Brasil

Festival Internacional de Balonismo – Torres/RS

Reunimos uma galera bacana para curtir o final de semana espichado que culminou com o feriado de Primeiro de Maio – Dia do Trabalhador – na terça-feira. Nosso plano era aproveitar a programação do Festival Internacional de Balonismo em Torres – a mais bela praia do Rio Grande do Sul – curtir a praia… e andar de balão, claro!

Então, seguimos para lá, eu, com meu trio de gatinhas, mais as amigas do grupo Frida – Íris, Rosane e Ângela – além de duas novas amigas, Maura e Lenir, distribuídas em dois carros. No aeroporto Salgado Filho pegamos os meninos do grupo, Luciano e Thiago, e rumamos para o litoral.

Nos instalamos na Pousada Gaivotas, indicação da Maura, que promove viagens de turismo no verão e no Reveillon para Torres. Pousadinha simples, com cozinha coletiva à nossa disposição.

Chegamos na sexta-feira à noite em Torres e fomos agraciados com uma sequência de lindos dias de sol e calor, perfeitos para curtir a praia.

Logo no sábado pela manhã fomos até o Parque para fechar nosso passeio de balão com a Air Show. Essa empresa concentra a venda dos vouchers para os passeios que ocorrem durante o evento. Bom…sem choro nem vela, encaramos R$ 400,00 por pessoa pelo voo de balão, cerca de 40 minutos. Ainda ponderamos sobre um possível desconto, eis que nosso grupo era de 7 pessoas, sendo 3 crianças (ainda não aborvi por completo a ideia de que as gêmeas Sara e Sofia, com seus 12 anos, já são adolescentes…), mas não colou.

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Visão do céu de manhã cedinho, à partir da sacada da pousada

Estávamos todos ansiosos pela experiência do voo de balão, e como rolou um “paitrocínio” parcial para meu trio, então…vambora!!

Além de nossa turminha, a amiga do grupo Frida, Íris, aderiu ao passeio, que ficou acertado para bem cedo do domingo. Deveríamos estar no parque às 5 h30min da manhã.

Passeio garantido, ficamos na torcida para que o clima ajudasse com um dia de céu limpo e sem vento. E nos tocamos para curtir o dia na Praia Grande.

Ficamos por lá até metade da tarde e então eu, o Lu e nossa patota, fomos conhecer o Parque e a Praia da Guarita.

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Gente, eu fui a muitos anos atrás nesse Parque, nem tinha mais lembranças. Mas o local é muito lindo! Lá tivemos a visão de um belo por do sol, fizemos muitas fotos e ainda curtimos a praia. A água estava limpa e com uma boa temperatura. Até eu, que sou meio avessa à banhos de mar, me joguei, literalmente. As meninas, então, nem se fala…curtiram de montão. Retornamos para a pousada já de noitinha.

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Sunset lindo na Praia da Guarita
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Balões no céu no final da tarde

Nessa noite comemoramos o aniversário da Maura com um gostoso churrasco. Muito bom! Obrigada, Maura.

No domingo cedinho o celular nos despertou antes das 5 da manhã, a tempo de nos organizarmos para seguir até o Parque do Balonismo. Meninada sonolenta mas na expectativa pelo momento do voo.

No parque nos informaram que o local de embarque no balão seria em local diverso, tudo depois de análise feita pelos balonistas referente aos fatores climáticos, principalmente a direção do evento.

Então partimos como sardinhas em lata, entalados na caminhonete do próprio balonista. Ainda bem que o trajeto não era longo, e como estávamos na adrenalina, encaramos de boa.

Chegamos às 6 da manhã num campo de futebol de várzea localizado no entorno da cidade, onde outros grupos também aportavam, com o mesmo objetivo.

A visão dos balões inflando, a expectativa do passeio, a emoção do momento, espantou o friozinho da manhã. As chamas dos grandes maçaricos ajudaram também.

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Bom, aí então assimilei algumas informações básicas sobre o balonismo, que compartilho com vocês…

O balão segue sempre a direção e a velocidade do vento, mas aproveita as diversas camadas do ar, variáveis conforme altitude. Assim, o piloto pode subir, aquecendo o ar, ou descer, deixando o ar quente escapar por uma abertura superior (tap ou paraqueda), acionada do cesto por um cabo.

O balão propriamente dito, chamado tecnicamente de “envelope”, é feito geralmente de tecido especial aeronáutico (Nylon rip-stop), fibras resistentes (Kevlar) e, na base junto ao fogo, de um tecido ignífugo (Nomex). Para proteger a chama do vento lateral é instalado um pedaço trapeizoidal de tecido Nomex que impede o desvio da chama do maçarico. Este pedaço é chamado Scoop.

O queimador do gás – maçarico –  (1 a 4 megawatts) é montado num quadro inox, apoiado em hastes de nylon (bengalas) e preso por cabos de aço ao cesto e ao envelope.

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O cesto é geralmente feito de vime, carrega os tripulantes e 3 ou 4 cilindros de 45 litros de gás (propano ou mistura butano-propano).

Visualizamos cestas grandes, que cabem até 20 tripulantes, e outras menores. O nosso balão tinha capacidade para até 8 tripulantes, contando com o piloto. Lotação esgotada!

Para inflar o balão o envelope é esticado no chão e são conectados os outros componentes (queimador e cesto). Inicialmente a inflagem começa com ventoinhas que enchem o envelope com ar frio. Depois de atingir um volume ideal, são desligadas as ventoinhas e começa o aquecimento do ar com o maçarico.

E aí, o balão está pronto para voar, sob o controle do balonista (e da direção dos ventos, claro).

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Nossa turminha, na expectativa do voo de balão

Para nossa alegria, o dia estava perfeito. Uma manhã de céu claro, azul, e o sol que preparava-se para nos banhar com sua maravilhosa luz. Quase nada de vento. Show!

Quando o balonista autorizou-nos a entrar no cesto, foi aquele agito. Meninada alvoroçada. E quando o balão começou a se deslocar do chão, a subir, aí a gritaria foi geral. Muita emoção! E muitas fotinhos.

Assim que o balão começou a ganhar altura, o sol apontou no mar, com aquela bola de fogo sensacional, num espetáculo que eu não me canso de assistir, em qualquer parte do mundo. Acho que o nascer do sol tem um simbolismo, uma magia, uma energia, indescritível. Não tenho preguiça alguma de acordar cedinho para contemplar.

Lá em cima um silêncio, uma paz… maravilhoso. Ficamos admirando os outros balões que voavam próximos a nós, a paisagem da cidade, o mar mais adiante, a luz da manhã…eu estava emocionada e muito agradecida, por poder partilhar essa experiência com meus afetos caríssimos.

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Love is in the air

A gente imaginava que o balão subiria mais alto, mas não; ele permaneceu em baixa altitude, logo acima das grandes árvores. Teve um momento que ele chegou a tocar na copa das árvores. E pudemos ver macaquinhos saltando entre os galhos. Muito legal.

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Foi um belo passeio, e achei que o tempo de duração foi bem razoável.

A aterrissagem teve emoção. O balão pousou num propriedade rural onde cavalos e vacas pastavam tranquilamente. E assim continuaram, mesmo com o agito de nossa chegada. O cesto quicou algumas vezes no gramado até parar definitivamente, depois de quebrar uma cerca de madeira.

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Nossa aterrissagem

Enfim, com os pés no chão, assistimos a operação de murchar o balão e guardar todo o equipamento, a cargo da equipe do balonista. No mais, teve o retorno nos carros, até o parque de balonismo.

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Saldo da aventura: super valeu! Foi uma experiência muito bacana. A Capadócia é aqui! Risos.

Passamos o restante do domingo curtindo muita praia, banhos de mar, sol e chimarrão (coisa de gaúcho, tomar chá quente na beira da praia, no maior calor…) na linda Praia da Guarita.

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Parte da nossa turma. As demais estavam na água.

Preparamos jantar na cozinha da pousada mesmo. Depois fomos até o Parque, para assistir o Night Glow, quando os balões são inflados e acontece um show de luzes. Pena que quando chegamos lá o show já havia terminado. Então demos uma circulada pelo Parque, mas estava com muita gente, em virtude do show musical da noite e o evento dos balões. Não nos demoramos e retornamos para a pousada.

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Imagem de divulgação do evento

Na segunda-feira de manhã cedinho eu e o Lu escapamos da nossa turminha e fomos conferir uma das provas do Campeonato de Balonismo. Sim, além dos passeios panorâmicos, os balonistas participam de provas de um campeonato, sendo que assistimos a mais disputada, a Prova da Chave.

Em resumo, os participantes partem com seus balões a cerca de 3 quilômetros do parque, em local previsto pela coordenação do evento, após análise da direção do vento. Eles tem a janela de uma hora para se aproximarem de um ponto demarcado no gramado do Parque, tipo um “tiro ao alvo”. E óbvio, ganha mais pontos quem acerta sua marca (tipo um pequeno saco de areia) mais próximo da mosca. De quebra, pode levar um carro zero quilômetros, se conseguir “pescar” uma chave gigante de automóvel, que fica pendurada numa haste, sem que a cesta do balão toque no solo.

O pública vibra com as tentativas dos balonistas, mas enfim, nenhum deles levou o carro novo naquele dia, pois a direção do vento mudou bruscamente e tiraram os balões da rota. Informaram que haveria mais uma edição desta prova no dia seguinte, mas não soube do resultado, se algum hábil balonista levou o carro pra casa.

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O que foi notícia na mídia é que alguns balões quase foram parar no mar, em virtude do vento. Pra evitar danos e talvez perda do balão, os pilotos optaram por aterrissar na praia mesmo. E salvaram seus balões! Ainda bem.

Na sequência, repetimos o dia de praia e à noite fomos assistir a carreata dos balonistas na avenida beira-mar de Torres. Na ocasião os balonistas desfilam com os cestos dos balões na carroceria das caminhonetas, sendo que os maçaricos lançam grandes chamas, em movimentos coordenados. O show terminou na areia da Praia Grande. Foi legal.

Mais tarde eu e o Lu, além das amigas Ângela e Rosane, fomos conferir o show do ruivo Nando Reis, na Arena de Shows do Parque de Eventos. Estava legal o show. Mas o mais bacana pra mim foi encontrar por lá a queridíssima prima, minha alter ego, Luciana. A guria é tão ou mais passeadeira que euzinha. Um encontro rápido, com abraços, um papinho, mas foi muito bom!

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Essa escapadinha minha com o Lu só foi possível porque a super Tia Íris nos proporcionou um “vale night”, ficando com a turminha na pousada, numa proposta “posão com Tia Íris”. Valeu, Íris, a gente agradece!

Na terça-feira, Dia do Trabalhador, o feriado começou com chuvisco, enquanto iniciamos deslocamento para casa. O Lu e o Thiago tinham voo na metade da manhã em Porto Alegre. Uma viagem tranquila, com paradas para café da manhã e depois para almoço, e na metade da tarde estávamos em casa. As demais amigas chegaram um pouco mais tarde.

Enfim…foi muito legal estar com pessoas tão especiais para mim, minhas filhas, meus afetos, minhas amigas – de longa data e as que estão chegando agora – curtindo bons momentos juntos, dividindo experiências.

Encerro com Clarice Lispector: “Sonhar é bom, é como viajar suspensa por balões”. Aqui, de olhos bem abertos…

 

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Um comentário em “Festival Internacional de Balonismo – Torres/RS

  1. Noooossa!!! Posso dizer que foi um o melhor passeio que fiz até hoje em minha vida, porque me dei a oportunidade de ser turista e realizar o sonho de comemorar meu aniversário na belíssima praia de Torres.
    Conhecer as amigas do Grupo Frida foi uma honra. Obrigada pela oportunidade e a alegria de conhecer essa galera.
    Lembranças que guardarei para sempre no meu coração. Beijos!!!

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