Brasil

Iniciando o Mochilão 2021 – Part. I: Pará – Brasil

Como já antecipei no post anterior, link aqui Mochilão Brasil 2021: Pará, Maranhão e Piauí – Brasil, assim que minhas mocinhas partiram de férias rumo ao Sul, no mesmo dia eu tomei um ônibus, que me levou até a cidade de Marabá, no Sudeste Paraense, dando efetivamente início ao meu mochilão de 15 dias pelo Pará, Maranhão e Piauí. A viagem de ônibus foi longa. Foram cerca de 9 horas na estrada, atravessando a noite. Felizmente o ônibus era muito confortável. Fui a maior parte do trajeto sozinha no andar inferior do ônibus double decker, numa poltrona enorme, espaçosa e macia.

Cheguei na rodoviária de Marabá pouco depois das 4 horas da madrugada. Peguei um táxi que me deixou no hotel, reservado anteriormente. Tratei de tomar um banho e depois me espichei na cama, para descansar da longa viagem.

Minha ida até a longínqua cidade de Marabá tinha um especial propósito: eu queria viajar no famoso trem da Estrada de Ferro de Carajás. Eu já escrevi por aqui que adoro viajar de trem. Concordo com a citação que diz “viajar é de trem, os demais são meios de transporte”. Gosto do ritmo mais lento do trem, de ver a paisagem passando devagarinho pela janela, dos encontros e das conversas com os moradores das pequenas cidades que ficam no trajeto, as histórias que sempre rolam. Um quê de nostalgia, eu acho. Por isso eu fui. Comprei antecipadamente meu ticket pelo site da Vale, a empresa que administra esse percurso ferroviário que parte de Parauapegas, no Pará e vai até a Estação Anjo da Guarda, em São Luis, no Maranhão (também faz o percurso inverso), com várias paradas em cidades no caminho.

Existem dois tipos de bilhetes, o da classe Executiva (132 reais) e da classe Econômica (75 reais). Eu pretendia adquirir um bilhete da classe Executiva, porque li a informação de que tinha mais conforto (basicamente o encosto do banco reclinar), mas não havia mais disponibilidade de venda para a data que eu pretendia. Sendo assim, encarei o da classe Econômica mesmo.

Considerando o cansaço do deslocamento de ônibus desde Belém e mais a previsão de cerca de 13 horas de viagem de trem até São Luis, me organizei para ficar um dia em Marabá, descansando no intervalo entre as duas longas viagens. Foi uma decisão acertada.

Quanto à Marabá, que eu não conhecia, continuo sem saber quase nada. Como disse, reservei o dia para descansar, relaxar. Eu pretendia apenas conferir a avenida beira rio, ver o pôr do sol no rio Tocantins, mas após o almoço o tempo começou a fechar, ameaçando chuviscar. Então mudei meus planos. De manhã curti a piscina do hotel, pois fazia muito calor na cidade. Almocei por ali mesmo. Depois do almoço fiz uma soneca e quando acordei chamei um Uber, que me levou até um shopping da cidade. Dei umas voltas pelo shopping e depois fui ao cinema. Foi engraçado porque eu era a única espectadora dentro da sala do cinema. Assisti Casa Gucci, com Lady Gaga. Gostei do filme. Sem maiores pretensões.

Quando saí da sala do cinema tomei um café, comi um doce e novamente chamei um Uber que me levou de volta ao hotel. No trajeto já deixei combinado com o motorista para na manhã seguinte me levar até a Estação Ferroviária de Marabá, para enfim pegar o trem.

Jantei no hotel mesmo, um iFood me socorreu, então não precisei sair para a rua novamente. De manhã tomei meu café cedinho e às 7 h 30 min o Uber me aguardava em frente ao hotel. Peguei minha mochila e seguimos. Eram 8 h eu já estava na estação de trem. Lá aguardei por cerca de meia hora e então o trem chegou, se anunciando com seu barulho característico do ferro roçando nos trilhos. Movimento de passageiros, bagagens e funcionários na plataforma da estação. Achei tudo muito organizado. Os funcionários solícitos, indicaram o meu vagão e o meu assento. O trem me surpreendeu positivamente: moderno, limpo. Realmente o detalhe do encosto não reclinar me maltratou um tanto, meu ciático reclamou a viagem inteira, mas sobrevivi lindamente. Passei o dia observando a paisagem se alternar na janela, o sobe e desce dos passageiros nas paradas previstas e comendo lanches e refeições que me eram oferecidas nos carrinhos que passavam pelo corredor. O tempo foi passando e quando vi já era noite. Aí foram mais algumas horas e a viagem deu-se por encerrada. O trem chegou mais cedo do que o previsto em São Luis, por volta das 21 h.

Essa chegada em São Luis marca o final desta parte do relato que se refere ao Pará. No próximo conto como foi minha estada, meu mochilão, no Maranhão. Me acompanhem.

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