Brasil · Casinha sob rodas

Tour “Vinhos da Campanha Gaúcha” – Brasil

Quem acompanha os meus posts aqui no blog e os destinos visitados já sacou faz tempo que sou apaixonada por vinhos e todo esse mundo relacionado a ele, como vinhedos, terroir, cepas, taninos e safras…

Sempre procuro conciliar meus roteiros de viagem com regiões que produzem vinhos de qualidade e que proporcionem experiências bacanas como visitas nas vinícolas e degustações de vinhos e espumantes em paisagens encantadoras. Quando isso não é possível, a gente segue rotineiramente comprando nossas garrafinhas de vinhos de diferentes variedades de uvas e de regiões produtoras do Planeta e se entupindo desse néctar dos deuses… Eu sempre digo que pode sim faltar água na minha geladeira, mas uma garrafa de vinho aberta jamais! Risos.

Atualmente, muito em função do fato do amore Lu estar trabalhando na região da Fronteira Gaúcha, temos nos dedicado a conhecer destinos turísticos relacionados à produção de vinho especialmente nessa região do Rio Grande do Sul, Estado onde residimos.

Nós já iniciamos esse “árduo” (#sqn) trabalho quando visitamos a vinícola Cordilheira de Santana, localizada no município de Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, e a Cerrou Chapeu, no país vizinho. Esse passeio foi narrado no post, link aqui Belezas da Fronteira Oeste Gaúcha – Brasil.

No último final de semana, dando seguimento ao tema “vinhos da Campanha”, enquanto minhas meninas curtiam um acampamento de verão, eu e o Lu nos encarapitamos na Frida e nos mandamos para Fronteira Gaúcha, mais especificamente, para a região de Bagé.

Ainda no final da tarde da sexta-feira nos aproximamos de nosso primeiro destino, Candiota. Antes do dia terminar contemplamos as luzes do entardecer, conhecemos o pequeno município de Hulha Negra e fizemos check in  no monumento Batalha do Seival, importante marco na história da Revolução Farroupilha, localizado nas margens da BR 293.

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Chimarreando enquanto conhecemos a região da Campanha

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Preparamos nosso jantar na Frida e passamos a noite num posto de combustíveis localizado no trevo de acesso à cidade. Na manhã seguinte, como acordamos muito cedo, fomos dar umas voltas para conhecer o município de Candiota, e acabamos conhecendo a Usina Termelétrica de Candiota. Também encontramos um camping existente junto à represa que abastece a Usina. Bem bacaninha o lugar, lamentamos não sabermos dele antes, teria sido um lugar mais tranquilo para o pernoite. Quem sabe numa próxima oportunidade.

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Passava pouco das 9 horas da manhã quando chegamos no portão da Batalha Vinhas & Vinhos, nosso primeiro ponto de visitação naquele dia. Fomos muito bem atendidos por Patrícia, funcionária da vinícola. Eramos os únicos visitantes naquele horário tão cedo, já dispostos a degustar vinhos.

Patrícia falou da história da vinícola, nos apresentou a área da produção dos vinhos e espumantes e discorreu sobre o futuro projeto arquitetônico do novo espaço, cuja construção está na primeira fase. Conclusão: precisamos retornar à Batalha quando tudo estiver pronto porque vai ficar realmente muito lindo o novo espaço.

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Café da manhã com os vinhos da Batalha Vinhas & Vinhos

Obviamente o nome da vinícola é uma alusão à Batalha do Seival, cujo monumento fica bem próximo, cerca de 500 metros, na mesma rodovia.

Rolou um clima tenso (brincadeirinha…) quando tivemos que decidir qual dos dois faria a degustação, pois precisávamos de um motorista zerado no álcool para conduzir a Frida. Eu abri mão em favor do Lu (nessa primeira vinícola, bem entendido?) porque achei muito cedo para ingerir álcool, enquanto o amore agradeceu minha deferência e aproveitou, desconsiderando totalmente o relógio.

Foram degustados 3 rótulos de vinhos da Batalha e no final levamos três garrafas deles pra casa, afinal, eu precisava degustá-los, não é… Também sou filha de Deus! Pela degustação paga-se R$ 30,00. Preço justo, bons vinhos, degustação ok.

Nossa próxima parada foi no município de Bagé, na Vinícola Peruzzo. Fomos muito bem atendidos na Peruzzo, fizemos uma visita nas caves da vinícola e por fim degustamos 2 vinhos e uma espumante. Pela degustação pagamos R$ 30,00. Também saímos com mais algumas garrafas estocadas na adega da Frida.

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Passava do meio-dia quando fomos almoçar numa churrascaria na cidade de Bagé, afinal precisávamos nos alimentar para equilibrar com a ingestão dos vinhos da manhã. Depois do almoço passamos num endereço que nos foi indicado para comprar uma garrafa do vinho Don Thomaz y Victoria, que é produzida na Estância Paraizo, em Bagé, local para o qual não conseguimos agendar visitação naquele final de semana. Então, pelo menos trouxemos um vinho deles pra casa para ser degustado. Mas vamos insistir nessa visita e no futuro vai rolar.

Nos despedimos de Bagé e rodamos com a Frida em direção a Dom Pedrito. Próximo da cidade fica a Vinícola Guatambu Estância do Vinho, onde realizamos visita às instalações, conhecemos o jardim, o restaurante, as caves, o processo produtivo, e degustamos 4 rótulos, sendo um de espumante. Pagamos R$ 45,00 pela visita e degustação. A Guatambu era a vinícola para a qual eu tinha mais expectativa no roteiro desse dia, porque é mais conhecida, a mais famosinha da região. De fato a vinícola tem espaços muito bonitos, caprichados, mas achei que na ocasião de nossa visita pecou no atendimento. A atendente não demonstrou entusiamo, a paixão que eu espero encontrar em quem trabalha no mundo dos vinhos. Achei tudo muito decorado, sem graça, rápido, técnico, houve problemas com o mecanismo de vídeo e não conseguimos assistir a apresentação inicial e por fim as degustações… muito econômicas. Saímos de lá apenas com uma garrafa de espumante, até para justificar a viagem. Talvez apenas demos azar com a data, com a atendente, e poderemos tentar novamente no futuro num evento protagonizado pela vinícola como Almoço Harmonizado ou um Piquenique nos Jardins. Aí pode ser que tenhamos uma impressão mais positiva.

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Ainda não era 17 horas e saímos pra estrada novamente. Nosso tour nas vinícolas da Campanha estava encerrado para aquele dia, cumprimos nossa programação “com louvor”. Sol alto ainda, calor, o que fazer? Nos tocamos para Rosário do Sul a fim de dar uma nova conferida na Praia das Areias Brancas e curtir por lá o final de tarde. Na minha última passagem por lá, sozinha, com o sol à pino, eu fiquei desiludida com a dita praia de água doce formada pelas areias do Rio Santa Maria. Achei tudo feio, sujo e sem a menor graça. Mas acho que sempre dá para dar pelo menos uma segunda chance para os lugares, né. Afinal, dessa vez eu estava acompanhada pelo amore Lu, e o sol não estava fritando miolos.

Realmente, encontramos um ambiente mais atrativo: as famílias reunidas na sombra, no gramado junto à avenida beira rio, tomando chimarrão, as crianças brincando no parquinho, se banhando na água do rio…

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Praia das Areias Brancas

Eu e Lu estacionamos a Frida, preparei um chimarrão, pegamos as cadeiras e imitamos os locais. Depois caminhamos pela larga faixa de areia até na beira do rio e contemplamos a paisagem, molhamos os pés na água. Tudo conferido, retornamos para a Frida com as cadeiras e retomamos nossa viagem.

A essa altura já tínhamos definido seguir até a metade do caminho para casa, pernoitando na região de Santa Maria. E assim fizemos. Optamos por jantar e pernoitar no Parador 158, no alto da serra, no município de Itaara. Já conhecíamos o lindo lugar, pois lá fizemos um lanche numa parada em viagem anterior. Desta vez jantamos, conversamos sobre a possibilidade de lá pernoitar e fomos muito bem acolhidos, inclusive com disponibilidade de água e luz para abastecer nossa casinha. Show, era só o que precisávamos. Depois do banho no chuveiro da Frida, dormimos largados no ar condicionado. Não precisava nada melhor.

Domingo acordamos cedinho e novamente pegamos a estrada. Antes das 9 horas da manhã já estávamos em casa.

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Acordar nesse lugarzinho fofo foi muito bom…

Qual foi o saldo desse final de semana? Enquanto a maioria ainda deixa de cair no mundo por acreditar que só vale a pena viajar quando o tempo disponível é suficiente para explorar absolutamente tudo que um destino tem a oferecer, a gente acredita que essas escapadinhas de dois ou três dias são suuuper viáveis e dão um gás maravilhoso, renova a energia de pessoas como nós que ama viajar e conhecer lugares novos, ter experiências bacanas sem dispor de muito tempo e sem rodar muita quilometragem.

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A beleza dos vinhedos sob a luz do final da tarde na Campanha

E sim… a beleza está em todo o lugar! Por isso, desejo a vocês a alegria de saber observar, a surpresa de deparar-se sempre com algo inusitado, a emoção que vem com os gestos verdadeiros, os instantes mágicos, as pessoas e os lugares fascinantes, a lembrança de coisas por vezes pequeninas, mas que se tornam essenciais em nossa vida e que ao lembrarmos nos enchem de ternura.

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