Brasil

Ilha do Combu: A floresta na porta de casa – Belém/PA – Brasil

Conhecer a exótica e encantadora Ilha do Combu era meu desejo desde a chegada em Belém, em janeiro deste ano. A ilha é a quarta maior da capital paraense, entre as 39 que a circundam. Assim que foi possível organizei a programação para passar o dia por lá. Coisa fácil, eis que a ilha fica de frente para a cidade de Belém, entre 10 e 15 minutos de navegação em barcos que partem a todo momento do Terminal Hidroviário Ruy Barata, na Praça Princesa Isabel. Cada trajeto tem custo entre R$ 5 e R$ 10.

Mesmo com o pouco tempo de navegação se tem a sensação de ter viajado por horas, tal a diferença do cenário e do modo de vida. O lugar em nada lembra o lado urbano da cidade e é um refresco para quem busca maior contato com a natureza sem pegar a estrada. À medida que os barcos se afastam da costa de Belém rumo à Ilha do Combu já é possível ver o skyline da selva de pedras ficando para trás, dando lugar ao intenso verde da selva amazônica. Um contraste incrível!

Essa Área de Proteção Ambiental (APA) está na margem esquerda do rio Guamá, a 1,5 km ao sul de Belém. Com 15 km² de extensão, a ilha é procurada por seus passeios em furos e igarapés locais, como são conhecidos os braços de rios que criam canais naturais que invadem o interior da ilha.

Combu é um oásis repleto de verde, onde bons restaurantes servem o melhor da culinária paraense com linda vista para Belém ou para o verde. São diversas opções de lugares para saborear bons pratos, tanto à beira do Rio Guamá quanto em seus igarapés. Enquanto os barcos passeiam pelas estreitas faixas de água, chamados por aqui de “furos” (fazem as vezes de ruas permeando o interior da ilha), é possível ver cada um dos restaurantes e também um pouco do modo de vida dos ribeirinhos.

Na nossa primeira incursão na Ilha fomos conhecer o mais famoso entre os restaurantes da Ilha do Combu, o Saldosa Maloca (com L mesmo), que conta com maravilhosa e ampla varanda com vista para Belém. O lugar tem excelente comida, trilhas em meio a diversas espécies amazônicas, inclusive uma linda samaúma. Os pontos negativos ficaram por conta dos preços do cardápio, que achamos bem salgado, e o fato de não podermos nos banhar nas águas do rio, por conta de restrições da pandemia, o que murchou o ânimo das meninas. Imaginem, maior calorão, suador amazônico, toda a água do Rio Guamá a nossa frente, e não poder usufruir. Paciência, né. Promessa de retorno num momento mais favorável.

O momento chegou quando tive notícia na rede social da Filha do Combu, a Dona Nena, de uma promoção de 50% em um dos roteiros da conhecida produtora de chocolate orgânico. Como adoro uma promo… bora retornar à Ilha do Combu! A iguaria ficou famosa depois de passar pelas mão dos chefs Tiago Castanho (restaurante Remanso do Bosque) e Alex Atala (restaurante D.O.M). Desde então, os chocolates orgânicos Filha do Combu viraram febre entre os turistas.

Como amo turismo de experiência aderimos ao Roteiro Chocolate do Combu, que incluiu assistência de um guia desde a travessia do barco, trilha interpretativa de 500 metros na mata de várzea onde crescem os cacaueiros, visita a uma samaúma de aproximadamente 250 anos, acompanhamento da demonstração do processo de produção do chocolate do Combu e pra finalizar, um café degustação com chocolate quente, bolo de cacau e brigadeiro da floresta. Tudo delicioso.

Tive o prazer de conhecer e conversar com a Dona Nena, a simpatia e a simplicidade em pessoa, e saber de sua história de vida, uma batalhadora. Antes de ir embora, é claro que passamos na lojinha e levamos na sacola licor de cacau, brigadeiro da floresta pra comer no pote e outras delícias.

Depois de alguma indecisão a respeito da escolha do restaurante onde almoçaríamos (são cerca de 25 estabelecimentos funcionando na Ilha, contudo, outros abrem para o atendimento em época de férias, e o número pode chegar a mais de 30 bares e restaurantes em funcionamento), atendemos a sugestão da simpática guia que nos acompanhou no passeio na Filha do Combu e tomamos o barco até o restaurante Solar da Ilha, de frente para o Rio Guamá, com vista para a cidade. Gostamos muito do restaurante, especialmente as meninas, que se fartaram de banhos no rio. Confesso que fiquei com muita vontade de seguir para outro, mais para dentro da floresta. Ficará para outra oportunidade de retorno ao Combu, que com certeza, serão muitas durante nossa permanência em Belém.

Fiquei imaginando a beleza de um pôr do sol com a vista à partir da Ilha do Combu… Não tenham dúvida de que vou conferir,viu.

2 comentários em “Ilha do Combu: A floresta na porta de casa – Belém/PA – Brasil

  1. O nosso Estado do Pará, existe muitas belezas naturais, infelizmente os nossos Governantes, esquecem de inserir dentro das políticas públicas e ambientais, observamos que às águas dos Rios estão com aspectos de lama, e uma pena pois a região tem grande potencialidades para desenvolver o Turismo, são várias ilhas no entorno da Capital

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    1. Verdade Geneci. Infelizmente tenho percebido o descaso com as questões ambientais aqui no Pará. Sendo que um aproveitamento consciente dos recursos naturais pelo turismo poderiam gerar muito mais renda à população. Taí a importância de eleger governantes que valorizem a pauta ambiental. Abraço.

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