Brasil · Casinha sob rodas

Entre Galos e Galinhos – Rio Grande do Norte – Brasil

*Retomo os textos dos posts, pois as filhotas estão ocupadas demais: curtindo praia, dormindo, entregues à preguiça, no celular, ou vendo filmes no DVD da Frida.

Eu e o Lu acordamos bem cedinho, por volta das 5 horas, na pousada em Ipanguaçu/RN, e as meninas ainda dormiam. O Lu inventou de dormir na rede, presa em ganchos, dentro do quarto. Gaúcho super entrosado na vibe nordestina.
Essa parada em Ipanguaçu foi curiosa. Vinhamos de Canoa Quebrada e buscávamos um lugar seguro para estacionar a Frida e passar a noite. Então paramos na pequena cidade para buscar informações. Segundo os locais, não havia em nossa rota até o Porto de Pratagil um lugar adequado, pois os vilarejos eram pequenos. Fomos jantar no que parecia ser a “praça de alimentação” local, enquanto decidíamos o que fazer. O vilarejo estava animado, com música ao vivo, clima de festa, desfile pela avenida principal. Bem divertido.
Eu e o Lu decidimos ficar por ali mesmo, na única pousada da cidade. O dono da pousada, seu Itamar, nos entregou a chave do quarto e foi para a missa. Iniciamos a fila dos banhos e logo terminou a água no chuveiro. Resultado: o Lu foi buscar baldes de água na Frida e eu e a Isa tomamos banho com um balde de água cada uma. Pensem como foram esses banhos 😆…
Resolvemos sair em viagem antes das 6 da manhã para aproveitar o dia. Afinal, tínhamos 113 quilômetros de asfalto até o Porto de Pratagil, onde pegariamos o barco para Galinhos.
O Lu buscou a Frida, que ficou guardada durante a noite no pátio de um lava jato, espaço cedido com um morador, pois nossa casinha não coube no estacionamento próprio da pousada, em função da altura.
Organizamos tudo dentro da Frida, acordamos as meninas, e pegamos a estrada conhecida como Rodovia do Óleo. Nome super apropriado, em função dos muitos equipamentos e estruturas para extração de petróleo pertencentes à Petrobras que vimos ao longo do trajeto. Bem interessante.
Chegamos no estacionamento pertencente à Prefeitura de Galinhos às 8 horas da manhã. Estacionamos a Frida e fomos preparar nosso café. As meninas já se interessaram em brincar com os vários gatos que moram pelo Porto e com Billy, um simpático cão, que pareceu ser adotado por todos os moradores.

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Depois do café organizamos bolsa, mochila, com tralhas de praia para levar conosco durante o dia de praia em Galinhos.

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Pegamos o barco, que faz uma travessia de cerca de 10, 15 minutos pelo braço de mar, chamado pelo povo local de rio, e logo já chegamos no município de Galinhos.
Localizados a 170 km da capital potiguar, na costa norte do Estado, os vilarejos de Galos e Galinhos são rústicos, têm charretes e bugues como únicas opções de transporte, lagoas que viram piscinas naturais entre dunas móveis, praias isoladas que surgem e desaparecem no ritmo da maré, montanhas de sal que riscam o horizonte das salinas locais e um mangue que serve de cenário para passeios gastronômicos de barco.

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Galinhos e o vizinho distrito de Galos ficam em uma península estreita de 500 metros de largura e vira ilha quando a maré enche. E a sensação é de que você será sempre o único a pisar os pés por ali, cuja população é de 400 pessoas, em Galos, e 1.200, em Galinhos.

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Nossa turminha desceu no píer e caminhamos até à Praia de Galinhos. A praia é linda, com poucas ondas e muito vento, o que faz a alegria dos amantes de esportes como kitesurf.

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Nos instalamos no bar e restaurante da Pousada Brésil Adventure. Ótima estrutura, local tranquilo, preços justos.
Na praia em frente tomamos um banho de mar delicioso.
Ficamos um bom tempo curtindo, fazendo fotos, brincando com a gata Violeta (preguiçosa, só se manifestou pra vir pedir comida), comendo petiscos, bebericando uma caipira de caju enquanto as meninas brincavam na piscina da pousada com um amigo que fizeram ali. Todos adoramos o lugar.

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20181217_102242Por volta das 13 horas fizemos um passeio de bugy pelas praias, fomos ao Farol, as dunas, até Galos, o vilarejo vizinho. O passeio durou 1 hora e 30 min.

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Galos consegue ser mais rústico que Galinhos. Todas as ruas são de areia, as casas bem simples. Chamou a atenção o “cinema” do lugarejo: uma televisão instalada no monumento da pracinha principal, com arquibancadas de alvenaria para o assento dos espectadores.

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Eram 15 h 30 min quando pegamos o barco de volta para Pratagil, onde reencontramos Frida Home, estacionada onde a deixamos.

Na estrada de acesso ao Porto de Pratagil chamou a atenção os espelhos de água ao lado da rodovia, com acúmulo de sal nas bordas, parecendo espumas. Uma salina está instalada perto dali e a região é reconhecidamente produtora de sal marinho. Achei a cena curiosa e quis fotografar.

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Nos acomodamos e seguimos rumo à Natal, capital do Rio Grande do Norte, onde chegamos por volta das 19 hs, já no hotel de trânsito reservado pelo Lu.

Mas ocupamos somente o estacionamento e banheiro do hotel. Nossa suíte foi na Frida mesmo. Com o split bombando.
Antes disso, para a alegria da meninada, fomos passear e lanchar no Shopping Midway. Aproveitei para comprar um óculos de sol pra mim, já que o que eu tinha foi levado pelo mar de Canoa Quebrada.
Agora é a hora de curtir as lindas praias, lagoas, dunas e falésias de Natal e região. Gente, o que é a cor desse mar?! E o sol?! Eita! ☀️🏖🚐

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