Américas

Galápagos Part. I: Isla Santa Cruz – Equador

Como já escrevi no post Perrengue no Equador! Mas Galápagos tá Ok! – Equador, em março deste ano tive meu Mochilão ao Equador bruscamente interrompido pela epidemia do Covid-19. Uma viagem planejada para durar um mês se resumiu a 10 dias. Do Equador somente foi possível conhecer o mundialmente famoso Arquipélago de Galápagos. Do continente, nada. Tive que voltar correndo pra casa antes que as fronteiras do país se fechassem.

Mas como mencionei, conhecer Galápagos já valeu a viagem. A partir de agora inicio uma série de posts contando detalhadamente como foi minha experiência pelas três ilhas do arquipélago que eu conheci durante minha estada por lá. A primeira parada foi na Isla Santa Cruz.

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Chegando no Arquipélago de Galápagos com essa vista

Antes de iniciar cabe mencionar alguns detalhes importantes sobre como foi chegar até o arquipélago. Não existem vôos diretos para as ilhas de Galápagos. Obrigatoriamente tem que passar pelo continente, pelo Equador. Eu já saí do Brasil com as passagens compradas do trecho que me levaria para a Isla Santa Cruz e o voo de saída, à partir da Isla San Cristóbal (felizmente, senão acho que estaria presa lá até hoje).

No Aeroporto Internacional de Quito, antes do embarque para Galápagos, os turistas devem pagar  obrigatoriamente uma “tarjeta de turismo”, no valor de 20 dólares, que é como se fosse o visto de entrada nas ilhas, já que Galápagos tem uma espécie de governo autônomo.

Em seguida minha mochila passou por uma máquina de raio-X. O funcionário ainda quis dar uma espiadinha burocrática e superficial no interior dela. Tudo ok. Esse procedimento é para garantir que não sejam levadas sementes ou outros produtos orgânicos que possam ser nocivos para o meio ambiente do arquipélago. Após a revisão da bagagem, foi colocado um lacre nos zíperes da mochila, e só então eu pude seguir para a área de embarque.

Lembrando: no Equador a moeda vigente são os dólares americanos. E siiimm, tudo é muito caro, especialmente para nós, brasileiros, em que o câmbio não nos favorece.

Eu fiz praticamente tudo por conta própria. Contratei apenas um passeio, na Isla Isabela, e achei que super valeu a pena (contarei detalhes no post sobre Isabela). No mais, encontrei por toda parte o motivo pelo qual fui a Galápagos, sem pagar taxas extras: Os Animais! Eles vivem livres e são realmente os donos de Galápagos. Sem dúvida, uma experiência sensacional!

Retomando a cronologia da viagem: o voo que tomei em Quito fez uma escala em Guayaquil e por fim aterrissou na ilhota de Baltra. No aeroporto mesmo se paga uma taxa de Entrada no Arquipélago, no valor de USD 50 (residentes de países parte do Mercosul ou da Comunidade Andina de Nações, e menores de 12 anos) ou USD 100 (demais estrangeiros). Nacionais do Equador pagam USD 25.

Esse comprovante de pagamento é super importante guardar as 2 vias, pois o mesmo é cobrado antes de pegar o voo de volta. De lambuja ganhei um carimbo fofinho no passaporte.

Ainda no guichê do aeroporto comprei a passagem no valor de USD 3 dólares para o coletivo que leva os passageiros até um píer e na sequência o barco para atravessar o canal Itabaca, sendo que do outro lado é a Isla Santa Cruz.

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Barco para atravessar o canal entre Balta e Isla Santa Cruz

Do outro lado do canal é necessário se tomar outro transporte, podendo-se optar por táxi coletivo (caminhonetes ou vans) ou micro-ônibus, para finalmente se chegar em Puerto Ayora, a principal cidade da Ilha. Acabei optando pelo micro-ônibus (USD 5), mas me arrependi de não ter compartilhado uma camionete (USD 25 o trecho) com a galera que estava por ali. Já comecei a suar em bicas no interior do veículo que aguardava a lotação completa para seguir destino, se transformando num forno (ar condicionado neeemm pensar).

Para passar o tempo fiquei de papo com um casal de brasileiros que também estava chegando e com o qual eu me encontraria por acaso mais tarde na cidade.

Enfim, o buzão seguiu viagem pela rodovia e depois de uns 25 minutos eu estava em frente ao Mercado Municipal de Puerto Ayora. De lá tomei um táxi por USD 2 (são todos caminhonetes) que me deixou na porta do Hostal El Paraiso. Quando me instalei no quarto era por volta do meio-dia, encerrando minha peregrinação para chegar a Galápagos, iniciada às 6 h 30 da manhã, quando partiu meu voo da capital equatoriana.

Depois de pegar um mapinha da área com a simpática atendente do hostal fui procurar algo para almoçar. Atendendo sugestão da mesma atendente achei um modesto restaurante na esquina da Rua Charles Binford e mandei ver num menu custando USD 5, com sopa, prato principal, suco e sobremesa. E, mesmo comendo a opção mais barata, o camarão estava delicioso.

Eu retornei outras vezes nesta rua, quando à noite os restaurante, um ao lado do outro, colocam a churrasqueira e mesas ao ar livre para servirem peixe e lagosta assada. Com certeza, a opção mais econômica da cidade.

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Uma coisa bacana que havia nesse Hostal que me hospedei em Puerto Ayora e nas outras ilhas, é o fato deles disponibilizarem gratuitamente água fresca e potável para os hóspedes reabastecerem suas garrafas. Com o calorão que faz no arquipélago, se consome muita água. Uma economia também, porque como eu disse, é tudo muito caro.

Nesta primeira tarde em Galápagos eu aproveitei para descansar no conforto do ar condicionado, para repor minhas energias depois da longa viagem desde o Brasil e da noite passado nos bancos do aeroporto em Quito. Meu corpo pedia um descanso e eu o atendi.

No final da tarde, já recomposta e mais animada, saí para caminhar um pouco no porto e no Malecón da cidade. De cara fui surpreendida com a água transparente, mesmo na área urbanizada da ilha, e com a presença dos animais, convivendo tranquilamente com a população local, alheios à curiosidade dos turistas.

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Sonequinha no Malecón

Incrível, não é? Bem no centro da cidade! Isso é Galápagos. Quando digo que talvez não valha a pena ficar pagando passeios com agências, é disso que estou falando: tudo já está ali!

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Pit stop no letreiro da ilha

Outra parada foi na Peixaria de Puerto Ayora. Não é exatamente um ponto turístico, mas esse balcão onde os pescadores vendem peixes e frutos do mar é bem curioso: os lobos marinhos, iguanas, pelicanos e outros pássaros ficam ali em volta pedindo comida, tentando pegar alguma coisa.

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Para comemorar a chegada a Galápagos um brinde com a cerveja local, a Endemica. E uma passada nas lojinhas que vendem artesanato, regalos e lembrancinhas para planejar as futuras comprinhas.

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Retornei ao hostal para tomar um chimarrão (gaúcho é fogo, né) no conforto do ar condicionado, fiz contato com o pessoal de casa, depois fui jantar, e na sequência descansar, planejando o passeio do dia seguinte.

Acordei cedo para aproveitar que o sol ainda não estava tão forte, organizei minha mochila com lanches, snacks, biscoitos (comprados no supermercado local), garrafas de água e parti. E muito protetor solar. Afinal, eu estava em plena linha do Equador. Primeiro uma necessária e importante parada numa padaria para o desayuno (para mim a principal refeição do dia, não vivo sem), pois o tal não era disponibilizado no hostal. Café preto e sanduíche com pão quentinho saído do forno. Muito bom.

Eu já tinha as informações sobre como chegar à praia de Tortuga Bay. Há duas opções para chegar até lá. A mais fácil (e mais cara) é pegar um barco por 10 USD por pessoa. É só se informar no porto sobre horários. A viagem até a praia leva em torno de meia hora. É claro que eu não fui assim.

A opção mais difícil, e de graça, é caminhando. Segui a indicação feita no mapa, solicitei informações pelo trajeto e foi certeiro!

Primeiro localizei o Centro de Visitantes, ainda na área urbana. Depois encarei uma subida forte com degraus até uma guarita onde é preciso registrar os dados num livro. Também é o último local para comprar comida e bebida. Depois, é só seguir pelo caminho pavimentado cerca de 2 km até a praia. No trecho há muitas opuntias, que são uma espécie de cactos grandes, altos. Eles são muito importantes no ecossistema de Galápagos pois são parte da dieta de tartarugas, iguanas e pássaros.

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As opuntias

No caminho se alternam áreas sombreadas e de sol forte. Há algumas subidas e descidas, mas de um modo geral é tranquilo.

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O trajeto calçado termina na areia da Playa Brava. Essa praia tem o mar muito agitado, não recomendado para banho. Os surfistas se esbaldam. Foi ali o meu primeiro contato com um grande número de iguanas, as donas do pedaço. Elas ficam de boas, caminhando de um lado para o outro ou descansando na areia, tomando banho de sol, ou então nadando na mar, pertinho da praia. Confesso que me deu medo de passar perto delas, aqueles bichos enormes (parecem mini dinossauros, de visual jurássico), até que me dei conta que elas são super pacíficas. Se pode pisar do ladinho delas, que não esboçam reação alguma. Mas cadê coragem?

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Playa Brava – driblando as iguanas
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Mangue “casa das iguanas”

Bom, driblando as iguanas segui caminhando pela praia até um mangue, lar das bichinhas. Depois dali, fica a Playa Mansa, essa sim perfeita para um mergulho. Tem muitas árvores que fazem boa sombra, então dá pra passar horas relaxando e vendo as iguanas andarem de um lado pro outro.

Quando inventei de entrar na água calma como uma piscina, me refrescar do calorão, surgiu nadando perto de mim um filhote de tubarão-martelo. Identifiquei pelo visual singular. Saí me quebrando toda pra fora da água e ele nem bola pra mim. Acho que se assustou do estardalhaço que eu fiz e seguiu nadando em outra direção. Gente, eu juro! Infelizmente não tenho fotos do acontecido… Que susto, que medo! Isso é Galápagos…

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Playa Mansa
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Iguanas, as donas do pedaço
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E ainda nadam, as medonhas!

Foi nessa praia que eu conheci a equatoriana Adriana, de quem fiquei amiga, e foi minha companhia na ilha. Ali conversamos, trocamos impressões sobre o arquipélago, fizemos fotos uma da outra, e já seguimos juntas para um outro passeio: Las Grietas.

Trata-se de uma fenda não muito longe do mar, onde a água doce da chuva se encontra com a água salgada do mar e fica acumulada entre os paredões. Azulzinha e linda demais.

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Las Grietas vista do mirante

Para chegar lá é necessário pegar um táxi boat no porto de Puerto Ayora (USD 1 por pessoa). É só dizer “Las Grietas” e eles sabem onde te deixar. Ao descer do barco, já haverá uma placa com as informações sobre o local.

A caminhada até Las Grietas tem aproximadamente 1,2 km. O caminho é de pedras, bem marcado, não tem como errar. Primeiro passamos pela Playa de los Alemanes, que é bem gostosinha pra dar um mergulho. Fizemos isso na volta de Las Grietas.

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Caminho para Las Grietas
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Playa de Los Alemanes

Eu já tinha a informação de que o melhor horário para estar lá é perto do meio-dia, quando o sol bate direto na água e os paredões não fazem sombra (infelizmente também é o horário mais quente pra caminhar). É claro que foi exatamente nesse horário que eu fui.

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Eu tive o cuidado de levar um snorkel de casa, o que economizou alguns dólares em aluguel do equipamento. Achei o lugar meio muvuquento e com total falta de estrutura turística, mas ok. A transparência da água geladinha fez com que eu permanecesse muito tempo curtindo o visual dos peixes coloridos, de todos os tamanhos, que nadavam para lá e pra cá. Super valeu esse passeio!

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Acesso para Las Grietas

Por volta das 14 h eu e Adriana fizemos o trajeto de volta para a cidade, incluindo o táxi boat que nos deixou no porto de Puerto Ayora. Foi ali que eu e a Adri nos despedimos, mas antes já combinamos um super passeio que fizemos juntas no dia seguinte. A Adri seguiu para a casa da amiga que a hospedava na cidade e eu encarei uma caminhada até a Fundación Charles Darwin. Como sempre, a ideia era aproveitar todo o tempo para desbravar as atrações da ilha.

A Estação Darwin é um passeio imperdível e grátis em Santa Cruz, pois é lá que se encontram as famosas tartarugas gigantes. Elas são mantidas em cativeiro para fins de reprodução, e, depois dos 8 anos de idade, os filhotes são soltos na natureza. Legal, né.

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Centro de Visitantes da Fundación Charles Darwin

Essas tartarugas têm muita dificuldade para se reproduzir, então o propósito dessa estação é evitar o risco de extinção da espécie.

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Antes de visitar os abrigos dos animais dei uma passadinha pelo Centro de Visitantes, onde há uma exposição com explicações sobre o ecossistema da ilha, e um incrível esqueleto de baleia.

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Na Fundación é possível ver o famoso George (empalhado, obviamente), última tartaruga de sua espécie que morreu em 2012 com idade estimada de 100 anos. A história do George Solitário é simples e triste. Era o último da sua espécie encontrado vivo em todo o mundo. Tentou-se encontrar uma fêmea, fazê-lo acasalar com fêmeas de espécies geneticamente semelhantes, mas nenhum dos ovos vingou. Morreu sozinho e a sua espécie entrou oficialmente em extinção. Como passou a ser o símbolo da ilha decidiram embalsamar a tartaruga e devolvê-la à fundação onde viveu os últimos anos da sua vida. A sua sala é de temperatura controlada e o acesso é feito em grupos reduzidos.

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Iguana dessa coloração só vi na Fundación

Depois de caminhar pela Estação Darwin, iniciei o caminho de volta para o centro da cidade, mas antes fui conhecer a Playa de la Estación. Não me animei a entrar na água, então me limitei a estender a canga numa sombra e relaxei um pouco antes de continuar a caminhada.

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Playa de La Estación

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No trajeto de volta para o hostal passei batido pelo Malecón, pelas lojinhas, pois eu estava realmente cansada de todos os agitos e caminhadas que fiz em apenas um dia. Rendeu, viu.

Mas antes de alcançar o hotel parei numa loja de aluguel de bikes, quando então acertei uma diária com uma bike para o dia seguinte. O simpático proprietário me deu todas as dicas de como fazer o passeio pretendido. Como seria domingo ele se antecipou e me levou a magrela no hostal naquela noite mesmo, para que logo cedo eu já pudesse partir. Então finalmente tomei um super banho, descansei um pouco jogada na cama, e só levantei para comer alguma coisa na rua e retornei para o hostal. Mais um dia intenso me aguardava.

Nesse meio tempo eu combinava com Adriana, por meio de mensagens, como se daria nosso encontro na manhã seguinte e a logística da coisa.

No domingo novamente acordei cedo, organizei minha mochila com lanchinhos, as garrafas de água e fui tomar café na padaria, já pedalando a bike. No horário marcado lá estava eu no ponto de ônibus aguardando Adriana, que não demorou a chegar também pedalando sua magrela.

O motorista guardou nossas bikes no suporte próprio na traseira do busão e nos ajeitamos em nossos assentos, já suando em bicas por volta das 9 hs da manhã. Quando o ônibus se movimentou o vento que entrava pelas janelas deu uma amenizada no bafo. Combinamos com o motorista onde queríamos saltar, pagamos a passagem no valor de US 2 (ótimo custo benefício pois o trecho não era curto e sempre ascendente) e fomos curtindo a paisagem que passava pela janela.

Depois de uns 20 minutos de viagem, na localidade de Santa Rosa, descemos do ônibus. Dali em diante seria na força de nossas pernas. A ideia era primeiro conhecermos Los Gemelos. Para tanto seguimos pela margem da rodovia, alternando pedalar com empurrar a bike morro acima. Talvez pelo esforço não achamos o trajeto curto, mas enfim, chegamos lá.

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Los Gemelos aparentam serem crateras vulcânicas de contornos muito parecidos (por isso, gêmeas), sendo que a rodovia que liga Puerto Ayora ao aeroporto passa no meio delas. Ficam na parte alta da ilha. A visita ao local é gratuita. Nós fomos seguindo as placas e percorremos uma pequena trilha até o primeiro mirante de cada “cratera”.

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Apesar de parecerem grandes crateras vulcânicas extintas, são na verdade depressões no solo formadas pela erosão de rochas abaixo da superfície, causadas pela ação de rios e piscinas de lava fervente.

Hoje as depressões são preenchidas por uma densa vegetação, formada por musgos, samambaias, orquídeas e, em grande parte, por uma mata de escalésias, uma planta endêmica de Galápagos (ou seja, que só existe ali).

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Na trilha de Los Gemelos me senti um elfo

Depois de concluirmos a trilha em Los Gemelos iniciamos o trajeto de retorno até a vila Santa Rosa, que felizmente favoreceu as ciclistas, pois era num nível descendente. Pedalando, morro baixo, por trecho asfaltado, ficou mais fácil.

Da vila Santa Rosa até o Rancho Primicias encaramos no pedal um trecho em asfalto e outro de terra, enlameado pela chuva que caiu antes e durante nosso passeio. Então pense no estado de nossas roupas e tênis. Tudo encharcado e enlameado.

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Depois de uns 2 km de trecho de estrada de terra batida chegamos no portão de controle do Rancho. Ali nos registramos e pagamos pelo ticket de visitação (5 USD). Logo que ingressamos na área do Rancho já avistamos algumas tartarugas gigantes caminhando tranquilamente pela estrada. E assim foi durante toda a visitação. Muitas tartarugas (não contei quantas, mas eram em grande número e de tamanhos variados) gigantes andando livres pra lá e pra cá. Chocante!

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Cuidado: Tartarugas passando!

Antes de chegarmos no Centro de Visitação propriamente dito fizemos uma parada para conhecermos os famosos Tuneles de Lava, localizados ainda no interior da fazenda. O túnel que visitamos são formações naturais criadas há milhões de anos pela ação de fluxos de lava do vulcão até então ativo. A amplitude desse túnel chega a impressionar: tem aproximadamente 1 km de extensão, com mais ou menos 10 metros de largura e 15 metros de altura, todo iluminado e bem sinalizado. Em torno de 20 minutos foi o tempo que levamos para percorrer todo o caminho. Achei a experiência bem interessante.

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Pense que a lava construiu esse túnel!
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Num trecho do túnel tem que se arrastar para continuar

No Centro de Visitantes do Rancho há antigas ossadas de tartarugas, uma loja de presentinhos com valores proibitivos, um café e restaurante e… um casco gigante original que as pessoas podem entrar dentro! E você acha que eu iria perder a chance deste mico?

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O pessoal do Rancho cede galochas de borracha para os visitantes circularem pela área, super necessário para não ficar atolado na lama. A área é muito úmida e é assim que as tartarugas gostam! Fiquei impressionada com a quantidade e o tamanho das tartarugas. Afinal, estas de Galápagos, endêmicas do arquipélago, são as maiores até então conhecidas no Planeta!

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Depois de lotar a memória do celular com fotos das tartarugas, era a hora de enfrentar o caminho de volta para Puerto Ayora, mas agora sem a carona do busão, foi no pedal mesmo. Depois de sofrer no sobe e desce pela estrada de terra enlameada, eu e a Adri paramos para descansar na vila de Santa Rosa. Comemos lanche, frutas e bebemos água. Depois foi só descida pela rodovia, no asfalto, até Puerto Ayora. Um bom trecho até lá, mas tranquilo. Como a Adri vinha devagar, fazendo várias paradas, me despedi dela em Santa Rosa, e me larguei descida abaixo. Quando caía a tarde eu estava chegando na cidade. Pensem na canseira desta mochileira e no estado geral da pessoa: molhada, embarrada, exausta. Mas feliz da vida pela experiência vivida e pelo privilégio de ter visto o que vi.

Cheguei no hotel, guardei a bike e tomei um demorado banho. No início da noite o proprietário da loja veio buscar a bike. Tudo acertado, fui jantar num dos restaurantes da Calle Charles Binford e no retorno organizei meus pertences na mochila para deixar o hostal logo cedo da manhã seguinte.

Eu já estava com minha passagem de barco comprada (25 USD) para partir às 7 da manhã rumo à Isla Isabela.

Acordei cedo, coloquei a mochila nas costas e deixei o hostal. Fiz a parada costumeira na padaria para desayunar e segui para a área do porto. Fiz contato com o pessoal da agência onde comprei minha passagem e tudo transcorreu com tranquilidade. Antes de embarcar, as bagagens foram revistadas. Os guardas colocaram lacres nas bagagens, que foram retirados por outro funcionário no meu destino.Na hora marcada os passageiros entraram num bote que nos levou até uma lancha maior que aguardava ancorada na baía. As bagagens foram guardadas num compartimento próprio. A viagem foi em alto-mar, então o mar estava um tanto agitado. A viagem turbulenta e barulhenta durou em torno de 2 horas. As lanchas são pequenas e rápidas, levam em torno de 20 ou 30 pessoas cada uma.

Segui a dica de sentar mais perto do motor, onde a lancha fica mais estável na água e onde tem mais vento. Passei frio, cheguei toda escabelada em Isla Isabela, mas inteira!

Para saber sobre Isla Isabela, a ilha mais rústica e a que eu mais gostei em Galápagos, é só aguardar o próximo post!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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