Brasil

Belezas da Fronteira Oeste Gaúcha – Brasil

Gaúcha orgulhosa de meu Rincão, venho dedicando finais de semana e feriados para explorar as belezas naturais e atrativos turísticos que temos a sorte de ter por aqui, pertinho de nossa morada. E o Rio Grande do Sul é um Estado privilegiado pela diversidade de paisagens e geografias. Já fiz várias incursões pelo Litoral Norte e Sul, Serra Gaúcha (Gramado, Canela e arredores), Planalto e Campanha. Foram tantas andanças pela terrinha ao longo dos anos, que precisarei me puxar para escrever todos os relatos sobre elas, com o intuito de estimular outros a também conhecer nossos recantos maravilhosos, não somente os turistas de outros Estados, mas também os próprios gaúchos, que muitas vezes não conhecem as riquezas locais e deixam de aproveitar as nossas belezas, de tão fácil acesso.

Neste post vou me deter a escrever sobre minhas descobertas a respeito da Fronteira Oeste Gaúcha. Meus passeios nessa região se devem ao fato do amore Lu estar trabalhando em Alegrete/RS, e por isso temos unido o útil ao agradável: sempre que possível me mando para lá, a fim de conhecermos juntos aquela parte do Estado. E olha, agradáveis surpresas temos tido. Tivemos experiências de passeios feitos de carro e também com a Frida, a nossa Casinha sobre Rodas.

Dirigir para o Alegrete oferece opções de trajetos, ambos devidamente conferidos. Um deles é seguir pela BR 287 à partir de Santa Maria, passando ao largo de municípios como São Pedro do Sul,  São Vicente, São Francisco de Assis (BR 377) e Manoel Viana. A outra opção é depois de Santa Maria seguir em direção à São Gabriel, Rosário do Sul, pela BR 158 e depois a 290. As duas opções alternam trechos de asfalto com boa trafegabilidade e outros péssimos, com buracos e muitos desníveis na estrada.

Em uma oportunidade em que seguíamos de carro pela BR 287, passando por Manoel Viana/RS, fizemos alguns pit stops para conhecer atrativos dos quais eu tinha ouvido falar. Um deles é o Balneário de Jacaquá, situado às margens do Rio Ibicuí, pertencente ao município de São Francisco de Assis.

Para chegar até lá passamos o trevo de São Francisco de Assis, já na BR 377 e observamos mais adiante uma placa indicando o Camping de Jacaquá. Desta placa são 16 Km de estrada de chão. As condições da estrada dependem muito do período do ano, da instabilidade climática e principalmente da manutenção da mesma. Melhor é buscar informações atualizadas antes de se jogar naquela direção. Nós fomos dias depois de um período de chuvas e encontramos trechos com poeira e pedregulhos e outros com lama. Mas nada que nos fizesse desistir da empreitada. A curiosidade nos faz audaciosos.

Primeiro fizemos uma parada para conhecer a Pousada Jacaquá, localizada cerca de 100 metros antes do camping. Local simples, rústico, com instalações básicas para acomodar hóspedes. Tem cozinha coletiva, 2 quartos com ar condicionado e os demais com ventiladores. Ali já obtivemos a informação de que a área de camping sofreu muitas avarias em virtude da chuvarada que caiu dias antes e alagou suas instalações. Fomos conferir e realmente vimos estruturas de banheiros danificados e bastante sujeira trazida pela enxurrada, mato crescido, um ambiente desleixado.

Seguimos até a praia formada pelo acúmulo de areia do Rio Ibicuí e ali sim, estava uma paisagem muito bonita. Concluímos que assim que a administração conseguir reestruturar o camping será uma boa opção para passarmos alguns dias a bordo de Frida Home. Há bastante sombra e vários locais para acampamento.

O Jacaquá tem um clima calmo, um ambiente de sossego, mas soubemos que em época de alta temporada (férias de verão e Carnaval) lota de jovens em busca de festas e o som alto e o vai e vem de carros e pessoas agita o balneário. Para nós, que buscamos tranquilidade, um período a ser evitado, com certeza.

Depois de um tempo por lá fizemos o trajeto de retorno pelo acesso de terra até à BR 377 e então seguimos até o município de Manoel Viana. Chegando na cidade acertamos a direção do Google Maps para nos levar para a Fazenda Recanto do Ibicuí, uma preciosa dica que recebi da amiga Rosane.

Desde a cidade de Manoel Viana são 15 km de estrada de terra em boas condições, trajeto devidamente sinalizado, não tem perdida pra chegar na sede da fazenda. Cruzamos com o carro do proprietário quando ele estava saindo. Trocamos poucas palavras e ele indicou a funcionária, que nos apresentaria a estrutura do local. E assim foi.

De cara eu e o Lu gostamos muito da fazenda. Conhecemos os quartos (são 11), que acomodam 24 pessoas. Tem piscina, vimos animais andando livremente, lindos cachorros, patos, galinhas, perus e cavalos. O hotel fazenda funciona no sistema pensão completa, ou seja, a diária inclui a hospedagem e as três principais refeições do dia. Todos os ambientes decorado com muito bom gosto, no melhor estilo rural chique.

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Alegre recepção na Fazenda Recanto do Ibicuí

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Muita sombra, um lindo gramado onde sopra uma brisa fresquinha, redes esticadas que convidam para uma soneca. É o local perfeito para quem curte contato com a natureza,  gastronomia campeira e um lugar para relaxar, descontrair e descansar.

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Como se não bastasse os atrativos da sede da fazenda, ali pertinho ficam as praias de areia formadas nas margens do Rio Ibicuí. Eu e o Lu fomos de carro até um ponto utilizado como “pesqueiro” (base/acampamento) pelos pescadores e exploramos a beira do rio, subimos e descemos dunas de areia. Ficamos encantados com a fazenda e fizemos planos de retornar, o que efetivamente aconteceu um mês depois, como contarei ao longo deste post.

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A tranquilidade reina. Praias formadas pelo Rio Ibicuí na Fazenda.

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Na metade da tarde retornamos à cidade de Manoel Viana e paramos para conhecer o Camping Rainha do Sol, que fica ao lado da ponte que passa sobre o Rio Ibicuí. Fazia um bonito final de tarde, de céu limpo, e soprava um ventinho frio. Naquele dia achamos o lugar meio agitado, carros com música alta, meio “muvuquento”, não me causou boa impressão. O acesso para a praia estava dificultado devido à enxurrada dos dias anteriores, então não pudemos ir até lá. Demos um tempinho ali e seguimos rumo ao Alegrete, onde chegamos ao anoitecer.

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Ponte sobre o Rio Ibicuí em Manoel Viana

Depois de passar o Natal em casa no maior clima família, com a perspectiva do feriado de Réveillon se aproximando, eu e o Lu começamos a fazer planos de retomar os passeios na Fronteira Oeste. As meninas já estavam combinadas de seguirem para a praia com o pai delas, então seríamos somente nós dois. E claro, não posso esquecer de mencionar a companhia peluda, Cora Coralina, nossa pet viajante.

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Cora em ritmo de Réveillon. E assim seguiu para a fronteira gaúcha.

Combinei de encontrar o Lu em Rosário do Sul e de lá nos tocarmos para Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai. Deu certo. Por volta das 13 horas nos juntamos na Frida, já devidamente paramentada com estoque de comida, bebida e todos os acessórios para dias de acampamento.

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Detalhes de nossa Casinha Sobre Rodas

Antes do Lu chegar aproveitei para dar uma espiadinha na Praia das Areias Brancas, formada no Rio Santa Maria, na área urbana da cidade de Rosário do Sul. Sinceramente, me decepcionei com o lugar. Nós até tínhamos cogitado curtir a tarde ali, aproveitando para nos refrescarmos no rio, mas achei a estrutura tão precária que abandonei a ideia. Pouca sombra, sujinha, grande extensão de areia fervente e um filete de água sob um calor abrasador. Vi um camping na orla e fiquei com muita pena dos campistas: quase nada de sombra, terreno arenoso, cena nem um pouco convidativa. Naquele momento o melhor lugar do mundo era dentro da Frida, com o ar condicionado bombando. Compramos sanduíches e refrigerantes a fim de enganar a fome e seguimos pela BR 158 até Santana do Livramento.

Logo na saída de Rosário eu, curiosa, pedi para o Lu dar uma paradinha numa vinícola sobre a qual eu havia lido na net, a Routhier & Darricarrère. A sede, o parreiral, está situado praticamente nas margens da BR 158. Infelizmente, demos com a cara no portão chaveado. Buzinamos, esperamos, e nada. Paciência. Seguimos em direção à Santana do Livramento. Antes de chegar na cidade pegamos uma abençoada chuvinha que veio pra amenizar o calor absurdo que fazia.

O Lu já havia feito contato com a Pousada Pitangueiras e estava tudo acertado para nossa estada com a Frida. A Pitangueiras fica na entrada da cidade (tem uma placa indicando, no segundo trevo, no lado esquerdo da via) e a gente gostou muito de lá. Nos instalamos onde quisemos no grande pátio gramado e preparei nosso almoço no meio da tarde.

Almoçamos na área da piscina, só nós dois e Cora, que ficou agitando por ali, fazendo o reconhecimento do terreno, interagindo com os cachorros da casa. À tardinha fomos dar umas voltas no comércio de Rivera, ocasião em que compramos umas garrafas de vinho e xeretamos numa loja de queijos que eu queria conhecer, a Le Carroussel. Restou à Corinha fazer um cochilo trancada na Frida. Também por isso as compras foram rápidas.

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Degustação de queijos na Le Carroussel

Retornamos para a Pousada já pensando no jantar. Preparamos na Frida e saboreamos com um vinho branco gelado, ainda sob as luzes do sunset no céu, que prometia que o dia seguinte seria novamente de sol e calor. Dormimos sob as bençãos de Nossa Senhora do Ar Condicionado.

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Lu comandando na cozinha da Frida. E saiu um jantar delicioso.

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Depois do café da manhã resolvemos conferir promoções no Shopping Siñeriz, em Rivera. O que seria uma passadinha rendeu umas duas horas e algumas comprinhas básicas. A nossa falta de pressa foi também motivada pelo fato de contarmos com a companhia de Cora Coralina nas compras, pois o shopping conta com carrinhos com gaiola, estilo “pet friendly”. Bem melhor do que ficar trancada no carro, no maior calor, não é Cora. Parabéns ao Siñeriz pela iniciativa.

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Eu e Cora conferindo as promoções do Siñeriz.

Depois do Siñeriz o Google Maps nos conduziu para a área rural de Rivera, para a localidade de Cerro Chapéu. Eu queria conhecer a bodega de mesmo nome (antiga Carrau). Foi um passeio muito bonito, por estrada de terra, e a todo momento a Frida ia costurando por entre os marcos da linha divisória Brasil/Uruguai.

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 Frida costurando nos marcos divisórios Brasil/Uruguai

Pena que quando chegamos na sede da Bodega a mesma estava fechada, sem atendimento. Fazíamos fotos do local quando o alarme acionou, fez o maior barulho, e então apareceu o caseiro. Ainda bem que se tratava de pessoa educada e cordial, nos indicou contatos para agendarmos visita e degustação. Então, apesar de não conseguirmos fazê-lo na ocasião, foi um passeio proveitoso.

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Retornamos para a cidade de Rivera, com uma paradinha numa “carniceria”, pois queríamos fazer um assado de tiras, com a deliciosa carne uruguaia. Deu certo. De volta à Pousada, o Lu preparou a churrasqueira enquanto eu me envolvi com a salada de batatas e maionese. Rapidinho e tudo estava pronto. Acompanhado de um excelente Tannat da bodega uruguaia Garzón: perfeito!

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Meu assador preferido 

O churrasco foi intercalado com banhos na piscina para dissipar o calorão da fronteira gaúcha, lugar de temperaturas extremas, estações bem definidas, ou se assa no calorão do verão ou se congela nas geadas de inverno.

Por volta das 16 h 30 min novamente deixamos a Pousada para seguir pela chamada Ferradura do Vinho. Nosso objetivo era visitar e fazer degustação na Vitivinícola Cordilheira de Santana. Deu certo, provamos bons vinhos. Rendeu mais algumas garrafas estocadas na adega da Frida. E o visual da vinícola é bem bacana também, com vista para o Cerro Palomas, que se destaca na paisagem de Santana do Livramento.

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De olho no Cerro Palomas, ao fundo.

Antes de deixarmos a vinícola o Lu perguntou sobre a possibilidade de acessar com o veículo o topo do Cerro, ao que a funcionária respondeu ser possível, “tranquilo”, que carros e vans de turismo sobem e descem com turistas. Então tá, lá fomos nós também.

Gente, que aventura hard! Quase morri de medo de despencarmos com a Frida morro abaixo, subindo pela estradinha estreita e esburacada. A Frida tem tração nas rodas traseiras, por isso os terrenos muito inclinados, em estrada de chão, sempre são uma preocupação. Mas enfim, chegamos no platô do Cerro Palomas. Lá de cima nos demoramos apreciando a vista da estrada – BR 158 – e o horizonte a perder de vista. Fizemos fotinhos encarapitados nas pedras (inclusive Cora) e depois novamente encaramos a aventura de descer o Cerro, que não foi tão angustiante quanto a subida, felizmente.

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Olha o visual, Cora!
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Depois da aventura da subida a gente relaxou

Novamente na planura da BR 158 retornamos à Pousada Pitangueiras onde aproveitamos o final da tarde na piscina, acompanhados de mais uma garrafa de vinho branco e de nossa parceirinha Cora Coralina, que também foi parar dentro d’água. Escorregou do meu colo e caiu dentro da piscina. Risos.

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Curtindo a piscina no sunset bem acompanhada de um branco gelado

Jantamos uma tábua de frios e mais vinho de acompanhamento e dormimos largados no ar geladinho. Na manhã seguinte, depois do café da manhã pegamos a estrada rumo ao Alegrete, pois o Lu tinha que cumprir dois turnos de trabalho antes do Réveillon.

Chegando próximo à Rosário do Sul a teimosinha aqui quis tentar novamente uma visita à Routhier & Darricarrère. E não é que demos sorte! Em parte, né. Um funcionário apareceu no portão e nos informou que encerrou-se a alguns anos o atendimento ao público no local. Nos mostrou a antiga sala de atendimento e por fim nos deu a dica de onde adquirirmos vinhos da marca na cidade de Rosário do Sul. Sem dúvidas, fomos até lá, né. Achamos a loja de artesanato indicada, e além de algumas garrafas  de vinho da marca Rothier levamos pra casa lindas peças de artesanato, geléias artesanais e doces.

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Finalmente focamos na estrada para o Alegrete. No caminho conversávamos sobre um possível local para instalarmos nossa casinha sobre rodas na cidade. Cogitamos a sede campestre da AABB, mas não obtivemos sucesso (somente para sócios). Lá mesmo recebemos a dica do Clube Sete de Setembro e nos tocamos. Aí sim, foi só alegria. Fomos muito bem recebidos pelo administrador Marino e sua família, que disponibilizou a estrutura do clube pra nós, o espaço sombreado, o ponto de energia elétrica e de água. E principalmente: a piscina! Com o calor de 40 graus que fazia, foi a melhor notícia do dia. Enquanto o Lu trabalhava eu curtia o clube e me refrescava na piscina. Cora Coralina se sentiu em casa e se esbaldou na quadra de vôlei de areia e no gramado. Ficamos no clube até a metade da tarde do dia seguinte e foi tudo muito bom. Até convite para passar o Réveillon no clube, na companhia de Marino e sua família nós recebemos. Mas já estávamos decididos a retornar para a Fazenda Recanto do Ibicuí.

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Clube Sete de Setembro, Alegrete
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Curtindo a chuvinha no aconchego da Frida

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Em Manoel Viana fizemos uma rápida parada para conferir a prainha do Camping Rainha do Sol. Com o nível do Rio Ibicuí baixo e as obras nas dunas de areia que margeiam o rio, tudo me pareceu mais aprazível do que a última vez que ali estivemos. Caminhamos até junto da água e depois retornamos à Frida para seguir viagem para o interior do município.

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Camping Rainha do Sol, Manoel Viana

Por volta das 16 horas do dia 31 de dezembro chegamos na sede da fazenda. Eu e o Lu ficamos instalados na Frida e aderimos ao jantar de Reveillon e ao almoço do primeiro dia do ano. Tudo muito gostoso, preparado com aquele toque campeiro.

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No intervalo da comilança, dos vinhos e espumantes, desfrutamos da piscina, fizemos uma caminhada pela fazenda e andamos a cavalo até às margens do Rio Ibicuí, onde nos banhamos em águas calmas e mornas, transpondo o rio até uma ilha que se formou como um grande banco de areia. Tivemos assim uma excelente passagem de ano, no melhor clima Paz, Amor e Tranquilidade. Bem como havíamos imaginado: o barulho ficou por conta dos passarinhos e grilos, e aos vagalumes coube o show luminoso.

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Cora enturmada com os cachorros da fazenda
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Lu fazendo pose de peão
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Bancos de areia no Rio Ibicuí

Foi somente no final da tarde do primeiro dia do ano, após uma boa soneca, que nos animamos (embora contrariados) a deixar a fazenda. O Lu me acompanhou, dirigiu a Frida até a metade do caminho pra casa, e depois seguiu para o Alegrete. Fui brindada com a constatação de um pneu traseiro furado no meio da estrada à noite, mas nada insolúvel. Recebi ajuda para trocar o pneu, e o evento apenas atrasou por duas horas a minha chegada em casa. A lembrança que ficou dos últimos dias não foi desse brevíssimo aborrecimento, mas de momentos agradáveis e especiais que vivemos na Fronteira Oeste. Só pela próxima!

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