucks com venda de comidas e bebidas.

Para minha grata surpresa, o hostel que eu havia reservado, o Nice Way Porto Hostel, estava situado bem na esquina da praça. E o meu dormitório, no andar mais alto do edifício, era um perfeito camarote, com excelente vista para o palco e para a praça.

Fiz planos de acompanhar os shows da janela do dormitório, mal sabendo que logo seria vencida pelo cansaço da viagem do dia (e pela emoção da despedida das amigas peregrinas).

Depois de fazer o checkin no hostel, que eu adorei, e largar minha mochila no dormitório, sai para procurar algo para comer. Achei um ótimo lanche em uma das barraquinhas da praça, tipo um hambúrguer, versão portuguesa, que achei delicioso. Acompanhado de uma cerveja. Comi sentada nos degraus do Paços do Conselho, na parte alta da praça, de onde podia observar a movimentação das pessoas que aguardavam o início do show.

Embalada pela cervejinha, retornei ao hostel e fui direto para o banho. Ainda dei uma rápida espiada na janela, de onde realmente, a visão era privilegiada, mas em poucos minutos o sono me dominou. Fui pra cama e apaguei em minutos, ouvindo ao longe o barulho da música, que não chegou a interromper meu sono, diante do demasiado cansaço.

24/06 – Acordei cedo, acostumada com a rotina de peregrina, mas descansada e disposta. O dia iniciou com céu nublado. De manhã fui caminhar pela cidade. Passei na estação de comboios (trens) São Bento e me encantei com os azulejos típicos nas paredes e no teto. Exatamente como tinham me recomendado. Fui até a Ribeira, apreciar a vista do Rio Douro, caminhei pela região do cais e acertei um passeio de barco, que durou em torno de uma hora. Estava bacana, mas com certeza seria mais bonito com um dia de céu azul e sol. Quando o vento ficou muito frio me socorri na parte interna do barco, acompanhando a paisagem pela vidraça.

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Lindos azulejos na estação São Bento
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Casario na beira do Rio Douro

Encerrado o passeio no barco atravessei a pé a Ponte Luís I e me dirigi até a Bodega  Caves Calém, já no Cais de Gaia. Lá comprei um ticket para fazer o tour com degustação de vinhos do Porto. Achei muito legal. E os vinhos…deliciosos. Sob o efeito adocicado dos vinhos do Porto, caminhei pela orla apreciando a movimentação dos barcos e dos turistas, da feirinha de artesanato local, e depois retornei para o centro da cidade, me perdi pelas ruas, sem destino, apreciando a arquitetura dos prédios, o clima da cidade, até que localizei o hostel. Almocei já era final da tarde, num restaurante localizado em frente. Um prato tipo uma “a la minuta”, que incluiu feijão. Ah…que delícia sentir o gostinho do feijão. Deu saudades de casa, do Brasil. Pra acompanhar, mais vinho do Porto. Fui descansar no hostel, usei a internet,  e mais tarde ainda dei uma circulada pela área central, ainda um pouco deslocada com a súbita mudança do perfil da viagem. Me permiti um tempo de adaptação, até novamente me sentir à vontade com minha própria companhia.

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Linda paisagem, característica do Porto

25/06 – Depois do café da manhã fiz o check out no hostel e já deixei reservada mais um pernoite para meu retorno a Porto, dias depois. Com minha mochila nas costas, segui até a Estação São Bento, onde tomei um comboio (trem) para Guimarães, cidade que tem seu Centro Histórico reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Uma viagem que durou em torno de duas horas. Ao descer do trem, solicitei indicações sobre a localização do My Hostel, que eu havia reservado, e segui na direção. Foi uma boa pernada até lá, mas ok. Me instalei no hostel, do qual gostei, por ser pequeno, limpo, bem decorado, e tranquilo.

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Guimarães, orgulhosa por ser referência na cultura portuguesa

Minha queridíssima prima e viajante Luciana de Ávila havia me dado um super toque, dias antes, de que naquele final de semana, estaria ocorrendo na cidade a Festa da Afonsina. É uma festa anual em Guimarães, onde todos os festejos remetem para a vida e a cultura medieval. Óbvio, me larguei para a festa. Passei o dia todo na rua, curtindo a festa, provando os quitutes, passeando pela linda cidade histórica, que estava abarrotada de gente. Fiquei até a noite, quando ocorreu o desfile com todos os participantes vestidos à caráter, com roupas e acessórios medievais. Muito legal. Retornei para o hostel super cansada do agito do dia, desmaiei na cama após o banho e um chazinho, mas feliz por ter tido a oportunidade de conhecer e participar do evento. Valeu, Lu, amada!

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Muita gente caracterizada com trajes medievais
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Encenação junto ao Paço dos Duques de Bragança

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O Castelo de Guimarães ao fundo, em perfeita harmonia com o clima da Festa
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Brindando a oportunidade de curtir a Festa da Afonsina

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26/06 – Depois do café da manhã saí pra rua para visitar alguns pontos turísticos de Guimarães, cidade considerada pelos portugueses como berço de sua nacionalidade. A primeira parada foi no Paço dos Duques de Bragança, uma enorme construção medieval datada da primeira metade do séc. XV. Comprei o ingresso e fiz o tour, percorrendo todo o prédio. Na sequência passei pela Igreja de São Miguel e visitei o Castelo de Guimarães. Um autêntico castelo medieval do séc. XI. Bem interessante.

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Detalhe do telhado do Paço dos Duques de Bragança

Em seguida fiz uma caminhada pelo centro histórico da cidade, pela Rua de Santa Maria, fiz fotos dos prédios  na Praça São Tiago, dos antigos Paços do Concelho e do Largo da Oliveira, e pedi informações sobre o local onde se toma o teleférico, para acessar a parte alta da cidade. Foi uma boa caminhada até lá. Aproveitei para fazer fotos da Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos, e seu lindo jardim florido, que ficam no caminho. O teleférico me levou por um percurso de 1.700 metros, vencendo os 400 metros de altitude que separam a cidade da Montanha da Penha. Lá do alto apreciei a vista da cidade e de toda a região,  e conheci o parque, composto de cerca de 60 hectares de área verde, um santuário, capelas, grutas e magníficas paisagens. Me chamou a atenção as enormes pedras, em meio ao verde, as trilhas, tudo muito bonito. Retornei com o teleférico para a parte baixa da cidade e com mais uma pernada fui até o hostel pegar minha mochila.

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Lindo jardim em frente à Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos
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Guimarães, com seus prédios históricos muito bem preservados 

Mais uma caminhada até a Estação de Autobuses. Tomei o ônibus para Braga. Chegando na Estação de Braga, pedi por um Guarda Volumes, para guardar minha mochila, mas não havia tal serviço no local. Então solicitei para os funcionários de uma empresa de ônibus se eu poderia guardar minha mochila ali, com o que concordaram, gentilmente. Pedi informações sobre como chegar ao Santuário do Bom Jesus do Monte e o pessoal me indicou o ponto de ônibus, a cerca de três quarteirões. Enquanto aguardava o ônibus interagi com uns idosos que estavam por ali, conversamos, foi bem legal. O Santuário não é perto da cidade, demorou um tanto pra chegar lá. Antes de descer do ônibus já perguntei sobre os horários para voltar. Comprei o ticket para o funicular (movido pela pressão da água), que em poucos minutos partiu. Achei muito interessante a engenharia, o funcionamento do negócio, super ecológico. Datado de 1882, o funicular é o mais antigo do mundo a utilizar um sistema de contrapeso de água para subir e descer. Lá no alto, no Santuário conheci a Igreja, que achei muito bonita e os jardins. Desci pela imensa escadaria de 573 degraus, (pra descer todo santo ajuda, né) ou escadório, como chamam os portugueses. Peguei o ônibus e retornei para a cidade. Na estação de autobuses tomei o ônibus de volta para Porto. Cheguei na cidade no início da noite, mortinha com farofa. Só pela cama no dormitório do Nice Way Porto Hostel.

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Santuário do Bom Jesus do Monte

27/06 – Amanheceu um lindo dia. Depois do café da manhã fiz meu check out e guardei a mochila no depósito do hostel e ganhei a rua. Comecei meu circuito na Catedral do Porto e em seguida comprei o ticket para conhecer o Museu de Arte Sacra da Sé. Fiquei encantada com os azulejos que decoram o museu, em anexo à Igreja.

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Catedral do Porto
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Me encantei com os azulejos do Museu de Arte Sacra da Sé
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A onipresente Ponte Luís I, com o casario, o Rio Douro, símbolos do Porto

Segui caminhando em direção ao rio, apreciando a vista do Douro. Atravessei a ponte e lá almocei num restaurante do qual não recordo o nome, num terraço com uma vista linda do Rio, da ponte, dos barcos passando. Comi uma “francesinha”, um prato típico do Porto e posso afirmar que “a francesinha é deliciosa”. Eu não poderia deixar de brincar com o nome do prato típico, como fazem os portugueses.

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Uma das várias francesinhas que comi. Delícia.
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Os deliciosos pastéis de nata

Descansei um pouco por ali, comi mais um pastel de nata com um café expresso e iniciei o trajeto de retorno, com várias paradas para fotos. Me dirigi até à Igreja e Torre dos Clérigos, que são construções conjuntas. Minutos depois de eu sentar num banco para apreciar a lindíssima decoração da Igreja,  um pianista iniciou a execução de músicas. Fiquei um tempo ali, me deleitando com a música e descansando as pernas, para em seguida enfrentar a subida da Torre. Muitos degraus, escada em espiral, bem apertada. A vista lá de cima compensou o esforço. Show! Apreciei por um tempo a paisagem da cidade e do rio e depois desci. Na rua, me direcionei para conhecer a Livraria Lello, em atividade desde o ano de 1906, considerada uma das bibliotecas mais lindas do mundo. Comprei o ticket e encarei o interior da livraria.

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O espaço é realmente encantador e é uma instituição para Porto. Dizem que quando J.K. Rowling, autora da série de livros Harry Potter morou lá, de 1991 a 93, costumava passar na Lello para tomar um café. Dizem também que foi a cidade portuguesa que inspirou os uniformes dos estudantes bruxos, tal como as capas pretas que os universitários portugueses tradicionalmente usam. Além disso, o cenário da Livraria Lello teria inspirado a Floreios e Borrões, livraria que fica no Beco Diagonal, e a descrição de algumas salas de Hogwarts, como a escadaria do Dumbledore. Linda demais, mas abarrotada de turistas, o que atrapalhou a visita.

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Vista da cidade, do alto da Torre dos Clérigos

Segui caminhando pela cidade, e encontrei por uma acaso o restaurante Galeria de Paris, sobre o qual eu tinha lido boas referências, especialmente pela decoração, feita com brinquedos e móveis antigos. Entrei e tomei um chá. Muito bacana o lugar. Lamentei não ter ido ali à noite, pra sentir a vibe. Ainda tive forças para conferir o tradicional Café Majestic, mas não rolou. Havia uma mega fila para entrar, o local estava lotado. Como eu só queria conhecer o lugar, no máximo tomar um café, deixei para a próxima. Retornei ao hostel, peguei minha mochila e fui para o aeroporto utilizando o metrô. Com tranquilidade peguei o voo para a capital espanhola. Cheguei no Aeroporto de Barajas, em Madrid, por volta das 22 horas. Usei o ônibus Express Aeropuerto e assim cheguei no centro da cidade, onde desci e dei de cara com a Fonte e o Palácio de Cibeles, o que me impactou. O prédio, lindo, todo iluminado com as cores do arco-íris, o imenso chafariz. Logo na calçada já percebi o que seria a mega festa do World Pride Mundial, que estava acontecendo na cidade. Muita gente bonita, no maior clima paz e amor, circulando. Pedi informações, segui pela Gran Vía e então localizei a Plaza de Pedro Zerolo, onde fica  o Hostel Motion Chueca, onde eu tinha reservado uma cama. Bom… a praça estava tomada de gente, movida por grandes telões de Led, música, shows, que ocorriam no palco instalado no local, enfim, um festão. O clima no hostel era o mesmo. A galera toda envolvida na festa. Eu ainda tinha um restinho de energia pra dar uma circulada nos arredores. Adorei tudo. Só não avancei madrugada adentro porque o cansaço imperou. Depois do banho desmaiei na cama, ignorando o entra e sai de gente no dormitório coletivo.

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Palácio de Cibeles, colorido, no clima da festa

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Adorei a festa, no maior clima paz e amor

28/06 – Eu já tinha reservado este dia para as compras. Não aguentava mais meus parcos  e surrados modelitos peregrina. Precisava dar um up no visual, me ajeitar um pouco para a chegada do Luciano, meu namorado, em Madrid. Me joguei nas grandes lojas de departamentos, como El Corte Inglés, Forever 21, xeretando ofertas para compor um visual mais jeitosinho para circular com o amore, para turistar pela capital madrilena. E eu também precisava comprar umas lembrancinhas para meu trio de lindas, afinal, eu tinha encomendas de presentes. Na lista de compras incluí uma mala grande, rosa chiclete. Coloquei a mochila dentro de um saco de lixo e lacrei bem. Os queridos tênis, dos quais não consegui me desapegar em Santiago, como havia planejado, também foram lacrados e jogados no fundo da mala. As caminhadas pela Gran Vía e arredores e as compras me deixaram exaustas. Com planos para o passeio do dia seguinte na cabeça, fiz um lanche, dei mais uma conferida na festança, e fui pra cama.

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Visual de uma Bakery, com os doces nas cores do Rainbow

29/06 – Pra este dia eu havia programado uma visita à cidade de Ávila, especialmente para conhecer a cidade medieval e a muralha que a cerca. Como fui de forma independente, saí cedo do hostel, com as informações arrecadadas na recepção, encarei metrô até a Central de Autobuses e de lá tomei um ônibus para Ávila. Bem tranquila a viagem, por cerca de 2 horas. À partir da Estação de Autobuses de Ávila, fiz uma boa caminhada, passando por um bonito parque, até chegar às portas da cidade antiga. Um ventinho frio me surpreendeu. Passei frio durante o dia em Ávila. Ainda bem que eu tinha levado meu casaquinho impermeável da minha versão peregrina. Primeiro visitei à Basílica de San Vicente, localizada ainda na parte externa da cidade antiga. Depois desta visita já emendei o almoço, pra ter energia para passear. Passei parte do dia em Ávila. Caminhei sob as muralhas e lá do alto havia uma bonita vista da cidade antiga. Depois ingressei nas ruas do centro histórico, apreciando a arquitetura dos prédios, os detalhes. Retornei no final da tarde para Madrid.

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A cidade antiga de Ávila, com suas sensacionais muralhas medievais

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Bom…Aqui termina a fase “mochileira“ de minha trip por Portugal e Espanha. Até aqui estava “alone”. Na manhã seguinte Luciano chegava em Madrid, e mudou (de forma muito positiva!) a vibe da viagem.

2 comentários em “De mochila em Portugal e Espanha

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