Brasil · Casinha sob rodas

Cora Coralina, nossa pet viajante – Brasil

Prepare-se para um post da mais pura e absoluta fofura!

“Pre-ci-so” contar sobre as aventuras de nossa querida mascote, a shitzu Cora Coralina, que viajou conosco a bordo de Frida Home, por mais de 4 mil quilômetros, compreendido aí o trajeto até Brasília/DF e o retorno para casa.

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Aproveitando a paradinha para pegar um ar fresco e espiar
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“Ei, pessoal aí da frente, demora pra gente parar?”

Foram no total 17 dias de convivência canina, sendo que 6 destes em deslocamentos na Frida. Cora teve um comportamento exemplar durante toda a viagem. Bem melhor, inclusive, que suas três mãezinhas (sorry, trio de gatinhas, mas a verdade tem que ser dita!).

Na verdade, não foi a primeira viagem longa de Coty (apelido carinhoso dado pelas meninas). Em novembro de 2017 ela viajou conosco, também na Frida, até Joinville/SC, totalizando cerca de 1.500 Km rodados. Esta experiência já demonstrou a tranquilidade da nossa pet nas viagens.

Nesta última trip à Brasília Cora teve apenas um (mas importante!) desvio de conduta, que contarei na sequência, mas que deu o que fazer para a vóvis aqui (sim, sou considerada avó da Cora, fato já assimilado).

No primeiro dia de viagem, antes de pegarmos a estrada, mediquei de leve a Cora, temendo que ela pudesse enjoar, que fosse dar trabalho. Que nada…

Deu uma volta pelo interior da Frida, fazendo um reconhecimento básico da  casinha, e depois se aninhou na sua cama, que foi instalada na parte da frente do veículo, entre os bancos do motorista e do carona. Foi seu paradeiro mais frequente. Quando cansava do lugar chamava a atenção com um chorinho, e pronto, era acolhida pelas meninas, ora na cama, ora no banco traseiro. E dormia, dormia…

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Zzzzzzzzz…. zzzzzzz….

Não fez as necessidades fisiológicas dentro da Frida nem uma vez sequer. De nossa parte, sempre que parávamos para lanche, refeição, banheiro, tratávamos de colocar a coleira e a guia nela e dávamos uma volta, quando então Cora se aliviava.

Impossível não mencionar nossa satisfação com a rede de postos de serviços Graal. Link para o mapa de localização dos postos aqui http://www.redegraal.com.br/mapa-da-rede-graal/

Merecem muitos “Vivas!” e salvas de palmas, por vários motivos. Em primeiro lugar, pela variedade de serviços e produtos oferecidos, a qualidade dos lanches e refeições, tudo num ambiente limpo, amplo e agradável. Em segundo, pelo acolhimento a viajantes como nós, a bordo de motorhomes, como a Frida. Ao pernoitarmos no Graal de Registro/SP, o funcionário nos orientou sobre o local onde poderíamos estacionar, com acesso a água e energia elétrica (gratuitos). Em terceiro, merece menção o estado dos banheiros do Graal – amplos e higienizados, com chuveiros quentes e em perfeitas condições – foram uma grata surpresa, eis que eu já matutava sobre como seriam os banhos de 6 pessoas no banheirinho da Frida.  Em quarto lugar, e o mais importante: a rede Graal mantém, na maioria de seus postos de serviço, espaços Pet Friendly, ou seja, lugares pensados para os donos conviverem com seus pets, enquanto lancham, fazem refeições. Num dos postos em que paramos havia pelo menos a opção de deixar os pets em gaiolas separadas, gradeadas, higienizadas, e fechadas, no lado externo dos estabelecimentos. Simplesmente adoramos! Por isso, ao viajarmos com Cora, sempre iremos preferir os Postos Graal. Pena que atualmente eles estejam mais concentrados nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Mas verifiquei que eles também estão presentes com pelo menos uma filial no Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Sara com Cora em um dos espaços Pet Friendly da Rede Graal

Outros estabelecimentos que utilizamos na estrada, como restaurantes, dentro do possível, também se esforçaram para adaptar nossa presença, tendo Cora como acompanhante, permitindo que ficássemos em mesas em ambientes externos ou próximo a portas. Tudo para facilitar a permanência da peluda junto a nós.

Onde mais tivemos dificuldade com a Cora foi no momento de definirmos a hospedagem em Caldas Novas/GO. O hotel que inicialmente pensamos em nos hospedar não aceitava pets. Essa constatação se repetiu por lá. Até que encontramos um estabelecimento que aceitava, mas com circulação canina restrita ao interior do apartamento. Foi nesse que ficamos.

Para passar pelas as áreas comuns, como nas piscinas e na recepção, Cora tinha que seguir no colo.

Pois foi justamente em Caldas Novas que Cora Coralina protagonizou seu lado arteiro, ou melhor, de cachorro que ela efetivamente é ( não podemos esquecer…).

Saí eu do apartamento, por volta das 6 horas da manhã, dia clareando, hotel silencioso e sem nenhum movimento, a não ser de alguns funcionários encarregados da limpeza, com Cora no colo, em direção à rua, para levar a pet para realizar suas tarefas matutinas (o 1 e o 2, óbvio) no gramado da pracinha localizada bem em frente onde estávamos hospedados.

Tarefas concluídas, tive a ideia de conferir os quitutes da padaria da esquina. Para isso, amarrei a guia de Cora bem defronte à porta do estabelecimento. Quando me virei para entrar, dei um passo, e nesse momento Cora se agitou, fez força, se espremeu toda na coleira e… foi ao mundo! Foi tão rápida, que não deu tempo de eu interferir na fuga.

Cora saiu correndo rua afora por Caldas Novas, na maior empolgação. E eu, como uma louca, chamando-a, “Cora! Cora!”. Quanto mais eu corria e tentava pegá-la, mais ela fugia de mim. Felizmente, por ser bem cedo, não tinha movimento de veículos na rua, pois senão ela corria sério risco de atropelamento.

Lá pelas tantas ela enveredou para um terreno baldio, com capim seco, lixo depositado, cinzas de queimadas da vegetação, água empoçada. Se embrenhou para dentro dessa área, que era grande, e eu no seu encalço. Me dei conta que não iria alcançá-la. Então passei a atirar pedras em direção à Cora, fazendo com que a fugitiva retornasse para o asfalto. Mas sempre escapando de mim.

Suei frio quando juntaram-se a ela dois cachorros que perambulavam pela rua. Pensei comigo: vão estraçalhar a medonha! Graças aos anjos caninos, não aconteceu.

Eu já desesperada com a situação, interceptei um rapaz, um ciclista que passava pela rua, e pedi ajuda na captura. O querido topou. E olha que mesmo estando em dois, tivemos trabalho para conseguir pegar Cora. Na verdade, eu acho que ela se deixou pegar quando deitou exausta na rua, tipo “cansei da brincadeira”, já de língua de fora.

O estado da criatura era deplorável: suja, molhada, cheia de capim incrustado no pelo. Eu não sabia se ria ou chorava. Mas sim, estava aliviada por ter conseguido resgatar a fujona. Fiquei imaginando Cora perdida pelas ruas de Caldas Novas… como eu faria para encontrá-la numa cidade que não me é familiar? como seguiria viagem sem ela? e o que diria para as meninas? Aff… que cachorrinha danada. Não dei uns tapinhas porque estava feliz demais pelo episódio ter terminado bem.

De volta ao hotel, já na recepção, contei minha aventura matinal e pedi indicação de alguma pet shop para encomendar imediatamente um banho em Cora. Ela não tinha nenhuma condição de seguir viagem conosco na Frida no estado em que se encontrava.

Ainda bem que a recepcionista ajudou, e contatou com a Scooby Doo Pet Shop, que prontamente nos atendeu, encaminhando uma motocicleta para buscar Cora no hotel, tendo sido acertado seu retorno para o meio-dia, pois partiríamos do hotel às 13 horas. E assim, lá se foi Cora Coralina, na caixinha da carona da motocicleta pelas ruas de Caldas Novas. Afinal, queria passear pela cidade… então tá!

No horário marcado a recepção nos informou que Cora estava de volta. Se apresentou a nós limpa, cheirosa, escovada, com laços, fitas e brilhos na cabeça. Bem sabia eu sobre o estado em que se encontrava logo cedo. Só restou história para contar.

Em contrapartida, a favor de Cora, tenho a dizer que nas noites que dormimos na Frida ela permaneceu quietinha em sua cama. Somente de manhã, ao perceber a luz do dia, queria subir na cama, onde dormíamos, fazendo festinha, como se convidasse “me levem para fora”.

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Sendo atendida, retornava faceira e tranquila para dentro da Frida, para sua cama, pronta para seguir viagem. Tomava água no bebedor, comia um pouco de ração, e ressonava. Uma fofa!

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Em alguns passeios no decorrer da viagem tivemos que deixá-la dentro da Frida, pois não se admitiam cães, como no Jardim Botânico e na Ópera de Arame, em Curitiba/PR. Ela reclamava inicialmente, com latidos estridentes, e depois sossegava, aguardando nosso retorno.

Já em nossa estada em Brasília Cora restabeleceu sua rotina de casa. Mais ou menos, na verdade. Chegamos de viagem tarde da noite, no apartamento do Lu. Arrumamos as coisas de Cora na área de serviço, nos despedimos com um “boa-noite” e fechamos a porta. Que ilusão a nossa, cogitar que ela se conformaria em ficar num lugar novo, apartada de nós, seus companheiros de viagem.

Cora fez valer a sua vontade quando se pôs a latir com vontade. Receosos de que os vizinhos do prédio fossem interfonar, reclamando do barulho dos latidos, já tão tarde da noite, eu e o Lu resolvemos acolhê-la com sua caminha ao lado da nossa, “só por aquela noite”.

Já sacaram tudo, né? Cora dormiu todas as noites ao lado de nossa cama durante a permanência em Brasília. Mas se faça justiça: incomodou nadinha, dormiu quietinha.

Quanto aos passeios matutinos e de final da tarde, ficaram em sua maioria, no encargo do Lu. Por “matutinos” entendam em torno das 6 horas da manhã. Friozinho, hora boa do sono… aff…

Sobre essa aventura de viagem, envolvendo humanos, humaninhos e uma representante da espécie canina, vou relatar de forma detalhada nos posts seguintes. Afinal, foram muitos dias, e muita coisa foi vista e vivida. À título de organização, e para que os textos não fiquem muito extensos, pretendo fracioná-los.

Por ora, deixo com vocês mais imagens de Cora Coralina, correndo sérios riscos do fofurômetro explodir de vez.

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“Ai, que preguiça…”
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Lambidas e xeros pra vocês, pessoas!

3 comentários em “Cora Coralina, nossa pet viajante – Brasil

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