Américas

O retorno das peruas – Peru

Eu já escrevi em postagem anterior aqui no blog que podemos retornar várias vezes a um mesmo lugar, e sempre teremos um novo olhar sobre esse destino, como se ele fosse inédito para o viajante. E acredito realmente nisso. Seja por que dificilmente dispomos de tempo para conseguir em apenas uma viagem, ver tudo sobre um País; seja porque nós mudamos, e consequentemente, muda também nossa percepção sobre o lugar e seu povo, sobre a cultura local. E depende também da nossa companhia de viagem, é bem verdade… Enfim, depende da “vibe” da viagem, se é que me entendem.

Assim me pareceu sobre minha relação com o Peru. Recentemente retornei de lá, em minha terceira estada por aquelas bandas. E tenho humilde convicção: conheço um pouquinho do País.

A primeira vez foi em 2015, ocasião em que viajei acompanhada de minhas queridas primas Luciana e Angelita. Contei sobre essa trip num longo relato, link aqui Peru

Na segunda oportunidade, em 2016, estive no país durante uma conexão, quando eu retornava do mochilão que fiz pelo Norte da Argentina e pela Bolívia. Contei sobre esse pit stop em Lima aqui La Paz e Lima .

E então, este ano, entre os meses de outubro e novembro, durante 18 dias, retornei ao Peru, na companhia da “The Best Perua” prima Luciana, para conhecer uma parte do seu território que não havia sido contemplado nas outras viagens. E também para revisitar lugares incríveis como a cidade de Cusco, o “umbigo do mundo”, e a linda capital peruana, Lima.

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O roteiro que esbocei em casa, após muita pesquisa na net, e dicas valiosas de amigos como a maravilhosa Aline Rodrigues, do blog https://umasulamericana.com/  (não viaje para a América do Sul sem antes conferir as dicas dela!) foi cumprido na integralidade (apenas com algumas variações de data, graças ao estilo nada engessado de nossa viagem), e sobre ele contarei detalhes ao longo de vários posts, pois cada destino dentro do país, cada lugar visitado, merece uma narrativa exclusiva, por que são muito lindos e especiais. E muita coisa foi vivida em cada um deles.

Resumão do roteiro:

1º Dia: Chegada em Lima – Aeroporto Internacional Jorge Chávez – deslocamento de ônibus para Huaraz

2º ao 7º Dia: Passeios por Huaraz – Parque Nacional Huascarán – Viagem à noite para Trujillo

8º ao 11º Dia: Passeios na região de Trujillo e Viagem à noite para Lima

12º Dia: Vôo de Lima para Cusco – acertamos os passeios dos dias seguintes

13º Dia: Laguna Huamantay

14º Dia: Raibown Montain/ Montanha Colorida/Vinicunca

15º Dia: Voo para Lima

16º ao 18º Dia: Permanência em Lima – Vôo noturno para o Brasil

Então, neste texto inicial, me detenho ao relato inicial de nossa viagem, até a chegada em Huaraz.

Depois de muitas trocas de mensagens via whatsapp, repasse de links de matérias sobre o Peru, pesquisas mútuas, eis que chega o grande dia: eu e prima Lu nos encontramos no portão de embarque do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

O ônibus que trazia a Lu para a capital gaúcha atrasou o horário da chegada em Porto Alegre, gerando uma emoção não prevista na guria. Ufa… ainda bem que deu tudo certo e ela chegou a tempo de embarcar comigo rumo à São Paulo, para o Aeroporto de Guarulhos.

Nosso vôo foi noturno. Então, depois da conexão na capital paulista, aproveitamos para cochilar no trajeto até Lima, onde chegamos por volta das 6 da manhã.

Na chegada, os trâmites de migração foram rápidos, e logo já estávamos no saguão lotado do aeroporto. Descolamos a Wi-Fi gratuita do aeroporto, a tempo de dar notícias sobre nossa chegada tranquila em solo peruano e solicitar um Uber.

O Uber funciona super bem no Peru. Os carros são novos, confortáveis e limpos. Os motoristas são calados, e dirigem no “estilo peruano”, ou seja, com emoção – leia-se, tirando fininho dos outros veículos, fazendo manobras inacreditáveis no trânsito. E os preços cobrados, bem menores em relação aos táxis comuns. Usamos somente Ubers em Lima.

E assim foi… um Uber nos levou do Aeroporto Jorge Chávez até o Terminal de Buses da empresa de transporte de passageiros Cruz del Sur, num trajeto de cerca de uma hora. O aeroporto de Lima não está situado na capital peruana, mas no município vizinho, Callao. Então, qualquer deslocamento pra região central de Lima demora em torno de uma hora, dependendo do horário, do trânsito, que normalmente já é caótico.

No Peru os ônibus não partem de estações rodoviárias, como conhecemos no Brasil. Cada empresa tem a sua própria Estação de embarques e desembarques, de forma exclusiva.

Quando chegamos na Central de Buses da Cruz del Sur eu e a Lu fomos conferir qual era o horário de partida disponível, pra embarcarmos para Huaraz. Conseguimos passagens para o horário das 11h 30 min. Então, conectadas pela Wi-Fi da cafeteria, tomamos nosso desayuno, vimos os ponteiros do relógio darem voltas, até chegar o momento de nosso embarque.

cruz del sur

Nós já conhecíamos o serviço da Cruz del Sur, viajamos com ônibus da empresa por ocasião da passagem anterior pelo Peru. E realmente não nos decepcionou: ônibus confortável, viagem tranquila, lanchinho, travesseiro e mantinha…

Foram itens importantes, afinal, foram sete horas de viagem até Huaraz (sem nenhuma parada), onde chegamos às 18 h 30 min, por estrada de asfalto excelente. O caminho alternou paisagens – inicialmente pela Rodovia Panamericana, enxergávamos rasgos do Pacífico. Depois adentramos para o Nordeste, sempre em ascenção, por curvas e mais curvas, até que chegamos à cerca de 3.052 metros de altitude, onde está localizada a cidade de Huaraz.

Depois de descer do ônibus, já na rua, com o endereço do hostel gravado no celular, paramos um tuk-tuk, aqueles conhecidos triciclos utilizados no Peru, pra que nos levasse até a Casa del Montañista. O que parecia, à princípio, uma tarefa muito simples, revelou-se uma aventura. O motora do tuk-tuk não conhecia o hostel, não sabia onde se localizava, nem o tal endereço. Depois de muito rodar pela cidade, solicitando informações pra muitas pessoas, que em nada ajudavam, decidi pedir o celular dele, que tinha acesso à internet, e usando o Google Maps, consegui um mapa do traçado que nos levaria até o hostel. Mesmo assim, não foi fácil, pois indicava um local que não conferia com o hostel. Após várias tentativas, mais de hora depois, enfim, conseguimos acessar uma rua de chão batido que nos levou para a periferia da cidade, na região alta da cidade, e então visualizei a Casa del Montañista, identifiquei-a pelas fotos que vi na net. Que luta… entre risadas, brincadeiras com o motorista, e um tanto de estresse… chegamos!

Tuk-tuk
Os tuk-tuks, ícones peruanos

Eu e a Lu fomos muito bem recebidas pelo pessoal do hostel. O quarto que eu havia reservado era privado, com banheiro, o que revelou-se uma decisão acertada para duas viajantes cansadas após horas e horas de viagem : vôo desde Porto Alegre, aeroportos, e poltronas do busão.

Hostel
Hostel Casa del Montañista

Ainda antes do banho e de nos jogarmos nas camas, fomos atrás de nosso jantar. Uma caminhada pelas ruas escuras e desertas da redondeza do hostel nos levou até um restaurante, onde matamos as saudades dos “pollo a la brasa” peruanos.

No retorno ao Hostel já acertamos nosso primeiro passeio na região: a Laguna Llanganuco ou Chinancocha, como se referem a ela os locais,  nos aguardava na manhã seguinte. Sairíamos do hostel das 8 h 30 min da manhã.

Uma delícia saber que depois de um banho quente poderíamos descansar por boas horas no conforto das camas, esticar nossos corpos cansados. Gostei muito desse hostel. Somente mudamos dele porque era muito afastado da região central da cidade, o que dificultava nossa movimentação, para melhor conhecer a cidade, acertar passeios, fazer refeições. Uma pena, pois ficamos muito bem instaladas ali, e o café da manhã foi bem gostoso, ao estilo peruano.

No próximo post continuarei com narrativas detalhadas sobre cada dia passado no Peru, inicialmente na região de Huaraz.

Paralelo a esses post sobre o Peru – wanderlust que sou – já me encontro nos preparativos para mais uma viagem.

Desta vez, será outro estilo de viagem, bem diferente do vivenciado em terras peruanas. Explico: sigo na companhia do meu trio de gatinhas, minhas filhotas, de avião, de Porto Alegre até Fortaleza. Nosso destino imediato é um resort do Grupo Beach Park. Na capital cearense encontraremos o amore Lu e o Thiago, que chegarão por lá com a Frida, minha casinha sobre rodas, após viagem rodoviária desde Brasília/DF.

beach park
Beach Park – imagem oficial do site do Parque

Depois de uma semana “brincando de rico” e se esbaldando nos brinquedos do parque aquático (as meninas adoram!) vamos iniciar nosso retorno para o Sul, a bordo de Frida Home. Serão “apenas” algo em torno de 4.500 quilômetros até chegar em casa.

Nossa preferência será por trafegarmos por estradas que nos levem o mais próximo possível do litoral, para visitarmos, além das capitais do Nordeste localizadas no trajeto, também outros municípios e vilarejos menos turísticos.

Quantos dias durará esta viagem? Só Deus sabe! Algo absolutamente em aberto. Nem as festas de final de ano, Natal, Réveillon, comemoração de aniversários, detém meu espírito aventureiro “on the road”. Afinal é verão, estaremos todos em férias, e os compromissos marcados no calendário nos remetem ao final do mês de janeiro/2019. Então… sem pressa, bora aproveitar a viagem, as linda paisagens da região Nordeste do Brasil, aquelas praias maravilhosas. E o melhor de tudo: estaremos em casa! Frida Home estará a nossa disposição!

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