Brasil

Lodge de selva na Floresta Amazônica: minha experiência – Amazonas – Brasil

Como mencionei no post anterior referente às férias de julho deste ano, link aqui Frida na Rota da Amazônia Atlântica – Pará – Brasil, eu aproveitei a folga da rotina de dona de casa e mãe de três adolescentes para matar um pouco a saudades das viagens. Mesmo estando vacinada, faço coro à fala das autoridades de saúde de que ainda vivemos um momento pandêmico que requer cuidados de todos. Por isso escolhi os serviços de quem demonstrou compromisso com as determinações sanitárias vigentes e priorizei experiências em espaços abertos, junto à natureza e sem aglomerações.

Já tem algum tempo que eu desejava viver essa experiência de imersão na Floresta Amazônica, a maior floresta tropical do mundo, que ocupa 42 % do território brasileiro, estando presente nos Estados do Acre, do Amazonas, do Pará, de Rondônia, de Roraima, do Amapá, de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão. Outros países sul-americanos também são privilegiados com a Floresta Amazônica: Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia, além do território da Guiana Francesa.

Como o voo que fiz para Manaus fez uma conexão em Santarém/PA, em baixa altitude eu pude ver a imensidão das águas dos rios e seus afluentes, paranás, alagados, em meio à floresta verde. Uma imagem impactante por sua grandeza e magnitude.

A sensação de pertencimento a este lugar, meu País – Brasil – e o reconhecimento de minha brasilidade, vieram muito fortes. Vontade de defender com unhas e dentes nosso patrimônio natural contra invasões e depredações e dos interesses econômicos que ignoram e menosprezam toda a vida contida na grande floresta.

Penso que se mais brasileiros tivessem a oportunidade ou direcionassem seu interesse turístico para a Região Norte, especialmente para a Amazônia, vendo com seus próprios olhos, sentindo e interagindo com toda a riqueza natural e humana que ali está, teríamos muito mais garra e disposição para lutar pelos reais interesses de soberania em nosso País. Só os livros,, imagens e documentários não dão conta, não bastam neste caso. A Amazônia é uma experiência sensorial, você tem que estar ali, presente de corpo e alma. E sentir-se parte dela. Vou dizer: não tem Parque da Disney que bata. Essa é a minha conclusão.

Eu já tive a oportunidade de conhecer Manaus e as cachoeiras e grutas do município de Presidente Figueiredo em dezembro de 2017, acompanhada do amore Lu, das filhotas e familiares. Contei sobre essa aventura em dois posts, para leitura links aqui Belém do Pará, Ilha do Marajó, Alter do Chão e Manaus – Desbravando a Região Norte – Brasil e Expedição (Excursão) Amazônica. Mas claro, foi um rasante na capital do Amazonas e ficou um gostinho de “quero mais”. Desta vez fui “alone”, numa versão de “Amazônia – O Regresso”!

Escolhi partir de Manaus, considerando a logística para o meu deslocamento e porque descobri uma empresa instalada na cidade que viabiliza esse tipo de experiência, a Iguana Viagens e Turismo. Mas há várias nesse seguimento instaladas na capital amazonense. Importante uma explicação preliminar: eu era sim desejosa de uma experiência no coração da grande floresta, mas não queria ter uma vivência de sobrevivência na selva, tipo “largados e pelados”. Me fiz entender? Eu queria a proximidade com a floresta e seu precioso ecossistema, uma interação com a população ribeirinha, mas sem passar trabalho. Desejava contar com o mínimo de conforto e segurança, mesmo que de forma rústica e simples. Uma imersão na Amazônia versão “nutella”, senhores. Não seria pecado, seria?

Após pesquisas na net e relatos de mochileiros que aderiram aos pacotes de 1 a 4 noites na selva, oferecidos pela Iguana, me decidi pelo pacote chamado por eles de Alligator, compreendendo 4 dias e 3 noites de vivência na floresta. Reservei esse pacote com o pessoal da Iguana, e também uma cama no Local Hostel, com quem eles tem parceria. Com a facilidade de estar bem pertinho da Iguana e no coração do centro histórico de Manaus, a um quarteirão do Teatro Amazonas, considerei uma acertada a escolha pelo Local Hostel. Gostei tanto do atendimento dos funcionários, da vibe tranquila e amistosa, das pessoas que conheci e interagi por lá que retornei no hostel, durante esta trip, por mais outras duas vezes.

Para fins de organização do relato desta viagem ao Amazonas, vou organizar a narrativa dia a dia, ok.

Dia 1 – Aterrissagem no aeroporto de Manaus por volta das 16 h 30 min ( na chegada me dei conta que o fuso horário de Manaus tem uma hora atrasada em relação à Brasília). Chamei um Uber que me levou até o Local Hostel, no Centro Histórico. O aeroporto é bem longe do centro, quase 20 km, demorou cerca de meia hora esse deslocamento.

Após me instalar no hostel fui dar uma caminhada no Largo de São Sebastião, que fica exatamente atrás do Local Hostel, só dei a volta no quarteirão já estava de cara com o imponente Teatro amazonas. Fui em busca de algo para almoçar, pois a tarde caía e eu não tinha almoçado ainda. Fome apertando. Escolhi um restaurante entre vários que circundam a praça, com o lindo Monumento à Abertura dos Portos às Nações ao centro. Pedi uma porção de pasteizinhos de sabores variados e uma cervejinha para arrematar. Cansaço instalado no corpo, fiquei observando a beleza do Teatro e o vai e vem das pessoas, “locais” e turistas. Não me demorei e retornei para o hostel. Fiquei jogada num sofá na área de convivência, tomando chimarrão e lendo um livro. Quando os olhos pesaram a ponto de não conseguir prestar mais atenção na leitura fui para o quarto, tomei um banho e no frescor do ar condicionado adormeci quase que imediatamente. Acordei passava da meia-noite. Desci para a recepção atrás de um café, que tomei acompanhado de uns biscoitos que eu trazia na mochila. Aguardei até por volta das 2 da manhã o sono querer me derrubar e retornei ao quarto onde dormi até a manhã seguinte, acordando sob o som do despertador.

Dia 02 – Acordei 7 da manhã. Saí pra rua atrás de uma padaria para tomar café. Retornei logo e organizei minha mochila. Conforme combinado, pontualmente às 8 h o pessoal da Iguana veio me buscar. Passamos no escritório da empresa para acerto financeiro e depois em pequenos grupos seguimos de van e carro até o Porto do CEASA. Lá tomamos uma lancha rápida até à Vila do Careiro da Várzea. Passamos pelo famoso Encontro das Águas, no meio do Rio Negro, observando a junção deste ao Rio Solimões. A lancha pára ali por algum tempo enquanto o guia dá explicações sobre o fenômeno e a gente faz as tradicionais fotinhos. É nítida a diferença das cores das águas e esse fenômeno segue por vários quilômetros, até que as duas águas efetivamente se misturem, formando o grandioso Rio Amazonas. Muito interessante. Eu já havia visto esse fenômeno durante minha visita anterior à Manaus, mas bacana reviver a experiência.

Quando a lancha aportou na Vila do Careiro da Várzea seguimos então por estrada de asfalto a bordo de uma Kombi, num trajeto de cerca de 50 minutos. Parte desse é designado como a conhecida Transamazônica. Em certa altura o carro acessou uma via à esquerda, rumando para o município de Autazes, pela rodovia AM-254. Mais um tanto de estrada e então o veículo dobrou à direita, seguindo por estrada de chão bem esburacada e enlameada. Seguimos sacolejando por alguns quilômetros, até que chegamos numa área junto ao Rio Paraná do Mamori. Deu tempo de tomar água, esticar as pernas junto a um barzinho que funciona ali e logo tomamos uma lancha rápida novamente, por cerca de 45 minutos até à Pousada Juma Lake Inn. Tive a sorte de fazer esse trajeto de chegada num lindo dia de sol e calor. Foi uma bela recepção pra quem, como eu, ansiava por essa experiência. A lancha parecia deslizar por sobre a água, entre canais e alagados. A grande chuvarada que caiu no inverno amazônico deste ano foi considerada histórica, elevando o nível dos rios em mais de 30 metros. Um recorde. Então a paisagem era composta de água e mais água e o verde da copa das árvores fora do nível da água. Impressionante. As casas dos ribeirinhos encarapitadas nas palafitas, em locais mais altos ou flutuantes chamou a minha atenção. Nem percebi passar o tempo de tão encantada que estava com a paisagem amazônica da cheia.

Quando chegamos na fofíssima e rústica pousada Juma cada um foi direcionado para seu dormitório conforme tinha escolhido no pacote da Iguana. Eu optei por uma cabana privativa e não me arrependo nadinha. Quando chegava exausta dos passeios ou somente queria descansar um pouco, contemplar a paisagem, a privacidade da cabana foi uma benção.

Esparramei as coisas da minha mochila por toda a cabana e ali me senti segura e confortável. Troquei de roupa, já coloquei biquíni, chinelos e respirei fundo o ar puro. A vista do rio ali na frente, a imensidão de água e floresta contrastando com o céu azul e o sol quente me tocou profundamente. Finalmente, eu realizava um acalentado projeto de viagem no Brasil. Gratidão!

Logo me chamaram para o almoço. As três refeições estão inclusas no pacote oferecido pela Iguana. Mas recomendo levar uns lanchinhos, chocolate, uns snacks, por que a fome chega nos intervalos das refeições, durante as atividades do dia.

Comida caseira deliciosa e caprichada sai diariamente da cozinha da Dona Maria, a proprietária da pousada e uma simpatia de pessoa. Cardápio baseado em peixe e acompanhamentos, tudo muito gostoso. Bebidas são vendidas a parte, anotadas num formulário para acerto no check out. Tomei muitos copos de suco de cupuaçu por lá. Adoro!

Depois do almoço já veio aquela preguiça chamando para um cochilo. Atendi o desejo do corpo. O horário acertado com o guia Conrado para saída para a atividade da tarde eram às 15 horas. Beleza.

No horário combinado nosso grupo estava no deck pronto para sair com o barco a motor, sob o comando do Conrado. No trajeto ele foi apontando animais como macacos de diversas espécies e aves. Em determinado ponto do rio entramos num alagado sombreado e então Conrado nos passou as varas de pesca. Hora de pescar piranhas!

Eu nunca me interessei por pescaria e poucas vezes na vida tentei fisgar algum peixe. De qualquer forma me integrei na atividade proposta e fiz insistentes tentativas de pescar um peixinho que fosse. Assisti impávida todos os companheiros do grupo fisgarem piranhas (foram devolvidas ao rio, a pesca era esportiva), menos euzinha. Que fiasco, gente. Me contentei em pedir para uma das meninas, sem a menor cerimônia, a vara de pesca com o dito peixe no anzol, para uma fotinho de lembrança do episódio. Mas confesso: não fui eu que pesquei, não tive essa capacidade. Risos.

Quando enfim Conrado deu por encerrada a pescaria (ufa!) nos dirigimos para um ponto no meio do rio e ali assistimos um pôr do sol de arrasar. E muito banho de rio com aquele cenário dourado nas águas. Que momento, senhores, que momento…

Quando o astro rei se despediu no horizonte retornamos à pousada para banho e jantar. Depois ainda saímos de barco na escuridão da floresta para fazer a focagem de jacaré. Conrado, com toda a sua experiência de guia na Amazônia, foi na proa do barco e localizou, com o uso da lanterna, um pequeno jacaré em meios às plantas no alagado e pegou o bicho com a mão. Quando nos demos por conta o bicho já estava dentro do barco, seguro por Conrado. Que coisa! O guia explicou alguns detalhes do animal, disse que era uma fêmea, pequena ainda. Observamos curiosos e depois assistimos a bichinha tranquilamente tomar rumo para seu habitat, alagado adentro. Muito bacana!

Depois desse dia intenso de vivências e emoções, da logística toda pra chegar até à Pousada Juma, eu estava pregada de cansada. Foi só o tempo de chegar na cabana, localizar a cama e desabei. Nem lembrei de abrir o mosquiteiro. Se tinha carapanãs (pernilongos) eu não vi nem senti picadas. Só acordei com o despertador às 5 da manhã seguinte, para mais um dia cheio de emoções na Amazônia.

Dia 03 – Noite lá fora ainda e nosso grupo no deck, prestes a entrar no barco com Conrado no comando, sempre. Nos dirigimos a um ponto do rio a fim de ver o sol nascer no horizonte amazônico. Como havia chovido durante a noite as nuvens ainda não haviam se dissipado completamente, e o amanhecer não foi com céu limpo. Mesmo assim, lindo. Todo mundo sonolento no barco e nada do espetáculo matutino. Até que chegou um momento que Conrado desistiu da empreitada (não ia rolar mesmo) e retornamos para a pousada, para o café da manhã.

Depois do café da manhã saímos de barco até um ponto onde atracamos em terra firme, na margem. Dali em diante segui-se uma caminhada por uma trilha na floresta por cerca de 3 horas. Durante a trilha o guia foi indicando árvores, plantas e o uso que o ribeirinho, o pessoal que vive na região, faz delas. Muitas são medicinais e muitas outras são utilizadas para se fazer utensílios para o dia a dia das famílias. Conrado também fez simulações de sobrevivência na selva utilizando os materiais disponíveis na floresta.

Finda a atividade na trilha retornamos até onde estava o barco e depois para a pousada, já para o almoço.

Tivemos um intervalo até às 15 horas para descansar, para tomar banho de rio em frente ao deck da pousada, para curtir o ambiente enfim. Eu estava mortinha de sono e cansaço pela caminhada e só quis saber de dormir até perto do horário da saída para a próxima atividade do dia. E que atividade foi essa, gente!

Organizamos pertences e saímos para acampar na floresta. Munida de muito repelente e disposição. Primeiro seguimos de barco até onde fica o ponto do acampamento. No local a estrutura se resume a uma pequena clareira na mata, próxima ao alagado, e uma palhoça, um coberto com palha.

Descemos do barco e deixamos nossas mochilas penduradas lá, os sacos com as redes, caixas com alimentos. Esse momento foi tenso pois os carapanãs estavam ansiosos pela chegada de sangue novo. Não respeitavam a legging que eu usava, a manga comprida e picavam mesmo assim, por cima da roupa. Deu medo, viu, de ser devorada pelos insetos, pois estavam em enxames e eram enormes. Respirei fundo. Conrado já chamava pra subir no barco para assistir o pôr do sol e tomar banho no rio. Maravilhoso!

Antes de chegar de volta no acampamento eu já passei repelente em todo o corpo e vesti a roupa comprida, deixando só as mãos e o rosto de fora (capuz na cabeça). Foi uma decisão acertada.

Conrado acendeu a fogueira e começou os preparativos para nosso jantar. Barriga roncando. Enquanto a comida cozinhava (arroz com legumes) na panela colocada encima de uma grelha e o frango assava ali na brasa, Conrado nos chamou pra irmos até a água, para conhecer nossa “vizinha” de acampamento; a Curumim.

Segundo Conrado, Curumim é um jacaré fêmea, sua velha conhecida dos acampamentos no local. Ele subiu no barco e procurou por ela com a lanterna, a chamando pelo nome e jogando na água pedaços de frango. Rapidinho a bichinha surgiu por detrás da vegetação, na direção do lanchinho que lhe era oferecido. À princípio víamos somente os dois olhos brilhando na escuridão, na luz da lanterna. Chegando mais perto do barco onde estávamos encarapitados pude ver que o animal era grande, pelo tamanho da cabeça. Curumim calmamente comeu os pedaços de frango que boiavam na água, deu seu showzinho para os turistas embasbacados, e depois calmamente retornou para seu reino, a floresta. Sensacional! Infelizmente não fiz fotos desse evento.

A pergunta que não queria calar, dirigida a Conrado era: havia a possibilidade de Curumim sair da água e visitar o acampamento durante a noite? Isso já aconteceu antes? Eu matutava como seria dar de cara com um enorme jacaré rastejando por debaixo das redes durante a madrugada. Ai, Meu Deus…

Conrado desconversou para tentar amenizar nossos medos ou pra elevar a adrenalina, não sei bem. Pelo sim pelo não, no meio da madrugada, quando minha bexiga doía, de tanta vontade de fazer xixi, após eu conferir os arredores com a lanterna, o máximo que eu consegui foi descer da rede e ali mesmo, ainda debaixo do mosquiteiro, me aliviei. Coragem pra ir mais longe do que isso eu não tive.

Jantamos a refeição preparada por Conrado, que me pareceu deliciosa (a fome ajuda na avaliação, né). Ajudamos Conrado a armar as redes e os mosquiteiros. Ainda demos uma volta de barco, num espaço mais aberto no rio, para contemplação das estrelas no céu limpo. Emocionante a consciência de estar no meio da Floresta Amazônica, dentro de um pequeno barco no rio, na escuridão, observando a grandeza do Universo, da Via Láctea, enfim, a face de Deus. Eu estava onde escolhi estar. E muito feliz. Pena que não consegui fazer fotos boas desse momento. Mas ele permanece indelével na minha memória e no meu coração.

Cansaço batendo, logo retornamos ao acampamento e o grupo foi se aninhando, cada um em sua rede, com o cuidado de não deixar nenhum espaço aberto entre a rede e o mosquiteiro. Era só a escuridão da mata, o restinho do fogo crepitando ali do lado, e o barulho dos habitantes da floresta. Me senti bem nesse lugar, feliz pela experiência que vivenciava e logo adormeci. Detalhe: eu nunca havia dormido numa rede. Na verdade, digo que passei a noite, não dormi exatamente. Foram vários cochilos, intercalados por eu me virar de um lado para o outro tentando encontrar uma posição mais confortável. Seguiu assim até o dia amanhecer, por volta das 6 horas da manhã.

Dia 04 – Acordada, deitada na rede, ouvindo o barulho da floresta, percebi o dia chegando, as luzes do amanhecer ainda escondidas pela copa fechada das árvores. Quando vi Conrado se movimentando, mexendo no fogo, para preparar nosso café, também me animei a levantar e logo o restante do grupo estava de pé. Fiz a higiene do jeito que deu, organizei minhas coisas e fiquei por ali, aguardando o café que não tardou. Muitos ovos cozidos, biscoitos água e sal, café preto, tipo “de chaleira”, como se diz no Sul, sem passar no coador. Para mexer Conrado usou um pedaço de pau em brasa que retirou da fogueira. Acho que foi esse tempero especial que deixou o café tão gostoso.

Ajudamos Conrado a desmontar o acampamento e guardar as coisas no barco e então me despedi daquele recanto na floresta, que me proporcionou uma das experiências mais diferentes e legais da minha vida.

Antes de retornar à pousada fomos até um ponto na floresta para avistar uma sumaúma (samaúma para alguns), em área alagada. De dentro do barco pudemos ter a dimensão do tamanho da grande árvore, que ainda era jovem, segundo Conrado, iria crescer muito mais ainda.

Feita essa visita, aí sim rumamos para a pousada, onde aproveitamos o restante da manhã para banhos no rio, para conversar, especialmente com os integrantes do grupo, de quem fiquei mais próxima. Achei toda a turma muito bacana. Integravam nosso grupo pessoas dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e uma equatoriana residente nos EUA.

Depois do almoço parte do grupo já partiu, retornando à Manaus. Eu ainda fiquei por mais um dia na Pousada Juma.

Usei o intervalo da tarde para dormir. Ainda cansada da atividade do acampamento na floresta, especialmente a noite na rede.

Por volta das 15 horas saímos para mais uma atividade de barco: canoagem. Conrado deixou o motor do barco na pousada e seguimos remando pelos igarapés e igapós que se formaram pela grande cheia do rio. O guia ia apontando animais (espécies de macacos), botos e aves. Os remos eram passados entre todos. Quando alguém cansava passava para outra pessoa. Conrado insistia em localizar uma cobra sucuri para nos mostrar, mas ninguém pareceu animado com a ideia e ele desistiu (morro de medo de cobras). Então seguimos para o meio do rio para contemplação de mais uma pintura de pôr do sol e banho de rio.

Chegamos na pousada já bem à tardinha. Então tive um tempo para descansar, tomar banho e somente saí do quarto no horário do jantar e logo retornei para meu aconchego na cabana. Me senti feliz por não ter nenhuma atividade durante a noite, queria sossegar, descansar. Chovia muito e o barulho no telhado era canção de ninar para mim. Então dormi como um bebê.

Dia 05 – A chuva cessou na madrugada. Mas o céu amanheceu nublado, com nuvens pesadas. Após o café da manhã saímos de barco até um ponto na floresta. O objetivo era conhecer o processo de extração de látex de uma seringueira e a transformação dessa seiva em borracha, aquecendo-a no fogo. Bem interessante.

Ocorre que com a chuvarada que caiu na noite anterior estava tudo encharcado na floresta, e Conrado teve dificuldade em fazer a demonstração. Teve que abreviar sua apresentação. Mas compreendi o processo.

No trajeto de ida para essa atividade pegamos leve chuvisco. Mas no retorno para a Pousada Juma choveu torrencialmente. Nosso barco enfrentou com vigor o volume de água que caia do céu e a cheia do rio. Eu e meus companheiros de aventura completamente ensopados. Eu tremia de frio e só torcia para chegar logo na pousada. Conrado permanecia impassível, sem demonstrar pressa ou qualquer incômodo com a tempestade. Quando enfim avistei a Pousada Juma, tive uma sensação de alívio. Corri para minha cabana e tomei uma banho (frio, obviamente, é assim nessa região) e depois me dediquei a organizar minha mochila, pois o horário de saída do barco para retorno à Manaus era às 13 horas. Recolhi todos os meus pertences, esparramados pelo interior da cabana e ainda tomei chimarrão antes do almoço. A chuva parou e o céu azul, sol, vieram coroar com lindas cores esse momento de despedida da Pousada Juma. Eu diria um “até logo”. Parti já querendo retornar num outro cenário, da seca, para curtir praias, na companhia do restante da família. Desejo de proporcionar essa rica experiência às minhas meninas também.

Fizemos ao contrário agora toda a logística de deslocamento idêntica à da vinda para a Juma. Na lancha rápida fui apreciando mais uma vez a cheia que alagou grandes áreas de floresta. É sempre assim, todos os anos, alternando as estações na Amazônia. O inverno, no primeiro semestre, representado por muita chuva, cheia dos rios e o verão, no segundo semestre, quando a água seca, desce para o nível normal do leito dos rios e as praias de areia aparecem, junto com calor e sol forte.

Por fim, no final da tarde eu estava novamente em frente ao Local Hostel, em Manaus. Mesmo sem ter previamente reservado uma cama, felizmente eu consegui.

Fiz um lanche num boteco na região do Largo de São Sebastião e retornei ao hostel, onde permaneci até a manhã seguinte.

Aproveitei esse tempo para fazer pesquisas na net sobre a melhor forma de me deslocar até o município de Novo Airão, localizado a cerca de 180 quilômetros da capital. Entre as alternativas propostas, optei pelo táxi compartilhado (lotação de 4 pessoas) que parte na subida da Ponte do Rio Negro, na Rua Coronel Cyrillo Neves, na margem esquerda de quem vem de Manaus, junto à Associação Anajaú Rádio Táxi. A passagem custou 75 reais. Pela agilidade e conforto, é válido.

Dia 06 – Acordei cedo como sempre, por volta das 6 horas. Organizei minha mochila, fiz check out e chamei um Uber. Informei a localização da Anajaú e cerca de 15 minutos depois eu já estava no ponto de táxi. O pessoal guardou minha mochila enquanto fui tomar um café na lanchonete ao lado, aguardando a chegada de mais um passageiro para partirmos. Foi só o tempo de eu engolir o café com o misto quente e me chamaram. Fechou!

Foram quase 3 horas de viagem de carro até Novo Airão. Eu já havia reservado um quarto na Pousada Barão do Rio Negro, com a indicação “simples e de bom preço”. Fui pra lá. Quando cheguei eu era a única hóspede da pousada, em plena quarta-feira 10 da manhã.

Deixei minhas coisas no quarto e fui caminhar pela pequena cidade. Novo Airão abre as portas para um dos mais ricos patrimônios biológicos e ecológicos do Brasil: o Parque Nacional de Anavilhanas. Também sedia o Parque Nacional do Jaú.

Para conhecer Novo Airão, mesmo sendo cidade tão pequena, é preciso ter espírito de viajante e se integrar à cultura local. O estilo é lento. Quem tem pressa não deve ir a Novo Airão.

Eu caminhei por praticamente toda a área central de Novo Airão durante os dias em que lá estive.

Antes do almoço passei pela praça central, onde fiz algumas fotos e em seguida me dirigi ao CAT – Centro de Atendimento ao Turista, que fica na avenida principal chamada Avenida Ajuricaba, na entrada da cidade, onde recebi dicas de passeios e locais a visitar, bem como contatos de barqueiros para me levarem ao Anavilhanas.

Ainda dei uma conferida no lindo artesanato em madeira produzido pelos artesãos da Fundação Almerinda Malaquias, onde comprei uma colher de pau em formato de peixe-boi muito fofinha. Também passei pela AANA – Associação dos Artesãos de Novo Airão, que produz artesanato com arumã, uma planta típica da região. Depois do manejo da planta ela fica pronta para ser trabalhada pelos artesãos, e então aparecem lindos tapetes, esteiras e cestarias. Eu fiquei doida pra trazer um tapete pra casa, mas minha mochila não comportava.

A fome me lembrou do almoço. Então me toquei para o Sabor do Sul, pertencente a um gaúcho radicado a mais de 30 anos em Novo Airão. Lá comi um escabeche de peixe surubi delicioso. E os gaúchos “prosearam” bastante, claro.

Barriga cheia, fui tirar uma longa soneca no conforto do ar condicionado na pousada, para me recuperar do cansaço da viagem e da pernada pela cidade.

Somente pelas 17 horas me animei a sair pra rua novamente. Fui conhecer o artesanato produzido pela tribo indígena Waimiri Atroari, numa lojinha da cidade. Lindíssimo artesanato produzido pelos índios. Comprei pequenos itens e um livro que chama “Waimiri Atroari – a história que ainda não foi contada”, do sertanista e indigenista Gilberto Pinto Figueiredo Costa, que narra os primeiros contatos entre os brancos e a tribo dos índios Waimiri Atroari e a nefasta e contínua intervenção e destruição da cultura, relatos de muitas mortes dos índios, a crianção e posterior diminuição da área da reserva indígena pertencente a eles. Ainda não terminei a leitura e já estou estarrecida com o relato de tanta maldade e covardia praticada contra os índios.

Na sequência de minhas caminhadas neste dia, segui em direção ao Flutuante dos Botos, acompanhando a margem do Rio Negro, que no cair da tarde apresentava um lindo sunset. Maravilhoso!

O Flutuante já estava fechado e aproveitei para caminhar até o final da rua, observando o rio e a rotina dos moradores. Depois retornei para a pousada. Hora do chimarrão, conversa com o pessoal da pousada e por fim aqueci uma marmita que trouxe do almoço (muuuita comida), me fazendo acompanhar de um vinho chileno que comprei no Mercado São José, apelidado pelos habitués de “Roma” da cidade, porque tem até produtos sofisticados, incluindo vinhos tintos e espumantes. Embalada pelo vinhote, dormi como um anjo.

Dia 07 – Acordei disposta a tomar meu café na Tapiri Cofee & Dinner. Fofíssimo lugar, bem caprichado. Optei por uma tapioca com tucumã (fruta regional, a cara do Amazonas), banana frita e queijo coalho. Com café preto. Uma delícia!

Depois segui minha caminhada na orla do Rio Negro, em direção ao Flutuante dos Botos. Estava doidinha para ter a experiência de interação com os botos cor-de-rosa (lá chamam de vermelhos). Paga-se 20 reais pelo acesso ao atrativo. Baratíssimo pelo que oferece, ao meu ver.

Chegando no local fui recepcionada pela Marisa, que é a pessoa a quem os botos reconhecem e interagem desde que ela era uma menina de cerca de 7 anos. Essa história linda é contata pela própria Marisa e também é circunstanciada por um vídeo produzido pelo ICMBIO e reproduzida no Flutuante na chegada dos turistas. Esse vídeo é abrangente e mostra Anavilhanas e a vida nas comunidades ribeirinhas. Bem legal.

Marisa orienta como deve ser o comportamento do visitante no momento da interação com os botos. Eu achei muito bacana. Resume-se a sentar na borda do flutuante com as pernas dentro da água. Marisa senta no meio. Chama os botos pelos nomes que deu a eles, para alimentá-los com peixes. Ela diferencia cada um deles, cerca de 15 animais. Quando eu estava lá vieram 4. Marisa explicou que eles vivem livres no rio. Vem visitar o flutuante quando querem. Que ela dá cerca de 2 kg de peixe por dia. O restante da alimentação eles devem pescar, buscar na natureza.

Fiquei emocionada a ponto de ir às lágrimas, encantada com a aproximação dos animais junto a meus pés. Eles são enormes, alguns chegam a medir 2 metros de comprimento. E muito dóceis e amáveis. Com certeza, um dos pontos altos dessa viagem. Simplesmente sensacional.

Na verdade eu já havia tido contato próximo com os botos cor de rosa na viagem anterior que fiz à Manaus, narrado no post link Belém do Pará, Ilha do Marajó, Alter do Chão e Manaus – Desbravando a Região Norte – Brasil. Mas depois, com mais acesso à informações e maior consciência ambiental, compreendi que aquele tipo de turismo comercial e maciço praticado em Manaus não é legal, se pensarmos no bem estar dos animais. Na verdade ele explora os bichos e os mantém numa espécie de cativeiro, na busca do alimento fácil. Também porque a maciça presença humana tão próxima, inclusive com toque nos animais (soube de relato de agressões deliberadas por idiotas de plantão) não faz nada bem aos animais. Hoje eu não frequentaria um lugar como aquele.

Achei muitíssimo mais adequado o manejo respeitoso praticado pelo pessoal do Flutuante dos Botos. Saí de lá, depois de uns 15 minutos observando os animais, muito feliz e satisfeita pela empreitada do deslocamento até Novo Airão somente por aquele momento. Mas teve muito mais, claro.

Persisti com meus contatos com os barqueiros, em busca de adesão a um grupo para o passeio ao parque Nacional de Anavilhanas, mas sem sucesso. Tive a previsão de um possível passeio somente para a manhã seguinte, sexta-feira. Tá ok, pensei, bora curtir Novo Airão no seu ritmo slow travel.

Em torno das 11 horas da manhã segui para o Restaurante Flutuante Flor do Luar, na margem do Rio Negro. Nesse horário e considerando ser dia de semana, o local estava quase vazio, bem tranquilo, como eu gosto.

Escolhi minha cadeira no deck, pedi uma caipirinha, água mineral, uma porção de bolinho de pirarucu, e fiquei tomando sol, intercalando com banhos de rio, até por volta das 14 horas, quando o tempo fechou, anunciando a chuva. Hora da retirada!

Fiz um cochilo delicioso no quarto da pousada com a música do barulho da chuva lá fora.

No final da tarde, passada a chuva, retornei ao Tapiri para o café da tarde. Comi um bolo de chocolate com coco, tipo Prestígio, saído do forno, acompanhado de café preto, que fez minha glicose subir a níveis altíssimos. Risos. Estava muito gostoso mesmo.

Na sequência, já de notinha, fui dar uma volta na pracinha, passei no Bar do Alex, o Saloon Ajuricaba, e bati um papo com ele, dei um tempo por lá. O Bar do Alex é um point da cidade e serve uns hamburguers caprichados. O casal Alex e Alessandra são proprietários, além do gastrobar, de uma loja de biojoias, um clube de tiro e sócios de uma barbearia masculina, tudo no mesmo complexo. A seleção musical tem jazz, blues, rock e MPB. Os drinks são autorais. A decoração tem bicicletas Peugeot anos 40, deixadas por aventureiros franceses que chegaram à cidade pedalando. A frente de uma Kombi foi transformada no balcão do bar. A luz de penumbra e uma mesa de sinuca completam o clima descolado.

Depois de um tempo no Bar do Alex retornei para a pousada onde me recolhi. Saliento que Novo Airão é muito segura, pacata. Bem tranquilo caminhar sozinha de um lado para o outro, mesmo à noite, foi o que me disseram.

Dia 08 – Acordei cedo e fui tomar café numa lanchonete próxima à pousada. Depois rumei para a AATRA – Associação Anavilhanas de Transporte Aquaviário e Turismo, ponto de encontro com o barqueiro conhecido como “Vermelhinho”, com quem fechei o passeio ao Parque Nacional, aderindo a um grupo com mais 3 pessoas. A minha parte custou 100 reais. Super válido.

Encontrei Vermelhinho e seguimos de barco até a pousada localizada num igarapé, onde estava hospedado o restante do grupo. Todo mundo embarcado, seguimos pelo Rio Negro, Anavilhanas adentro.

O passeio durou quase 4 horas. Circulamos de barco pelas áreas alagadas e por um grande lago. O barqueiro, era evidente, nascido e crescido no município, conhecia o labirinto das águas formado pelas 400 ilhas de Anavilhanas e seus santuários secretos. O cenário no entorno era feito de água, o verde da floresta, a copa das árvores, pois o restante estava submerso, e o azul do céu, o sol brilhando.

Foi um passeio contemplativo, bem tranquilo. Fizemos uma parada, numa comunidade ribeirinha chamada Tiririca. Lá fomos recepcionadas por uma senhora, que nos deu informações sobre como vivem no local, detalhes da rotina, mostrou o artesanato fabricado por eles, as aves que vivem por lá. Bem legal. Chamou a atenção a limpeza, o capricho na área da comunidade.

Cheguei de volta na cidade eram quase 13 horas. Fui rapidinho na pousada tomar um banho, organizei minhas coisas e fiz o check out. Com a mochila nas costas caminhei até o ponto de táxi compartilhado para fazer o trecho de volta à Manaus. Logo já estávamos partindo.

Cheguei em Manaus por volta das 16 horas e novamente me instalei no Local Hostel. Fiquei de papo com um pessoal que conheci por lá. A noitinha saí pra rua pra comer algo, pois não havia almoçado, só havia comido um salgado. Um amigo que fiz no hostel e que já estava a algum tempo em Manaus me acompanhou no programa.

Foi assim que fui parar num local adorável em Manaus e que super recomendo: o Casarão de Ideias. Localizado na Rua Barroso, num casarão histórico pintado de rosa, de três andares, além do terraço superior, é um espaço plural. Misto de cafeteria, livraria, faz exibição de filmes alternativos, um espaço cultural, onde na ocasião havia uma exposição com um tema que simplesmente amo de paixão: Frida Kahlo! Isso não pode ser coincidência né? A exposição teve início no dia anterior.

Por fim, nos instalamos no bar localizado no terraço onde rolava música ao vivo, MPB, pop rock. Lugar adorável! Comemos caldos, o meu era de feijão. Apimentado, mas bom. Ali foi muita água, viu. Pena que não levei o celular comigo pra fazer fotinhos desse lugar nota 10 em Manaus.

Eu e o Sérgio demos muita risada contando histórias de viagens (óbvio, num encontro de viajantes), compartilhamos dicas sobre destinos e tal. Foi um tempo muito divertido que passamos juntos. Ainda conhecemos o dono do espaço. O gerente nos mostrou a boate que funciona em anexo ao prédio e fiquei simplesmente chocada com a vista que se tem dali para o Teatro Amazonas.

Eram quase 22 horas quando retornamos ao Local Hostel. Me despedi de Sérgio, trocamos contatos e fui dormir.

Dia 09 – Acordei cedinho e tomei chimarrão na área de convivência do hostel. Encontrei Sérgio e fomos até à padaria comprar pão para o café que ele preparou para nós no retorno. Sérgio saiu pra rua encontrar amigos e eu fiquei conversando com uma menina recém chegada em Manaus.

Pelo whatsapp eu combinava um encontro com uma amiga gaúcha, a Elaine. Ela ficou de me buscar próximo ao meio-dia. Então acompanhei a garota numa caminhada no Centro Histórico, para lhe fazer algumas indicações de lugares a visitar. Ela agendou visita ao interior do Teatro Amazonas, tour que eu já fiz no passado. Nos despedimos e fiquei aguardando a Elaine me buscar, o que não tardou.

Na companhia de Elaine e amigos dela, passamos o dia curtindo o Abaré Restaurante Flutuante. Bem bacana a estrutura do local. Ficamos lá até por volta das 17 horas, com muito banho de rio. Depois segui para a casa da Elaine, onde fui recepcionada com um gostoso churrasco gaúcho e muito papo. Dormi na casa.

Dia 10 – Dormi muito bem, acordei descansada. Tomei café com os amigos, depois chimarrão. Fizemos uma caminhada pelo entorno da casa dela, que fica num condomínio, local bem tranquilo, com muito verde. Retornei para banho e para almoçar. Me despedi da família de Elaine e ela me levou de carro até o aeroporto, onde me despedi dela, um até logo, esperamos. Fiquei muito grata pela acolhida dessa amiga que eu não encontrava a muitos anos. Fiquei especialmente feliz por encontrá-la bem, com a vida organizada, super estudiosa, com doutorado em andamento. Um mulherão!

Cheguei em Belém às 16 h 30 min. Lu me aguardava no aeroporto. Não sei se ele percebeu, mas a mulher que o acompanhou para casa não era mais aquela de 10 dias atrás, que ele deixou no portão do aeroporto de Belém. Esta de agora era uma jovenzinha com olhar brilhante, pele bronzeada, tostada pelo sol, cabelos desgrenhados e trazia uma mochila pesada nas costas. E tagarela, tinha muitas histórias pra contar, muitos novos contatos na agenda do celular. É isso que as viagens fazem comigo. Volto com ânimo novo, revigorada, reenergizada e de bem com a vida. Espero que com você também seja assim.

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