Américas

Galápagos Part. III: Isla San Cristóbal – Equador

Depois de conhecer as maravilhas da natureza de Isla Santa Cruz, link aqui Galápagos Part. I: Isla Santa Cruz – Equador e Isla Isabela, link aqui Galápagos Part. II: Isla Isabela – Equador, enfim cheguei naquela que foi minha última parada no paraíso na terra chamado Arquipélago de Galápagos: Isla San Cristóbal.

Depois de enfrentar num mesmo dia duas viagens de barco em mar aberto, totalizando 4 horas de navegação, conforme narrei no post anterior, por volta das 17 horas enfim cheguei em Puerto Baquerizo Moreno, principal cidade da ilha.

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Eles estão em todo lugar. Tem que cuidar para não esbarrar nem pisar neles.

Cheguei super cansada das viagens do dia, mas ainda fiz questão de ver o magnífico e já conhecido pôr do sol no Oceano Pacífico, à partir do terraço do Hostal Gosén, onde me hospedei. Bem localizado, próximo ao centrinho, limpo, colorido, aconchegante e bonitinho. Curti o lugar.

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Mais uma pintura de sunset no Pacífico

Já na chegada no porto pude perceber que os donos do lugar são os “ultra mega fofíssimos” lobos marinhos. Eles estão por toda parte e em grande número. Tem que cuidar para não esbarrar neles nas calçadas. Super acostumados com a presença dos humanos, emanam aquele barulho característico para se comunicarem e o cheirinho que é só deles.

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Tomei um banho, descansei um pouco e fui dar uma voltinha na orla para descolar um lugar para jantar. O Malecón é a calçada da orla de Puerto Baquerizo Moreno, onde ficam o porto, os bares, restaurantes, o letreiro com o nome da cidade, lobos marinhos até nos bancos públicos e lojinhas. Achei um restaurante local com comida boa e de bom preço para os padrões de Galápagos, USD 8.

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Mais uma das tantas homenagens a Darwin em Galápagos

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Depois desabei na cama, curtindo o frescor do ar condicionado, descansando para repor as energias e me preparar para o passeio do dia seguinte.

Acordei cedo para dar mais uma pernada pela orla, fui observar os lobos marinhos reunidos em sua praia particular, devidamente cercada. Uma graça. Dá pra ficar horas lá olhando eles brigarem pelo melhor pedacinho de areia, os filhotinhos perdidos procurando a mãe, os machos gritando com qualquer um que se aproxime e todas essas coisas rotineiras na vida de um lobo marinho.

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Praia particular dos lobos marinhos

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Como a fome despertou escolhi uma cafeteria para o desayuno. Após retornei ao hostal para organizar minha mochila para meu passeio.

Meu destino daquele dia era o Cerro Tijeretas. Desde a cidade anda-se cerca de 5km, ida e volta, para fazer esse passeio. A primeira parada foi no Centro de Interpretación Ambiental Gianni Arismendy, que reúne informações sobre a história e a fauna de Galápagos, além do trabalho belíssimo de preservação que fazem nas ilhas.

De lá segui as placas até o Mirador Cerro Tijeretas. Uma escadinha  leva até um deck de madeira, de onde se tem uma vista ótima da cidade e da costa.

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Vista do Mirador no Cerro Tijeretas

O morro tem o nome Tijeretas porque é o lar do pássaro que é um dos símbolos de Galápagos, que carrega uma espécie de bolsa vermelha no queixo que infla e desinfla. Ele também é chamado de Fragata. Dei azar e não vi nenhum.

Logo ao lado do mirante, descendo a trilha e pegando pra direita na bifurcação, em vez de voltar pro Centro de Interpretación, há um ponto que dizem ser sensacional para fazer snorkel. É o Muelle Tijeretas. Não tem areia, é nas pedras mesmo. Mas tem uma escadinha pra facilitar entrar na água.

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Eu até tentei fazer snorkel, mas como já contei aqui, eu tenho um tanto de fobia com mergulho em mar aberto, e achei a água mexida, agitada, não me senti confortável e logo desisti. Fiquei com medo das marolas me empurrarem em direção às pedras e eu me ralar toda.

Acho que eu teria mais sorte conferindo antes a tábua das marés, escolhendo um horário de águas mais calmas.

Depois de lá, segui o caminho pra direita, me deparando com uma estátua do Darwin em outro mirante. Por esse caminho segui até a Playa Punta Carola. Eu estava com muito calor, louca pra me jogar na água, mas a praia não era boa para banho.

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A praia é bonita, mas absolutamente cheia de pedras, muito difícil sequer molhar os pés ali, e nenhuma árvore ao redor pra se aproveitar a sombra. E claro, lotada de iguanas enormes. Medo.

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No cantinho direito dessa praia, olhando de costas pra água, tem uma trilhazinha que leva ao caminho para a Playa Mann. Essa sim é uma boa praia!

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Bastante sombra, e, embora tenha bastante pedra, dá pra flutuar por cima delas e seguir nadando, já vendo alguns peixinhos menores. Um bom lugar para snorkel, com visibilidade ótima. Ali sim me banhei, me refresquei do calorão e curti fazer snorkel.

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Companhia no banho de mar

Fiquei até o horário do pôr do sol, que como sempre, estava um arraso de lindo! Achei interessante que às 18:00 ou 18:30, não tenho certeza, um fiscal da prefeitura retira todo mundo de dentro d’água, ao som de apito e gritos. E o pessoal obedece direitinho. Curiosa, eu perguntei o motivo, e ele me explicou que é por questão de segurança dos banhistas, pois à partir desse horário dá repuxo no mar, puxa pra dentro. Huuum… tá explicado. Legal, né.

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Good Vibes no sunset de Playa Mann

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Caindo a noite me recolhi ao hostal para banho, para tomar um chimarrão na rede e depois fui jantar e comprar lembrancinhas miúdas nas lojinhas do Malecón.

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Relax na rede

No dia seguinte, após o café, fui caminhar para a direção oposta a do dia anterior, para conhecer a Playa Lobería. Essa praia fica a uns 3 quilômetros da cidade, seguindo por uma estrada asfaltada, que dá acesso ao aeroporto.

Como o dia estava nublado encarei a pernada, que não foi pouca, agravada pelo calor úmido da ilha. Enfim, cheguei lá.

Não tem muita sombra nessa praia, mas com sorte, dá pra encontrar um cantinho nos arbustos ou a tenda dos salva-vidas poderá estar vazia. Aí é só relaxar. Eu fiquei perto de uns lobos marinhos que tiravam uma bela e sossegada soneca junto aos arbustos. Me diverti observando esses “cachorros do mar” e fazendo fotos deles.

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Delícia de soneca na praia

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Entrei algumas vezes na água para me refrescar e para observar os peixes coloridos nadando graciosamente entre as pedras.

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Muitas pedras vulcânicas e pouca faixa de areia
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Cuidado: Iguanas na pista

Como não sou muito fã de praia, e o tempo estava meio nublado, fiquei um pouco mais por lá, até próximo ao meio-dia, e depois fiz o caminho de volta para a cidade. Eu já estava decidida a almoçar no Mercado Público de Puerto Baquerizo Moreno. Super curti a comida lá. Tive um almoço gostoso pagando pouco, tendo incluso a sopa de entrada e suco. Eu adoro comer em mercados locais.

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Pensei em tirar o resto da tarde para lavar roupas e colocar para secar no varal, incluindo tênis, que nessa altura estava “podrão”. Eu queria me organizar para chegar no continente com minhas coisas limpas na mochila.

Pois foi aí que as coisas começaram a mudar…

Como eu já narrei no primeiro post desta série sobre Galápagos, link aqui Perrengue no Equador! Mas Galápagos tá Ok! – Equador, foi quando eu cheguei de volta no Hostal é que as notícias sobre a evolução meteórica da pandemia do corona vírus me fizeram repensar meus planos de seguimento do Mochilão no Equador. Para não ser repetitiva, sugiro aos leitores uma olhada no post referido, para saber como minha aventura em terras equatorianas terminou bruscamente. Mas felizmente, deu tudo certo para eu retornar para casa em segurança e com saúde perfeita. Nada a reclamar, só agradecer a Deus pela oportunidade de conhecer lugares tão incríveis, tão fascinantes, reunidos no famoso Arquipélago de Galápagos.

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Da janelinha do avião, a última visão de Isla San Cristóbal

“A impossibilidade de concebermos o universo tão grande e maravilhoso, como realmente o é, me parece o argumento principal para a existência de Deus.” (Charles Darwin, sobre a existência de Deus, em resposta à carta do topógrafo holandês Nicolaas Dirk Doedes, 2 de abril de 1873)

 

 

 

 

 

 

 

 

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