Brasil · Casinha sob rodas

Então é Natal! Rio Grande do Norte e Paraíba – Brasil

Nossa Expedição ao Litoral Brasileiro chegou à Natal, capital do Rio Grande do Norte. E dá-lhe mais uma sequência de praias lindas, dunas de areia, falésias, lagoas e um mar com águas quentinhas, com variações de cores entre tons de azul e verde esmeralda …

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Ai, ai.. caí de amores pelo Rio Grande do Norte❤, Estado da Região Nordeste que eu ainda não conhecia nas minhas andanças por aí.

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Outros links que contam sobre essa viagem:

– Oxente! Frida foi ao Nordeste – Brasil

– Morro Branco e Canoa Quebrada – Ceará- Brasil

– Entre Galos e Galinhos – Rio Grande do Norte – Brasil

Eu e o Lu, como sempre, acordamos cedinho. Acompanhamos o ritmo do sol do Nordeste, que surge por volta das 5 da manhã e se põe cedo também, às 17 h 30 min.
Depois do café da manhã no hotel de trânsito, organizamos nossas coisas na Frida e fomos passear por Natal e região. Passamos pela orla da praia, na parte urbana de Natal, e atravessamos a Ponte Newton Navarro. Do alto da ponte eu avistei a Praia da Redinha e quis conferir. Rápida pausa para fotos com a vista da ponte ao fundo e seguimos.

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A próxima parada foi na Lagoa de Jacumã. O acesso foi por estrada arenosa e esburacada, mas a Frida encarou de boa.
A Lagoa compõe uma paisagem muito bonita, com as altas dunas no seu entorno.

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Lá o turista pode, além de curtir as águas e o lindo visual da lagoa, descer na tirolesa, chamada no local de aero bunda. Outras opções são o esqui bunda, onde se desce a duna sentado numa prancha, e o kamikase, onde você desce deitado numa prancha de bodyboard, sendo que a areia é coberta com uma lona azul molhada, gerando muito mais velocidade e lançando o corajoso no meio da lagoa.
Brincamos na água, inclusive com a bóia que trouxemos na Frida e as meninas andaram na tirolesa. Bem bacana. A Isa adorou o lugar por se tratar de água doce. Ela se incomoda um pouco com a água do mar.
Passava do meio-dia quando fomos ver um restaurante para almoçarmos. Circulamos pela praia de Muriú, e nos instalamos num restaurante de comida caseira por lá mesmo.
Depois do almoço nos dirigimos para Genipabu.

A Frida seguiu valente circulando por uma estrada onde em vários pontos a areia das dunas invadiu a pista, e havia uma máquina que fazia a remoção, para possibilitar o tráfego. Antes rolou uma paradinha na “Menor Cachoeira do Mundo”, um atrativo da Região. Trata-se de um córrego rasinho de águas cristalinas, garantido pelo fundo arenoso e a vegetação no entorno, com uma pequena queda d’água, a tal “cachoeira”. Eu e o Lu tomamos uma cerveja instalados em cadeiras colocadas dentro da água, enquanto as meninas brincavam.
Feito esse pitstop fomos até a Praia de Genipabu. Muito linda a praia, as altas dunas de areia branca.
Exercitamos as pernas para subir até onde se contratam os passeios com os dromedários. Ali rolou uma negociação com o pessoal, o que possibilitou que meu trio fizesse o passeio com os animais e muitas fotinhos, claro. As meninas tinham muita expectativa por esse programa e estavam numa animação só.

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Foi engraçado os gritinhos de êxtase, as muitas selfies, fotos de vários ângulos que eu e o Lu fizemos correndo atrás delas pela areia.

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Concluído o passeio nos dromedários, subimos mais dunas pra ver o pôr do sol enquanto as garotas brincavam lá embaixo na praia.

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Dromedários indo pra casa descansar
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Isa sempre fazendo amigos caninos por onde passa
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Sunset nas dunas de Genipabu

Já era noitinha quando retornamos para o hotel de trânsito em Natal, preparamos o jantar, banhos, e cama, na nossa suíte “Frida”. O cansaço de tantos agitos durante o dia, enfim, se impôs.

No manhã seguinte saímos do hotel de trânsito e fomos até a Praia do Morro do Careca, onde tomamos café na sombra de uma árvore, na calçada, “de frente para o crime”.

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Ainda demos uma caminhada pela praia, próximo às pedras, fotografamos o Morro do Careca (não pode mais subir na duna) e na sequência fomos visitar “O maior cajueiro do Mundo”, no município de Pirangi.

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Com aproximadamente 130 anos, o Maior Cajueiro do Mundo já chegou a produzir 70.000 frutos em uma única safra. Seu período de frutificação ocorre entre os meses de novembro a janeiro e tem seus frutos oferecidos aos seus visitantes, que podem colher com as próprias mãos. Desde de 1994 o Cajueiro de Pirangi carrega o título de “Maior do Mundo” atestado pelo Guinness Book, o livro dos recordes. Hoje ocupa uma área de mais de 8.500 m², e através de um processo conhecido como mergulhia ou alporquia, continua crescendo.
Ficamos impressionados com o tamanho da árvore. Subimos no mirante para apreciar sua grandiosidade, pois de cima se tem uma visão ampla do tamanho do cajueiro.

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Esse mar de folhas verdes é o pé de cajueiro

Antes de deixar o local fizemos um lanche na feirinha instalada ao lado do cajueiro, tomamos suco de caju (óbvio), algumas compras de lembrancinhas e retornamos à Frida. Mais estrada até Tibau do Sul, município vizinho à Pipa. No caminho paramos para comprar camarões com o pessoal da cooperativa local. Almoçamos por Tibau, demos uma circulada, e tocamos para Pipa.

Antes de chegar na Praia paramos num mirante, onde é possível se admirar as falésias, o mar lá embaixo. Rendeu lindas fotos.

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Momento contemplação…

Em Pipa nos instalamos no Camping do Amor, na Praia do mesmo nome.

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Visual do camping. Mar à vista!

O camping é simples, rústico, mas a localização e a vista supera qualquer outro quesito avaliativo: no alto das falésias, com vista para a Praia do Amor e do Chapadão.

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Praia do Amor

Interessante que eu tinha pesquisado na net sobre esse camping, li comentários negativos sobre o proprietário, um argentino estabelecido no Brasil a 48 anos. Eu e o Lu fomos para o camping meio cabreiros, mas ocorreu o oposto. Desde que fomos abordados por ele na rua, tripulando uma camionete, ocasião em que ofereceu os serviços de seu camping, e durante nossa estada por lá, ele mostrou-se simpático e cordial. Pra ver que a gente não pode tirar conclusões antecipadas sobre as pessoas com base em avaliações de terceiros. Cada experiência é única. Quem sabe o homem tinha tido um dia ruim, né.
Nos instalamos no camping com a Frida, o Lu montou a barraca também, enquanto eu e as meninas fomos dar uma caminhada na praia, que é muito linda, emoldurada pelas falésias. Com a luz do final da tarde… é uma pintura!

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Sara no Chapadão, sob a luz do final da tarde

Acabamos nos empolgando com a caminhada e fomos até a ponta da praia do Amor. Decidimos subir as falésias por uma trilha, praticamente uma escalada. Foi tenso, mas as meninas super poderosas chegaram no alto, no Chapadão. Bem na hora do pôr do sol. Haviam várias pessoas por lá assistindo o espetáculo da natureza, com a vista fantástica da praia. Demais!
Como a tarde caiu rapidamente, descolamos uma carona de carro com um casal que estava por ali, para retornar ao camping. Simples assim.
Chegando na “base”, enquanto a galera se banhava, eu e o Lu preparamos nosso jantar. E que jantar! O cardápio incluiu os camarões que compramos na estrada, estrogonofe, espaguete e miojo. Menu variado para atender todos os gostos da turma.
Para acompanhar os camarões, espumante rosé. O jantar foi servido no gramado, com vista para o mar, sentindo a brisa, com a lua quase cheia no céu. Noite perfeita.

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Depois do jantar fomos todos curtir o visual da praia, do alto das falésias, sob a luz clara da lua. Lindo, lindo…
Nos acomodamos na Frida e na barraca e dormimos largados.
Na manhã seguinte eu e o Lu caminhamos pela praia e em seguida tomamos nosso café.

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Retornando ao camping, organizamos a turminha e fomos passear. Primeiro uma passada no Chapadão, para curtir o visual do alto das falésias.

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Eu e Frida compondo a paisagem no Chapadão

20181220_101501Depois, passeamos no Refúgio Ecológico de Pipa, na estrada que liga Pipa à Tibau do Sul. Muito legal o lugar. Trilhas pelo meio da mata nativa, mirantes com vistas maravilhosas. Mais para o final da trilha descemos por escada para a Praia do Madero. Lá tomamos um demorado banho de mar em águas quentes e calmas, num canto da praia.

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20181220_113200Ali foi a vez do Lu perder os óculos de sol, levados por uma onda mais forte.

Depois retomamos pela trilha na mata, até a saída do Refúgio. Muito bacana essa visita. Super valeu.
Retornamos à cidade para almoçar e comprar lembrancinhas. Nos despedimos de Pipa e pegamos a estrada rumo à Paraíba.

Ah… o Rio Grande do Norte… ❤ Pena que alguns lugares ficaram sem serem visitados,  como São Miguel do Gostoso,  e muitos outros recantos belíssimos. Mas prometi pra mim mesma retornar para contemplar todo o Estado, com mais tempo e calma.
A primeira parada na Paraíba, planejada e aguardada com expectativa por mim, foi na Praia do Jacaré, em Beberibe. É lá que todos os dias, sem falta, na hora do pôr do sol, o Jurandir do Sax dá seu show. Ele toca O Bolero de Ravel, no saxofone, posicionado dentro de uma canoa, no Rio Paraíba. É emocionante. Aderimos a um passeio de barco para melhor apreciar o espetáculo, bem pertinho de onde Jurandir se apresentava. Enquanto isso o sol se punha no horizonte, vermelho, laranja e amarelo, refletindo suas luzes no rio. De chorar de tão lindo e especial …

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Depois dos aplausos para Jurandir, o barco seguiu pelo rio, quando então iniciou a apresentação do casal de artistas que incorporou os personagens “Lampião e Maria Bonita”, que chamaram todo mundo pra dançar ao som do forró. Saracoteamos, óbvio. E as crianças curtiram muito o momento seguinte, da quadrilha junina.

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Barco de passeio pelo Rio Paraíba

Muito bacana esse passeio, que teve duração de uma hora. Pena que ele atrasou para atracar no píer, e acabamos perdendo a apresentação da “Ave Maria” no palco instalado na beira do rio, também a cargo do Jurandir do Sax.

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Tietando o Jurandir do Sax

Só depois de comprar lembrancinhas na feirinha é que nos dirigimos para João Pessoa.
Nos instalamos no Hotel de Trânsito, tomamos banho e saímos novamente, para ir ao encontro de nosso novo amigo Damião, amigo da minha amiga Maju. Conhecemos seu apartamento e depois fomos jantar pizza, embalados por um papo agradável.

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Ao final da visita fui presenteada com um livro dele, autografado. E Damião, que é poeta de cordel, nos brindou com uma poesia fofa:

VISITANTES

Três estrelas reluzentes
Paz, Amor e Alegria
Iluminaram minha casa
Fazendo da noite, dia
Feliz com as novas amigas
Isa, Sarinha e Sofia

Damlima

Amizades que as viagens nos proporcionam. Muito grata. Damião, homem gentil, de bem com a vida, que reflete bem o espírito do povo da Paraíba.
Já era bem tarde quando retornamos ao Hotel de Trânsito, onde desmaiamos nas camas. Cansados de tantas atividades ao longo do dia, banhos de mar, caminhada em trilhas, paisagens, belezas diversas, emoções…

E com essa vibe gostosa seguiu nossa Expedição pelo Litoral Brasileiro. 🚐🏖☀️

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