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Carnaval/2022 no ritmo do carimbó na Ilha do Marajó – Pará – Brasil

Feriado de Carnaval 2022. Cinco dias de folga do trabalho do Lu e da escola das meninas. Para uma “guria passeadeira” como eu não era algo a se desperdiçar, de jeito nenhum… Lá por janeiro já comecei a matutar sobre um possível destino para aproveitarmos a folga. Logo me veio a mente: Ilha do Marajó – O Retorno! Risos.

Mesmo morando em Belém, ir à Ilha do Marajó requer uma certa logística e demanda tempo e dinheiro, um pouco mais ou um pouco menos, dependendo do meio de locomoção (sempre por água, né) escolhido para acessar a ilha: lancha rápida, barco regional ou balsa (ferry boat). Nós já tínhamos experimentado a lancha rápida e o barco regional. Era a hora de aproveitarmos que tínhamos um pouco mais de tempo e utilizarmos a balsa. A ideia ganhou força diante da possibilidade de estarmos motorizados no Marajó. Estar de carro facilitaria muito o deslocamento até os pontos de interesse, pois são distantes um do outro. Aliado ao fato de podermos levar nossa dupla canina… fechou!

Compramos os tickets de ida e volta para a balsa com bastante antecedência, já prevendo um grande movimento em virtude do feriado. Adquirimos na loja física da Henvil, a empresa que administra a balsa, desde Icoaraci até o Porto de Camará, no Marajó. Lá soubemos da exigência de caixas de transporte para o traslado dos dogs na balsa. Como não estávamos dispostos a investir na compra das caixas naquele momento, fizemos alguns contatos e conseguimos duas delas emprestadas.

Na noite anterior a nossa saída fomos abarrotando o porta-malas de nossa Spin com sacolas, mochilas, lanches, tralhas mil. Ainda bem que há bastante espaço. E mesmo assim o carro seguiu lotado até o teto.

Acordamos no sábado por volta de 5 horas da manhã, nos organizamos e seguimos de carro até o Distrito de Icoaraci, de onde partem as balsas da Henvil. O nosso ticket marcava saída para às 7 horas. Nos aproximando do local onde a balsa estava atracada já percebemos que o negócio seria “daquele jeito”: trânsito caótico para acessar a área da balsa, muitos carros enfileirados, outros tantos tentando furar a fila, pessoas a pé, que também utilizam o serviço da balsa, vendedores de água e lanches… Uma confusão. Mas no final deu tudo certo e conseguimos entrar. A balsa partiu com meia hora de atraso. Desde ali foram cerca de 3 horas e meia de navegação.

Tempo suficiente para zanzarmos pra cima e pra baixo pelos três andares da balsa, carregando os cachorros nas caixas de transporte, até que desistimos e retornamos com eles para o carro. Observamos que as pessoas tinham seus pets soltos dentro de seus carros e copiamos a ideia. Foi melhor para eles e para nós. Compramos lanches e cafés na lanchonete da balsa e ficamos admirando a paisagem da baía do Marajó, conversando, sentindo a brisa, fazendo fotinhos. Quando a garotada estava começando a cansar nos aproximamos do do porto.

Já com o carro em terra, desembarcado, rodamos por cerca de 70 quilômetros por asfalto até a cidade de Salvaterra, às margens do Rio Paracuari, que separa este município de Soure. O carro ficou na fila da balsa, com nosso super motora, o Lu. Eu, as meninas e os cachorros fomos antes, atravessamos o rio num barco a motor, e em poucos minutos estávamos em Soure. O Lu chegou meia hora depois.

Travessia de barquinho no Rio Paracuari

Num primeiro momento fomos nos instalar na Pousada Aruanã, onde ocupamos dois quartos. Eu já conhecia a pousada, já havia me hospedado ali em outubro/21 e fiquei satisfeita com a estrutura e os serviços. As meninas curtiram a piscina limpa e a água em temperatura bem agradável, quase morna. Depois fomos almoçar. Mais uma vez eu estava no Restaurante Patú-Anú, que fica na esquina da pousada. Recomendo este restaurante em Soure: pratos generosos por preços justos. Pedimos um filé marajoara (carne e queijo de búfalo) e outro filé de carne bovina. Tudo muito gostoso com jeito de comida caseira.

Resolvida a questão da fome retornamos à Aruanã para descansar. Afinal, havíamos acordado muito cedo naquele dia e enfrentamos a travessia da baía do Marajó por quase 4 horas. Acabou que todo mundo fez uma soneca comprida enquanto lá fora descia água do céu. Aquela chuva típica do período do inverno amazônico aqui na região Norte.

Quase 17 horas resolvemos dar uma volta, fomos até a Praia de Barra Velha. Tempo nublado, intercalando com chuvisco, maré enchendo. Ficamos na beira da praia, molhando os pés, brincando com os cachorros, jogando vôlei até o finalzinho da tarde.

Depois fizemos o trajeto de retorno à pousada com um pit stop no Atelier Arte Marajó. Eu fiquei encantada com as peças em cerâmica e madeira produzidas ali pelos artesãos e não resisti em comprar uma lembrancinha. Já na pousada foi o tempo de curtir a piscina, em seguida chuveiro e saímos para jantar no Restaurante Ilha Bela. Comemos uns petiscos por lá e em seguida deixamos o trio de garotas na pousada para descansarem e usufruírem da wi-fi e do ar condicionado. Eu e o Lu tínhamos planos para aquele sábado de Carnaval.

É claro que euzinha a cerca de um mês atrás já havia pesquisado sobre programações carnavalescas na ilha. Foi assim que eu descobri os Tambores do Pacoval. Trata-se de um grupo de moradores de Soure que cultuam as tradições marajoaras, entre elas a roda de carimbó. O grupo vive em simbiose com o Atelier Arte e Mangue Marajó, a Associação dos Moradores do Pacoval (AMPAC) e a juventude protagonista desta comunidade.

Peguei minha saia de carimbó que eu mesma havia costurado ano passado, quando recebi a visita das primas Lu e Lita (ambas também presenteadas com saias), e parti com Lu para a periferia de Soure, tendo no Google Maps a indicação da AMPAC.

Depois de rodar por ruas enlameadas e mal iluminadas, rodeadas por casas simples, localizamos pelo barulho dos tambores o local do evento. Num barracão humilde e acolhedor a festa , a roda de carimbó, já rolava solta, animada pelo conjunto Tambores do Pacoval.

Compramos nosso ingresso, com direito ao abadá (uma linda camiseta bem colorida, que eu adorei!) do “carimbloco”, umas cervejas, e eu já quis rodar pelo salão, sacudindo minha saia aos som dos tambores. Coube ao Lu ser o testemunho de minha performance e videomaker, registrando tudinho. Risos.

Gente… uma experiência de encher os olhos de beleza e o coração de esperança. Ver as pessoas daquela comunidade, crianças, velhos, moços, todos cultuando a sua tradição, alegremente, na paz. Percebe-se que eles se apresentam para eles mesmos, expressando a sua riqueza genuína. De verdade, não pra inglês ver, mesmo na presença de turistas brasileiros e estrangeiros que foram até ali para conhecer o grupo. Arrepiei. E eu ali, rodando pelo salão, participando de tudo, brincando com eles. Até um acessório de cabelo pedi emprestado a uma dançarina do grupo para fazer fotinhos. E ela, alegre, animada, me emprestou de boa.

Lá pelas tantas tive fome e então me joguei numa cuia de vatapá servida na cozinha do barracão, que por sinal estava muito gostoso e me renovou as energias. Quando bateu o cansaço eu e o Lu nos despedimos da festa. Saí realizada do evento, pela experiência vivida. Fui, participei de uma legítima roda de carimbó na Ilha do Marajó, na comunidade do Pacoval. Para mim, por ter vivido esse momento, toda a logística para ir ao Marajó no feriado já estava plenamente justificada.

Dormimos largados na cama boa da pousada, sob as bençãos de Nossa Senhora do Ar Condicionado. Risos.

Na manhã seguinte, como de costume, eu e o Lu acordamos cedinho. Tomamos o café da manhã da pousada e depois fomos dar uma caminhada pela orla de Soure, com as companhias caninas. A presença do sol animou para fazer umas fotinhos, especialmente dos búfalos, sempre presentes no cenário local, na sua tranquilidade bovina.

Retornamos à pousada e enquanto as meninas tomavam café, se organizavam, eu aproveitei o tempo para tomar chimarrão sentada na sombra de uma mangueira, no canteiro central da via pública, bem em frente à pousada. Fiquei ali, no bafo amazônico, até que uma pancada de chuva me correu pra dentro da pousada. Já estava mesmo na hora de fazermos check out e partirmos para outras paragens.

Colocamos nossas bagagens novamente no porta-malas do carro e pegamos a estrada, em direção à Praia do Pesqueiro. Eu queria almoçar na barraca da família de minha amiga Rizeli, que conheci em minha anterior estada no Marajó, na companhia das primas. Rizeli e sua mãe, muito amáveis, queridas, nos receberam muito bem e prometi retornar com a família. Cumpri o prometido.

Antes de estacionarmos na Praia do Pesqueiro, no meio do trajeto, fizemos uma parada para conhecer a Fazenda Mironga, conhecida pela fabricação de queijos, doce de leite e outros derivados do leite de búfala.

Achei interessante chegar na fazenda e encontrar o local sem supervisão, apenas uma geladeira com porta envidraçada e a orientação para retirar os produtos e depositar o dinheiro referente às compras num pote de vidro. Um cartaz incentivava “teste sua honestidade”. Bacana. Saí de lá com um pote de doce de leite. Muito gostoso por sinal.

Os diferentes formatos de chifres identificam a variedade do animal

Perambulamos um pouco pela fazenda, junto com outros visitantes, observamos os búfalos no cercado, fizemos fotinhos, e depois retomamos o caminho para o Pesqueiro.

De cara fomos até a Barraca Restaurante Coqueiros, onde reencontrei minha amiga Rizeli e sua mãe comandando o fogão, de onde saem delícias. Nos instalamos na sombra de um guarda-sol com cobertura de palha, tradicional do lugar e fizemos nossos pedidos para o almoço. Ficamos curtindo a praia, comendo, cachorrada brincando na areia, tomamos banho nas lagoas de água quentinha criadas pelo represamento na vazante da maré.

Na Praia do Pesqueiro

Lá pela metade da tarde levantamos acampamento a fim de nos deslocarmos para nossa próxima hospedagem, na Praia do Céu. Eu tinha muita expectativa com relação à reação das meninas diante do nosso bangalô “very roots” que eu havia reservado, após analisar umas fotos que vi na net.

Eu já havia visitado a Praia do Céu e a Praia de Caju-Una, que ficam nas comunidades de mesmo nome, uma vizinha a outra. Eu adorei a vibe rústica, a natureza preservada, a calmaria do lugar. Para chegar até elas se rodam uns 16 quilômetros por estradas de terra. Em certa altura se adentra uma porteira onde fica a Fazenda Bom Jesus. O caminho segue por campos alagados típicos do Marajó, com a presença de rebanhos de búfalos e revoadas de guarás, com suas lindas penas de coloração vermelha.

Quando adentramos na Comunidade do Céu já percebemos que havia festa de Carnaval no salão da associação de moradores, pelo volume das caixas de som e a junção da galera. Tudo muito simples. Quando chegamos na areia foi o momento de estacionar o carro e fazer uma curta caminhada até o Restaurante e Pousada Brisa do Céu, localizado de frente para a praia.

Chegamos por volta das 17 horas e encontramos funcionários cansados, ansiosos para irem pra casa e titubeantes sobre nossa presença, nossa reserva no bangalô. Isso que eu tinha confirmado a reserva uns 10 dias antes.

Como eu temia, foi um momento de estresse com as meninas, que se chocaram com a simplicidade do bangalô com paredes de bambu e cobertura de palha. O pessoal pediu um tempinho para organizar o interior com roupas de cama, toalhas e tal enquanto a turminha aguardava em frente. Euzinha tratei de sair de fininho e fui tomar banho de mar enquanto havia luz do dia. Ficou lá o Lu administrando o destempero das mocinhas. Risos.

Com o banho de descarrego no mar retornei ao nosso grupinho de alma lavada. Percebi pela conversa dos funcionários que estavam doidinhos para rumarem para suas casas e nem um pouco a fim de prepararem jantar pra frente. Para resolver a pendenga soltei: “nos deixem a chave do restaurante e mostrem onde tem comida que a gente mesmo se resolve, pilota o fogão”. Para minha surpresa toparam na hora. Mostraram a cozinha do restaurante para mim e Lu, deram as dicas, deixaram algumas coisas encaminhadas e deram no pé.

A noite caiu e com ela veio a chuva. Muita chuva. Nossa turminha, mais os cachorros, reunidos no restaurante, divididos entre a cozinha, o bar, e a varanda aberta, de frente para a praia. Baixamos as proteções laterais de plástico, porque a chuva chegou com vento.

Na cozinha, eu, Lu e Isa nos dividimos nos preparativos do jantar. Detalhe: no amplo recinto só havia uma lâmpada incandescente com luz fraca, que deixava o ambiente meio na penumbra. Usamos as lanternas dos celulares para melhorar a iluminação e conseguirmos providenciar a refeição. No final das contas saiu um cardápio variado, viu: macarrão com molho de camarões, arroz, bifes na chapa, batata frita, salada de pepino. E de sobremesa, brigadeiro para comer de colher. Topíssimo!

Organizamos a mesa na varanda, quando a chuva e o vento já tinham acalmado. As bebidas foram água, refrigerante e cerveja (que o Lu serviu-se do freezer do bar). Depois do jantar ainda jogamos cartas, escutamos música. Só nós naquele canto da Praia do Céu, em meio às árvores nativas, com o mar ali na frente, o barulho das ondas batendo na praia, a escuridão da noite.

Lá pelas tantas o sono veio. Nos recolhemos em nosso bangalô, encostamos a porta do restaurante e nos organizamos nas camas, cobertos com mosquiteiros e com um ventilador para espantar os mosquitos. Uma rã fez o coro intermitente durante toda a noite, bem embaixo do piso de bambus do bangalô. Deixamos a luz do banheiro ligada, porta entreaberta. Acordei algumas vezes e escutava a chuva caindo. noite.

Gente, foi uma experiência e tanto. Não sei se consigo traduzir tudo o que foi em palavras. Quando o dia amanheceu a chuva havia parado. O céu intercalava entre o nublado e rasgos de céu azul e sol. Madrugadores que somos, eu e o Lu deixamos as meninas dormindo no bangalô e fomos caminhar pela vila, pela comunidade, na companhia dos dogs. Encontramos a rua enlameada, muitas poças de água, em virtude da chuvarada da noite. Mesmo assim caminhamos e fizemos fotos.

Quando retornamos à Brisa do Céu as meninas estavam acordando e os funcionários chegando no restaurante. Nos prepararam o café, que saboreamos na varanda. Simples e gostoso: pão novinho, ovos mexidos e café preto.

Decidimos caminhar pela praia, na beira da água. Acabamos fazendo uma farra nos sujando com a argila que se acumula na praia, bem característica do Marajó. Entre risadas e correria retornamos à pousada para nos lavar.

Organizamos nossas tralhas novamente no porta-malas e nos despedimos da Praia do Céu. Mas antes de retornarmos à cidade de Soure demos uma passada na Praia de Caju-Una. Pena que o tempo estava com a cara amarrada, muito diferente da paisagem ensolarada que eu e as primas Lu e Lita vimos em outubro passado. Caminhamos um pouco pela praia, fizemos algumas fotinhos e enfim seguimos nosso caminho de volta a Soure.

Chegando na cidade retornamos ao Restaurante Patú-Anú para almoçar. E depois pegamos a balsa para travessia do Rio Paracauari e acessar o município de Salvaterra. Por lá nos instalamos no hostel Chez Luisa. Fora a questão dos muitos degraus da escada íngreme a serem vencidos para descer e subir, quase na vertical, para acessar o quarto e a cozinha compartilhada, que fica no alto do prédio, no quarto andar, eu gostei do local. Principalmente o quarto que ficamos, bem confortável.

A chuva e o tempo nublado insistiam em nos acompanhar nas terras marajoaras. O ânimo da galera para passear, ir à praia, não estava dos melhores. Mesmo assim encaramos a preparação de um churrasquinho no jantar, acompanhado de arroz e salada de batatas com maionese (o gás acabou no meio dos preparativos e terminamos de cozinhar no microondas). Os vídeos na TV com as músicas e artistas preferidos das meninas amenizaram o clima meio down. Depois do jantaram organizamos a louça, a cozinha, e fomos dormir.

O dia novamente amanheceu emburrado, com céu nublado, ora chuviscando, ora com períodos de sol e mormaço. Busquei pãozinho recém saído do forno numa padaria próxima, fiz ovos mexidos e passei café. Assim eu e o Lu tomamos nosso café da manhã. As meninas dormiram até mais tarde, aos poucos foram aparecendo na cozinha.

Durante o café eu sugeri ao Lu anteciparmos o nosso retorno à Belém para aquela tarde, ao invés dos planos inciais, previsto para o dia seguinte, Quarta-Feira de Cinzas (inclusive com os tickets da balsa comprados para a data). O Lu concordou. E as meninas então, nem se fala… deu de Marajó chuvoso!

Pela manhã ainda fomos dar um passeio até a Praia Grande, a praia urbana de Salvaterra. Percebi que a orla está num processo de organização do espaço junto a avenida beira rio bem bacana, com instalação de calçadas, gramado, quiosques, um trabalho urbanístico bem legal, que valoriza a paisagem natural. Espero que a ideia prospere e se mantenha para além do ato inaugural (coisa difícil de se ver por aqui, viu).

Foi uma caminhada animada nessa praia, brincando com os cachorros, jogando vôlei com as meninas. Um momento gostoso da viagem.

Retornamos ao hostel perto do meio-dia e preparamos uma macarronada na cozinha coletiva. Depois de lavar a louça, organizar o espaço, fomos desocupar o quarto, carregar as tralhas no carro. Decidimos ir até o porto para ver se conseguíamos antecipar nosso retorno à Belém, mesmo com nossos tickets da balsa apenas para o dia seguinte.

Encontramos filas de carro na rua que dá acesso ao Porto de Camará. Uma delas para quem já tinha o ticket comprado para aquele dia e outra fila para quem não tinha o ticket ou tinha para outro dia (fila de espera), que era o nosso caso. O jeito era aguardar para ver se sobraria vaga para nosso carro.

Ou seja, passamos praticamente a tarde toda na fila, bebendo água, comendo lanches e snacks, andando de um lado para o outro, sem ter certeza do embarque. Felizmente deu certo. Embarcamos no terceiro e último horário da balsa daquele dia, que partiu às 17 horas. A noite nos encontrou no meio da Baía do Marajó. Ao longe avistamos as luzes da cidade de Belém, do distrito de Icoaraci, nosso destino. Depois de mais de três horas de navegação aportamos. Mais um tanto de trânsito e quase às 21 horas estávamos em casa novamente. Cansados mas satisfeitos que tivemos êxito na nossa proposta de retorno antecipado.

Fomos agraciados com um lindo pôr do sol no retorno para Icoaraci

Convicta de que foi uma boa decisão. Não só pela questão do mal tempo na Ilha mas também porque tivemos um dia inteiro (Quarta-Feira de Cinzas) para organizar nossos pertences, limpar tudo, e também descansar, para reiniciar nossas atividades na quinta-feira.

Balanço deste passeio à Ilha do Marajó: é minha terceira estada na ilha. Para o Lu e as meninas foi a segunda vez por lá. Concluímos que pra nós deu. A ilha é muito bonita, uma natureza peculiar e interessante, muita cultura marajoara, mas já tivemos uma suficiente experiência por lá. Para minhas adolescentes é “só mais uma praia”. Ou seja, é muito trabalho e investimento financeiro para algo que pra elas não é mais novidade, não é mais atrativo.

Eu, particularmente, mais interessada em aspectos culturais e curiosidades sobre a vida local do que turismo propriamente dito, me proponho a retornar todas as vezes que minhas visitas desejarem companhia para conhecer as belezas marajoaras, alheia à logística trabalhosa para se chegar a ela. Marajó será sempre espetacular!

Outros relatos sobre nossas experiências marajoaras, acesse os links abaixo:

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