Brasil · Planejando a Próxima

Lençóis Maranhenses e muito mais Maranhão – Brasil

Vejam só, achei uma pesquisa científica que justifica meu prazer em planejar viagens: “Cientistas dizem que planejar uma viagem é mais prazeroso que viajar”. Para ler o texto link aqui https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2014/06/Cientistas-dizem-que-planejar-uma-viagem-e-mais-prazeroso-que-viajar-4532061.html

Se é mais prazeroso não sei, mas eu digo, com certeza, que é tanto quanto. E digo mais… que essa prática estende o prazer da viagem por muito mais tempo.

Quem me conhece sabe que funciono como um interruptor de duas fases: ou eu estou viajando (modo on) ou estou planejando uma viagem (modo on também!). Já contei em outro post que  muitas vezes me pego planejando várias viagens ao mesmo tempo, para aplacar minha porção wanderlust, enquanto não estou efetivamente batendo perna pelo mundo.

Acho que aprecio tanto planejar, organizar uma viagem, quanto de efetivamente estar no destino sonhado. Gente, sério isso! O tempo que eu despendo em torno de pesquisas sobre roteiros, sobre as atrações imperdíveis dentro do destino a ser visitado, é uma coisa de louco. Totalmente fora da casinha! Risos.

Bom, fiz essa introdução para contar que estou às voltas com o planejamento de  duas viagens, que vou realizar em junho e julho deste ano. Uma bem diferente da outra. Tanto em relação ao destino, quanto à vibe, o estilo da viagem. Vocês vão entender  bem quando eu passar a descrevê-las.

Neste post aqui vou contar sobre o planejamento que estou fazendo para a viagem que farei ao Estado do Maranhão. Lençóis Maranhenses, logo tô chegando por aí! Aaahh, aquela maravilha da natureza, está na minha Dream List faz tempo.

Até o dia em que, sabe Deus como, futricando pela net, descobri o perfil no Facebook Trilhas do Rio de Janeiro, coordenado pelo guia de turismo Marcos Rabello Paz. Gente, adorei a proposta da empresa. Com aquela pegada de ecoturismo, trekking e aventura, que eu adoro. Sério, se eu morasse mais perto do Rio de Janeiro eu bateria ponto em todos os eventos organizados pelo Marcos. As propostas são muito legais, com promessa de visuais sensacionais.

Bem, como o Rio Grande do Sul é looonge, tive que me conter. Por ora, fechei com o Marcos a Expedição “Travessia dos Lençóis Maranhenses, de Norte a Sul”. Um roteiro a pé, por 40 quilômetros, de muita aventura, lagoas cristalinas e dunas incríveis. Estou super animada!

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é um paraíso ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais, distribuído pelos municípios de Barreirinhas, Primeira Cruz e Santo Amaro do Maranhão. Raro fenômeno geológico, foi formado ao longo de milhares de anos, através da ação da natureza. Suas paisagens deslumbrantes em meio à imensidão das dunas de areia o tornam único no mundo. Na alta temporada, após o período das chuvas, formam-se lagoas cristalinas, de diferentes cores e profundidades, que se espalham em praticamente toda a área do parque, formando uma paisagem inigualável.

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Inspirada pela descrição acima e a beleza cênica das imagens do parque, viajarei para São Luís  no dia 05 de junho.

No aeroporto de São Luís vou encontrar o Marcos e o grupo que vai fazer a trilha, e no dia 06 iniciaremos nossa aventura nos Lençóis.

Como trata-se de um trekking, com uma pegada roots,  vou carregar nas costas, na mochila cargueira, todo o meu equipamento individual. Leia-se: saco de dormir, isolante térmico, capa de chuva para a mochila, barraca de camping, lanterna, itens de higiene, talheres e copo, água potável, medicamentos, máquina fotográfica, sandália papete, chapéu, vestuário, alimentação a ser consumida na trilha, etc. Vou ter que me puxar para obedecer à máxima que já conheço: “Quanto menos peso, mais conforto”!

O roteiro nos Lençóis proposto pelo Marcos (que eu aderi, óbvio) é o seguinte:

06/06/18 – Traslado do Aeroporto de São Luís para Barreirinhas. Trecho de aproximadamente 265 km por asfalto. Em Barreirinhas embarcaremos numa lancha rápida (voadeira) em direção à Atins, uma Vila de Pescadores, num percurso de aproximadamente 1 h 30 min pelo Rio Preguiças. Talvez role no meio do caminho uma parada no farol do Rio Preguiças, na Vila de Mandacaru, isso caso haja tempo.

Lençois I

Chegando em Atins caminharemos pela orla por aproximadamente 2 horas, em direção ao Canto de Atins, um pequeno vilarejo, onde pernoitaremos na casa da Dona Luzia.

Será esta senhora que vai nos preparar o jantar ao fim do dia, um tradicional camarão  grelhado, acompanhado de comida caseira. Tudo adornado com boa prosa com Dona Luzia e com o pessoal do grupo.

Sobre o famoso camarão da Luzia, que está me aguardando lá no Canto de Atins, imperdível a leitura do texto do Ricardo Freire, do blog Viaje na Viagem, publicado na revista Época, link aqui   http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1040856-2845,00.html . Não é animador?!

07/06/18 – Despertar às 7 h. Depois do café da manhã na casa de Dona Luzia, por volta das 8 h 30 min, iniciaremos nossa caminhada em direção ao interior dos Lençóis Maranhenses. No começo do trekking caminharemos entre a vegetação de restinga até o início do Parque Nacional, de onde avistaremos o conjunto exuberante de dunas a perder de vista e o Oceano Atlântico. Durante o percurso cruzaremos dunas e lagoas de diversos tamanhos. Na caminhada faremos várias paradas para banho e descanso.

lencois-maranhenses

À tarde montaremos nosso acampamento próximo de alguma lagoa exuberante, onde poderemos apreciar o por do sol e tomar banho de lagoa.

O jantar será no acampamento.

08/06/18 – Despertar às 7 h. Após o café da manhã iniciaremos mais um dia de caminhada, curtindo muitas lagoas e apreciando as impressionantes e gigantescas dunas localizadas no centro dos Lençóis Maranhenses.

Contemplaremos essas maravilhas sob três perspectivas: sob o sol, lua e céu estrelado, uma experiência que, com certeza, mesclará nossa perplexidade diante da exuberância da beleza do local, com espiritualidade, pela sensação nítida sobre a dimensão humana nesse grandioso cenário.

lencois2

Jantar no acampamento.

09/06/18 – Despertar às 8 h. Após o café da manhã caminharemos em direção à saída dos Lençóis Maranhenses, curtindo mais banhos em lagoas refrescantes.

Em ponto determinado encontraremos nosso transfer, que nos levará para São Luís.

Na Capital vamos nos instalar num hostel. Está previsto uma saída noturna, uma confraternização, para contarmos os “causos” da viagem. Pernoite em São Luís. Aqui encerra a Expedição organizada pelo Marcos.

Lençóis II

10/06/18 – Disperso o grupo da Expedição, eis que a felizarda aqui vai permanecer em São Luís até o dia 13. Meu voo está programado para a madrugada do dia 14/06/18. Sendo assim, terei à minha disposição quatro dias inteirinhos para passear por São Luís e arredores.

Como trata-se de um domingo, correndo o risco de alguns museus estarem fechados, vou deixar o tour a pé pelo Centro Histórico de São Luís para dia 12, terça-feira. Então, vou me mandar para Alcântara, ainda nesta manhã. E depois de ler as dicas da net, pretendo pernoitar por lá.

Alcântara

Alcântara foi, nos séculos 18 e 19, uma das cidades mais ricas do Maranhão e abriga prédios históricos interessantes, que retratam a época colonial e escravagista no Brasil.

Para conhecer mais sobre esse passado vou iniciar a leitura do livro A Noite sobre Alcântara, do escritor Josué Montello, que é a crônica da decadência de uma cidade. Mas não é só isso, é também a crônica dos destinos falhados dos personagens e talvez do Estado do Maranhão. Vamos à leitura então.

Vou até à cidade de barco, tomando algum que parte do Cais da Praia Grande ( 1 h e 20 min de viagem). Horário de saída dos barcos entre 7 h e 9 h 30 min, dependendo da maré.

Depois de me instalar em alguma pousadinha (ainda não me defini) vou bater pernas para conferir o Museu Histórico de Alcântara, a Casa do Divino e a Casa de Cultura Aeroespacial. Mas li que a graça do lugar é caminhar sem destino pelas ruelas, depois sentar na sombra de alguma árvore, ou  numa mesa ao ar livre, de algum dos barzinhos, e ver a vida passar. Bem “de boas”.

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No meio do passeio, pretendo degustar um “doce de espécie”, algo entre bolo e biscoito de coco, uma iguaria local, que disseram ser muito bom. Opino sobre ele depois de degustá-lo.

Para coroar esse dia pretendo negociar no cais um passeio de barco para ver o por do sol com a revoada dos guarás na Ilha do Livramento.

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Já anotei dicas de restaurantes: Cantaria e o restaurante da Pousada Bela Vista.

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11/06/18 – Neste dia pretendo curtir um pouco de praia de manhã, na Praia da Baronesa ou Itatinga, ambas em Alcântara, e à tarde retornar para São Luís.

Estou reservando este dia para alguma atividade extra, interessante, que se apresentar por lá.

12/06/18 – Dia dedicado para o tour a pé pelo Centro Histórico de São Luís, com uma visita aos museus, como a Casa da Festa, a Casa do Nhozinho e o Museu Histórico e Artístico do Maranhão. Uma passada na Casa das Tulhas, um mercado que vende produtos regionais frescos e artesanato (adoro esses lugares, acho imperdível).

Visitar-o-Centro-Historico-e-uma-das-dicas-de-o-que-fazer-em-Sao-Luis

Também vou incluir uma visita guiada dentro do Teatro Arthur Azevedo. Quem sabe dou sorte de coincidir com a agenda de algum espetáculo, não é, aí volto à noite para conferir. Assim ocorreu em Manaus, em Montevidéo…dou uma baita sorte nesses teatros.

Antonio-Rezende

13/06/18 – Nesse dia pretendo fazer um tour com alguma agência de São Luís para me levar até o município de Raposa, situado a 30 quilômetros da Capital, para conhecer o Corredor das Rendeiras, e lá fazer também o passeio náutico até as Fronhas Maranhenses (paisagem semelhante aos Lençóis), na Ilha de Carimã. Por fim, conhecer o município de São José de Ribamar. Com retorno para São Luis no fim do dia.

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14/06/18 – Um voo no início da madrugada deverá me trazer de volta para casa.

Não sei para vocês, leitores, mas para mim essa programação me parece ótima. Adoro esse mistura em um destino de viagem: natureza exuberante, cidade histórica, um pouco de praia, aventura e uma cultura diferente a conhecer.

O planejamento inicial desta viagem ao Estado do Maranhão está delineado. Lembrando que já conheço o sul do Maranhão, especificamente o município de Carolina, quando fiz a Expedição ao Jalapão e à Chapada das Mesas, link aqui Expedição à Chapada das Mesas, no Estado do Maranhão .

Sigo nas pesquisas na net, colhendo dicas, selecionadas imagens inspiradoras como estas, pinçadas para rechear este post. No retorno pretendo escrever então sobre como foi a minha experiência por lá, e aí sim, com fotografias próprias.

Pra não fazer feio por lá já estou estudando o dicionário “maranhês”: Má rapaz, Ééééguas, essa viagem promete!

Veeem Junho!

4 comentários em “Lençóis Maranhenses e muito mais Maranhão – Brasil

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