Brasil · Casinha sob rodas

O retorno das gurias, de Frida Home – Brasil

Como relatei no post anterior, link aqui De férias na cidade-avião – Brasília/DF – Brasil chegou o dia de colocar o pé na estrada novamente, depois de tantos passeios na Capital Federal. Após as despedidas de Lu e Thiago, que ficaram em Brasília, peguei no volante e parti. Seguiram comigo, na Frida, a Íris e minhas meninas.

Eu tinha um cronograma de viagem, atenta à data de retorno das meninas à escola e aos compromissos profissionais da amiga Íris. Esta que vos escreve vive o feliz status (conquistado, batalhado!) de “em férias permanentes”.

Como já referi anteriormente, parti de Brasília com certa apreensão, pois me acostumei à segurança representada pela presença do Lu, especialmente nos deslocamentos na estrada, mas encarei, claro. Graças a Deus, a viagem transcorreu de forma muito tranquila.

Ao deixar Brasília seguimos para a cidade de Caldas Novas, no Estado de Goiás, região famosa por suas águas termais. Eu e meu trio já a conhecíamos. Anos atrás já tínhamos curtido os clubes e parques, como o Hot Park, em Rio Quente. A proposta desta vez era passar uns dois dias por lá, relaxando, curtindo as águas quentes das piscinas de algum clube, e depois seguir viagem. Coisa rápida, uma passadinha mesmo.

Bom… não foi exatamente assim, pois imprevistos aconteceram (falta de planejamento prévio também, dãããã…). Eu cheguei na cidade sem ter definido hospedagem, coisa que me aborrece. No agito dos últimos dias em Brasília acabei postergando a escolha da hospedagem e parti sem a reserva.

Chegamos em Caldas Novas ao meio-dia e tratamos de almoçar. Escolhemos um restaurante simples, mas que atendia ao nosso requisito principal: podemos ter nossa pet Cora Coralina conosco? O pessoal do Restaurante Recanto do Milho nos acomodou na varanda, numa mesa na área externa, e Cora ficou presa na guia, junto a nossos pés. Resolvido.

Aliás, Cora Coralina foi o motivo de meu estresse em Caldas Novas. Na verdade, a peluda nem teve culpa, tadinha. Ocorre que a maioria dos hotéis, dos clubes, não autoriza a presença de pets nas propriedades. Então, no clube que eu pretendia ficar, não foi possível. A situação se repetiu mais algumas vezes, até que encontramos um hotel que concordou com a presença canina. Mas somente no interior do apartamento. Cora não poderia circular nas áreas comuns. Aff…

Eu relatei sobre a aventura protagonizada por Coty (apelido de Cora Coralina) em Caldas Novas no post Cora Coralina, nossa pet viajante – Brasil.

Na real, depois de finalmente instalada no hotel, eu ainda me sentia estressada. Concluí que foi o resultado de um acúmulo de sentimentos: o fato de estar sem a companhia do meu companheiro de aventuras – o “amore” Lu, a apreensão da viagem, perceber as meninas cansadas e irritadas, saudosas de casa depois de tantos dias fora, as privações a que Cora foi submetida, a demora na definição da hospedagem, a preocupação com a Frida, que teve que ficar na rua, pois não coube no estacionamento privativo do hotel… Eu só pensava em seguir para casa. Refleti e decidi abreviar minha estada em Caldas Novas.

Enfim, depois de relaxar nas piscinas quentinhas, de tomar chimarrão, e de uma boa noite de sono, acalmei meu coração.

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Aproveitamos as piscinas termais do hotel na tarde e na noite de nossa chegada e na manhã seguinte. Depois do almoço fizemos o check out no hotel e pegamos novamente a estrada, pela BR 050, em direção à Rodovia Anhanguera, no Estado de São Paulo.

Em Ribeirão Preto fizemos um pit stop com pernoite, com direito à churrasco à moda paulista, oferecido por meu primo e sua família. Recepção show de bola!

Na manhã seguinte seguimos viagem, bem cedinho. Viagem super tranquila, com paradas estratégicas para café e almoço. Nesse ritmo, chegamos à noitinha em Curitiba. Decidimos estacionar no Restaurante Serra Graciosa, na BR 116, onde encontramos uma boa estrutura e ótimo atendimento para viajantes como nós.

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Tomamos banho nos chuveiros com água quentinha, jantamos no buffet variado do restaurante (fiquei só na sopa, pois estava muito boa) e depois fomos descansar no aconchego da Frida, que ficou estacionada na lateral do prédio. Relaxei quando fui informada sobre a presença de um segurança 24 horas no local. As meninas olharam filmes na TV até que o sono tomou conta de todas nós.

Como sempre, acordei cedinho, e logo retomamos a viagem. Repetimos as pausas, para café e almoço, e assim, chegamos em casa no início da noite.

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Fiquei feliz e aliviada por ter concluído a viagem, conduzindo a Frida, trazendo minhas filhas e a amiga Íris com tranquilidade e segurança de volta para casa.

Resta contar também sobre nosso dia de passeio à cidade goiana de Pirenópolis. Separamos um dia no nosso roteiro de passeios por Brasília e nos tocamos, eu, Irís e as meninas, a bordo de Frida, por cerca de 150 quilômetros. Viagem tranquila até lá. Lu e Thigo, já na rotina de trabalho e escola, respectivamente, não puderam nos acompanhar nesse passeio. No caminho fizemos uma parada para o café da manhã, onde comemos um delicioso empadão goiano.

Eu já estive em Pirenópolis algumas vezes, mas super valeu a pena retornar à “Piri”, como carinhosamente é chamada. Trata-se de uma cidade tranquila, calma e aconchegante. Conhecida também pelo ar bucólico que ainda domina o município. O nome Pirenópolis, cujo significado remete a “Cidade dos Pirineus”, é alusivo à Serra dos Pirineus, que circunda a cidade. Desta vez, fui apresentá-la para Íris e para as meninas.

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A cidade é reconhecida pela sua arquitetura e pelo estilo urbanístico, pelo centro histórico formado por um casario colonial e igrejinhas, tombados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que dão um charme especial à cidade. Mas o interior do município também guarda paisagens incríveis no meio da Serra dos Pirineus, com muitas cachoeiras, matas e rios para explorar.  Durante minha estada ali, anos atrás, conheci algumas cachoeiras muito bacanas (e geladas!), mas desta vez optei por permanecer com a turma na parte urbana, em virtude do pouco tempo.

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Chegamos por volta das 11 horas, e estacionamos a Frida ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, construída entre os anos de 1728 e 1732. Lembro de ter estado ali, na Missa de Páscoa deste ano, na companhia do Lu.

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O barato na cidade de Piri é bater perna pelas ruas de paralelepípedos, e foi o que fizemos. Sol na cabeça, garrafas de água na mão, seguimos. O tour avançava devagar, porque acabávamos entrando em muitas lojinhas fofas de artesanato e com peças de decoração. Óbvio que compramos alguns souvenirs.

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Por volta das 13 horas decidimos que era hora de almoçar. O centro histórico de Pirenópolis abriga uma grande quantidade de restaurantes, tendo opções para todos os gostos. É possível encontrar desde restaurantes de comida típica, até pizzarias, hamburguerias, comida internacional, etc. A rua principal, conhecida como “Rua do Lazer”, é onde ficam concentrados o maior número de restaurantes e bares. À noite eles colocam mesas na calçada e é super agradável ficar observando o movimento da rua. Tipo oportunidade de curtir a noite de Piri na companhia do Lu e do Thiago no feriado de Páscoa, ocasião em que comemos uma pizza muito boa por ali.

A Íris recebeu uma dica muito feliz sobre um restaurante que serve comida típica goiana na cidade e é muito famoso por lá. Foi assim que, depois de atravessar a Ponte Velha que passa sobre o Rio das Almas, paramos no Restaurante da Cida. O restaurante é de uma simplicidade charmosa, um ambiente rústico muito aprazível. Tem um redário instalado no quintal, onde se vêem macaquinhos pulando nos galhos das árvores. Mas o que chamou a atenção mesmo foi a qualidade e a quantidade da comida servida. Os principais pratos do restaurante são arroz com pequi, pamonha, paçoca de pilão e a panelinha do cerrado, uma espécie de arroz carreteiro. Tudo delicioso. Mas era tanta comida, que não conseguimos dar conta dela. Pedimos marmitinhas e então, faceiras, garantimos mais uma refeição.

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Na entrada do restaurante há painéis com fotos de artistas famosos que estiveram provando as delícias do restaurante.

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Saindo do restaurante, enquanto Íris visitava o Museu do Divino, as meninas enveredaram para o Rio das Almas, e insistiam em entrar na água. Mas eu não tinha levado biquínis. Terminou que tive que ir às compras de biquínis no comércio local e prometi que as levaria para um banho de rio.

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Depois de mais uma caminhada pelo centro histórico, partimos de Pirenópolis, com destino ao Salto Corumbá, local que já visitei em outras ocasiões. Fica a 120 quilômetros de Brasília, bem ao lado de uma das estradas que leva a Pirenópolis – BR 070/BR 414 (é possível escolher entre dois trajetos). Estacionamos a Frida por lá quando a tarde começava a cair.

O local tem uma boa estrutura, conta com lanchonete, um restaurante que serve comida típica goiana, piscinas, um parquinho com brinquedos, e muita área verde, acessíveis por trilhas bem demarcadas.  Há também área para camping e uma pousada, sendo que esta não chegamos a conhecer.

Eu, Íris e as meninas iniciamos a trilha que leva ao Salto Corumbá, que inicia plana, mas aos poucos vai se tornando difícil,  bem íngreme. Exige fôlego e força nas pernas. Perdemos a companhia da Íris no meio da trilha. Tranquilo, amiga, importante cada um respeitar seu ritmo e seu limite. Fez até onde deu.

O Salto Corumbá tem 70 metros de altura e é a maior cachoeira do parque. Muito linda! Imaginei que as meninas iriam querer banhar-se, mas arrepiaram ante a água gelada da cachoeira. Fizemos algumas fotos, colocamos os pés na água e retornamos até à lanchonete onde reencontramos a Íris.

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Uma trilha do parque também leva à Cachoeira do Rasgão, que conheci em outra oportunidade, junto com o Lu e com o Thiago. As águas do Salto vão correndo e se entremeiam entre pedras, construindo sua própria beleza. Depois, formam 3 pequenas quedas, um grande turbilhão e poço.

Com os meninos eu também conheci a Cachoeira do Ouro, localizada próxima à ponte. É linda e caudalosa.

Já era noite quando deixamos Salto Corumbá. Mulherada animada, ainda tivemos fôlego para uma parada no Outlet Premium, localizado às margens da BR 060, em Alexânia/GO. A Íris fez umas comprinhas e todas nós jantamos na praça de alimentação do Outlet. Chegamos em Brasília por volta das 22 horas. Tudo certinho.

Com esse post encerro a narrativa sobre nossas férias de julho, nossa primeira viagem em família a bordo de Frida Home. Espero que seja a primeira de muitas que virão. Os planos já estão em andamento, para novas aventuras.

Fica a dica, que pode muito bem ser meu mote. Encontrei-o xeretando na net, e que resume muito bem minha crença: estamos de v “IDA”, afinal, a vida não tem replay! Bora lá, então! A pé, de carro, de avião, de Frida, nossa Casinha Sobre Rodas, de avião, navio, trem, sozinha, acompanhada, arrastando mala ou carregando meu mochilão… O que importa é a IDA!

 

4 comentários em “O retorno das gurias, de Frida Home – Brasil

  1. Adorei. Ja estivemos em Pirinopolis, mas temos que voltar. Joce cada história linda, fico imaginando vcs. Continue compartilhando esses momentos. Adoro. Bjs

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    1. Obrigada, querida! Te digo que foi batalhado, um sonho acalentado. Mas ao alcance de qualquer uma de nós. Só planejar e persistir. Depois de muito trabalho, dificuldades ao longo do caminho, conquistei. Que bom ter você comigo. Beijo!

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