Américas

Laguna Parón – Huaraz – Peru

Sigo nos relatos sobre à viagem ao Peru que eu e a The Best Perua prima Lu fizemos neste ano de 2018. Este post dá continuidade aos anteriores – para leitura, links abaixo:

O nosso segundo dia em Huaraz teve como programação o tour para a Laguna Parón. Pagamos 30 soles por esse passeio, mais o ingresso de 5 soles.

Acordamos cedo no hostel “meia boca” que arrumamos para passar a noite, organizamos nossas malas e deixamos guardadas no depósito. O prometido desayuno não rolou. A cozinheira tardou para chegar ao trabalho. Simples assim.

Deveríamos estar em frente à oficina de turismo às 7h 30 min, e óbvio, lá estavam as duas brasileñas, animadas para mais um passeio de dia inteiro.

Ainda deu tempo de tomarmos o desayuno no restaurante localizado ao lado da oficina, antes de embarcarmos na van que nos conduziu pelas estradas. Uma hora por asfalto, e depois mais duas horas por estradas de terra, montanha acima, com muitos solavancos, por curvas, buracos e pedras.

Antes de chegar na Laguna fizemos um pit stop na cidade de Carhuaz, onde já havíamos estado no dia anterior, quando fizemos o tour para a Laguna Llanganuco.

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Muitas mujeres na Plaza de Armas de Carhuaz

O bacana é que naquele dia ocorria na Plaza de Armas da cidade alguma atividade destinada às mulheres. Não entendemos bem do que se tratava, mas percebemos que as mulheres estavam em grupos organizados, vindas de várias lugares da região de Ancash. Até rolou uma interação com as locais, que normalmente são muito tímidas e arredias.

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A Laguna Parón é um dos passeios imperdíveis a se fazer na região de Huaraz. Localizada a 4.200 metros de altura e chegando aos 75 metros de profundidade, a Laguna é considerada um dos maiores lagos da Cordillera Blanca. E sim, o azul turquesa da Laguna Parón é de verdade! Nadinha de filtros nas fotos, nem uma edição!

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Depois de ficarmos por alguns minutos paralisadas com a beleza da Laguna, tínhamos que decidir o que fazer: seguir por uma trilha pela lateral do lago, andar de barquinho nas águas azuis ou subir até o mirante. Nosso grupo seguiu para o mirante, acompanhado do guia.

A subida começa em um caminho de terra, mas da metade do trecho em diante o caminho é de pedras. Me senti uma cabra, me equilibrando pra não despencar lá do alto, encarapitada nas pedras.

O trajeto não é tão íngreme ou longo, o que dificulta é mesmo a altitude. Foram 40 minutos “botando os bofes pra fora” no sendero. Parecia que não conseguiríamos…

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Na altitude é importante respeitarmos nosso ritmo, parando quantas vezes for necessário pra descansar, pra buscar oxigênio, e não desistir – porque o visual é a melhor recompensa pro esforço!

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Vencida a subida, eu, a Lu, e com certeza, todo mundo que estava lá no mirante, era só encantamento com a paisagem: a laguna azul, o céu, as rochas, os picos nevados… uma paisagem harmônica, que parecia uma pintura.

Ficamos um bom tempo por lá, admirando aquela belezura toda. Sentimento de gratidão me dominava, por estar ali.

Por fim, começamos a descer até a base, fazendo o retorno. A máxima de que “pra baixo todo o santo ajuda” não se aplica nessas trilhas pedregosas e de forte inclinação. Muita concentração pra não torcer o pé, pra não cair. E os joelhos reclamam… os meus, cada vez mais estão se manifestando… ai ai ai…

Devagarinho, vencemos o trajeto. Pensamos em descer até junto ao lago, mas o cansaço e a dor nos joelhos me sugeria permanecer sentada, tomando chá de coca, comendo o lanche que trouxemos na mochila. Foi o que eu e a Lu fizemos. De frente para o crime: um visual de arrasar!

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Quando o guia nos chamou pra tomarmos assento na van rolou uma tensão: a bateria  do veículo apresentou problema. Num primeiro momento pegou “no tranco”, pois estava estacionada numa descida. Logo mais a frente, apagou o motor novamente. Todos descemos e tivemos que ajudar a empurrar. Não tinha jeito do motor funcionar.

Acabamos descendo boa parte do trajeto da estrada tortuosa “na banguela”, com a visão de precipícios logo ali. Tenso!

Até que a certa altura, o carro parou novamente. Outros motoristas de veículos vieram ajudar e um deles, misto de motora e mecânico, resolveu a parada. Ufa!

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Chegamos à Huaraz no final da tarde. A primeira providência foi a mudança de hostel. Pegamos nossas malas e fomos até o Hostel Akilpo, onde nos instalamos num dormitório com 4 camas e banheiro privado. O legal é que, a maior parte do tempo que ficamos ali, o quarto foi ocupado por somente eu e a Lu. Muito bom!

Pena que o hostel não oferecia desayuno. Não foi problema para nós: compramos itens no supermercado e nós mesmas preparamos refeições na cozinha coletiva.

A gente se divertia observando o movimento do Mercado Central de Huaraz, localizado ao lado do hostel. As galinhas penduradas, aguardando os clientes, os cuys ainda vivos, em sacos, as carnes expostas nas bancadas…

Fizemos mais de uma incursão no mercado, onde compramos frutas deliciosas, “dulcíssimas”, e maíz (milho), que cozinhamos no hostel.

Depois de jantar, banho e cama. No dia seguinte tínhamos mais um passeio agendado: tour à Chavín de Huantar. Como adoro História, especialmente de antigas civilizações, e visita a sítios arqueológicos, eu tinha muita expectativa com relação a esse passeio.  Conto como foi no próximo post!

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