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O que fazer em Belém/PA – dicas de turismo na capital paraense – Brasil

Residindo na capital paraense desde o início do ano (fato noticiado aqui link Belém/PA: meu novo endereço! ) e uma curiosa nata, viajante inveterada, esta que vos escreve já fez check in em muitos atrativos desta linda cidade. Mas obviamente, faltam muitos outros a serem conferidos. E é uma lista em aberto, sempre. Estou super aceitando sugestões de passeios e dicas de recantos a serem visitados na singular cidade das mangueiras, ok.

Vou listando aqui, com comentários sobre minha experiência em cada um deles.

MERCADO VER-O-PESO – O “VEROPA”

Não tem como vir à Belém e não conhecer o Mercado Ver-o-Peso. Ponto nefrálgico da capital paraense, forja a identidade do belenense. Tudo no Ver-o-Peso é intenso: o caos, o barulho, os cheiros, os sabores, as cores e o visual repleto de contrates. Acho que não tem outro lugar em Belém que represente e concentre mais em termos de cultura do Pará, por tudo que lá se vende, se mostra e se consome. E muito especialmente pelas pessoas que por circulam no local – turistas, comerciantes, trabalhadores e chefs em busca de suas especiarias, tudo “junto e misturado”.

Considerado a maior feira livre da América Latina, o Ver-o-Peso é um dos mercados mais antigos do país, um patrimônio cultural e humano às margens rio Guamá, na baía do Guajará, tombado pelo Iphan em 2012. Em 1625 era entreposto fiscal, local onde se media o peso das mercadorias para que fosse possível cobrar os impostos devidos à Coroa Portuguesa. Vem daí a origem do nome “ver o peso” (antes, Casa do Haver-o-Peso).

O Ver-o-Peso é um complexo imenso com prédios tombados, áreas específicas (como o Mercado de Carnes e de Peixes), além de inúmeras barracas distribuídas por setores: artesanato, frutas, farinhas, ervas, animais, polpas, entre outros. No total são 16 setores e um mundo à parte e muito pitoresco.

Eu sempre levo minhas visitas ao “Veropa” e todas saem de lá chocadas com tudo e tanto que veem por lá. Euzinha costumo dar uma chegada no mercado uma vez na semana para comprar peixes e camarões. Mas sobretudo, para circular, sentir e participar do “clima”. Adoro!

Recentemente descobri um outro atrativo, imperdível, coladinho no Ver-o-Peso, do outro lado da rua: o Mercado de Carne, também conhecido como Mercado Municipal ou Mercado Bolonha. A edificação foi feita pelo engenheiro Francisco Bolonha. Externamente é de alvenaria e com pátio interno com imponente estrutura metálica no estilo art nouveau. É composto de quatro corpos iguais e autônomos onde se localizam as lojas, separadas por duas vias que se cruzam. Dispõe de um pequeno pavilhão e um lindo mirante circular também em ferro.

Lá se comercializam carnes, vendidas do modo tradicional, expostas em ganchos ou encima da bancada, sem refrigeração. No local também há vários restaurantes que servem comida regional no almoço e no café da manhã. Vi algumas bancas de artesanato e de artigos de umbanda. Vale a pena anexar o Mercado de Carne à visita ao Ver-o-Peso.

ESTAÇÃO DAS DOCAS E PASSEIO DE BARCO

A Estação das Docas é um dos cartões postais de Belém. Integra facilmente num mesmo tour com o Ver-o-Peso, pois localiza-se praticamente ao lado. Trata-se de um complexo turístico moderno construído em galpões de ferro restaurados do antigo porto. Foi inaugurado no ano de 2000 e oferece várias opções gastronômicas, lojas de artesanato e passeios de barco pela Baía do Guajará. Mas o Top 10 do local é um visual lindo da capital do Pará às margens do rio, principalmente no final da tarde. Se tiver a sorte de pegar um pôr do sol… Égua! (vide dicionário paraense).

O lazer do pessoal, além de curtir a vista linda, confraternizar com a família e amigos, é ficar petiscando e bebendo chopp, cerveja (as locais Tijuca ou Cerpa, de preferência). Outra opção são as artesanais da Amazon Beer.

O passeio de barco no Rio Guamá eu super recomendo. É aquele básico que satisfaz. Tem música ao vivo, uma bandinha que toca as músicas regionais do Pará, um casal de bailarinos que reproduz danças típicas, com muitas trocas de figurinos, e uma guia super divertida que vai explicando sobre a história e a cultura do paraense, de forma descontraída e bem interessante. Também vai indicando os pontos de interesse que vão passando na orla de Belém.

Esse passeio de barco parte da Estação das Docas mesmo. O ingresso é adquirido no escritório da empresa Vale Verde Turismo, instalada numa extremidade do complexo. Parte às 17 h 30 min. O valor em 2021 era de 50 reais. Mas tem uma promo ótima às quartas-feiras, quando o ingresso sai por 30 reais. Muuuuitooo legal! Vale a pena mesmo. Tem duração de uma hora e meia.

IGREJAS

O paraense é um povo muito religioso. Se destaca nessa afirmação a devoção à Nossa Senhora de Nazaré e o evento monumental do Círio de Nazaré.

Como mudei para Belém em plena pandemia, não tive o prazer de participar da procissão do Círio, mas estou bem esperançosa que em 2022 isto seja possível. Penso que deve ser muito emocionante acompanhar e participar desse grande momento de fé.  As imagens que vi na net da multidão são impressionantes. Os organizadores da festa recebem a cada ano mais de 2 milhões de devotos no segundo domingo do mês de outubro, para a celebração do Círio. Mas efetivamente a programação do Círio e o agito na cidade se estende por todo o mês.

Ainda este ano, mesmo com as restrições em virtude da pandemia eu consegui acompanhar eventos da programação do Círio 2021 e eu achei tudo lindo demais. Foi emocionante ver da sacada do apartamento os romeiros passando durante a noite, na madrugada, em direção ao Santuário de Nazaré, rezando e cantando. A imagem da Santa também sobrevoou a cidade num helicóptero e passou pertinho de casa. Demais!

Arraial do Círio em 2021

Dentro desse contexto de devoção e fé dois endereços em Belém são importantíssimos e merecem serem visitados, independente da religião do turista na capital: a Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré e a Catedral Metropolitana de Belém ou simplesmente Catedral da Sé.

Erguida em 1909 sobre o local onde foi achada a imagem da Santa, a Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré hoje é um dos lugares mais importantes e sagrados para os paraenses. O templo, inaugurado em 1923 e único santuário na Amazônia, hoje abriga a imagem original encontrada no início do século XVIII. Durante os festejos do Círio, a Santa recebe um novo manto e desce do altar-mor (chamado de Glória) para que os fiéis possam apreciá-la mais de perto. O dia da descida da Santa é um dos mais aguardados do Círio e reúne milhares de fiéis na Basílica.

Durante todo o ano a Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré é aberta para os turistas e fiéis. Em uma visita ao local não deixe de apreciar os belos vitrais, as obras de arte sacras e o maravilhoso órgão que compõe o mobiliário da igreja.

A Basílica foi um dos primeiros lugares que visitei quando mudei para Belém. E é claro, não deixei de amarrar uma fita colorida no gradil localizado em frente, junto com meus pedidos à Santa. Também levei minhas meninas para fazer o mesmo e é ponto obrigatório no tour com minhas visitas. Todos ficam impressionados com a beleza do templo religioso. Depois a gente sempre dá uma passadinha na lojinha da Basílica, a Lírio Mimoso, para levar pra casa uma lembrancinha básica carregada de sentimento e religiosidade.

Outra Igreja muito linda que merece ser vistada na capital paraense é a Catedral Metropolitana de Belém ou Catedral da Sé, como é mais conhecida, localizada no Centro Histórico.

Juntamente com a Basílica, faz parte do roteiro do Círio de Nazaré. É dali que parte a procissão.

Construída entre os anos de 1748 e 1774, barroca no exterior e neoclássica por dentro, tem sua nave iluminada por 18 candelabros de ferro. Quando for até lá não deixe de reparar no órgão, que veio da França e foi restaurado em 1996, e nas pinturas do século 19. A Catedral é daqueles lugares que surpreende, sabe. A visão exterior não entrega a maravilha contida no interior do prédio.

Na mesma área da Catedral da Sé, do outro lado da Praça Frei Caetano Brandão, está localizado o Museu de Arte Sacra de Belém e a Igreja de São Francisco Xavier (também conhecida como de Santo Alexandre), prédio datado de 1719. No acervo do museu há quase 400 peças sacras entre esculturas, quadros e prataria. O antigo complexo jesuíta, da época do Brasil colônia, foi tombado pelo Iphan e é considerado um dos mais importantes ainda existentes no país. Para quem gosta de História e arte sacra super recomendo visitar.

No térreo do edifício ainda há uma mostra da coleção de Muiraquitãs do Governo do Pará. São mais de 70 amuletos indígenas em forma de animal, normalmente sapos talhados em pedra verde. Eu tenho o meu!

Por fim, euzinha, que curto igrejas seculares e cheias de história, indico uma visita à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, que fica bem próxima à Catedral da Sé. Achei a igreja linda, com um acervo de imagens sacras muito interessantes. O altar é lindíssimo!

Foi a primeira igreja de Belém e a primeira igreja da Amazônia. Sua construção teve início em 1626 quando a ordem dos Carmelitas se estabeleceu no Pará. Neste local anteriormente à Igreja, existia uma fazenda de nome Santa Tereza de Monte Alegre, que pertencia a Bento Manuel Parente, o qual fez a doação à Ordem das Carmelitas para a construção da Igreja.

PRAÇAS

Belém conta com lindas praças e parques públicos. Espaços na maioria bem cuidados, conservados e limpos. Arborizados, dão um refresco bacana para o calorão amazônico que se vive por aqui. Eu costumo frequentar as praças de Belém, seja com a família ou para mostrar às visitas.

A Praça Batista Campos, inspirada na belle epoque parisiense, foi um verdadeiro achado. Nela, cinco lagos são interligados por pontes de madeira. E entre pontes e caminhos sob grandes árvores podemos esquecer um pouco onde estamos e do calor de Belém.

A Praça da República também é um local bem bacana para uma caminhada no início da manhã ou no final da tarde, quando a calor diminui. Já teve outros nomes, mas atualmente é denominada como Praça da República, sendo batizado no final do século XIX, em homenagem à nova forma de governo. O Monumento à República está localizado na Praça e ao seu redor são encontrados o Theatro da Paz, o Teatro Waldemar Henrique e o Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará.

O Theatro da Paz reabriu recentemente. Estava em obras de reforma a 9 meses. Já assisti vários espetáculos no Theatro. Com a restauração ficou lindíssimo. Eu afirmo: só vai! Seja para uma visita guiada ou melhor ainda, se durante sua visita à Belém tiver a sorte de coincidir com algum show, algum espetáculo. É uma experiência incrível!

Mas bem do ladinho dele tem um point fofinho que está aberto: o Bar do Parque. Super indico para um pit stop para um drink, uma cervejinha, água, suco, um lanchinho durante a visita na Praça da República. De noite rola uma música ao vivo de qualidade, com MPB e pop rock no Bar.

Minha filha Sara embelezando ainda mais a fachada do Theatro da Paz à noite

CASA DAS ONZE JANELAS

O Espaço Cultural  Casa das Onze Janelas foi inaugurado em 2002, quando se tornou  um espaço museológico destinado à arte moderna e contemporânea. De quebra possui um lindo jardim interno, árvores frondosas, bancos que convidam para um descanso à sombra enquanto se aprecia a vista do Rio Guamá.

No mesmo prédio funciona o estrelado Restaurante do Saulo das Onze Janelas, que possui uma área interna e outra externa, contando com um agradável terraço. Com um cardápio recheado de opções gastronômicos com toques regionais, é interessante para acompanhar um café, um drink, uma cerveja, enquanto se curte o visual e as apresentações dos músicos nos finais de tarde.

FORTE DO PRESÉPIO

O Forte do Presépio marca o berço da cidade de Belém. Construído no início do século XVII, o forte servia de ponto de observação e proteção contra invasões e ataques indígenas que aconteciam por terra e também pelas águas da Baía do Guajará. O povoado de Feliz Lusitânia, que deu origem à atual cidade de Belém, cresceu junto com o forte, que somente na segunda metade do século XIX ganhou muralhas que o separaram da população.

Eu ainda não fiz uma visita na parte interna do Forte, somente na fachada frontal, nos jardins gramados, e já acho muito bonito. Rende lindos enquadramentos. É ponto certo das fotos de formatura dos estudantes de Belém. Em breve vou fazer o tour no Forte e compartilho minha experiência aqui com vocês.

O Forte do Presépio faz parte do circuito conhecido como Complexo Feliz Lusitânia, que marca o Centro Histórico de Belém e inclui também a Casa das Onze Janelas, a Catedral Metropolitana de Belém, a Praça Dom Frei Caetano Brandão e a Igreja de Santo Alexandre, onde funciona o Museu de Arte Sacra.

PARQUES

O Bosque Rodrigues Alves é o Jardim Botânico da Amazônia aqui em Belém. É uma área de preservação ambiental, que foi inaugurado à bastante tempo, em 1883, e que abriga mais de 80 mil espécies de flora e fauna. Há vários animais por ali: preguiça, iguana, tartarugas, garças, jacaré, araras, e muitos macaquinhos vivendo livres. Havia até um peixe-boi, mas infelizmente ele morreu. O bosque possui tantas arvores, que assim que você passa pelo seu portão pensa: Cadê o calor de Belém? Você literalmente entra em um pedaço da Floresta Amazônica.

O ingresso para visitar o Bosque custa apenas 2 reais. Ta aí um passeio muito bacana pra se fazer na cidade.

O Portal da Amazônia não é bem um parque, ainda. Criado às margens do Rio Guamá, como uma área de requalificação das margens do rio, é um espaço com área verde, espaços de convivência, práticas de exercícios como corridas, caminhadas etc. Além de espaços para contemplação que avançam sobre o rio, com bancos e decks, ideais para ficar admirando o rio e o céu. Na minha opinião, o grande destaque do Portal é o final da tarde, com belíssimos pores do sol.

O Mangal das Garças foi inaugurado em 2005 e é resultado da revitalização de uma área de cerca de 40.000 metros quadrados às margens do Rio Guamá.

Conhecer o Mangal não é um passeio tão rápido se você quiser conhecer tudo o que ele tem a oferecer. A entrada ao Parque é de graça, você só paga se quiser conhecer a Reserva José Márcio Ayres (Borboletário) e o Farol de Belém pra se ter uma vista do rio e da cidade lá de cima (apenas 5 reais cada um dos atrativos).

Também fica no parque, na parte térrea do prédio onde está instalado o Restaurante Manjar das Garças, o Memorial Amazônico da Navegação. Os visitantes encontram no Memorial aspectos da evolução dos meios de transporte de navegação na Amazônia, revelados na exposição de barcos que são muitos utilizados na região Norte.

Tem muita coisa linda no Mangal e considero um passeio imperdível. Muitas garças voando livres, os guarás colorindo a paisagem com suas penas vermelhas, iguanas tomando sol preguiçosamente, as borboletas no Borboletário… E claro, a lindíssima paisagem do rio se tomando o acesso pelo Mirante. Tudo isso em meio ao verde e lagos.

O Parque da Residência é um delicioso suspiro em meio à cidade de Belém. O espaço mistura uma gostosa área verde a atividades culturais e convida a um passeio relaxante, seja por 10 minutos ou por algumas horas. Marcado por um grande casarão histórico que servia de residência para os governadores do Pará, o Parque da Residência oferece diversos espaços para curtir o dia. No local, há um lindo orquidário, um coreto convidativo, o restaurante Aviú do Parque — que serve bem para um almoço ou café —, além de um antigo vagão de trem que hoje é uma sorveteria.

A parte cultural fica por conta de um bom anfiteatro ao ar livre e do Teatro Estação Gasômetro, amplo espaço dedicado a apresentações de música, dança e teatro. O teatro, com 400 lugares, funciona nas antigas instalações da Companhia de Gás do Pará. Vale conferir a agenda cultural de Belém para aproveitar as apresentações.

O Parque Estadual do Utinga é um oásis de verde em meio à cidade de Belém. Unidade de conservação ambiental, esse grande parque permite ter contato íntimo com as belezas naturais da região sem precisar sair da cidade. Fomos conhecê-lo durante a pandemia, por isso algumas atrações estavam fechadas, como as trilhas. Por enquanto experimentamos caminhadas e passeio de bicicleta com toda a nossa galera, passando por lagos e muito verde.

Além de oferecer recreação saudável para milhares de pessoas, o Utinga também tem a função de aportar, tratar e abastecer com água potável 70% da população da Região Metropolitana de Belém (cerca de 1,5 milhão de pessoas).

A chegada ao Utinga já impressiona. Uma grande sumaúma dá as boas-vindas aos visitantes. No final do percurso vale uma parada para relaxar no Café do Retorno.

PRAIAS DE RIO

Na área urbanizada de Belém não há praias com faixas de areia. Mas bem pertinho da capital há opções para quem quer curtir banhos de rio.

Uma delas e que já visitamos algumas vezes é acessar com barco a Ilha do Combu, que fica bem em frente à cidade. É um programa para um dia inteiro, se tiver tempo e disposição. Há vários restaurantes que oferecem comida regional e áreas para banho, tanto nos “furos” (canais de água no interior da ilha) quanto de frente para o Rio Guamá. Você só tem o trabalho de escolher em qual deles deseja ir, que os barcos que partem da Estação Hidroviária levam você.

Foi assim que conhecemos os restaurantes Saldosa Maloca, Mirante da Ilha e Chalé da Ilha do Combu. Os três são bem bacanas, mas até então nosso preferido é o Chalé da Ilha. Durante um dos nossos passeios também conhecemos a produção de chocolates orgânicos da Filha do Combu, que é muito interessante e vale a pena conhecer. Sobre a Ilha do Combu sugiro a leitura no link aqui Ilha do Combu: A floresta na porta de casa – Belém/PA – Brasil.

Outra opção perto de Belém, 25 quilômetros do centro (cerca de 45 min de carro), é a Ilha de Caratateua, mais conhecida como Outeiro. É um dos destinos mais populares entre os veranistas que moram na capital. Com praias de água doce e preços de transporte acessíveis, o balneário é bastante procurado não apenas durante os finais de semana das férias, mas ao longo do ano.

Nós fomos num domingo, durante a pandemia, e encontramos poucas pessoas na praia e restaurantes quase vazios. Inicialmente espiamos a Praia Grande e depois decidimos nos instalar num restaurante na Praia do Amor. O clima estava meio chato, nublado, intercalando pancadas de chuva e sol. Coisas do Pará. Mesmo assim aproveitamos e nos banhamos nas águas turvas da baía do Guajará. Valeu conhecer.

Antes de chegar na Ilha do Outeiro passamos por Icoaraci, distrito de Belém, e famoso pela produção de peças em cerâmica. Eu quis conhecer os locais de produção da cerâmica marajoara, no Bairro de Paracuri e também a Feira de Paracuri, na orla do rio, onde as peças são vendidas aos turistas. Achei bem interessante.

Icoaraci também é o ponto de partida para outro destino de lazer pertinho da capital: a Ilha de Cotijuba. Toma-se um barco no porto de Icoaraci, localizado na Rua Siqueira Mendes. Tem vários horários, de hora em hora e a passagem custa 7 reais. Foi assim que fizemos. Mas depois fiquei sabendo que também há barcos para Cotijuba que partem da Praça do Pescador, próximo ao Mercado Ver-o-Peso.

Dica: vá cedo! Porque a logística toda pra chegar na praia na Ilha de Cotijuba demora.

Na nossa primeira experiência em Cotijuba saímos de casa muito tarde. Quando chegamos no trapiche na ilha já eram 11 horas da manhã. Ou seja, nossos planos iniciais de conhecermos a Praia do Vai Quem Quer foram adiados para uma próxima oportunidade. Isto porque ainda teríamos uns 45 minutos de “motorrete” (invenção local, misto de moto com charrete, leva até 8 passageiros) até a praia. Então concluímos que teríamos pouco tempo para aproveitar o local.

Ouvimos sugestões de outros passageiros do barco e nos tocamos a pé mesmo para a Praia do Farol. Passamos um ótimo domingo por lá, com muito banho de rio. Delícia. Só saímos já no final da tarde, com chuva. Bem normal no Pará.

Esse dia foi divertido pela presença de nossa dupla peluda. Primeiro que chegamos para embarcar no barco com eles na guia, bem tranquilos e faceiros. Inicialmente fomos impedidos de embarcar porque não tínhamos caixas de transporte e havia determinações regulamentares sobre o transporte de pets nas embarcações. Puxa vida… ficamos de lado argumentando com um senhor que recebia os passageiros. Nossa turma ali, prontinha pra curtir Cotijuba, e aquele impasse. Felizmente o senhor se penalizou com a gente e deixou a gente embarcar, cochichando “vão lá para o fundo do barco, escondam eles, sem barulho”. Pronto! Bora! Toda a família embarcada.

Cora e Chiclete curtiram de montão a Praia do Farol, correram atrás da bolinha e tomaram banho de rio. A Cora parecia um cachorro à milanesa, de tanto se rolar na areia. Figurinhas!

Para o retorno de Cotijuba já nos antecipamos e escondemos os dogs antes de chegar no píer. Chiclete dentro de uma sacola, e Cora enrolada numa canga de praia, no meu colo, como se fosse um bebê. A estratégia deu certo e eles seguiram viagem conosco no barco até atracarmos novamente no porto em Icoaraci. Pensem na diversão!

Na nossa segunda estada na Ilha de Cotijuba já nos organizamos e saímos bem cedo de casa, dispostos a passar o dia na Praia do Vai Quem Quer. Aproveitamos a visita de minha mãe e de uma amiga para encararmos essa aventura. Fizemos a mesma logística de barco para chegar até à ilha (desta vez deixamos os amigos peludos em casa) e em terra contratamos os serviços de uma “motorrete”. Todos embarcados (estávamos em 8 pessoas), seguimos chacoalhando, entre gargalhadas, pela estrada de terra e areia, por uns 45 minutos, até chegarmos na praia.

Lá escolhemos a barraca de praia onde nos instalamos e aproveitamos um delicioso dia. Adorei a estrutura e o atendimento da Barraca Sonho Meu. Atrás dela funciona uma pousada chamada Sol & Lua. Fui conhecer a pousada e adorei tudo. Fiquei doidinha para em outra oportunidade pernoitar lá, ver o sol se pôr e o amanhecer na praia. Deve ser lindo. Estou só pela oportunidade, que vai rolar com certeza.

Retornamos da praia no final da tarde, novamente com a motorrete e depois o barco até Icoaraci. Show de passeio! Super indico.

Ainda nesse tópico sobre as praias de rio vou fazer uma menção à Ilha do Mosqueiro. Embora seja um distrito administrativo do município de Belém, está localizada a 70 quilômetros do centro da cidade, por trajeto rodoviário . De fato, Mosqueiro é uma ilha fluvial localizada na costa oriental da baía do Marajó, circundada ao norte pelo baía da Sol, ao leste pelo furo das Marinhas e ao sul pela baía do Guajará. Já escrevi aqui no blog dois posts sobre a Ilha do Mosqueiro, que conta com mais de vinte praias entre faixas de areia à beira-rio e igarapés (tenho a minha preferida por lá). Os links sobre Mosqueiro estão aqui Mosqueiro: praia de rio com visual (e ondas!) de mar – Belém/PA – Brasil e Marahu – Conexão: com o lugar ou com as pessoas que lá estão? – Brasil .

ONDE COMER (E BEBER) EM BELÉM

Nossa, a sugestão desse tópico é insana, porque tem muitos lugares bacanas pra se comer E beber em Belém, especialmente a comida regional, típica do Pará. Então é muito difícil relacionar todos os lugares merecedores de destaque na Capital. Pensando melhor, vou deixar este assunto para um post a parte, destinado ao tema. Enquanto isso vou espichando a minha lista de check in em bares, cafés e restaurantes conferidos por mim por aqui. Desde já estou aceitando sugestões, ok.

MERCADO DA VINTE E CINCO

O bacana do Mercado da 25 de Setembro é que fica próximo de casa. Se eu quiser fazer uma caminhada (e suar bastante!) é coisa de uns 15 minutos seguindo pela rua Rômulo Maiorana até chegar à avenida Vinte e Cinco de Setembro, onde está localizada a famosa “Feira da 25”.

É menor, mais limpa e mais organizada que o Mercado Ver-o-Peso. E tem grande parte dos mesmos produtos. Lá é possível encontrar especialmente frutas, plantas e ervas, bem como comprar peixes, caranguejo e camarão desidratado. Aliás, este último é uma ótima dica de petisco para acompanhar uma cervejinha gelada. Para quem gosta de comer açaí na tigela, uma dica é fazer uma parada na Barraca do Açaí, local onde você pode comprar a polpa da fruta triturada na hora. Aliás, na feira tem uma área de alimentação com várias bancas de comida regional que garantem um típico café da manhã paraense, que pode incluir peixe frito, sopa e tapioca, claro. Eu costumo levar minhas visitas para tomar café da manhã por lá.

Bom pessoal, esse post já está bem extenso e ficaria muito mais se eu continuasse listando todos os atrativos desta linda e peculiar cidade de Belém, capital que escolhi morar e adoro! Acho que pelo tempo que estou residindo aqui, 10 meses, eu já conheci bastante coisa, mas sei que tem muito mais ainda. Que espero visitar e usufruir logo, logo. Acompanhem por aqui que vou atualizando a lista.

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