Brasil

Lençóis Maranhenses: muita areia para o meu caminhão – Brasil

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Deus existe!

Nunca duvidei… mas este foi o pensamento imediato que me veio à mente quando cheguei no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e dei de cara com o infinito daquelas enormes dunas de areias finas e branquinhas, com contornos que pareciam terem sido esculpidos por artista caprichoso, em contraste com o céu azul, com as incontáveis lagoas em nuances de azul e verde, a água doce e incrivelmente transparente. E o sol brilhando forte, quase que ininterruptamente, durante todo o dia.

A sensação inicial foi de choque, especialmente porque eu vinha de um ambiente gélido. Foi grande o contraste com o frio do inverno, típico do Sul do Brasil, onde moro, agravado pelo fato de dois dias antes eu ter estado quase congelada, em Buenos Aires, Argentina. Tudo isto exacerbou minha sensibilidade para absorver, com todos os meus sentidos, aquela paisagem espetacular que se descortinava a minha frente.

 

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Como já contei nos posts Buenos Aires – Argentina – O Retorno e Chicas em Buenos Aires – Argentina eu praticamente emendei uma viagem na outra. Uma garota de extremos: muito frio e muito calor! Mal deu tempo de desfazer a mala com as roupas de frio e então, bora fechar a mochila com as roupas de verão e as tralhas para acampamento.

Esta viagem ao Maranhão foi planejada meses atrás, como contei também aqui no blog em outro post, link aqui Lençóis Maranhenses e muito mais Maranhão – Brasil 

Por questão de organização dos relatos, achei melhor dividir os posts sobre a viagem ao Maranhão. Neste aqui vou compartilhar a minha experiência de viagem para chegar até o Parque dos Lençóis e a travessia propriamente dita, o acampamento dentro do Parque,  em meio às dunas. E em outro post vou relatar sobre os dias que se seguiram, já turistando em São Luís e arredores.

A alegria pelo fato de viajar para o Maranhão, para conhecer os Lençóis Maranhenses,  aumentou com a notícia de que o Lu conseguiu uns dias de férias do trabalho, organizou a vida (valeu, sogrinha!), e decidiu me acompanhar nessa aventura.

Ufa…Deus sabe o que faz! Sem o Lu para me ajudar com a carga das tralhas do acampamento, montar, desmontar e guardar a barraca, atravessar as lagoas, me empurrar duna acima,  me dar força e ânimo, levar comidinhas, não sei o que seria de mim. Porque olha, gente… o negócio não é mamão com açúcar, não!

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Me sinto no dever de iniciar este relato dizendo: na minha avaliação, a travessia, no formato em que foi realizada, foi difícil. Não é para espíritos e corpos frágeis e delicados. E garanto para vocês: eu não sou fresca!

Claro… Tudo baseado na minha experiência, na minha particularíssima visão. Outros participantes da mesma expedição, considerando suas histórias, estilos de vida e experiências anteriores nesse tipo de empreitada e em similares, podem avaliar de forma muito diferente.

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Já acampei, já caminhei muito carregando a mochila com meus pertences (Caminho de Santiago vale, né), mas sei lá, acho que com o passar dos anos, minha capacidade de adaptação está fragilizada.

Vou contar sobre como foi a MINHA experiência. Esclarecido isto, sigo…

Eu já cheguei no aeroporto em São Luís cansadona. Recapitulando: emendei esta viagem com outra, para Buenos Aires, o que implicou em muitas horas de viagem num ônibus, passeios a pé e no pedal pela cidade, tudo relatado no post Chicas em Buenos Aires – Argentina

Para sair da cidade onde moro, no interior do Rio Grande do Sul, e chegar no aeroporto de São Luís, no Maranhão, dispendi 5 horas dirigindo o carro até Porto Alegre e depois mais 6 horas, entre voos e espera em aeroportos.

Cheguei no aeroporto em São Luís, junto com o Lu, por volta das 2 h 30 min da madrugada. Durante os voos rolou alguns cochilos, quando sucumbi ao cansaço.

Eu viajei num modelito estiloso, nomeado “cebola”, que são várias camadas de roupas, que fui tirando (descascando) ao longo da viagem, considerando que saí de manhã de casa,  num clima invernal, com temperatura de cerca de 10 graus e cheguei em São Luís na casa dos 30 graus.

No aeroporto aguardamos a chegada dos outros integrantes da expedição, e quando o grupo se reuniu, sob o comando do guia Marcos Rabello Paz, da Trilhas do Rio de Janeiro, organizamos nossas mochilas numa van e bora pra estrada, atravessando a madrugada, até o município de Barreirinhas, cerca de 260 quilômetros da Capital.

O grupo era formado por 17 pessoas, sendo 9 mulheres e 8 homens, incluindo aí os guias Marcos Rabello e Marcão. Um grupo bem heterogêneo, mas todos muito gente boa. Fomos nos entrosando com o passar dos dias e nos tornamos bons companheiros de viagem.

Depois de 4 horas chacoalhando na van, passando por pequenas cidades, muitos quebra-molas, enfim chegamos em Barreirinhas, por volta das 9 horas da manhã.

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As voadeiras, ancoradas no Rio Preguiças, em Barreirinhas, aguardando os turistas

O impacto do sol forte, do calor, da umidade maranhense, se fez sentir logo ao descer da van. Tivemos como ponto de apoio uma agência de turismo local, onde pudemos reorganizar nossas mochilas depois de vestir roupas leves, e guardar tudo no saco estanque. Em seguida fomos até um supermercado, a fim de comprar alguns itens de alimentação, especialmente para as refeições coletivas, e água.

Aqui, uma observação sobre a qual me divirto ao relembrar, mas lá nos Lençóis, vivendo a situação, não teve graça. Como disse antes, na correria relacionada às duas viagens, acabei não me preparando adequadamente para esta aqui, embora tenha recebido orientações do guia, para comprar e carregar comigo minha alimentação pessoal, lanchinhos, guloseimas, snacks, para os dias que durassem a expedição. Até levei alguns, como chocolates, nozes, castanhas, polenguinhos (argh… enjoei), salaminhos. O Lu também levou lanchinhos, pacotinhos de suco em pó, de chá (ainda bem!) e gostosuras. Mas na real, conforme foram passando os dias, não posso dizer que passamos fome, mas restrições sim! Pensem… sair de casa, viajar, pra se privar de comer. Pura falta de organização minha.

Retomando sobre nosso roteiro. De Barreirinhas tomamos um barco (voadeira) por cerca de 1 h 30 min, pelo Rio Preguiças, até atracarmos na areia, numa praia em Atins, já na foz do rio. No meio do trajeto o barco fez uma parada no Barracão da Graça, na margem do rio, sendo este um ponto de alimentação, venda de bebidas, roupas de banho e artesanato,  emoldurado por dunas, que já dão uma prévia do que nos esperava. No local, muitos macaquinhos vivendo livremente, pendurados pelas árvores, e andando no meio das mesas, fazendo a alegria dos turistas, sendo que na verdade, andam atrás de sobras de comida.

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Já com os pés na areia, mochilas nas costas, sob sol forte, caminhamos pela praia, até o Canto de Atins, onde fica a Pousada da Luzia, onde chegamos por volta das 14 horas. Durante esse trajeto várias vezes tivemos que seguir pela água, pois a faixa de areia desaparecia. Água pela cintura. Ali, já foi justificado o uso do saco estanque dentro da mochila. Não fosse ele teria molhado as roupas e os alimentos que traziamos.

Cheguei acabada na pousada: cansada, com dor nos ombros, provocado pelo peso da mochila, suor e areia misturados, molhada. E com fome.

Graças ao Bom Deus, consegui, com o intermédio do Rabello, um quartinho, uma cama para chamar de nossa, pelo menos naquela noite. A maioria do pessoal do grupo, super desprendidos,  encarou de boa dormir nas redes.

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Quartinho com uma rede na varanda pra nós. Galera desprendida de boa no redário na Pousada da Luzia.

Mas antes de chegar na bendita cama, almoçamos o famoso camarão da Luzia, intitulado “O melhor camarão do mundo”. Se é o melhor do mundo não sei, porque ainda falta muito camarão pra eu comer por aí, mas que era muuiitoo bom, principalmente com a fome que eu estava, isso era.

O banho seguiu na vibe “very roots”, água em temperatura natural que saía de um cano, tendo como teto do banheiro o lindo céu do Maranhão.

Aproveitei para lavar algumas peças de roupa e colocar para secar, penduradas/amarradas, porque o vento dos Lençóis é poderoso mesmo, carrega tudo. Se não cuidasse, teria me levado também, principalmente lá no alto das dunas. É sério isso.

Depois do jantar (camarão novamente) tratamos de organizar nossas coisas e dormir, pois o gerador foi desligado às 21 horas e a luz do lugar foi apagada. Dormimos com a porta e a janela abertas, para amenizar o calor que fazia. De manhã fomos surpreendidos com as cabritas entrando no quarto. Afinal, estávamos no habitat delas, ué. Me senti a própria “Tieta do Agreste”.

Tomamos o café e partimos da pousada às 8 h 30 min, rumo ao Parque dos Lençóis, logo ali.

O primeiro dia de caminhada dentro do Parque dos Lençóis foi impactante, porque o lugar é de uma beleza natural intocada (que continue assim!), que chega a emocionar. Fizemos várias paradas para banhos nas lagoas, pausas para lanchar, travessias a pé por dentro da água, até que chegamos num determinado lugar, no meio das dunas, em que o guia Marcos entendeu como adequado para montarmos o acampamento.

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Ah, lembrei: por sugestão do Marcos Rabello eu levei para os Lençóis uma bóia, para brincar nas lagoas, ficar de curtição. Então o Lu a inflou e sugeriu  utilizá-la como uma balsa para a minha mochila durante as travessias pelas lagoas.

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Minha mochila flutuante.

Gente, a ideia foi um sucesso! Acho até que deu um ciumezinho no povo, viu! Mas a cena era hilária. Eu, carregando minha mochila, e presa por cima dela com uma corda, a bóia. Quando precisava atravessar pela água, eu só tirava a mochila e ela boiava. E a bonita aqui a arrastava, puxando pela corda. Esse menino Lu é muito engenhoso…

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O problema era que, lá no alto das dunas, soprava um ventão, e eu carregando a mochila, mais a bóia… era quase arrastada, jogada lá do alto, se eu não me firmasse bem no chão. Foi um esforço a mais, mas acho que compensou. Restou aos demais levantar as mochilas no alto da cabeça, ou molhá-la toda, durante as travessias pelas lagoas.

A primeira noite de acampamento foi a mais bacana. O lugar era muito bom, protegido do vento. Subimos no alto da duna para assistir o pôr do sol, que foi de chorar, de tão lindo.

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O visual do nosso “quintal”. Na duna, esperando o Astro Rei se apresentar

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Antes de jantar eu e o Lu escolhemos uma lagoa para tomar nosso banho, pertinho do acampamento. Imaginem a cena: nós dois, silêncio absoluto, a luz da lanterna a nos guiar, tomamos banho na lagoa, com um céu estrelado acima de nós. Ah, um detalhe: por banho entenda-se tirar a areia do corpo com a água. A orientação do Rabello foi de que não fizéssemos uso de cremes, xampú ou sabonete, para não poluir as lagoas. Afinal, trata-se de água pura! Apenas água da chuva filtrada pela areia.

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Ainda falando sobre nossas “humanidades”… No meio das dunas se toma banho, escova os dentes, e… as necessidades fisiológicas? Rola também. Único trabalho é escolher a duna favorita, e de quebra, curtir um visual de arrasar. Mas não foi tão simples assim ficar de cócoras, com receio de ser surpreendido por um companheiro de expedição, ou ainda de se perder ( meu caso, pois todas as dunas parecem iguais ali).

Enfim, as leis fisiológicas se impuseram, e os “totens” (risos) ficaram por lá, integrados à paisagem, depois cobertos pela areia, como os gatinhos fazem.

Nas duas noites que passamos acampados no Parque jantamos macarrão com molho de tomate, acrescido do que saía da mochila do pessoal, como carne de gado e frango desidratado, calabresa. Mas também havia no grupo mochileiros bem preparados, que se municiaram com outros cardápios. Parabéns para eles!

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Primeira noite na nossa Suíte Master nos Lençóis. Repare no charme das luzinhas…

Na barraca nos deitamos sobre os sacos de dormir e os colchonetes isolantes térmicos. Na primeira noite a coisa andou satisfatoriamente, dentro das circunstâncias. Já na segunda e última noite de acampamento a coisa complicou. Montar e fixar a barraca na areia foi bem difícil, pois ventava muito. Devido à inclinação do terreno tivemos que dormir com as cabeças na porta da barraca. Sério, passei a noite sentindo a areia invadir os meus cabelos e meus ouvidos. O vento balançava a barraca com força. Não estando a gente ali dentro para fazer peso, teria ido pelos ares. Tinha muita areia dentro da barraca, no saco de dormir. De tanto me virar de um lado para o outro ganhei, de quebra, uma esfoliação corporal completa, feita pela areia dos Lençóis.

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Nosso segundo acampamento

 

Para completar a experiência no acampamento, por volta das 5 horas da manhã, quando o dia ainda nem tinha clareado, sentimos os primeiros pingos na lona. Que logo se transformaram em chuva grossa. Graças a Deus, foi uma pancada, que logo passou. Eu assisti, encolhida, a água tomando conta dentro da barraca.

Quando a chuva cessou eu e o Lu decidimos levantar, nos organizar e guardar nossas coisas. Logo o sol apareceu e então aproveitamos para colocar a barraca e outros pertences pra secar sob a areia.  Outros fizeram o mesmo, ainda tão cedo da manhã.

Demorou ainda um bom tempo para todos se organizarem, tomarem café, se alimentarem (nossa ração no finalzinho!). Teve ali mais banho na lagoa, e por fim, o grupo seguiu em direção à saída do Parque, dentro do roteiro previsto pelo Marcos.

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Eu e Lu, meu companheiro de aventuras

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Para mim ficou a nítida lembrança daquela última manhã que passamos ali, como sendo a visão das paisagens mais lindas dos Lençóis Maranhenses… as dunas incrivelmente brancas e altas, o contraste com o céu e a água azulada e transparente das lagoas. Já está no meu baú de melhores memórias de viagens.

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Chegamos no ponto marcado para encontrar nosso transporte, uma camionete tipo “pau de arara” por volta do meio-dia. Esse lugar é o mesmo por onde chegam a maioria dos turistas “normais” (risos) que vão conhecer o Parque. Na verdade, eles  acessam a  beira do grande Parque, caminham por algumas dunas e banham-se em lagoas para onde são conduzidos pelos guias. Lugares lindos também, é claro.

Fomos informados que o transporte acertado para nos buscar estragou no caminho, o que motivou uma espera de mais de uma hora. Depois de todo esse tempo sendo chicoteados pelas rajadas de areia, no alto de uma duna, com o sol a pino, fomos descansar numa lagoa de água deliciosa.

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Quando finalmente ajeitou-se o transporte, nos instalamos nos bancos de madeira na carroceria da camionete, com nossas mochilas, e então entendi o porque do carro ter quebrado. O acesso é muito ruim, todo irregular. A água invadiu a estradinha em vários pontos, sendo que os motoristas criam acessos, desvios, formando um labirinto. Impossível chegar-se ali se não for num veículo com tração 4 x 4, com motor bem potente, e com um motorista habilidoso e que conheça bem o trajeto.

Chacoalhamos na carroceria por cerca de uns 40 minutos, até chegarmos num povoado. Ali tivemos todos que descer para passar o veículo  pela balsa, na travessia de um braço de rio. Os passageiros seguem fora dos carros. Concluída esta parte, retornamos até a camionete, que nos levou de volta até o ponto de apoio, a agência de turismo em Barreirinhas.

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Deixamos guardadas ali as nossas mochilas e fomos almoçar no restaurante estilo self service com grelhados/churrasco, pertencente a uma família de gaúchos instalada em Barreirinhas. Eu e o Lu matamos um rango legal, com cerveja para acompanhar. Nossa, que comida deliciosa! Que cerveja gostosa! E um sorvete para arrematar. Aquela refeição simples se transformou num banquete.

Esta situação faz jus à máxima de que, quando nos afastamos do conforto que temos no nosso dia a dia,  é que aprendemos a valorizar o que possuímos, o que temos a nossa disposição. Grande verdade.

O grupo se reuniu novamente na agência de turismo, onde fomos distribuídos em dois carros, com nossos pertences, e assim iniciamos a viagem de volta para São Luís. Chegamos na capital maranhense no início da noite. Seguimos direto para o Palmas Hostel, que já havia sido reservado pelo Rabello, como parte do pacote da viagem contratada.

Eu achei o lugar lindamente decorado, com elementos da cultura maranhense, como móveis, redes e tecidos coloridos, de chitão, que eu adoro. Trata-se de um antigo casarão reformado para abrigar o hostel. Conta com um espaço de interação, um bar, com música ao vivo. Fomos divididos em quartos mistos, onde nos instalamos bem. Tomamos banho e combinamos de sair à rua para jantar com o pessoal, num momento final de confraternização com o grupo da expedição.

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Depois de dar uma volta pelo centro histórico, cheio de restaurantes e barzinhos,  fomos jantar numa pizzaria instalada num prédio antigo. Confraternizamos com o grupo, até que fomos vencidos pelo cansaço acumulado de dias ( e noites). Ali já começou a rolar as despedidas, que se estenderam até o dia seguinte, no domingo, quando então todos se dispersaram, cada um tomando seu destino.

Como fomos os primeiros a retornar para o quarto do hostel, eu e o Lu verificamos que o ar condicionado não estava refrigerando o ambiente. Em contato com o recepcionista, ele gentilmente nos ofereceu a possibilidade de nos mudarmos para outro quarto, desta vez privativo, mas em outro hotel, que pertence ao mesmo grupo. Localizado atrás do quarteirão, bem próximo dali. Topamos na hora. E me soou como um prêmio, uma compensação à rudeza das noites anteriores na barraca: uma cama confortável, um banheiro bom, privacidade, e ar condicionado funcionando. Delícia… dormimos o sono dos justos e exaustos aventureiros.

Tomamos café no Palmas Hostel, nos despedimos do pessoal que ainda estava por ali, e fomos curtir um domingo ensolarado em São Luís.

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À partir daqui  nossa viagem ao Maranhão foi tomada por outro clima, outra vibe. Muito bacana também. Sobre ela conto num novo post. É só aguardar.

Então, sobre a Travessia nos Lençóis Maranhenses, valeu a pena? Quem responde da forma mais apropriada e perfeita possível, novamente, é Fernando Pessoa:

“Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu”

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Concluo, compartilhando minha crença: Vá ver o mundo. Ao vivo, é mais fantástico que qualquer sonho!

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3 comentários em “Lençóis Maranhenses: muita areia para o meu caminhão – Brasil

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