Américas

Nevado Pastoruri – Peru

Depois de curtir o verão nas maravilhosas praias de nosso Nordeste Brasileiro, numa viagem inesquecível a bordo de Frida Home, nossa Casinha sobre Rodas, com meu trio de gatinhas e o amore Lu, tudo narrado aqui, “tin tin por tin tin”, ( links aqui Oxente! Frida foi ao Nordeste – Brasil Morro Branco e Canoa Quebrada – Ceará- Brasil Entre Galos e Galinhos – Rio Grande do Norte – Brasil Então é Natal! Rio Grande do Norte e Paraíba – Brasil Óh linda! Pernambuco e Alagoas – Brasil Navegar no Velho Chico é preciso, viver não é preciso – Sergipe e Bahia – Brasil Reta final: do Espírito Santo até Dentro da Casinha – Brasil Me ajuda a olhar! ) retomo o compartilhamento das histórias de nossa trip peruana 2018. Por “nossa”, neste caso, entendam minha e da “The Best Perua” prima Lu. Cuidado, não confundam, essas “luzes” na minha vida: o amore Luciano, e minha alter ego, prima Luciana.

No quarto dia da trip peruana as “chicas brasileñas” seguiam com a mesma energia e disposição para desbravar as belezas da região de Huaraz, no Norte do Peru. E o tour para o Nevado ou Glaciar Pastoruri foi um prato cheio pra nós. Mesmo sabendo que exigiria muito do nosso físico. E assim foi para mim, especialmente.

Outros links sobre nossa trip peruana seguem na lista abaixo:

Sobre o Nevado Pastoruri… O Nevado Pastoruri é uma montanha de 5.240 metros de altitude, situada no Callejón de Huayalas, de onde começa a geleira de mesmo nome. Também está situado dentro do Parque Nacional Huascarán.

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É um passeio imperdível pra se fazer no Peru. E não só por ser um dos únicos glaciais em uma zona tropical do mundo. Mas porque ele deve desaparecer em 20 anos se o planeta continuar esquentando na velocidade atual.

O nevado, que já foi uma estação de esqui, está morrendo aos poucos. São dois os principais motivos: o aquecimento global e o elevado número de turistas na região, que ajudou a acelerar o processo de degelo. Hoje, quase não há mais neve na montanha e estima-se que vai desaparecer em, no máximo, 20 anos.

Saímos por volta das 9 horas de Huaraz, numa van com outros turistas, rumo ao Nevado Pastoruri, num trajeto de cerca de 2 horas. Parte dele por estrada de asfalto e parte por estradas de terra encascalhada. O passeio custou 40 soles, além do ingresso de 10 soles.

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O caminho até o Glaciar já é uma atração em si, pois as paisagens são belíssimas, integrando o roteiro. Fizemos uma primeira parada num restaurante simples, onde os guias recomendam tomar chá de coca, comprar algum snack, usar o banheiro. Ali já encomendamos nosso almoço, que seria no retorno do passeio, já no meio da tarde.

Numa segunda parada, admiramos um dos ícones da flora local, a Puya Raimondi, planta que só  nasce em grandes altitudes – acima de 3.400 – e só foi encontrada na região andina. Ela alcança incríveis 14 metros de altura quando produz flores. Detalhe:  Elas florescem apenas uma vez na vida, mas produzem cerca de 8 mil flores de uma vez! Depois disso ela morre, queimada pelo sol. Achei muito diferente e interessante.

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O mais divertido do dia aconteceu ali pertinho, junto à Laguna de Patococha, quando paramos para fazer fotografias com os animais típicos dos Andes, trazidos pelos moradores da região, o que lhes garante uma graninha importante, imagino. Fiz foto com uma ovelhinha e depois, bem faceira, com duas lhamas enfeitadas com acessórios coloridos, que faziam o maior sucesso com a galera. Tudo ia bem até que eu quis “forçar a amizade”, como disse a perua Lu, e aproximei meu rosto ao dela. Recebi como resposta ao chamego uma cusparada na testa, nos cabelos, arrancando risos dos presentes. Foi hilário mesmo.

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Resultado que mesmo limpando várias vezes com lenço umedecido perfumado, senti cheiro de capim ruminado pela lhama o dia inteirinho em mim. Rindo aqui só de lembrar da cena.

Mais adiante paramos mais uma vez, junto a uma fonte de água gaseificada Pumapampa, onde o guia explicou sobre os minerais presentes ali.

Seguimos por mais um pequeno trajeto, até que finalmente a van que nos trazia estacionou junto às casinhas, onde funcionam lojinhas de artesanato, banheiros, servindo como um ponto de apoio aos visitantes. Era a hora de encarar a caminhada até o Nevado. Teríamos 2 horas para ir e voltar do Glaciar e o tempo para contemplação. O guia falou que havia a possibilidade de alugar cavalos, que foi a opção escolhida pela Lu. Eu, naquele momento, ainda queria me desafiar a chegar até o Nevado com minhas próprias pernas. E encarei.

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Ainda bem que a trilha era calçada, cerca de 2,5 quilômetros. Seria tranquilinho, não fosse a altitude, acima dos 5.000 metros de altura. Pra dificultar, começou a chuviscar assim que iniciei o trajeto. Na verdade se tratava de chuva congelada (já começava a me arrepender de minha escolha pela caminhada). Eu senti muito frio por causa da altitude, o vento era cortante, gélido. Os efeitos da altitude, como dor de cabeça, mal estar e cansaço estavam bem presentes. A caminhada até o glaciar parecia não ter fim… eu dava inacreditáveis 2 passos e já ficava  sem fôlego.

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Foquei na superação, pois a beleza do local, assim como a oportunidade de eu estar ali, eram únicas. Eu via que o Glaciar estava próximo, via a aglomeração das pessoas ao longe, e então prosseguia mais uns passos. Assim foi até que…

Ufa… cheguei! Que maravilha poder contemplar o Glaciar! No local há um mirante e várias trilhas para chegar perto da geleira, e um lago formado pelo degelo.

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Circulei por ali, encontrei a prima Lu, que já havia chegado bem antes que eu, fizemos muitas fotinhos. Tudo sob a neve que caía sobre nós. Então calculamos o tempo para retornar até a base, onde estava o ônibus, e iniciamos o trajeto de retorno. Ainda bem que era só descida.

Confesso que senti um alívio quando cheguei na van, no quentinho, e pude tomar um chá de coca. Lá fora fazia o maior frio, e o vento fazia a sensação térmica ser mais baixa ainda.

Logo o grupo se reuniu e iniciamos o trajeto de volta para Huaraz. Foi no caminho que me senti muito mal – efeito da altitude – disse o guia. Coloquei “os bofes pra fora” de tanto que vomitei. Então, passou o mal estar. Depois consegui almoçar (de leve) e por fim, cheguei inteiraça novamente em Huaraz, já à noite.

Nos recompomos no hostel e fomos jantar hamburgers no centro da cidade. Na esquina do restaurante encontramos nossos novos amigos Pedro e Karim, que conhecemos no dia anterior, em Chavín de Huantar, link aqui Chavín de Huantar – Peru. Rolou um papo e um super convite para nos hospedarmos no apartamento deles em Lima. Aaah, fala sério!! Óbvio que aceitamos. Mas essa já é outra história, que adianto que foi show. Pra saber como foi tem que acompanhar os próximos posts da nossa trip peruana. Mas antes de chegarmos em Lima as peruas viveram muitas aventuras… Viajem conosco!

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