Américas

Wine Bike Tour – Maipú Part. II – Mendoza – Argentina

Como já mencionei em posts anteriores sobre nossa viagem à Mendoza, optamos por nos hospedar em Maipú, numa casinha no Clube de Campo da cidade. Pois foi lendo sobre Maipú, uma das principais regiões vitivinicultoras da Província de Mendoza, que descobri sobre os conhecidos Tours de Bikes pelas bodegas. E são muitas, muitas bodegas instaladas nessa região.

No post sobre Maipú, link aqui Região vitivinícola: Maipú Part. I – Mendoza – Argentina, contei um pouco sobre as bodegas e a olivícola que visitamos. Mas ainda ficaram muitas  na longa lista de desejos, motivo pelo qual me animei a fazer mais um tour por Maipú, desta vez pedalando. Além disso, já escrevi aqui que curto muito pedalar pelos lugares que estou visitando, porque acho uma maneira bacana de interagir de forma mais próxima com a rotina das pessoas, com a dinâmica do lugar.

Então, antes de sair de casa eu já havia reservado um dia no roteiro para eu e o Lu exercitarmos as pernocas pedalando pelas ruas de Maipú. Defini a empresa onde faríamos a locação e foi uma experiência muito bacana, como eu havia imaginado.

Outros links sobre nossa viagem para Mendoza estão aqui:

De volta à terra do Malbec – Mendoza – Argentina

Região vitivinícola: Valle de Uco – Mendoza – Argentina

Região Vitivinícola: Luján de Cuyo – Mendoza – Argentina

Existem várias agências em Mendoza e região que oferecem passeios de bicicleta, com pequenas variações de roteiro ou nas vinícolas visitadas. Tem agências que oferecem inclusive o tour privado, para quem gosta de mais privacidade. Outra opção são os tours em grupo, com guia e roteiro predefinido e organizado pela agência, normalmente incluindo visita a 2 ou 3 bodegas. Para quem curte passeios mais independentes – leia-se, NÓS! – se pode contatar uma das empresas que alugam bicicletas e fazer o tour por conta própria. Optando por esse formato é preciso estar consciente de que você conta apenas com um mapa e a disposição. Vai ter que se virar em encontrar as vinícolas, agendar as visitas quando necessário, pagar entrada em todas as visitações… Dá um pouco mais de trabalho, mas pra quem curte liberdade em relação ao tempo e às opções, pensamos que vale muito mais a pena. Obviamente esta foi a nossa escolha!

Escolhemos a Maipu Bikes, empresa de aluguel de bikes localizada na Avenida Urquiza, em Maipú. Eu tinha lido boas referências do trabalho deles e fui confiante com o Lu até o endereço. Mais uma vez o busão nos levou direitinho.

Chegamos cedo, a empresa recém estava abrindo suas portas, às 10 horas. Aguardamos o tempo suficiente para fazermos um bom desayuno na loja de conveniência do posto de combustíveis localizado do outro lado da rua. Medialunas quentinhas e café. Delícia. Momentos antes fizemos a festa de uma matilha de cães de rua que circulava por ali, com as sobras de pizza que trouxemos na mochila do Lu, exatamente para esta situação. Foi muito legal ter alimentado os “perros” de rua, que infelizmente são muitos.

Fomos muito bem recepcionados na Maipu Bikes, deixamos casacos guardados com eles, escolhemos nossas magrelas, acertamos o valor de 350 pesos argentinos pelo aluguel individual das bikes, recebemos o mapa descritivo das bodegas da região, algumas orientações sobre as direções a tomar e informações de segurança e… pé no pedal! O dia estava lindo, a temperatura super agradável. Bem propício para pedalar sentindo a brisa da manhã no rosto.

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Nossa primeira parada foi na Bodega Dominiciano. Não tínhamos visitação agendada ali, mas fomos autorizados a ingressar na loja, conhecer os vinhos produzidos e também conhecer a área dos vinhedos. Registramos tudo com fotinhos e seguimos para a Bodega La Rural.

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No estacionamento da La Rural conhecemos um casal de brasileiros muito simpáticos, que viajavam com sua camionete tipo camper, chamada de Frida, assim como o meu motorhome. A Sueli e o marido estavam viajando pela Argentina e seguiriam para o Chile, sem data prevista para encerrar a viagem. Ôoooo inveja boa… Conversamos um pouco, conheci o interior da camper, que achei uma graça, e nos despedimos. Na La Rural eu e o Lu nos limitamos ao ambiente da recepção e a caminhar pelo pátio, onde se destacava a exposição de carros antigos e carroças, provavelmente utilizados antigamente no transporte da produção de uvas e vinhos.

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Imprimimos mais ritmo no pedal para chegarmos no horário agendado, 11 hs 30 min, na Bodega Alandes/AMP Cava. Eu tinha lido ótimas referências sobre a visita e a degustação dos vinhos na Alandes e não queria perder o horário por nada.

Bom, pedalar pelas “calles” de Maipú proporciona uma boa dose de emoção. E não é somente um sentimento associado às belas paisagens das ruas ladeadas pelos plátanos com suas cores outonais ou pela visão dos vinhedos intermináveis. Em grande parte do trecho pedalamos compartilhando a mesma via com carros e caminhões. Em Maipú existem algumas ciclovias, mas não compreendem todos os acessos para as bodegas. Pedalar por lá requer atenção e cuidado. Ainda bem que os veículos, que devem estar acostumados com a presença dos ciclistas, seguem devagar, diminuem a velocidade, se distanciam. Já sabem que os ciclistas tem uma considerável taxa de álcool nos corpitchos. Risos.

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Sobre a Alandes: foi uma visita e degustação muito boa, bacana mesmo. Pagamos por ela o valor de 600 pesos argentinos cada um. Não me decepcionou em nada. Ambiente acolhedor, caprichado, grupo animado (somente brasileiros), com quem demos boas risadas. A guia da bodega, bem simpática, nos apresentou a área da produção, pudemos experimentar vinho direto da barrica, e depois partimos para o momento da degustação, com vinhos excelentes, quando também repetimos algumas taças (na real, a gente tomou conta das garrafas que ficaram por ali). Risos.

 

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Difícil sair da Alandes, mas tínhamos ainda algumas bodegas para conhecer. Passamos pela Destilaria Tierra de Lobo, que eu gostaria de conhecer, mas infelizmente estava “cerrada”. Ficou para a próxima. Mais na frente passamos na Bodega Trapiche, que eu já havia visitado durante minha estada passada em Mendoza, link aqui Mendoza – Argentina “Pelos caminhos do vinho”. Não entramos na bodega, apenas registramos nossa passagem por lá com algumas fotografias.

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Destilaria Tierra de Lobo
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Bodega Trapiche

A fome apertava quando chegamos na Bodega Tempus Alba. Esta era uma bodega que eu queria conhecer. Estacionamos nossas bikes junto às demais e seguimos para o bar/restaurante. Comemos uma boa refeição acompanhada de degustação dos vinhos da casa, apreciando a linda vista dos vinhedos. Bem legal também.

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Já encharcados de tanto vinho passamos na Bodega Viña El Cerno, onde uma galera jovem aproveitava a linda tarde de outono com música alta e muito vinho. Eu e o Lu entramos para conhecer a loja mas não nos demoramos. Nem vinho bebemos. Dali seguimos pedalando até a última bodega de nosso Wine Bike Tour daquele dia, a Bodega Mevi.

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Na Mevi curtimos o bonito visual dos vinhedos, bem posicionados numa mesa com uma vista de babar. E degustando os vinhos da casa, é claro. Vinhos deliciosos, por sinal. E baratos. Não lembro o valor da degustação, mas comentamos que era de ótimo preço e com vinho farto.

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A tarde já caía quando, com todo o vinho que bebemos, tivemos que nos puxar no pedal para fazer o trajeto de volta até a Maipu Bikes e chegar no horário estipulado para devolver as magrelas, às 18 horas. Chegamos encima da hora marcada, mas tudo certo. Ainda fomos convidados para integrar o Happy Hour oferecido aos clientes pela empresa, brindados com taças de vinho tinto. Tivemos a companhia de um simpático “perro” que circulava por entre as mesas.

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Escurecia quando passamos num mini mercado onde compramos alguns pedaços da deliciosa carne argentina, já pensando no nosso jantar de logo mais. Feita as compras, retornamos de busão até o Clube de Campo.

Já em casa, eu inventei de propor ao Lu que preparasse a carne ao modo argentino, na grelha da churrasqueira que localizamos no pátio. O Lu, querido, se puxou para fazer o fogo com a madeira dos galhos que encontramos por ali, mas não foi suficiente. Além do que, a madeira não estava bem seca. Desistimos e partimos para a frigideira mesmo. De qualquer modo, estava deliciosa. Pra acompanhar o jantar? Cerveja! A gente não aguentava mais beber vinho. Mas somente naquele dia, no seguinte já estávamos super dispostos ao néctar dos deuses novamente.

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Depois do jantar fechamos nossas malas (detalhe: malas de mão de, no máximo, 10 kg) e as mochilas, acomodamos as poucas garrafas de vinho e espumantes que compramos. Já havíamos nos proposto a aproveitar tudo ali, sem muitas compras. Acertamos a vinda do remis para a manhã seguinte, bem cedinho, somente para nos levar até o ponto de ônibus que seguiria até o aeroporto.

Assim encerramos nossa semana em Mendoza. Foi uma estada inesquecível, recheada de experiências bacanérrimas. Tudo o que foi vivido super valeu a pena. Ficou a vontade de retornar à região, a bordo de Frida Home, para recheá-la de vinhos maravilhosos, e para passear mais por tão “hermosas” paisagens, talvez depois seguir para o Chile ou para outras regiões da bela Argentina. O futuro nos dirá sobre nossos novos rumos.

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No próximo post farei o encerramento dos posts sobre esta viagem à Argentina, contando sobre o pit stop final em Buenos Aires e a volta pra casa. Nos acompanhem até o final da viagem por aqui, combinado?

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