Américas · Intercâmbio

Meus “brazilian friends” no intercâmbio – Califórnia/EUA

Sim, eu sei. Os entendidos sobre técnicas para se dominar um novo idioma dirão acertadamente “fuja de quem fala seu idioma nativo”. Mas eu resistiria a novas amizades? De jeito nenhum! Adoro conhecer pessoas novas, independente de onde são ou que língua falam. Acho que quando existe afinidade, conexão, as coisas fluem de alguma maneira, o entendimento se dá e a gente faz trocas bacanas. Para uma boa amizade, é um pulinho!

Mas sim, não vou negar que durante minha estada em terras gringas eu sentia falta de falar o velho e bom português, minha língua pátria. Enfim… uma coisa levou a outra: pessoas bacanas falando português, histórias de vida interessantes, dispostas a me apresentarem novas perspectivas da Califórnia. Eu estava animada em conhecê-los, claro!

Tais “brazilian friends” me foram apresentados virtualmente por amigos em comum. Aconteceu com a Fabyana e Alex, amigos que conheci através da amiga Maju. Maju, aliás, já me apresentou várias pessoas bacanas. Sobre meu encontro com a brasileira Faby e o americano Alex em Montain View eu contei no post link aqui Redwoods: conhecendo as árvores mais altas do mundo – Califórnia/EUA.

Com Faby e Alex em Montain View

Aliás, tive o prazer de reencontrar Faby e Alex em outras duas oportunidades: num tour que fizemos entre amigas, pela região do Embarcadero, em San Francisco (além de Faby estava comigo a maranhense Lia, sobre quem já falei no post link aqui Mochilão 2021 – Part. II: Maranhão – Brasil) e quando o Lu chegou na Califórnia e fomos fazer uma road trip de carro, antes de retornar ao Brasil, deixamos uma mala guardada na casa do casal por alguns dias. Tenho lembranças deliciosas de meus encontros com esses queridos, das conversas e risadas.

Sobre outros amigos brazucas que fiz na Califórnia… Passei um weekend maravilhosos na companhia dos amigos Alex, Luana e as crianças deles, em South Salmon Creek Beach, na praia, a cerca de uma hora e e meia de carro de San Francisco.

O visual do local onde a família de Luana e Alex moram…

Conheci essa família porque sou amiga da mãe do Alex, que foi minha professora no ensino fundamental. Fui muito bem recebida por eles: teve chimarrão (gaúchos que somos né, tinha que ter), comida gostosa, cerveja, vinho, cama boa, bom papo e caminhadas pela praia.

Casal surfista super acolhedor: Alex e Luana

Eu adorei o lugar, a vibe praiana dessa família surfista. Tive a sorte de curtir um final de semana de sol, céu claro, um pôr do sol de arrasar. Nossa, me fez um bem danado aquele final de semana. Me reenergizou. Fui para a casa deles e depois retornei para Sanfran com Alex, de carona no carro, oportunidade em que ouvi sobre a história dele, a batalha para se firmar nos EUA. Foi muito legal!

A casa deles, pertinho da praia
Contemplação do final de tarde na praia, do alto de uma duna

A outra família, que também me foi apresentada por uma amigo comum (também os visitei em duas oportunidades) foi o casal Kelly e Jorge. Na primeira vez os visitei sozinha e depois retornei na companhia do Lu, durante nossa road trip (em breve vou escrever sobre essa parte incrível da viagem à Califórnia).

Kelly e Jorge são brasileiros que a muitos anos atrás foram trabalhar, “ganhar a vida” nos Estados Unidos. Uns queridões também.

Tudo foi combinado previamente em trocas de mensagens pelo whatsapp. Descobri um bus que me levou da área central de San Francisco até Santa Cruz, no litoral da Califórnia, por 120 quilômetros de estrada asfaltada, com algumas paradas em cidades no trajeto. Essa rota do bus seguiu pelo Vale do Sicílio, em rodovias pelo interior da Califórnia, não foi pela costa. Aguardei a chegada dos novos amigos num bus station, onde foram me buscar de carro.

Santa Cruz é uma cidade muito eclética e com múltiplas personalidades. A mais famosa é a Santa Cruz dos surfistas. Foi lá que o surf foi introduzido nos Estados Unidos continental em 1885. A cidade conta picos de surf ideais para surfistas de todos os níveis – do principiante ao mais avançado – por isso atrai amantes do esporte vindos de todos os cantos do mundo.

Meus novos amigos moravam em Felton, cidade vizinha à Santa Cruz (distância de cerca de 20 minutos de carro), numa charmosa casa em meio a uma floresta de redwoods, que se acessava por uma estradinha estreita e sinuosa, que avançava em meio ao verde da vegetação. Lindo demais!

A noite Jorge preparou um gostoso churrasco, regado por cervejas. Em meio a confraternização teve ela, a festejada erva, que segundo meus novos amigos “na dose certa, cura os males, diversas doenças”, a cannabis (maconha), cujo uso “recreativo” é autorizado na Califórnia. Enfim, boa parte do papo nessa noite rolou em torno do assunto. Foi interessante.

Na manhã seguinte, após o café, seguimos de carro para a área litorânea da cidade de Santa Cruz. Começamos rodando de carro pela bem cuidada avenida costeira, a West Cliff Drive. Estacionamos o carro e caminhamos por um calçadão que liga o Board Walk (onde está o parque de diversões vintage) até a praia Natural Bridges State Beach, uma das principais praias de Santa Cruz. O calçadão passa por várias praias pequenas, pontos de surf avançados (vi muitos surfistas profissas arrasando) e várias encostas fotogênicas que rendem fotos caprichadas com paisagens da praia.

Com Kelly

Almoçamos peixe, frutos do mar num píer chamado Santa Cruz Wharf, construído em 1914. É um lugar bem turistão repleto de lojinhas e alguns restaurantes. O píer é um ótimo lugar para assistir o pôr do sol e para ver leões e lontras marinhas.

Museu do Surf

Passamos ao largo do Board Walk, que é o clássico exemplo de parque de diversões americano que você nos filmes. O de Santa Cruz foi inaugurado em 1907 e tem uma pegada bem vintage. Ele fica em frente a Main Beach, principal praia de Santa Cruz. Seguimos. De lá fomos passear na cidade vizinha de Capitola, onde estava rolando uma festa, com muitas barraquinhas cheias de gostosuras, comidinhas, taças de vinhos, drinks e cervejas. Eu e a Kelly ficamos passeando por ali, conferindo tudo. Depois nos reunimos com Jorge e mais uma amigo para curtirmos um show de uma ótima banda de rock chamada The Lost Boys, que se apresentava num palco, localizado no calçadão em frente à praia.

Foi um momento bem bacana do passeio eu estar com pessoas legais na beira da praia, curtindo música boa, uma astral incrível, coroado por um lindo final de tarde. Me senti abençoada, mais uma vez.

No domingo de manhã Kelly me levou para curtir o clube que ela frequenta na cidade de Felton. Uma estrutura sensacional, com academia, sauna, piscinas. Nos divertimos por lá antes de retornar para almoçar em casa.

Relax

Na metade da tarde o querido casal fez questão de me levar de carro de volta a San Francisco, me deixaram na porta do hotel onde eu estava instalada. Desta vez fizemos o caminho pela costa. O Pacífico ali, ao lado da rodovia, praias lindas da Califórnia… claro que teve paradas para curtir a paisagem, fazer fotinhos.

Visual da estrada no retorno a San Francisco. Lindíssimo.

No início da noite de domingo novamente eu estava no quarto do hotel que foi minha residência em San Francisco, feliz da vida, coração quentinho, pelo maravilhoso final de semana que vivi na companhia de pessoas tão amáveis como Kelly e Jorge, encantada com tudo o que conheci, com o que me mostraram da Califórnia.

Fiz questão de escrever sobre essas experiências felizes que eu tive, de conexão, carinho e receptividade, pelo privilégio de encontrar em meu caminho espíritos acolhedores nesses novos amigos que fizeram toda a diferença na minha avaliação do que foi esse período que passei na Califórnia. Blessed!

Outros posts sobre o intercâmbio na Califórnia estão aqui:

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