Américas

Adiós, Huaraz! Hola, Trujillo! – Peru

Fechando uma semana em Huaraz as peruas se deram ao luxo de passar um dia em stan by. Não foi porque nossa energia e disposição para os passeios haviam acabado, mas porque estávamos com nossas passagens compradas para o ônibus que partiria à noite, e nos levaria até Trujillo, numa viagem que duraria a noite toda.

Abaixo links para leituras referente aos passeios que fizemos até aqui:

O retorno das peruas – Peru

Laguna Llanganuco ou Chinancocha – Huaraz – Peru

Laguna Parón – Huaraz – Peru

Chavín de Huantar – Peru

Nevado Pastoruri – Peru

Laguna 69 – Huaraz – Peru

Decidimos tirar o dia para curtir a cidade e nos despedir de Huaraz. Questões práticas também nos motivaram: era necessário lavar roupas e organizar as malas. Enfim, foi um dia bem aproveitado. Um pouco de ócio fez bem às mochileiras aventureiras.

Nosso hostel, o Akilpo, ficava praticamente ao lado do Mercado Central, onde eu e a Lu buscamos maíz (milho), frutas doces, deliciosas, e outros ingredientes para o almoço que preparamos na cozinha coletiva. O Mercado é um local onde pode-se comprar a preços baixos quase de tudo que é tradicional do Peru: quinoa, pães indígenas, milho, folhas de coca, frutas e verduras, queijos e várias outras coisas. Abre ao nascer do sol, quando começam a matar os frangos e a expor suas corpos com o pescoço torcido, se vendem ali os cuys, vivos ou abatidos, uma iguaria local (parecem porquinhos da índia). É um local bastante movimentado, frequentado especialmente pelos “locais”.

Algumas vezes eu e a Lu ficávamos observando o movimento do Mercado, do vai e vem das pessoas, pela janela envidraçada da área comum do hostel, no terceiro andar. Curiosidade antropológica.

Saímos para a rua a tempo de conferir uma ” Grande Parada” organizada pelas escolas de Huaraz, integrada por crianças e adolescentes, acompanhados por seus professores, organizados em “alas”, cantavam e dançavam músicas folclóricas do Peru. Todos vestidos à caráter. Um longo desfile pela avenida central da cidade, culminando com uma festa na praça central. Nós acompanhamos toda a movimentação, fazendo muitas fotos da meninada. Muito bacana.

Também aproveitamos o dia para ir a um spa. Sério! Fomos a um spa em Huaraz. Mas esqueça qualquer referência ao conceito de um “spa” no Brasil. No Peru assim se denominam os salões de beleza, os cabeleireiros. As “chicas” queriam dar um jeito nas cabeleiras, que estavam medonhas depois de tantos dias de aventuras pelas montanhas e trilhas da região. Então encasquetamos que queríamos tranças, como as usadas pelas típicas peruanas. Assim… pedindo informações, fomos parar no Body Palace Spa e Salón.

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Fomos muito bem atendidas pelas profissionais, umas queridas. Saímos do “spa” bem faceiras, com tranças nos cabelos. As minhas ficaram “estilizadas”, pois meu cabelo é curto, mas super curti. Tipo assim… Me achando! Risos.

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Jantamos novamente no Restaurante Antuco e às 22 horas pegamos o ônibus que nos levou até Trujillo. Pagamos 45 soles por cada passagem, ônibus da empresa Movil Tour. Estávamos determinadas a experimentar os serviços de diferentes empresas de transporte peruanas. Mas já tiramos uma conclusão: a Movil é a pior de todas. Viajamos durante toda a noite em bancos ruins, duros, lanchinho fraco, sem fornecimento de mantas e travesseiros por parte da empresa. Chegamos de manhã em Trujillo acabadinhas. Mas nada que algumas horas de sono bem esticadas na cama do hotel não resolvesse.

Eu praticamente não dormi durante toda o trajeto da viagem pela noite afora. Sabe Deus por que, inventamos de escolher as primeiras poltronas do ônibus double deck (de noite, pra ver que paisagem, Senhor?!). Mesmo com as cortinas fechadas, eu conseguia ver e sentir que o trajeto era super sinuoso, curvas e mais curvas, por uma estrada esburacada, pelas montanhas, onde o asfalto intercalava com estradas de chão. O desconforto das poltronas e o medo de um acidente me atormentavam e fez com que eu não pregasse o olho. Cheguei ao destino um trapo.

Em Trujillo nos instalamos no Hotel Alexander, já reservado via Booking. Quarto duplo (camas de casal!!) com banheiro privado, desayuno incluso, com diária de 44 soles por pessoa, ou seja, ótimo custo benefício. A gente merecia, né.

Trujillo é uma cidade encantadora no Norte do Peru, tanto por suas inúmeras ruínas pré-incas quanto pela bela e muito bem conservada cidade colonial que foi construída pelos espanhóis. Foi fundada em 1534 pelo espanhol Francisco Pizarro (que foi o conquistador responsável por destruir o Império Inca), e foi batizada com o mesmo nome de sua cidade natal na Espanha.

Depois de descansar um tantinho fomos caminhando até a Plaza de Armas da cidade, cerca de sete quadras do hotel. Conferimos a Catedral Basílica de Santa Maria, o prédio da Nunciatura Católica, onde o Papa Francisco esteve hospedado na visita que fez a Trujillo em janeiro de 2018, o Palácio Iturregui, e o Museu Catredalicio, anexo à Catedral.

 

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Almoçamos comida gostosa no Café Romano, acertamos nossos passeios para os dias seguintes e compramos nossas passagens aéreas de Lima para Cusco e retorno à capital peruana.

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À tarde descansamos no hotel, e no final do dia fomos na missa na bela igrejinha da Nunciatura Católica. Na hora da fome seguimos para comer pizza na Pizzaria Al Dente. Acompanhada de pisco sour, óbvio. Era noite de Halloween, e a gente se divertiu com o pessoal do restaurante e suas fantasias.

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Pôr do sol na Plaza de Armas de Trujillo
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As lindas pinturas nas paredes da igrejinha da Nunciatura Católica

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A Plaza de Armas também estava movimentada, com muitas pessoas, crianças, fantasiadas no espírito de Halloween. Estávamos circulando pela praça, fazenda fotos da linda Catedral iluminada,quando fomos abordadas por uma Tuna.

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Se perguntando o que seria uma Tuna? Explico já!

Uma Tuna é um agrupamento musical, caracterizado por ser constituído por cordofones (designação genérica de instrumentos musicais que utilizam cordas, cujas vibrações produzem sons). O termo Tuna designa e circunscreve, aliás, o tipo de agrupamento segundo o leque instrumental que utiliza. Pode apresentar-se como mero agrupamento instrumental (a sua primeira origem), bem como na versão canto e instrumento. A tuna pode ser de natureza popular ou de natureza estudantil (derivando da estudantinas do século XIX e inícios do XX), tocando sentada ou de pé (ou num misto dos dois).

As Tunas de feição estudantil são apelidadas de Tunas Acadêmicas ou Universitárias quando agrupam estudantes ligados a uma Universidade.

Pois foi exatamente este tipo de Tuna, a Universitária, que se apresentou para nós na Plaza de Armas de Trujillo. Seis talentosos e queridos meninos, estudantes da Universidad Nacional de Trujillo. Nos cercaram, cantaram, declamaram e dançaram conosco. Educados, corteses, gentlemen em formação, creiam! Claro que levaram uma gorjeta da gente, uma “propina”. Super merecida!

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As peruas com os meninos da Tuna Universitária

Foi uma noite memorável. Trujillo nos recebeu com luzes, com música, com alegria. Com esse sentimento retornamos ao hotel.

Ah… no trajeto até o hotel ainda entramos em dois cassinos, pra conferir a programação musical e a decoração de Halloween, que chamava a atenção da rua. Os shows não eram ruins, mas a cheiro de cigarro impregnado no ambiente, aliado à falta de disposição para a jogatina e o cansaço da viagem de busão na noite anterior fizeram com que nossa passagem pelos locais fossem rápidas. Até porque já tínhamos programação intensa para os próximos dias em Trujillo. Sobre elas, conto no próximo post.

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