Brasil · Casinha sob rodas

Navegar no Velho Chico é preciso, viver não é preciso – Sergipe e Bahia – Brasil

Emoção renovada ao relembrar o nosso passeio/navegação no Velho Chico, o “Mar do Sertão”.

 

O rio São Francisco caminha para o mar, irriga a terra árida e realiza um verdadeiro milagre de São Francisco: dá vida ao sertão. Alguns olhos-d’água escondidos pela vegetação baixa e ressecada do Chapadão da Zagaia, Serra da Canastra, Minas Gerais, geram um dos maiores rios do Brasil, cerca de 640 mil quilômetros quadrados, que ocupa 8% do território brasileiro, o rio da unidade nacional, o Velho Chico. Mais que um rio, o Velho Chico é um fato cultural, como o Velho Nilo, seu irmão africano – a medida é outra, mas o sentido é o mesmo.

O rio São Francisco nasce num brejo da Serra da Canastra, a cerca de mil metros de altura, logo ao deixar a serra despenca 200 metros na cachoeira Casca d’Anta, desce em degraus e, entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA), flui suavemente, permitindo que barcos de todos os tamanhos naveguem suas águas. Era esse o trecho percorrido até pouco tempo pelas famosas gaiolas. Hoje, o Parque Nacional da Serra da Canastra preserva a nascente do grande rio, guarda vales de excepcional beleza, florestas nativas, campos e, para arrematar, tamanduás, tatus-canastra e lontras, ao vivo, em cores e sem grades.

20181226_152359

Após despencar 80 metros na cachoeira de Paulo Afonso, o rio São Francisco corre manso mais 310 quilômetros e por fim encontra o mar. É o maior rio inteiramente brasileiro. O Velho Chico deságua numa costa lisa, entre coqueirais e manguezais, dunas e praias douradas.

A letra da música “Sobradinho”, de Sá e Guarabyra chama a atenção para as contradições entre tradição, preservação, e o alegado “progresso” proporcionado pelo represamento do São Francisco:

“O homem chega, já desfaz a natureza
Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar
O São Francisco lá pra cima da Bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o Sertão ia alagar

O sertão vai virar mar, dá no coração
O medo que algum dia o mar também vire sertão..”
O fato é que na minha imaginação o rio São Francisco sempre foi sinônimo de sertão, de vida simples e interiorana, e beleza única. E estar navegando nele, tomar banho em suas águas mornas, foi pra mim a realização de um sonho. E viver isso foi mais belo que eu poderia imaginar.
20181226_121313
Sobre essa trip realizada a bordo de Frida, nossa Casinha sobre rodas, também há outros relatos, links abaixo:

Oxente! Frida foi ao Nordeste – Brasil

Morro Branco e Canoa Quebrada – Ceará- Brasil

Entre Galos e Galinhos – Rio Grande do Norte – Brasil

Então é Natal! Rio Grande do Norte e Paraíba – Brasil

Óh linda! Pernambuco e Alagoas – Brasil

Depois de ter os olhos fatigados pelas belezas das praias, lagoas e falésias da costa do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba, Pernambuco e Alagoas, seguimos na Frida rumo ao Sertão alagoano por 232 quilômetros, cerca de 4 horas de viagem, partindo do Pontal do Coruripe, onde passamos o feriado de Natal. Meninada dormindo, não viu nada do trajeto. Ficamos eu e Lu espantando a preguiça do pós almoço intercalando conversas e silêncios, observando a paisagem, fazendo uma ou outra observação.

Confesso que foi difícil pra mim deixar para trás, sem visitar, Penedo. O primeiro povoado de Alagoas é hoje uma das cidadezinhas mais belas do estado. Fundada no século 16, às margens do rio São Francisco, Penedo guarda um preservado centro histórico tomado por museus e igrejas dos séculos 17 e 18. A maior atração da região, porém, é o passeio de barco que leva à foz do Velho Chico, no município vizinho de Piaçabuçu.

Como a “ala estressadinha” de nossa trupe – as gatinhas Isa e Sofia – queriam chegar logo em casa (muito difícil pra mim compreender isso, aff…), saudosas de suas rotinas, tivemos que abreviar um tantão de nossos planos de viagem. Mas tuudoo bem, as belezuras do Nordeste estarão lá nos aguardando até o retorno por aquelas paragens.

Pra minha surpresa, encontramos um sertão verdejante, devido as chuvas que caíram por lá e pela irrigação proporcionado pelo represamento do rio. Como a velocidade diminuía seguidamente, para passarmos pelos numerosos quebra-molas instalados na rodovia quando passávamos pelos vilarejos, podíamos observar com mais calma a vida passando, a rotina dos moradores e da área rural.

Chegamos em Piranhas, cidade histórica de Alagoas, já na divisa com o Estado de Sergipe no cair da noite. Fizemos uma rápida parada num posto de combustíveis para solicitar informações e seguimos para Canindé do São Francisco, já em Sergipe, após atravessar a ponte sobre o rio São Francisco, que faz divisa entre os Estados.

Tínhamos a informação de que o Hotel Águas do Velho Chico seria um ponto de apoio para motor homes. Localizamos facilmente o hotel, logo após atravessar a ponte. O Lu ainda quis conferir a possibilidade de ficarmos junto ao Restaurante Karrancas, de onde partem os passeios de barco para os Cânions do São Francisco.

20181226_072642
Ponte sobre o rio São Francisco, fazendo divisa entre os Estados de Alagoas e Sergipe

Eu e as meninas resolvemos ficar aguardando as averiguações das hospedagens num centro gastronômico instalado às margens do rio. Pedimos um lanche e ficamos petiscando, observando ao longe as luzes da barragem da Usina Hidrelétrica de Xingó.

20181226_071039
A barragem da Usina de Xingó ao fundo, e o centrinho gastronômico onde lanchamos

Logo o Lu retornou para comunicar que a melhor opção para nos instalarmos, para passar a noite, estava bem em frente, do outro lado da rua, no Hotel Águas do Velho Chico. De fato, estacionamos a Frida num amplo estacionamento, bem seguro e sossegado, com tomada à disposição (indispensável para garantir o conforto proporcionado pelo split) e banheiros.

Na recepção do hotel, onde fomos atendidos de forma muito gentil, conseguimos contato para acertar nosso passeio do dia seguinte, para o qual eu tinha muita expectativa: navegar no rio São Francisco, conhecer os cânions formados pelo represamento do rio.

Depois de negociação acertamos o passeio em um barco privado, que estaria a nossa disposição durante todo o dia, com um piloto e caixa térmica para acondicionarmos as bebidas. Beleza! Marcamos para as 10 h 30 min o horário de nosso encontro ali mesmo no estacionamento.

Depois dos banhos e do jantar dormimos tranquilos a bordo de Frida. Acordamos cedo, com planos de aproveitar o início da manhã, antes da saída para o passeio de barco, para conhecer o Centro Histórico da cidade alagoana de Piranhas, na outra margem do São Francisco. E assim fizemos.

Na parte “nova” da cidade fizemos um pitstop no supermercado para nos abastecer com refrigerantes, água, cervejas, snacks, biscoitos, para consumirmos durante o passeio no rio. Na sequência seguimos para a parte antiga de Piranhas.

São pouco mais de 20 mil habitantes distribuídos entre casinhas coloridas, mirantes e um rio 100% nacional, o São Francisco.  Piranhas acabou entrando para a história brasileira por ter sido o local onde as cabeças de Lampião e de seu bando ficaram expostas após a decapitação durante uma emboscada na Grota do Anjico.

Aliás, foi daqui que a volante comandada pelo Tenente João Bezerra saiu para caçar o homem mais procurado pela polícia nordestina na década de 30.

Mais do que isso, o município soube preservar não só a memória, mas seu patrimônio. Piranhas tem um dos conjuntos arquitetônicos mais conservados do país, o que acabou dando ao lugar, em 2003, o título de Patrimônio Histórico Nacional, concedido pelo IPHAN.

20181226_081918

Ao passar com a Frida pelas ruas apertadas da cidadezinha, fiquei encantada com o lugar. Já ficou na minha lista de “quero voltar”. Uma gracinha, realmente. Precisava de mais tempo por lá.

20181226_081110

Tomamos nosso café na Frida quase em frente ao Museu do Sertão. Assim que o museu abriu entramos para conferir seu acervo. São dois pequenos ambientes com peças, objetos, armas, roupas e vestimentas da época do cangaço. Murais contam a história do movimento que abalou o sertão nordestino na década de 30 e mostra uma reprodução da famosa foto das cabeças de Lampião e seu bando expostas como troféu nas escadarias da prefeitura de Piranha.

Fica na antiga estação ferroviária, no centro histórico. O casarão, em si, já é a atração: tem portas em forma de arcos e lambrequins criando uma espécie de franja no telhado.

20181226_091115
Museu do Sertão, antiga Estação Ferroviária de Piranhas

Bem em frente está a Torre do Relógio, prédio de 1879. Abriga um relógio inglês do tipo carrilhão. Dentro está instalado o Café da Torre, que estava fechado naquele horário. Vale a foto.

Andando por lá ainda pudemos observar dois mirantes no alto, cada um de lado da cidade, tendo um deles uma igrejinha. Ambos com acesso por uma looonga escadaria. Com o sol escaldante que já fazia naquele horário, não, obrigada. Só fotinhos mesmo!

Saindo de Piranhas em direção a Canindé, entramos numa estradinha de terra que indica “Restaurante Flor de Cactus”, que fica após o Hotel Pedra do Sino.

No lugar nos deparamos com uma vista maravilhosa do rio e da cidade lá embaixo. Lamentei não ter passado mais tempo ali, ter feito uma refeição com aquele visual de arrasar. Na próxima estada em Piranhas então.

20181226_094948

20181226_095116

Já um pouco atrasados, retornamos para o estacionamento do Hotel Águas do Velho Chico, onde nosso piloto do barco nos aguardava em seu carro. Foi só o tempo de arrumar nossas sacolas e mochilas com toalhas, lanches e bebidas e seguimos com ele até o Restaurante Karrancas. 

O Restaurante é muito conhecido na região e é o principal ponto de apoio para os grupos que vêm de Sergipe, Alagoas e também da Bahia para fazer os passeios nos Cânions do Xingó. É dali que partem os catamarãs e as lanchas que conduzem os turistas pelo rio. Conta com estrutura de restaurante, decks. Pareceu um lugar bacana, visto de dentro do carro, pois nosso barco não partiu exatamente do Karrancas, mas logo após.

Meninada animada para o passeio, logo todo mundo estava instalado no barco, que contava com coletes salva-vidas, tudo direitinho. Partimos!

20181226_104106

Gente, eu a-mei esse passeio! Não somente eu, todos nós, o Lu, as meninas. No final da viagem, quando fizemos um feedback da viagem, o passeio no rio São Francisco ganhou nas Top Dez desta trip. Com louvor!

20181226_122241

O Complexo Turístico do Xingó tem o 5º maior cânion navegável do mundo. Para quem não sabe, a imensidão atual do Rio São Francisco é fruto do alagamento da Velha Canindé, suas propriedades e pequenos povoados causado pela construção da hidrelétrica do Xingó, inaugurada em 1994. Todas as pessoas que moravam na Velha Canindé foram realocadas para a Nova Canindé e hoje foi construído até um museu o MAX – Museu de Arqueologia de Xingó mantido pela Petrobrás.

Fiquei com vontade de conhecer a Usina Hidrelétrica de Xingó, que fornece energia elétrica para cerca de 25 % da região nordeste do Brasil. Acabou que essa visita também ficará para a próxima estada na região.

Nosso passeio teve duração de cerca de 6 horas, ou seja, aproveitamos de montão. Uma coisa que me chamou muita atenção é a quantidade de imagens de São Francisco que eu vi durante o passeio espalhados pelas grutas. Tem uma parada muito legal que mostra o local onde a imagem fica exposta e todos os anos durante 2 semanas ela é retirada e utilizada durante a procissão que acontece em outubro. Fiquei mega curiosa para voltar e ver a movimentação da região nessa época do ano!

20181226_112810

20181227_093510

Durante o passeio, nós também passamos por formações rochosas como o Morro dos Macacos, Pedra do Gavião, Pedra do Japonês, entre outras.

Na sequência fizemos uma parada num ponto flutuante que atende os barcos que trazem os turistas próximo à Gruta do Talhado. Lá os visitantes podem mergulhar em 2 piscinas, cercadas pelos próprios proprietários com redes, deixando uma profundidade delimitada em 2 e 8 metros. É claro que a galera quis curtir a piscina mais profunda. Pra garantir a segurança tinha muitos “espaguetes” à disposição. Depois de muito banho no rio, mudamos para outro ponto de apoio, a fim de aguardar na fila para o passeio de barquinho na Gruta do Talhado.

20181226_113120

Um detalhe muito importante é como a água é morninha e verdinha. Eu achei uma delícia nadar por lá, por mim eu ficaria de molho mais um tempão. Tem uma escadinha super top que fez a alegria da meninada e dos adultos também. Nos esbaldamos por lá. Brincadeira show!

20181226_123820(0)20181226_123421

20181226_123053

Para a galera que quiser passear pela Gruta do Talhado, o pessoal oferece um passeio de canoa que custa R$ 10 por pessoa e te leva bem pertinho dos cânions. Esse é um passeio incrível, apesar de simples, e que aderimos, obviamente. Parece que as rochas dos cânions foram esculpidas a mão. Lindo!

20181226_125116
Passeio de canoa na Gruta do Talhado

20181226_125200

Com tanto banho de rio a fome começou a apertar perto das 13 horas. Hora de navegar até o Restaurante Ecológico Castanho. Bacanérrimo esse lugar, gente! Trata-se de uma reserva ecológica, as margens do Rio São Francisco, um verdadeiro Oásis no meio do sertão. Muitas redes distribuídas nas sombras, na beirinha d’água, cadeiras espreguiçadeiras, piscina com borda infinita. E o principal, comida boa. Observei que eles estão construindo uma pousada ao lado do restaurante e já fiquei sonhando em me hospedar por longos dias por ali, tendo a vista do São Francisco no horizonte.

20181226_140914
O Restaurante Ecológico Castanho. Uma delícia de lugar.

20181227_080254

20181227_081505
Contemplando o Velho Chico
20181226_135131
Trio de gatinhas embelezando a margem do Mar do Sertão.

Ainda fomos conhecer, dar um mergulho no Vale dos Mestres, local acessível apenas de lancha. Nosso piloto disse que normalmente a água ali é super clara e por ser uma região mais rasa você consegue ver até a areia, mas em função das chuvas que caíram na região dias antes, o visual não estava condizente com a propaganda das fotos. Mas tudo bem, valeu conhecer.

20181226_133138
Navegar no rio São Francisco é preciso. Viver não é preciso.
20181226_153208
No Vale dos Mestres

Na hora de retornar para Canindé a meninada já estava caidinha de sono, cansadas de tantas brincadeiras no rio e na piscina do Castanho. Vieram cochilando no barco, e eu de olhos bem abertos, assistindo o cair da tarde no rio. Divino!

Chegamos de volta na Frida quando já estava escuro. Mesmo assim, eu e o Lu estávamos dispostos a encarar quase 200 quilômetros de estrada até Aracaju. E assim foi. De lambuja ainda pegamos um pôr do sol de arrasar no sertão.

20181226_174917
Pôr do sol na estrada. Vida no sertão.

Chegamos no Hotel de Trânsito de Aracaju por volta das 21 horas, ainda preparei nosso jantar na Frida, tomamos nossos banhos e depois desmaiamos nas camas, sob as bençãos do Senhor do Ar Condicionado.

No dia seguinte acordamos cedo e partimos. Primeiro uma paradinha na orla de Aracaju, para a tradicional foto no letreiro da cidade. Depois seguimos pela estrada por 70 quilômetros, até a Praia do Saco, sempre tendo o mar ali a nossa vista. Na estrada que dá acesso à praia já me encantei com as altas dunas de areia. E depois pelo povoado, pela visão da pequena enseada de areia fina. O refúgio de águas calmas é para quem quer se desligar do mundo, num lugar onde a natureza foi bem generosa.

20181227_081020

20181227_091702
Estrada de acesso à Praia do Saco

Infelizmente, nesta ocasião tive que me contentar com uma passada rápida, mas prometi pra mim mesma retornar àquele paraíso. Para conhecer cada pedacinho do recanto, o ideal é alugar um buggy.

20181227_092311
Pedindo proteção para Nossa Senhora da Boa Viagem

20181227_093017

A Ponta do Saco, um banco de areia, fica bem no final da praia. A beleza divide espaço com a rusticidade de um lugar ainda pouco explorado. Ainda há mais para se ver. Com certeza, valerá a pena uma esticada de lancha para conhecer recantos, como Mangue Seco, na Bahia. Leva só dez minutinhos de barco à partir da Praia do Saco. Em Mangue Seco é que foi filmada a novela Tieta, baseada no romance de Jorge Amado.

20181227_092352
Um recanto da lindíssima Praia do Saco

Contrariada (querendo ficar mil anos na Praia do Saco), seguimos viagem. Uma pausa para o café da manhã no pé da ponte que faz a divisa entre os Estados de Sergipe e Bahia, e nos tocamos para a Praia do Forte, na Bahia.

20181227_095647
Café da manhã na divisa entre os Estados de Sergipe e Bahia

Nosso objetivo na Praia do Forte era basicamente conhecer o Projeto Tamar. Entre tanques e aquários, são 600 mil litros de água salgada com exemplares da fauna marinha da região e de quatro das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, em diferentes estágios do ciclo de vida. Tem multimídia, cinema, vídeo, aquários, tanques, exposição permanente de painéis fotográficos, loja e restaurante. Um espaço cultural recebe eventos com artistas nacionais, internacionais e locais. As informações estão distribuídas por todo o espaço, através de painéis em português e inglês.

20181227_14404720181227_144305

Chegamos na Praia do Forte sob forte sol, maior calorão. Enfrentamos um tanto de trânsito, garimpamos um estacionamento para a Frida e fomos atrás de um restaurante para almoçarmos.

20181227_140934
Uma baita vontade de curtir o dia na Praia do Forte

Resolvida a questão da fome, zanzamos pelo centrinho, as indefectíveis lojinhas de roupas de praia e artesanato (aumentei minha coleção de imãs), e fomos para a bilheteria do Projeto Tamar comprar nossos ingressos.

20181227_150703

Não é um passeio de longa duração, ainda assim, ao comprar ingresso, você ganha um carimbo no braço que dá direito a entrar e sair do Tamar várias vezes no mesmo dia.

As meninas, que inicialmente relutaram pelo programa, que reclamavam do calorão, curtiram bastante o contato com as tartarugas e outros animais marinhos, especialmente as arraias. Ver os animais de uma outra perspectiva é o que se faz no tanque onde estão os tubarões. Você desce uma rampa que leva a um tipo de gruta envidraçada. Através dessa parede dá para ver a movimentação dos peixes, adultos e filhotes.

20181227_145223
Tubarão no tanque envidraçado

Depois da visita ao Tamar assumi o volante da Frida (um dos raros momentos), para dar uma folga ao super motora Lu. Segui pela estrada até chegar em Salvador, onde o Lu novamente assumiu o comando da nossa Casinha.

Aí rolou um estresse, porque eu inventei de querer fazer a travessia de ferry boat até Itaparica. Seria um programa bacana, não fosse praticamente véspera do feriado de Réveillon, quando praticamente toda a população de Salvador teve a mesmíssima ideia. Depois de ralar nos congestionamentos do trânsito da capital baiana, até o acesso para o ferry, constatamos que obviamente, meu projeto não era viável.

Já na fila, tivemos a informação de que teríamos ali, no mínimo, três horas de espera para iniciar a travessia. Desistimos. Demos a volta e retornamos para a BR 101.

Salvador e outros destinos turísticos da Bahia, como Porto Seguro, Prado, Trancoso, Arrail d’Ajuda, Santa Cruz Cabrália, a Chapada Diamantina, Itacaré, Boipeba, Morro de São Paulo, vão ficar para uma próxima Expedição ao Litoral Brasileiro. Voltaremos!

E na sequência, dá-lhe estrada: quase 1.200 quilômetros até Vitória, no Espírito Santo. Tema para o próximo post.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s